Oito sindicatos da CGTP de liderança socialista e bloquista expressaram hoje a sua "condenação clara" à invasão da Ucrânia pela Rússia, manifestando solidariedade para com o povo ucraniano, divergindo da posição assumida pela central sindical.
Num abaixo-assinado apresentado hoje durante uma conferência de imprensa, em Lisboa, os oito sindicatos assumem que a invasão da Ucrânia pela Rússia foi "uma ação militar contra um país independente e soberano", que ataca o direito internacional, considerando que "todas as ações imperialistas, independentemente do Estado que as materialize, são condenáveis" e devem ser "combatidas sem tibiezas".
O documento representa a posição político-sindical do Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM), Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD), Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Alta, Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro, Sindicato Livre dos Pescadores e Profissões Afins, Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins e Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) e Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços do Minho (CESMINHO) -- com a dirigente deste último a ser a única que não pode estar presente na conferência de imprensa.
Sublinhando a "condenação clara" à invasão da Ucrânia pela Rússia e apelando para uma solução sob a égide das Nações Unidas, os sindicatos subscritores notam que esta declaração "segue em linha" com "todo o passado de mais de 50 anos de luta da CGTP-In" pela paz e de solidariedade para com os trabalhadores de todo o mundo.
Com mais de 12 milhões de ucranianos deslocados desde a invasão do país pela Rússia a 24 de fevereiro, cinco milhões dos quais cruzaram as fronteiras, os observadores da ONU identificaram um "padrão duplo" no tratamento dos refugiados.
Os ucranianos foram em geral bem acolhidos, enquanto os migrantes de outras nações atingidas por conflitos são evitados por países ocidentais, chegando mesmo a morrer enquanto tentam chegar à Europa.
“Enquanto os refugiados de outros conflitos são frequentemente rejeitados violentamente nas fronteiras, os ucranianos têm recebido apoio muito amplo e sustentado de diferentes países e foram recebidos com solidariedade pelos países europeus”, nota Oksana Pokalchuk, diretora executiva da Amnistia Internacional na Ucrânia.
No dia em que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou e condecorou as suas tropas em Dnipro, bombas russas continuaram a flagelar o Donbass, segundo relatório do Estado-Maior da Ucrânia.
Depois de na quinta-feira, em pleno quinto mês de conflito, o Presidente russo Vladimir Putin ter dito que a Rússia "ainda não começou nada de sério" na Ucrânia, hoje, Zelensky respondeu-lhe durante uma visita à linha da frente das Forças Armadas ucranianas na região de Dnipro.
"Conversei com os nossos defensores, entreguei-lhes medalhas. O seu espírito é determinado e nos seus olhos há segurança na nossa vitória. Obrigado por lutarem pela liberdade da Ucrânia", salientou Zelensky na região de Dnipro, que faz fronteira com Donetsk a oeste, segundo uma mensagem do gabinete presidencial no Telegram.
Por seu lado, o conselheiro presidencial ucraniano Oleksiy Arestovych considerou que as declarações de Putin foram mais para consumo interno devido ao avanço lento do Exército russo após combate.
"Só um tolo pode pensar que tudo está a correr bem", disse, prevendo que num mês e meio os russos "vão se acalmar nas suas tentativas de avanço".
"Há 37.000 militares russos mortos e entre 98.000 e 117.000 feridos ou doentes. Dez generais foram eliminados e 1.605 tanques, 405 aviões e helicópteros foram destruídos. A Rússia ainda não começou a lutar? O Kremlin só mede a guerra de acordo com a aritmética de Estaline: 20 milhões de mortos?", contestou no Twitter Mykhailo Podolyak, outro conselheiro de Zelensky.
O governador da província de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, afirmou no serviço de mensagens Telegram que na quinta-feira seis civis morreram e outros 21 ficaram feridos em Kramatorsk, Sloviansk, Avdiivka, Siversk, Pokrovsk e Orlivka.
Desde o passado sábado, 35 civis morreram na região, de acordo com a contabilização diária de vítimas publicada no Telegram.
Moscovo disse que não vai para até atingir os seus objetivos, que incluem "libertar" todo o Donbass.
A Alemanha está a tentar que o Canadá lhe devolva o mais depressa possível uma turbina destinada ao gasoduto Nord Stream II e atualmente em manutenção nas fábricas canadianas da Siemens.
O grupo russo Gazprom invocou a ausência desta turbina para justificar a diminuição de gás encaminhado para a Alemanha através do Nord Stream II, em meados de junho.
