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Guerra no Médio Oriente
Portugal condena "fortemente" projeto israelita de expansão de colonatos na Cisjordânia
À semelhança do que tinha já feito um grupo de sete países, Portugal veio condenar o projeto israelita que pretende construir milhares de habitações na Cisjordânia.
O Ministério português dos Negócios Estrangeiros condenou “fortemente”, na noite de quinta-feira, a expansão de colonatos por parte de Israel na Cisjordânia. O Executivo frisa que esta decisão torna ainda mais difícil alcançar uma solução de dois Estados.
“A decisão do Governo de Israel de avançar com o projeto E1 deve ser fortemente condenada”, lê-se numa publicação do MNE na rede social X.
O Governo português considera que “a expansão de colonatos — neste caso a construção de 1.200 habitações na Cisjordânia — afasta as partes ainda mais da solução de dois Estados, consolidando a separação entre o Norte e o Sul da Cisjordânia”.
Em causa está o projeto de expansão do colonato E1, com cerca de 3.400 unidades habitacionais na Cisjordânia ocupada, numa área de 12 quilómetros quadrados entre o colonato de Ma`ale Adumim e Jerusalém Oriental.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal defende ainda que “os sucessivos atos de violência cometidos por colonos israelitas na Cisjordânia, tão nocivos a uma paz negociada, também não podem ficar impunes”.
Os subscritores alertaram que o projeto ameaça dividir em dois a Cisjordânia e a viabilidade do Estado Palestiniano.
“Numa altura de grave instabilidade na Cisjordânia, com níveis sem precedentes de violência de colonos contra civis e sérias restrições à economia palestiniana, esta decisão é ainda mais preocupante”, pode ler-se.
Na declaração observaram ainda que "o direito internacional é claro" e que "os colonatos israelitas na Cisjordânia são ilegais", posição que dizem estar apoiada reiteradamente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O projeto E1 foi aprovado em 2025, apesar de protestos das autoridades palestinianas e da comunidade internacional.
Agora foi oficialmente aberto o concurso a licitantes para a construção de 1.234 das 3.401 unidades habitacionais anteriormente acordadas, com o objetivo de criar um bloco contínuo de colonatos judaicos desde Jerusalém Oriental até a Cisjordânia.
Cerca de três milhões de palestinianos vivem na Cisjordânia, ao lado de mais de 500 mil israelitas instalados em colonatos classificados como ilegais pelo direito internacional.
“A decisão do Governo de Israel de avançar com o projeto E1 deve ser fortemente condenada”, lê-se numa publicação do MNE na rede social X.
O Governo português considera que “a expansão de colonatos — neste caso a construção de 1.200 habitações na Cisjordânia — afasta as partes ainda mais da solução de dois Estados, consolidando a separação entre o Norte e o Sul da Cisjordânia”.
A decisão do Governo de Israel de avançar com o projeto E1 deve ser fortemente condenada. A expansão de colonatos — neste caso a construção de 1200 habitações na Cisjordânia — afasta as partes ainda mais da solução de dois Estados, consolidando a separação entre o Norte e o Sul…
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) August 20, 2026
Em causa está o projeto de expansão do colonato E1, com cerca de 3.400 unidades habitacionais na Cisjordânia ocupada, numa área de 12 quilómetros quadrados entre o colonato de Ma`ale Adumim e Jerusalém Oriental.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal defende ainda que “os sucessivos atos de violência cometidos por colonos israelitas na Cisjordânia, tão nocivos a uma paz negociada, também não podem ficar impunes”.
“Portugal, com a UE e a Comunidade Internacional, não desistirá de apelar a que as partes alcancem uma paz justa, abrangente e duradoura, cumprindo as determinações de direito internacional”, acrescenta na publicação.
"Os colonatos israelitas na Cisjordânia são ilegais"
Também na quinta-feira, sete países - Reino Unido, França, Alemanha, Noruega, Países Baixos, Itália e Canadá – tinham apelado a Israel para que interrompesse de imediato a expansão dos colonatos na Cisjordânia, incluindo o megaprojeto E1, considerando-o inaceitável.Os subscritores alertaram que o projeto ameaça dividir em dois a Cisjordânia e a viabilidade do Estado Palestiniano.
“Numa altura de grave instabilidade na Cisjordânia, com níveis sem precedentes de violência de colonos contra civis e sérias restrições à economia palestiniana, esta decisão é ainda mais preocupante”, pode ler-se.
Na declaração observaram ainda que "o direito internacional é claro" e que "os colonatos israelitas na Cisjordânia são ilegais", posição que dizem estar apoiada reiteradamente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O projeto E1 foi aprovado em 2025, apesar de protestos das autoridades palestinianas e da comunidade internacional.
Agora foi oficialmente aberto o concurso a licitantes para a construção de 1.234 das 3.401 unidades habitacionais anteriormente acordadas, com o objetivo de criar um bloco contínuo de colonatos judaicos desde Jerusalém Oriental até a Cisjordânia.
Cerca de três milhões de palestinianos vivem na Cisjordânia, ao lado de mais de 500 mil israelitas instalados em colonatos classificados como ilegais pelo direito internacional.
c/ Lusa