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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Benjamin Netanyahu. Israel quer um acordo de paz com o Líbano "que dure gerações"

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Benjamin Netanyahu. Israel quer um acordo de paz com o Líbano "que dure gerações"

Num discurso gravado, o primeiro-ministro israelita disse querer um acordo permanente com o Líbano, além do "desarmamento de Hezbollah", mas a participação libanesa, em conversações marcadas para terça-feira, está em dúvida. Já as negociações, diretas, entre EUA e Teerão, em Islamabad, deverão prolongar-se noite fora, se não passarem para domingo. O Comando militar norte-americano anunciou que começou a desminar o Estreito de Ormuz. Mas o controlo desta via permanece difícil de negociar. Acompanhamos aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente.

Cristina Sambado - RTP /

Ronen Zvulun - Reuters

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Papa Leão XIV contra guerra. "Parem! É tempo de paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação"

Nas suas palavras mais contundentes até à data, o Papa Leão XIV denunciou no sábado a “ilusão de omnipotência” que, segundo ele, alimenta a guerra entre os Estados Unidos e Israel no Irão, e exigiu que os líderes políticos parem e negociem a paz.

Leão presidiu a uma oração vespertina na Basílica de São Pedro no mesmo dia em que os Estados Unidos e o Irão iniciaram negociações presenciais no Paquistão.

O primeiro papa nascido nos EUA não mencionou os Estados Unidos ou Trump nominalmente na sua oração, que foi planeada antes do anúncio das negociações. Mas o tom e a mensagem de Leão pareceram dirigidos a Trump e às autoridades norte-americanas, que se vangloriaram da superioridade militar dos EUA e justificaram a guerra em termos religiosos.

“Basta de idolatria do ego e do dinheiro!”, disse Leão XIV. “Basta de ostentação de poder! Basta de guerra!

“Parem! É tempo de paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeia o rearmamento”, acrescentou.

Leão, conhecido por escolher as palavras com cuidado, emergiu como um crítico acérrimo da guerra no Irão.
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RTP /

Conversações do Líbano com Israel em dúvida

Depois do primeiro-ministro libanês ter cancelado a sua viagem iminente a Washington e Nova Iorque, para negociar um cessar-fogo, cresce a possibilidade do Líbano se afastar.

A pressão do Hezbollah, a milícia xiita libanesa, ou até do próprio Irão, podem estar a forçar o governo libanês a recuar.

O Hezbollah condiciona eventuais negociações com Israel a um cessar-fogo e este é também exigência iraniana nas conversações para a paz com os EUA, que decorrem em Islamabad, Paquistão.

Este sábado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou num discurso transmitido pela televisão, que procura "uma paz duradoura" com o Líbano " o "desarmamento do Hezbollah".


A análise do reporter Michel Gawendo em Telavive, para a RTP.
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Hezbollah critica negociações com Israel sem cessar-fogo

As negociações diretas entre o Líbano e Israel deverão começar terça-feira, nos Estados Unidos.

Mas o processo está ser alvo de violentos protestos em Beirute. Apoiantes do Hezbollah, querem um cessar-fogo.

O primeiro ministro libanês cancelou a ida aos Estados Unidos
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Estreito de Ormuz complica negociações em Islamabad

Começaram as negociações diretas entre os Estados Unidos e o Irão.

As delegações já terão chegado a acordo nalguns pontos mas há áreas sensíveis: o controlo do Estreito de Ormuz está a ser o ponto mais difícil de equilibrar, mas o programa nuclear e o Líbano são outros temas complicados.
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Netanyahu. Israel vai continuar a lutar contra o Irão depois de "destruir o seu programa nuclear"

No vídeo divulgado este sábado, o primeiro-ministro israelita afirmou que decidiu entrar em guerra com o Irão em fevereiro porque o país “estava muito perto de obter uma arma nuclear” e de adquirir a capacidade de produzir milhares de mísseis.

Se Israel não tivesse atacado o Irão duas vezes no último ano, disse, a República Islâmica “já teria uma arma nuclear”.

Netanyahu afirmou que Israel tinha informações de inteligência no ano passado de que o Irão se estava a preparar para transformar o seu urânio enriquecido numa arma nuclear.

“No momento em que recebemos estas informações, entrámos em ação”, referiu.

Netanyahu afirmou que, apenas alguns meses depois, recebeu novas informações de inteligência indicando que o Irão queria expandir os seus projectos de mísseis e armas nucleares e enterrá-los em profundidade no subsolo.