A Ucrânia aponta o dedo a Berlim, considerando que a pressão para reaver a turbina indica “submissão à chantagem do Kremlin” por parte do Governo alemão.
Este reconheceu estar há várias semanas “em contactos intensivos” com Otava para conseguir o regresso do equipamento à Europa, apesar das sanções que visam a Rússia pela sua invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro último.
Uma nova vaga de sanções do Canadá devido à invasão da Ucrânia, contra os "agentes de desinformação e propaganda russos" visou, entre outros, o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa da Rússia.
As medidas foram de imeditado denunciadas por Moscovo. A porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Sakharova, afirmou mesmo que "as sanções contra o patriarca só podem ter sido impostas por satanistas".
O patriarca Kirill, de 75 anos e líder dos ortodoxos russos desde 2009, colocou a sua Igreja ao serviço do presidente da Rússia, Vladimir Putin, a quem considera "um milagre" e com quem partilha a visão de uma Rússia conservadora e dominadora, tendo apoiado a invasão da Ucrânia.
Além do Canadá, também o Reino Unido sancionou o patriarca Kirill o mês passado. A União Europeia recusou até agora incluir o patriarca na lista negra de castigados.
A inflação russa, que chegou a bater recordes de 20 anos, prosseguiu o seu recuo em junho para 15,9 por cento num ano, de acordo com dados publicados pela agência russa de estatísticas Rosstat.
Os preços dos alimentos mantêm-se os mais afetados tendo aumentado 19,1 por cento em junho face ao mês homólogo, nomeadamente produtos básicos como o açúcar (+ 48 por cento), os cereais (+ 35 por cento), as massas (+ 28 por cento) e a manteiga (+ 26 por cento).
Face ao mês de meio, os preços baixaram contudo globalmente 0,35 por cento em junho e os dos alimentos 1,25 por cento.
Os preços, já em alta na Rússia devido à retoma pós-pandemia e à subida dos preços das matérias primas, agravaram-se após as sanções impostas devido à invasão da Ucrânia em finais de fevereiro, que acarretaram problemas logísticos.
Em abril deste ano a inflação na Rússia bateu mesmo recordes de 2002, para chegar aos 17,8 por cento. O Presidente Vladimir Putin garantiu contudo que ela não iria ultrapassar os 15 por cento no final de 2022, anunciando um aumento das pensões e do salário mínimo.
O ministério suíço da Economia revelou na rede Twitter que o total dos bens russos congelados no país ascende a 6,7 mil milhões de francos suíços, valor equivalente em euros.
A estes montantes juntam-se 15 propriedades imobiliárias bloqueadas.
A primeira estimativa das contas russas bloqueadas após a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, avaliava-as em 5,75 mil milhões de francos. Duas semanas depois o montante foi revisto em alta para 7,5 mil milhões.
Esclarecimentos sobre os ativos levaram depois a uma revisão em baixa, de acordo com o Ministério da Economia da Suíça, tendo sido revisto para 6,3 mil milhões de francos suíços.
Num ponto da situação agora publicado, a 7 de julho o valor dos bens russos bloqueados na Suíça era de 6,7 mil milhões revelou o Ministério, num ponto de sitação quanto às sanções publicado na sua página de internet.
16h35 - Berlim procura estabilizar fornecimento de gás
O Governo alemão está em conversações com outros fornecdores de gás natural quanto a possíveis medidas de estabilização do setor. Até agora, apenas a Uniper declarou falência, revelou o ministro da Economia Robert Habeck.
Quinta-feira, a imprensa alemã afirmou que Berlim estava a estudar ajudas de dois mil milhões de euros ao importador alemão de gás VNG em caso de emergência.
Habeck disse que o Governo vai fazer tudo o que for possível para estabilizar o mercado energético, atingido pela quebra do fornecimentos russos que fez disparar os preços.
"Temos gás suficiente. O fornecimento está garantido. Mas estamos a pagar um preço elevadíssimo", acrescentou o ministro.
Moscovo ameaça tomar medidas "severas" contra a União Europeia e a Lituânia caso não seja retomado o trânsito de alguns bens a partir do enclave russo de Kaliningrado.
"Se a situação não estabilizar nos próximos dias, a Rússia terá então de tomar medidas severas contra a Lituânia e a UE," anunciou em comunicado Maria Zakharova, porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros.
"A questão já levou demasiado tempo a resolver-se", acrescentou.
