O incêndio de Ávila, perto de Madrid, é "o maior incêndio florestal" da história recente de Espanha, afirmou a ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen aos jornalistas, em Navalcarnero, perto de Madrid.Quase 75 mil pessoas foram deslocadas pelos incêndios que devastam a região em redor de Madrid e das zonas vizinhas, bem como a região de Valência, no leste de Espanha que se juntou aos fogos de Madrid, Ávila e Toledo como as regiões mais fustigadas pelo incêndio.
Espanha está a combater um "monstro" de fogo
com um perímetro de 280 km, que se estende desde a região de Madrid até às províncias de Ávila (Castela e Leão) e Toledo (Castela-La Mancha), descreveu por sua vez a chefe do serviço de proteção civil espanhol, Virginia Barcones, à emissora estatal TVE.
O fogo criou uma "emergência gigantesca" e que "todo o aparelho estatal está a combater com todas as suas forças", acrescentou.
Num ponto de situação domingo à tarde, os serviços de emergência da região de Madrid informaram que 2.468 pessoas estão a receber apoio em 15 centros de acolhimento instalados em toda a região para aqueles que foram retirados das suas casas devido ao risco de incêndios florestais.
Estes centros, localizados principalmente em centros desportivos, oferecem sobretudo refeições, artigos de higiene pessoal e camas, fornecidos pelas câmaras municipais locais ou pela Unidade Militar de Emergência do país, e por vezes apoio psicológico e assistência médica a idosos e pessoas vulneráveis.
O rei Filipe VI visitou um centro de acolhimento perot da capital espanhola e lamentou o impacto humano dos fogos. "Algumas pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas há quatro dias, outras perderam os seus pertences e todos perdemos um património natural inestimável", lembrou.
c/agências