Israel matou oito cientistas nucleares que trabalhavam com a produção de armas nucleares na Operação conjunta dos EUA e Israel, reportou, acrescentando que Israel também destruiu o reactor de água pesada de Arak e as linhas de produção centrífuga e de urânio do Irão.

“Conseguimos destruir o seu programa nuclear e o seu programa de mísseis”, afirmou.

Nas redes sociais, Benjamin Netanyahu prometeu que Israel vai continuar a lutar contra o Irão e os seus aliados, numa publicação que também criticou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
“Israel, sob a minha liderança, continuará a lutar contra o regime terrorista do Irão e os seus representantes”, escreveu Netanyahu numa publicação no X. Prosseguiu acusando Erdogan de “acomodar” o Irão e de ser responsável por “massacres” de cidadãos curdos", refere a publicação.
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“Ainda há muito a fazer”
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Netanyahu. Campanha contra o Irão "não terminou" mas foram obtidas "conquistas históricas"

Numa declaração em vídeo divulgada estes sábado, o primeiro-ministro israelita disse que a campanha contra o Irão “não acabou”, “mas já podemos dizer claramente: temos conquistas históricas”.

Mostrando um mapa do Médio Oriente com o eixo iraniano destacado a vermelho, Netanyahu disse que “eles [iranianos] queriam estrangular-nos, e nós estamos a estrangulá-los”.

“Nós atingimo-los, mas ainda temos muito a fazer”, afirmou.

Netanyahu disse que passou grande parte da sua vida a garantir que Teerão não conseguia obter uma arma nuclear, incluindo a aprovação de operações secretas para atrasar o processo e alertando o mundo para o perigo. 

"Mas o mundo não quis ouvir", diz.

Netanyahu disse que Israel "quebrou a barreira do medo" ao atacar o Irão, em Junho último.

Netanyahu critica indiretamente as agências de informação israelitas — e mais uma vez rejeita a culpa — pelo ataque liderado pelo Hamas, a 7 de outubro de 2023, dizendo.

"Desta vez, chegaram-me informações precisas a tempo".
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Também "o desarmamento do Hezbollah"
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Israel quer um acordo de paz com o Líbano "que dure gerações"

Poucos dias antes do início das negociações entre Israel e Beirute, previstas para decorrer em Washington, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o seu país deseja um acordo de paz com o Líbano "que dure gerações", 

"O Líbano contactou-nos para iniciar negociações diretas... Estabeleci duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e queremos um acordo de paz genuíno que dure gerações", disse Netanyahu num comunicado gravado e transmitido pela televisão.
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EUA "exigem demasiado" sobre Ormuz diz imprensa iraniana

O Estreito de Ormuz continua a ser um dos principais pontos de "séria discordância" nas negociações entre as delegações iraniana e norte-americana em Islamabad, informou no sábado a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.

As consultas continuam, apesar do que descreveu como exigências excessivas dos EUA, enquanto o Irão insiste em preservar os seus ganhos militares.

"Os Estados Unidos formulam exigências excessivas relativamente ao estreito", bem como "exigências inaceitáveis sobre várias outras questões", segundo a agência Fars.

Uma notícia avançada pelo Financial Times apontou que Teerão alegadamente rejeitou uma proposta de Washington para uma gestão conjunta do estreito de Ormuz, uma informação que está a ser divulgada pela agência iraniana IRNA.

Já a agência de notícias Tasmin escreve que "a delegação americana impediu o avanço das negociações com as suas habituais exigências excessivas", acrescentando que a questão do estreito de Ormuz "é um dos temas que suscita fortes divergências".

"A questão do estreito de Ormuz é um dos pontos que suscita sérias divergências", escreveu ainda a Tasnim.

Estas comunicações surgem depois de fontes diplomáticas iranianas terem afirmado que "ambos os lados estão otimistas quanto ao resultado das conversas", segundo a agência de notícias espanhola EFE.

com Lusa
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Irlanda. Protestos contra alta do preço do gasóleo secam um terço das estações de abastecimento

Um terço dos postos de abastecimento de combustível da Irlanda está sem abastecimento, com a polícia está a escoltar comboios de camiões-cisterna devido a protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis provocado pela guerra no Médio Oriente.

“Existem 1.600 postos de abastecimento de combustível na República da Irlanda, dos quais pouco mais de um terço está sem stock”, disse Kevin McParlan, CEO da Fuels for Ireland, à emissora nacional RTÉ.