A Lituânia proibiu o trânsito de bens sujeitos a sanções da UE através do seu território, a partir e para o enclave russo.
O presidente russo Vladimir Putin alertou que as sanções icidentais poderão ter consequências "catastróficas" para o mercado mundial da Energia.
"Uma utilização agravada da política das sançóes pode levar a consequências ainda mais graves, até mesmo catastróficas, sem exagerar, para o mercado mundial de Energia", ameaçou Putin-
"As sanções contra a Rússia causam muito mais problemas precisamente nos países que as impõem", acrescentou, frase já pronunciada anterioremente várias vezes, a propósito da alta de preços nos países ocidentais.
Putin celebrou ainda o facto dos outros países produtores de petróleo estarem a resistir aos apelos dos Ocidentais para aumentar a sua produção de petróleo para compensar a perda do crude russo e impedir a subida dos preços.
A diplomacia russa afirma que o boicote aos encontros entre as delegações dos líderes dos Negócios Estrangeiros do G20 na Indonésia "fracassou".
A invasão russa da Ucrânia mereceu críticas severas de vários intervenientes e Sérgio lavrov, responsável pela diplomacia russa, acabeou por antecipar a sua partida de Bali.
A porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, referiu depois que "a tentativa do G7 para boicotar a Rússia no G20 fracassou. Ninguém apoiou os regimes ocidentais".
A ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock declarou mesmo que Sergei Lavrov passou a maior parte do tempo das negociações "não na sala mas do lado de fora", considerado tal facto prova de que ele "não estava interessado na cooperação internacional".
"Totalmente absurdo", retorquiu Zakharova, explicando que lavrov assistou às sessões na sala principal antes de cumprir encontros bilaterais com homólogos de outros países.
"os cidadãos alemães devem saber que a sua ministra dos Negócios Estrangeiros está a mentir-lhes", acusou a porta-voz russa.
"A recuperação do acusado é impossível sem que haja uma pena privativa de liberdade", disse a magistrada antes de designar a sentença-
Antes disso, o público presente no julgamento aplaudiu o réu, o que levou à expulsão da sala de quem estava presente para o apoiar, conta a agência France Presse.
Os enviados especiais da RTP António Mateus e Cláudio Calhau testemunharam a devastação dos bombardeamentos russos em zonas residenciais da Ucrânia.
Em comunicado, o Ministério russo da Defesa não especificou a duração prevista para este intervalo ou em que áreas está a ser implementado. Apenas afirma que os militares têm a oportunidade de relaxar e que podem receber cartas e encomendas de casa.
A informação de Moscovo está já a ser contrariada pelo Instituto para o Estudo da Guerra dos Estados Unidos, que garante que as forças russas não interromperam, de todo, as hostilidades.
O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, defendeu hoje, na reunião ministerial do G20 realizada na ilha indonésia de Bali, que deter a Rússia é o maior desafio global.
"Colocar a Rússia no seu lugar é o desafio ‘número um’. E a reunião de hoje provou isso", escreveu Kuleba na sua conta na rede social Twitter, após intervir por videoconferência na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 (as 19 maiores economias mundiais mais a União Europeia), onde a guerra na Ucrânia foi o tema central.
O chefe da diplomacia ucraniana pediu uma "resposta global determinada à agressão russa que ameaça o mundo com uma crise energética e alimentar".
(Agência Lusa)
O embaixador da Rússia no Reino Unido, Andrei Kelin, disse estar surpreendido que Londres não tenha feito mais esforços para garantir a libertação de dois cidadãos britânicos condenados à morte por combater no leste da Ucrânia.
A Ministra alemã dos Negócios Estrangeiros Annalena Baerbock criticou a Rússia por "não estar interessada" num diálogo com o G20 após o chefe diplomático russo ter deixado uma reunião em Bali, Indonésia.
A partida de Sergei Lavrov "sublinha ainda mais claramente que ele não está interessado na cooperação internacional ou em intercâmbios com outros parceiros" no seio do G20, afirmou Annalena Baerbock.
O chefe da diplomacia russa tinha anteriormente deixado a sala de reuniões quando Baerbock criticou Moscovo por causa da guerra na Ucrânia.
A Rússia está a usar apenas uma pequena parte do seu potencial na “operação militar especial” na Ucrânia, revelou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“O potencial da Rússia é tão grande que apenas uma parte está a ser usada na operação especial”, realçou Peskov.
