Onze portugueses seguiam a bordo do “Costa Concordia”

Onze portugueses seguiam a bordo do cruzeiro “Costa Concordia” que sexta-feira bateu numa rocha, junto à pequena ilha italiana de Giglo, na costa da Toscânia com 4231 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulação. Três corpos já foram recuperados da água e 69 pessoas continuam desaparecidas, há ainda a registar 14 feridos durante a operação de evacuação da embarcação.

RTP /
"Costa Concordia" encalhou num banco de areia junto à ilha italiana de Giglio Maurizio Degl'innocenti/EPA

Segundo a agência Lusa que cita fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre os cidadãos portugueses está um casal, de emigrantes na Suíça, que sofreu ferimentos ligeiros, acrescentando que não há informação de qualquer vítima mortal portuguesa e que a Embaixada em Roma está a acompanhar a situação.

As três vítimas mortais são dois turistas franceses e um membro da tripulação de origem peruana.

Alguns dos passageiros referiram à agência ANSA, “cenas dignas de um Titanic” a bordo, após a ordem de evacuação do navio, que provocou disputas entre os passageiros que tentavam entrar nos botes salva-vidas, tendo alguns caído ao mar.

Um dos portugueses, que seguia a bordo do “Costa Concordia”, afirmou à RTP que o barco “está encalhado e semi –afundado, adornado sobre estibordo, portanto sobre o lado direito virado para a proa”.

Segundo o jornalista Rui Almeida, “cerca de 4200-entre passageiros e tripulantes- elementos foram resgatados do “Costa Concordia” e passaram a noite em Giglio, sem qualquer assistência por parte da Costa Cruzeiros”.

“Estamos nesta altura (a meio da tarde em Lisboa) a ser transferidos de Giglio para outra localidade na província da Toscânia, onde espero – todos esperamos – ter alguma assistência por parte da companhia”, acrescentou.

A embarcação partiu na passada sexta-feira de Civitavecchia para um cruzeiro no Mediterrâneo, com escalas previstas em, Palermo, Cagliari, Palma de Maiorca, Barcelona e Marselha. (ver artigo relacionado).

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