Esta proporção pode chegar aos dois terços até ao final do dia, alertou, caso as autoridades não consigam garantir o acesso à única refinaria de petróleo do país e a dois terminais petrolíferos, que estão a ser bloqueados pelos manifestantes.

Várias autoestradas do país continuam também encerradas.

Imagens divulgadas pela polícia irlandesa no sábado mostraram polícias a escoltar camiões-cisterna a sair da Refinaria de Whitegate, no sudeste da Irlanda, indicando que tinham garantido pelo menos algum acesso à refinaria.

O Grupo Nacional de Coordenação de Emergências da Irlanda afirmou na sexta-feira que o abastecimento de combustível aos veículos de emergência “estava sob crescente pressão”, obrigando o corpo de bombeiros a cancelar alguns serviços de emergência não fatais e a suspender as atividades de formação. 

Entretanto, dezenas de camiões e tratores estacionados continuaram a bloquear a Rua O'Connell, uma das principais vias do centro de Dublin, no sábado.

Bloqueios separados, realizados por camionistas e agricultores irritados com o aumento dos preços do gasóleo, também interromperam o tráfego em grandes troços das estradas do país, causando cinco dias de transtornos.

McParlan acrescentou que a Irlanda ainda tem "muito" combustível, assim que as rotas de acesso à refinaria e aos terminais forem reabertas, e procurou tranquilizar o público, afirmando que a situação estará "bem resolvida" dentro de dias.
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Hezbollah critica negociações diretas entre Líbano e Israel

O movimento libanês pró-iraniano Hezbollah reafirmou hoje que é contra as negociações diretas entre o Líbano e Israel, cujo primeiro encontro está marcado para terça-feira em Washington.

Várias centenas de pessoas manifestaram-se hoje em Beirute, em frente à sede do governo, em apoio ao Hezbollah e para protestar contra estas negociações com Israel. Os manifestantes agitavam bandeiras amarelas do partido e bandeiras iranianas, segundo a agência France-Presse (AFP).

Oula Hammoud, natural do sul, rejeita qualquer normalização com Israel e quer que o primeiro-ministro Nawaf Salam "saia do país", disse à AFP. "Desde o início da guerra até agora, só os heróis nos defenderam", acrescenta.

Esta manifestação é uma mensagem de que o Líbano "não será israelita", acrescenta Ruqaya Msheik, outra manifestante.

"Quem quer a paz com Israel não é libanês; aqueles que apertam a mão do inimigo (...) são sionistas", critica.

O Hezbollah e o seu aliado, o movimento Amal, apelaram hoje, num comunicado conjunto, aos seus simpatizantes para que evitassem manifestar-se "nesta fase delicada", invocando os interesses da "estabilidade, da preservação da paz civil e da necessidade de evitar qualquer divisão que o inimigo israelita procure provocar".
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TV do Irão. Duas sessões concluídas e uma terceira "hoje à noite ou amanhã"

A televisão estatal iraniana informou este sábado que duas rondas de conversações de paz entre a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos tiveram lugar no Paquistão e que uma terceira seria realizada "provavelmente esta noite ou amanhã", este domingo.

"Especialistas de ambos os lados estão a trocar documentos" para chegar a um acordo de paz que vá além do cessar-fogo de duas semanas que entrou em vigor na quarta-feira, afirmou a emissora, citando informações "de uma pessoa próxima dos negociadores iranianos".
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Novo balanço. Mais de 2.000 mortos no Líbano desde 2 de março

O Ministério da Saúde do Líbano afirma que pelo menos 2.020 pessoas foram mortas e 6.436 ficaram feridas em ataques israelitas em todo o país desde 2 de março.
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Kuwait. Não houve ameaças a afetar o espaço aéreo nas últimas 24 horas

Afastando-se das conversações de paz em Islamabad, o Kuwait afirma que não houve "ameaças ou riscos que afectassem o espaço aéreo" nas últimas 24 horas, de acordo com o seu Centro de Comunicação Governamental.

Isto acontece depois de o Irão e os EUA terem acordado um cessar-fogo condicional de duas semanas.

Na manhã de quarta-feira, o Kuwait informou que os ataques iranianos danificaram centrais elétricas e de dessalinização, bem como instalações petrolíferas.
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Comando norte-americano confirma que navios dos EUA começaram a limpar minas do Estreito de Ormuz

“Hoje, iniciámos o processo de estabelecimento de uma nova passagem e partilharemos em breve esta rota segura com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio”, disse o Almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM) .