Na quinta-feira, Vladimir Putin tinha frisado que Moscovo mal tinha começado na Ucrânia e desafiou o ocidente a tentar derrubar a Rússia no campo de batalha. O presidente russo insistiu que o Kremlin continuava a opor-se à ideia de conversações de paz.
O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros acusou a Rússia de praticar “jogos de fome” que não têm “lugar em nenhuma cimeira internacional”.
Dmytro Kuleba, que participou por videoconferência na cimeira do G20, acrescentou que a comunidade internacional não tinha o direito de permitir que a Rússia chantageasse o mundo com elevados preços de energia, ameaças à segurança e fome.
Addressed the G20 ministerial today upon invitation by @Menlu_RI and called for a resolute global response to Russian aggression which threatens the world with food and energy crises. Putting Russia in its place is the global challenge number one and the meeting today proved it. pic.twitter.com/SBzlQFtBTA
— Dmytro Kuleba (@DmytroKuleba) July 8, 2022
O Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse hoje que a Rússia ouviu um "coro" de pedidos para acabar com a guerra na Ucrânia e apelou a Moscovo para permitir a exportação dos cereais ucranianos.
"O que já ouvimos hoje é um forte coro de todo o mundo, não apenas dos Estados Unidos para (…) que travem a agressão" na Ucrânia, disse o chefe da diplomacia dos Estados Unidos aos jornalistas.
O Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, pediu à Rússia para permitir a exportação dos cereais ucranianos.
Blinken dirigiu-se ao seu homólogo russo, nas conversações à porta fechada, e exigiu que Moscovo permitisse a exportação dos cereais ucranianos.
“A Ucrânia não é o vosso país. Os cereais não são vossos. Porque estão a bloquear os portos? Deviam permitir a saída dos cereais”, afirmou.
O Alto Representante da União Europeia para os Assuntos Externos, Josep Borell, afirmou que “ninguém pode ser neutro” face a agressões como a “terrível” guerra da Rússia contra a Ucrânia.
“Diante da agressão ninguém pode ser neutro. Ninguém pode viver com segurança num mundo em que o uso ilegal de força é normalizado ou tolerado”, escreveu Josep Borell na sua conta oficial no Twitter após discursar na cimeira do G-20 que está a decorrer em Bali, Indonésia.
In the face of aggression, no one can be neutral. No one can live safely in a world where the illegal use of force is normalised or tolerated.
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) July 8, 2022
I urged all participants to help end the war, to restore Ukraine’s sovereignty and to ensure that the global fallout is contained. pic.twitter.com/69mrrIaJSI
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, desloca-se em 2 de setembro a Portugal para intervir nas Conferências do Estoril sobre a paz e a guerra na Ucrânia, anunciou hoje a organização, a Nova School Business & Economics.
“O papel do Parlamento Europeu na ilegal, injustificada e brutal agressão da Rússia contra a Ucrânia vai conduzir a minha intervenção sobre o ´The World Ahead´, esperando que desencadeie uma discussão dinâmica e frutuosa com os alunos”, disse hoje Metsola, citada em comunicado pela entidade promotora, que conta com a participação de mais de 70 oradores, divididos em cerca de 40 sessões nos dois dias do evento.
Segundo a organização, a presidente do Parlamento Europeu, que intervém no segundo dia das Conferências do Estoril, participará na última sessão da manhã para abordar “os principais desafios que o futuro nos reserva, na Europa e no Mundo”.
(Agência Lusa)
O governador da província de Lugansk revelou que a situação na cidade de Severodonetsk, ocupada pelas tropas de Moscovo está “perto de um desastre humanitário”.
“A cidade está a ser saqueada pelas tropas russas”, acrescentou Serhai Haidai.
Na rede social Telegram, o responsável afirmou que, em “Sievierodonetsk, 80 por cento das habitações foram destruídas ou danificadas”.
“A cidade está à beira de um desastre humanitário – não há fornecimento de água, gás ou eletricidade”.
Oksana Lyniv, de 44 anos, é, atualmente, diretora-geral de Música do Teatro Comunal de Bolonha, em Itália, e diretora artística do Festival Internacional de Música Clássica LivMozArt, que se realiza em Lviv, na Ucrânia.
O júri, ao qual presidiu Maria Calado, presidente do CNC, decidiu também conceder um “reconhecimento especial” à artista sérvia Dijana Milošević, diretora do DAH Theatre – Centro de Investigação da Cultura e das Transformações Sociais.
