Mundo
Planos israelitas para expansão de colonatos na Cisjordânia inquietam Washington
Os palestinianos condenam a medida e Washington apela ao regresso ao diálogo. O Governo israelita prepara-se para dar luz verde a 4.560 unidades habitacionais no território ocupado da Cisjordânia.
A Administração Biden está “profundamente preocupada” com o anúncio da aprovação, por parte do Governo israelita, de milhares de licenças de construção na Cisjordânia ocupada e apelaram a Israel para que retomasse o diálogo para desanuviar a situação.
Os planos de aprovação de 4.560 unidades habitacionais em várias áreas da Cisjordânia estão incluídos na agenda do Conselho Supremo de Planeamento de Israel, que se vai reunir na próxima semana, apesar de 1.332 dessas habitações estarem já em fase de aprovação final. As restantes ainda terão de passar pelo processo de autorização preliminar, avança o jornal britânico The Guardian.
“Continuaremos a desenvolver os colonatos e reforçar o domínio israelita sobre o território”, afirmou o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que também detém a pasta da Defesa, o que lhe confere um papel na liderança na administração do dossier da Cisjordânia. A maioria dos países considera ilegais os colonatos, construídos em terras apreendidas por Israel em 1967. Os colonatos são uma das questões fundamentais no conflito israelo-palestiniano.
Os palestinianos pretendam criar um Estado independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém Oriental como capital.
As conversações de paz entre Israel e a Autoridade Palestiniana, que têm sido mediadas pelos Estados Unidos, estão congeladas desde 2014.
Washington considera a expansão dos colonatos como um obstáculo à paz e apelou a Israel para que regresse ao diálogo.
“Como tem sido política de longa data, os Estados Unidos opõem-se a estas ações unilaterais que tornam mais difícil alcançar uma solução de dois Estados e que constituem um obstáculo à paz”, afirmou Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado.
Desde a entrada em funções, em janeiro, o Governo de coligação nacionalista-religiosa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou a promoção de mais de sete mil novas habitações, a maioria na Cisjordânia.
O Executivo de Netanyahu alterou também uma lei para abrir caminho ao regresso a quatro colonatos que tinham sido anteriormente evacuados.
Em resposta à decisão israelita conhecida no domingo, a Autoridade Palestiniana – que exerce uma autonomia limitada em partes da Cisjordânia – revelou que vai boicotar uma reunião do comité económico conjunto com Israel, agendada para esta segunda-feira.
O movimento palestiniano Hamas, que governa Gaza desde 2007, também condenou a decisão, frisando que “não dará legitimidade [a Israel] sobre a nossa terra. O nosso povo vai resistir por todos os meios”.
Já os grupos de colonos judeus congratularam-se com o anúncio.
"O povo optou por continuar a construir na Judeia e Samaria e no Vale do Jordão e é assim que deve ser", afirmou Shlomo Ne'eman, presidente do conselho regional de Gush Etzion e presidente do Conselho de Yesha, usando os nomes bíblicos de Israel para a Cisjordânia.
Os planos de aprovação de 4.560 unidades habitacionais em várias áreas da Cisjordânia estão incluídos na agenda do Conselho Supremo de Planeamento de Israel, que se vai reunir na próxima semana, apesar de 1.332 dessas habitações estarem já em fase de aprovação final. As restantes ainda terão de passar pelo processo de autorização preliminar, avança o jornal britânico The Guardian.
“Continuaremos a desenvolver os colonatos e reforçar o domínio israelita sobre o território”, afirmou o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que também detém a pasta da Defesa, o que lhe confere um papel na liderança na administração do dossier da Cisjordânia. A maioria dos países considera ilegais os colonatos, construídos em terras apreendidas por Israel em 1967. Os colonatos são uma das questões fundamentais no conflito israelo-palestiniano.
Os palestinianos pretendam criar um Estado independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém Oriental como capital.
As conversações de paz entre Israel e a Autoridade Palestiniana, que têm sido mediadas pelos Estados Unidos, estão congeladas desde 2014.
Washington considera a expansão dos colonatos como um obstáculo à paz e apelou a Israel para que regresse ao diálogo.
“Como tem sido política de longa data, os Estados Unidos opõem-se a estas ações unilaterais que tornam mais difícil alcançar uma solução de dois Estados e que constituem um obstáculo à paz”, afirmou Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado.
Desde a entrada em funções, em janeiro, o Governo de coligação nacionalista-religiosa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou a promoção de mais de sete mil novas habitações, a maioria na Cisjordânia.
O Executivo de Netanyahu alterou também uma lei para abrir caminho ao regresso a quatro colonatos que tinham sido anteriormente evacuados.
Em resposta à decisão israelita conhecida no domingo, a Autoridade Palestiniana – que exerce uma autonomia limitada em partes da Cisjordânia – revelou que vai boicotar uma reunião do comité económico conjunto com Israel, agendada para esta segunda-feira.
O movimento palestiniano Hamas, que governa Gaza desde 2007, também condenou a decisão, frisando que “não dará legitimidade [a Israel] sobre a nossa terra. O nosso povo vai resistir por todos os meios”.
Já os grupos de colonos judeus congratularam-se com o anúncio.
"O povo optou por continuar a construir na Judeia e Samaria e no Vale do Jordão e é assim que deve ser", afirmou Shlomo Ne'eman, presidente do conselho regional de Gush Etzion e presidente do Conselho de Yesha, usando os nomes bíblicos de Israel para a Cisjordânia.