O CENTCOM informou nas redes sociais que dois contratorpedeiros de mísseis guiados da Marinha, iniciaram a remoção de minas no Estreito de Ormuz, dado que alguns navios ainda não conseguem atravessar a importante via navegável, apesar do cessar-fogo.

O USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy “transitaram pelo Estreito de Ormuz e operaram no Golfo Pérsico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito está completamente livre de minas marítimas previamente instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão”, afirmou o CENTCOM.

Embora o esforço procure resolver a ameaça das minas, o Irão pode ainda lançar mísseis, o que, aliado às minas, dificulta a defesa dos navios por parte dos Estados Unidos e de outros países, bem como a segurança militar do estreito.

O presidente Donald Trump afirmou no início deste sábado, numa publicação no Truth Social, que os EUA estão "a iniciar o processo de desobstrução do Estreito de Ormuz como um favor aos países de todo o mundo".
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Negociações deverão prolongar-se pela noite fora

As negociações entre os EUA e o Irão deverão prolongar-se pela noite e possivelmente até domingo, disse uma fonte paquistanesa à CNN.

As negociações entre os EUA e o Irão, com o Paquistão a servir de mediador, decorrem hoje em Islamabad. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o chefe do exército, o marechal de campo Asim Munir, estão presentes, acrescentou a fonte.
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Termina primeira fase. Negociações entram na "fase dos especialistas"

O Governo iraniano informou num comunicado divulgado esta tarde, na sua conta oficial, que as negociações entre o Irão e os EUA entraram na “fase dos especialistas”, na qual se reúnem comités especializados em questões económicas, militares, jurídicas e nucleares.

As negociações prosseguem para “finalizar os detalhes técnicos”, acrescentou o comunicado.

A delegação iraniana é composta por 71 pessoas, entre negociadores, especialistas, representantes dos media e da segurança, informou a agência estatal Tasnim. 

Os EUA enviaram também uma “equipa completa de especialistas nas áreas relevantes”, disse um alto funcionário da Casa Branca. 

“Especialistas adicionais” estão a prestar apoio em Washington, acrescentou o responsável.

A agência de notícias iraniana Fars refere que as delegações trocaram textos escritos que delineiam os assuntos em discussão, no final da primeira fase de negociações diplomáticas no Paquistão, informou este sábado.
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ONU exige fim da impunidade para violação de regras da guerra

Várias agências das Nações Unidas apelaram hoje, numa declaração conjunta, ao fim da impunidade quanto a violações generalizadas do direito internacional no Médio Oriente, especificando que "até as guerras têm regras" que devem ser respeitadas.

Numa declaração conjunta citada pela agência France-Presse (AFP), os responsáveis das agências da ONU para os direitos humanos, saúde, alimentação, refugiados e crianças, entre outras, disseram estar "alarmados com as contínuas violações das leis da guerra e do direito internacional humanitário" na região.

"Até as guerras têm regras, e essas regras devem ser respeitadas", acrescentou o comunicado assinado também pelo subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, Tom Fletcher.

Os responsáveis denunciaram o crescente número de vítimas desde que os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão deram início à guerra na região, a 28 de fevereiro.

"Em apenas um mês no Médio Oriente, dezenas de milhares de civis foram mortos ou feridos. Centenas de milhares foram deslocados, muitos deles várias vezes", assinalam, alertando que "os números continuam a aumentar e os serviços essenciais são cada vez mais difíceis de aceder".

Segundo os signatários, "os profissionais de saúde, os hospitais e as ambulâncias têm sido visados", bem como "escolas foram atingidas" e "as infraestruturas civis, incluindo pontes, edifícios de apartamentos, casas, instalações de água potável e centrais elétricas, foram destruídas".

As agências manifestaram ainda particular preocupação com o impacto da guerra "nas mulheres, crianças e pessoas com necessidades especiais", lembrando ainda que os "colegas humanitários foram apanhados no fogo cruzado".

Desde o início do ano, "14 trabalhadores humanitários foram mortos ou feridos nos territórios palestinianos ocupados, oito no Irão e cinco no Líbano", afirmaram os autores da declaração, condenando o número "alarmante".

As autoridades das agências da ONU declararam também que "condenam veementemente todos os ataques contra civis, incluindo trabalhadores humanitários e de saúde, bem como contra propriedade civil".