O Prémio Helena Vaz da Silva distingue, anualmente, um cidadão europeu cuja carreira se tenha notabilizado por atividades de difusão, defesa e promoção do património cultural da Europa, em particular através de obras literárias ou musicais, reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes e programas de rádio e/ou televisão.
(Agência Lusa)
O governador da região de Kharkiv revelou que os ataques à região, de quinta-feira, provocaram quatro mortos e nove feridos.
Segundo Oleh Synyehubov esta noite não foram registados bombardeamentos.
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros falou aos jornalistas após a sua reunião, esta sexta-feira, em Bali, na Indonésia, com os homólogos do G20. Serguei Lavrov alegou que Moscovo está preparada para negociar com a Ucrânia, sob mediação da Turquia, a situação de bloqueio dos cereais do país invadido. Sem concretizar quaisquer detalhes.
"Se [o Ocidente] não quer negociações, mas a vitória da Ucrânia sobre a Rússia no campo de batalha, então, provavelmente, não há nada para conversar com o Ocidente, porque com estas abordagens, de facto, não se permite que a Ucrânia avance no processo de paz", atirou Lavrov.
7h31 - Ponto de situação
- O presidente russo clama que a ofensiva na Ucrânia está ainda numa fase contida e desafiou o Ocidente a enfrentar as tropas do seu país no campo de batalha. “Todos devem saber que, na realidade, ainda nem começámos nada. Quando mais avançar, mais difícil será para eles negociarem connosco”, afirmou Vladimir Putin durante um discurso diante de líderes parlamentares.
- A Ucrânia "não vai ser quebrada", afiança Volodymyr Zelensky, referindo-se ao hastear da bandeira do seu país na Ilha da Serpente, no Mar Negro. O presidente ucraniano afirmou, na última noite, que a operação de dois meses para reconquistar este território constituiu um aviso às forças russas: "Que todos os capitães russos, a bordo de um navio ou de um avião, vejam a bandeira ucraniania na Ilha da Serpente e saibam que o nosso país não será quebrado".
- As forças de Moscovo terão abatido soldados ucranianos que tentavam hastear a bandeira do seu país na Ilha da Serpente, de acordo com o Ministério russo da Defesa. As autoridades de Odessa, no sul da Ucrânia, confirmam que a aquele pequeno território insular foi atingido por mísseis, acrescentando que os russos destruíram dois armazéns da região com “cerca de 35 toneladas de cereais”. As autoridades ucranianas negam, porém, que tenham morrido quaisquer soldados na Ilha da Serpente.
- Pelo menos três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas num ataque com rockets da Rússia em Kharkiv. O governador regional, Oleh Synyehubov, adiantou que parte desta cidade do noroeste da Ucrânia foi bombardeada na quinta-feira.
- Em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, pelo menos uma pessoa morreu e seis ficaram feridas num ataque com mísseis russos a uma zona residencial. “Isto é um ataque deliberado contra civis”, denunciou o governador de Donetsk, Pavlo Kyrylenko.
- O presidente da câmara de Sloviansk, perto de Kramatorsk, esteve debaixo de fogo russo. Segundo Vadym Lyakh, alguns moradores da cidade ficaram feridos no decurso deste ataque.
- Analistas citados pelo diário britânico The Guardian afirmam que a Rússia pode estar a desacelerar temporariamente a ofensiva no leste da Ucrânia, numa “pausa operacional”. Tratar-se-á de um movimento de reagrupamento para um novo assalto. Na quarta-feira, “pela primeira vez em 133 dias de guerra”, Moscovo não reivindicou quaisquer avanços no território ucraniano, observou o Instituto para o Estudo da Guerra.
- Kiev convocou o embaixador turco, depois de Ancara ter permitido que um navio de pavilhão russo com milhares de toneladas de cereais, alegadamente furtados à Ucrânia, deixasse o porto de Karasu. O navio esteve esta semana apreendido a pedido dos ucranianos.
- A ONU, pela voz do diretor do Programa Alimentar Mundial, Patrick Beasley, renovou o alerta para uma “catástrofe de fome” provocada pelo bloqueio russo às exportações de cereais ucranianos.
- O primeiro-ministro britânico, que na quinta-feira anunciou a demissão, falou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem “reiterou o apoio firme do Reino Unido”. Boris Johnson aceitou sair de cena na sequência de uma catadupa de demissões na estrutura do Governo, mas só depois de o Partido Conservador designar um novo líder.