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Oito estudantes mortos em ataques com drones no Sudão

Oito estudantes mortos em ataques com drones no Sudão

A UNICEF reportou hoje a morte de pelo menos oito estudantes e um profissional de saúde num ataque com drones na quarta-feira contra uma escola e um centro de saúde na cidade sudanesa de Shukairi.

Lusa /

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lamentou que "pelo menos oito estudantes, quatro deles menores, e um profissional de saúde" tenham morrido nestes ataques, adiantando que "muitos outros estudantes e civis ficaram feridos e todas as escolas da cidade foram encerradas".

O representante da UNICEF no Sudão, Sheldon Yett, sublinhou que "este ataque é uma violação ultrajante do direito das crianças à segurança e proteção", acrescentando que é também "uma dolorosa recordação do impacto brutal deste conflito nas crianças".

"As escolas devem ser sempre espaços seguros onde as crianças possam aprender, crescer e ter esperança. Nunca devem ser atacadas", salientou Yett.

As escolas e os hospitais são locais civis protegidos pelo Direito Internacional Humanitário, mas têm sido alvo de dezenas de ataques nos últimos anos no âmbito do conflito no Sudão.

Segundo a organização, desde o início da guerra ocorreram "pelo menos 200 ataques a escolas e hospitais, privando inúmeras crianças de locais seguros para aprender e do acesso a cuidados de saúde essenciais em todo o Sudão".

A organização não governamental sudanesa Rede de Médicos do Sudão afirmou, após o ataque a Shukairi, que pelo menos 17 pessoas morreram no incidente.

"Este crime horrível representa uma continuação das violações cometidas pelas RSF no estado do Nilo Branco", afirmou a organização num comunicado de imprensa publicado nas redes sociais.

A guerra civil no país africano eclodiu em abril de 2023, quando uma luta pelo poder entre o exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF) desencadeou combates abertos em Cartum, a capital, e noutros locais do país.

De acordo com dados das Nações Unidas, a guerra já matou mais de 40.000 pessoas e deslocou mais de 14 milhões.

O conflito mergulhou o país numa das piores crises humanitárias do mundo, com milhões de deslocados e refugiados e alarme internacional sobre a propagação de doenças e os danos em infraestruturas críticas, o que dificulta a assistência a centenas de milhares de vítimas.

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