"Apelamos a todas as partes --- sejam Estados-membros da ONU ou grupos armados --- para que respeitem as suas obrigações legais de proteger os civis, incluindo o pessoal humanitário, e as infraestruturas civis", acrescentaram.
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Agência estatal IRNA. Conversações começaram após requisitos iranianos terem sido cumpridos

A agência noticiosa estatal do Irão refere que as negociações arrancaram este sábado quando os pré-requisitos dos iranianos foram cumpridos, entre eles uma redução dos ataques de Israel no sul do Líbano.

As duas delegações, do lado dos Estados Unidos liderada pelo vice-presidente, JD Vance, e do Irão pelo líder do parlamento Mohammed Bagher Qalibaf, discutem como fazer avançar o cessar-fogo, já ameaçado por desentendimentos e pelos ataques continuados de Israel no Líbano, em busca de destruir o grupo pró-iraniano Hezbollah.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump.

A delegação do Irão, liderada pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, aterrou na sexta-feira à tarde em Islamabad, segundo noticiaram então os media iranianos.

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20 por cento do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, está no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana, entre as delegações norte-americana e iraniana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito de Ormuz seria desbloqueado depois de terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.

Lusa
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Macron apela presidente iraniano a "aproveitar a oportunidade"

O presidente de França, Emmanuel Macron, apelou na rede X ao presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, para "aproveitar a oportunidade" das conversações iniciadas este sábado no Paquistão, com os norte-americanos.

Macron referiu que as negociações podem abrir caminho a uma "desescalada duradoura" e sublinhou a "necessidade de o Irão restabelecer rapidamente a liberdade e a segurança da navegação no Estreito de Ormuz".

Macron lembrou também a importância do respeito pelo cessar-fogo "incluindo no Líbano".

Je me suis entretenu avec le Président iranien Massoud Pezeshkian.

Je l’ai appelé à saisir l’opportunité que représentent les discussions lancées à Islamabad pour ouvrir la voie à une désescalade durable et à un accord exigeant qui apporte des garanties solides…

— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 11, 2026

"Mantive conversações com o presidente iraniano Massoud Pezeshkian.

Exortei-o a aproveitar a oportunidade oferecida pelas negociações iniciadas em Islamabad para preparar o caminho para uma desescalada duradoura e um acordo exigente que ofereça garantias sólidas de segurança na região, envolvendo todos os países interessados.

Enfatizei a necessidade de o Irão restabelecer rapidamente a liberdade e a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, para a qual a França está pronta a contribuir.

Salientei a importância do pleno respeito pelo cessar-fogo, incluindo no Líbano. A França manifesta o seu total apoio às ações das autoridades libanesas, que são as únicas legítimas para exercer a soberania do Estado e decidir o destino do Líbano", escreveu no X o presidente francês.
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Dados de navegação indicam passagem de três super-petroleiros por Ormuz

Estas serão as primeiras embarcações a deixar o Golfo, desde o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão e com o início das conversações de paz no Paquistão.

O navio petroleiro de grande porte Serifos, com bandeira da Libéria, e os navios Cospearl Lake e He Rong Hai, com bandeira da China, entraram e saíram da "área de ancoragem experimental da Passagem de Ormuz", que contorna a Ilha de Larak, no Irão, este sábado, segundo dados da LSEG.

Cada navio tem capacidade para transportar 2 milhões de barris de petróleo.

O Serifos, carregado com crude da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos no início de março, deverá chegar ao porto de Malaca, na Malásia, a 21 de abril, de acordo com dados da LSEG e da empresa de análise Kpler.

O Cospearl Lake está carregado com petróleo iraquiano e o He Rong Hai transporta petróleo bruto saudita, segundo os mesmos dados.

Os dois navios VLCC são fretados pela Unipec, o braço comercial da gigante energética chinesa Sinopec, segundo os dados.

A Sinopec não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário de expediente.

O bloqueio imposto por Teerão ao Estreito, desde o início da guerra dos EUA com o Irão, interrompeu o fornecimento global de energia e fez disparar os preços do petróleo.

Ormuz é um ponto de estrangulamento marítimo para cerca de 20 por cento das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito. 

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Paquistão envia caças e forças militares para a Arábia Saudita

O envio militar realizou-se ao abrigo de um pacto de defesa entre os dois países, informaram os sauditas este sábado.

Em comunicado, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou que caças e aviões de apoio paquistaneses chegaram à Base Aérea Rei Abdulaziz, na província oriental do país.

O comunicado acrescentou que o destacamento paquistanês visa reforçar a cooperação conjunta em matéria de defesa e apoiar a segurança e a estabilidade regional e internacional. 

