Presidente da Assembleia Constituinte venezuelana diz que chavismo jamais entregará o poder

| Mundo

A presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela (AC), composta unicamente por simpatizantes do regime, disse hoje que o chavismo jamais entregará o poder político à oposição e vai centrar-se agora em conquistar o poder económico.

"Quando falamos de estabilidade política, aos que querem tomar novamente o poder político dizemos-lhes que nunca mais voltarão e que nós nunca mais vamos entregar o poder político", declarou Delcy Rodríguez.

Delcy Rodríguez falava em Caracas, capital do país, durante uma sessão da AC, na qual marcou presença o o vice-presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, para apresentar um relatório da sua gestão durante o ano de 2017.

"Ao contrário, vamos pela conquista do poder económico, superando o `rentismo` (dependência das rendas) petrolífero, superando o que nos tem atado, para (avançar no) desenvolvimento e para a soberania e a segurança alimentar do nosso povo", afirmou.

Segundo a presidente da AC, a Venezuela propõe-se superar a atual cultura para criar uma "cultura da economia diversificada que está contida na agenda económica bolivariana", apresentada pelo Presidente do país, Nicolás Maduro.

Delcy Rodríguez, que é dirigente do novo partido político Movimento Venezuela Somos Todos, criado recentemente por Nicolás Maduro, explicou que ao fazer uma comparação entre a gestão do ex-chefe de Estado Hugo Chávez (que presidiu ao país entre 1999 e 2013) e o atual Presidente se constata que "a revolução está avançando".

"O modelo inclusivo da revolução é, realmente, efetivo", sublinhou.

Por outro lado, Delcy Rodríguez explicou que a Venezuela investe 74,1% do seu Orçamento do Estado em programas sociais e isso faz perceber que os pactos políticos opositores do passado nunca dariam felicidade ao povo, "coisa que, sim, fez a revolução".

"O poder constituinte originário fará realidade (a felicidade) e defenderá sempre os direitos humanos dos cidadãos", vincou.

A Venezuela, onde reside uma numerosa comunidade de portugueses, prevê realizar, no próximo 20 de maio, eleições presidenciais antecipadas, um processo que é contestado pela oposição que diz não existirem garantias de voto justo, livre e de transparência.

Tópicos:

Somos,

A informação mais vista

+ Em Foco

Em 9 de abril de 1918, a ofensiva alemã varre a resistência portuguesa. O dossier que se segue lança um olhar sobre o antes, o durante e o depois.

    Quase seis décadas depois, a Presidência de Cuba deixou de estar nas mãos de um membro do clã Castro.

    Porto Santo tem em curso um projeto para se transformar na primeira ilha do planeta livre de combustíveis fósseis.

    Uma caricatura do mundo em que vivemos.