O Paquistão acolhe em Islamabad, enquanto mediador, as negociações com o objetivo de pôr fim à guerra dos EUA com o Irão, no quadro de um cessar-fogo de duas semanas aceite pelas partes na terça-feira passada.

O Irão prosseguiu contudo nos dias seguintes os ataques com mísseis contra Israel e diversos alvos em países do Golfo.

As forças militares paquistanesas foram enviadas para o reino saudita depois de ataques iranianos terem atingido infraestruturas energéticas cruciais e matado um cidadão saudita, disseram à Reuters três fontes, incluindo um alto funcionário do Governo paquistanês.

"Não estavam ali para atacar ninguém", disse um responsável paquistanês, que falou sob anonimato. 

Segunda-feira, um ataque iraniano ao extenso complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, gerou preocupações no Paquistão quanto a uma possível retaliação saudita, comprometendo potencialmente as conversações de paz com o Irão, disseram as três fontes.

O destacamento paquistanês tem como objetivo tranquilizar Riade de que Islamabad ajudaria a defender o reino de quaisquer novos ataques, disseram as fontes.
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Casa Branca confirma negociações diretas com delegação iraniana

Os Estados Unidos, o Paquistão e o Irão iniciaram negociações trilaterais em Islamabad, com o objetivo de pôr fim à guerra no Médio Oriente, anunciou a Casa Branca.

Um alto funcionário da Casa Branca especificou que os três lados estavam a discutir os assuntos directamente, uma mudança em relação à prática recente, na qual Washington e Teerão apenas negociavam através de um mediador em salas separadas.

A delegação americana inclui o vice-presidente JD Vance e os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, indicou a Casa Branca. Não foram especificados quais os representantes iranianos e paquistaneses que participavam.
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Primeiro-ministro libanês adia viagem iminente a Washington e Nova Iorque

Nawaf Salam, alegou a necessidade de permanecer em Beirute.

“Em vista das atuais circunstâncias internas… decidi adiar a minha viagem às Nações Unidas e aos Estados Unidos… para poder supervisionar o trabalho do governo aqui em Beirute”, disse Salam numa publicação no X.

Uma fonte do Governo libanês informou sexta-feira a CNN de que Salam deveria viajar para Washington nos próximos dias, depois de Israel ter sinalizado abertura para negociações diretas com o Líbano sobre um possível cessar-fogo.

Israel revelou este sábado que atacou em 24H mais de 200 alvos da milícia xiita libanesa, o Hezbollah, apoiada por Teerão.

O primeiro encontro, entre delegações israelitas e libanesas sob mediação do Despartamento de Estado dos EUA, está previsto para a próxima terça-feira.

O adiamento acontece numa altura em que um frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão se mantém, para já, sob tensão, uma vez que Israel continua a atacar alvos do Hezbollah no Líbano.
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Trump diz-se atento aos preços dos fertilizantes para evitar exploração de preços

A guerra no Irão praticamente paralisou o comércio através do Estreito de Ormuz e tem estado a ter impacto não só no setor energético mas também na distribuição de fertilizantes, que poderá afetar em cascata a produção de bens alimentares.

Donald Trump, avisou este sábado o "monopólio dos fertilizantes" de que está "a acompanhar de perto os preços", para defender os "agricultores norte-americanos". 


“Estou a acompanhar de perto os preços dos fertilizantes durante a nossa LUTA PELA LIBERDADE no Irão. Os Estados Unidos não aceitarão a EXPLORAÇÃO DE PREÇOS por parte do monopólio dos fertilizantes! Agricultores americanos, estamos convosco”, escreveu Trump na manhã de sábado na sua conta no Truth Social.

Um terço dos fertilizantes passam pelo Estreito de Ormuz, que tem estado bloqueado pelo Irão desde o início dos bombardeamentos norte-americanos e israelitas há cin semanas.

Em março, a Federação Americana de Escritórios Agrícolas (American Farm Bureau Federation)alertou que quase 49 por cento das exportações globais de ureia, um fertilizante azotado amplamente utilizado, poderiam ser afetadas pela guerra. 

“Estamos profundamente preocupados com o facto de a inacção poder levar a perturbações na cadeia de abastecimento alimentar sem precedentes desde 2022, quando a inflação dos preços dos alimentos atingiu o nível mais elevado em 40 anos”, escreveu Zippy Duvall, presidente da AFBF, numa carta a Trump no início de Março.

Os preços da ureia subiram mais de 50 por cento desde o final de fevereiro, para 694,25 dólares.

Os preços dos fertilizantes azotados já estavam em alta antes da guerra. A pressão financeira adicional junta-se aos baixos preços das culturas e ao crescente número de falências agrícolas em resultado da pandemia de Covid-19.
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EUA revogam `green card` a descendentes de militante xiita iraniano

O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) norte-americano colocou sob custódia o filho de Masoumeh Ebtekar, que em 1979 foi o porta-voz em língua inglesa dos militantes iranianos envolvidos na invasão da embaixada dos EUA em Teerão.

Eissa Hashemi foi detido com a mulher e com o filho e os três aguardam deportação, após terem sido revogados os seus green card - documento que permite a estrangeiros viverem nos Estados Unidos.

Os laços familiares com Masoumeh Ebtekar, que também serviu como vice-presidente do Irão para assuntos femininos, foram citados diretamente pelo Departamento de Estado dos EUA, como razão para a expulsão da família.

“A sua família nunca deveria ter tido permissão para beneficiar do extraordinário privilégio de viver no nosso país”, escreveu o Secretário de Estado Marco Rubio no X.

Ebtekar ganhou notoriedade durante a Crise dos Reféns no Irão, quando transmitiu as mensagens e exigências dos militantes iranianos que mantinham reféns vários diplomatas e civis norte-americanos. Na altura foi-lhe atribuída a alcunha "Mary Gritante".

A decisão surge uma semana depois de o ICE ter detido a sobrinha do falecido comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Qasem Soleimani, juntamente com a sua filha.
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Ataques aéreos israelitas mataram sete pessoas em Gaza

Dois ataques aéreos israelitas atingiram Gaza este sábado, matando pelo menos sete pessoas e ferindo várias outras, disseram responsáveis do Ministério da Saúde de Gaza.

Um ataque aéreo atingiu um posto de controlo policial no campo de Bureij, na região central da Faixa de Gaza, no início da manhã de sábado, matando pelo menos seis pessoas, enquanto um segundo ataque aéreo atingiu Beit Lahiya, matando pelo menos uma, disseram as autoridades.

Não ficou imediatamente claro quantos dos mortos no primeiro ataque eram polícias.

O exército israelita afirmou que o ataque em Bureij foi levado a cabo depois de membros do grupo militante Hamas se terem aproximado da linha amarela que demarca a metade da Faixa de Gaza ocupada por Israel. Não houve comentários imediatos sobre o ataque em Beit Lahiya.
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Israel afirma ter atingido mais de 200 alvos do Hezbollah no Líbano nas últimas 24 horas

O exército israelita anunciou este sábado que atingiu mais de 200 alvos pertencentes ao movimento islâmico Hezbollah, aliado de Teerão, no Líbano nas últimas 24 horas.

"Nas últimas 24 horas, o exército atingiu mais de 200 alvos do Hezbollah no Líbano", referiu um comunicado militar. "A força aérea israelita continua os seus ataques contra as infraestruturas do Hezbollah e apoia as forças terrestres que operam no sul do Líbano", acrescenta o documento.
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Petroleiros chineses navegam no Estreito de Ormuz

Dois superpetroleiros chineses atravessaram no sábado o estreito de Ormuz, segundo dados de navegação da LSEG, provavelmente as primeiras embarcações a abandonar o Golfo Pérsico desde o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão, assinado no início desta semana.

Os navios petroleiros de grande porte Cospearl Lake e He Rong Hai, ambos fretados pela Unipec, o braço comercial da maior refinaria da Ásia, a Sinopec, entraram e saíram da "área de ancoragem experimental da Passagem de Ormuz", que contorna a Ilha de Larak, no Irão, no sábado, segundo dados divulgados.
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Alto responsável militar iraniano nega relato de qualquer embarcação americana a atravessar o Estreito de Ormuz

A emissora iraniana IRIB citou um alto responsável militar a negar que qualquer navio norte-americano tenha atravessado o Estreito de Ormuz.

A reação surge após uma notícia do site norte-americano Axios, que cita um oficial norte-americano a afirmar que vários navios da Marinha norte-americana atravessaram o estreito, e depois de Trump ter declarado que os EUA estavam a trabalhar para remover minas do estreito.

Entretanto, a emissora estatal iraniana informou que foi emitido um aviso para um navio militar norte-americano, alertando que será atacado em 30 minutos caso atravesse o Estreito de Ormuz.
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RTP /

Trump diz que os EUA estão a "limpar" o Estreito de Ormuz

Numa nova publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que as forças armadas dos Estados Unidos começaram a limpar o Estreito de Ormuz e que os 28 navios iranianos que lançavam minas foram afundados.

"Estamos agora a iniciar o processo de limpeza do Estreito de Ormuz", escreveu Trump nas redes sociais.

Na mesma publicação, o presidente norte-americano lança vários ataques e acusações.

“A comunicação social de notícias falsas perdeu toda a credibilidade, embora nunca tenha tido nenhuma. Devido à sua enorme Síndrome de Perturbação Obsessiva por Trump (por vezes chamada de TDS!), adoram dizer que o Irão está a "vencer" quando, na verdade, todos sabem que estão a PERDER, e a PERDER FEIO!”


“A sua Marinha foi dizimada, a Força Aérea foi dizimada, o  aparelho antiaéreo é inexistente, o radar está inoperacional, as fábricas de mísseis e drones foram praticamente destruídas, juntamente com os próprios mísseis e drones e, mais importante, os seus antigos 'líderes' já não estão entre nós, graças a Deus! A única coisa que lhes resta é a ameaça de que um navio possa 'encalhar' numa das suas minas marítimas, que, aliás, todas as 28 embarcações lançadoras de minas também estão no fundo do mar.”

“Estamos agora a iniciar o processo de limpeza do Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, incluindo a China, o Japão, a Coreia do Sul, a França, a Alemanha e muitos outros. Incrível, não têm a coragem nem a vontade de fazer este trabalho por conta própria. Curiosamente, navios petroleiros vazios de várias nações estão a dirigir-se para os Estados Unidos da América para carregar petróleo”, remata.
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RTP /

Arrancaram as negociações trilaterais em Islamabad

Vários meios de comunicação social confirmam o início das negociações trilaterais entre o Irão, os EUA e o Paquistão. Antes de se juntarem na mesma sala, as delegações de Washington e de Teerão foram recebidos pelo primeiro- ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

Referindo-se, nomeadamente, aos "progressos alcançados nas conversações e à limitação dos ataques do regime sionista no sul de Beirute, no Líbano", as agências iranianas Fars e Tasnim indicaram que tinha sido "decidido iniciar negociações entre o Irão e os Estados Unidos em Islamabad", sem especificar nem a agenda nem se o formato era de negociações diretas ou indiretas.

Outras agências iranianas, a Mehr e a Isna, publicaram a mesma informação, após o anúncio do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que recebeu as duas delegações separadamente, sobre o início das negociações.
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RTP /

Israel prossegue com ataques ao Líbano

Os israelitas não estão muito confiantes nas negociações que decorrem entre o Irão e os Estados Unidos em Islamabad. Israel considera que o combate com o Hezbollah não terminou e prossegue os ataques no sul do Líbano, como conta o jornalista Michel Gawendo.

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RTP /

Reabertura do Estreito de Ormuz não vai ter efeito imediato no preço dos combustíveis

A reabertura do Estreito de Ormuz não vai ter, no imediato, o efeito esperado no preço dos combustíveis. O ritmo das subidas é superior ao das descidas, porque o setor está sempre a calcular o custo futuro das matérias-primas.

Foto: Carla Quirino - RTP

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RTP /

Dado o primeiro passo para as negociações entre Estados Unidos e Irão para um acordo de paz

As delegações dos dois países foram recebidas, em separado, pelo primeiro-ministro do Paquistão. O Irão diz que mantém a "boa vontade" para negociar, mas sublinha que não confia nos Estados Unidos.

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RTP /

Trump diz que petroleiros vazios estão a caminho dos EUA para carregar petróleo e gás

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que um grande número de petroleiros vazios está a caminho dos EUA para carregar petróleo e gás. Os seus comentários surgem enquanto os negociadores dos EUA e do Irão realizam conversações sobre um cessar-fogo no Paquistão.

“Um número enorme de petroleiros completamente vazios, alguns dos maiores do mundo, está a caminho dos Estados Unidos neste momento para carregar o melhor e mais doce petróleo (e gás!) do mundo”, publicou no Truth Social.

“Temos mais petróleo do que as duas maiores economias petrolíferas seguintes juntas – e de qualidade superior. Estamos à vossa espera. Regresso rápido!”

Não é totalmente claro se esta mensagem está relacionada com o controlo contínuo do Irão e o seu encerramento efectivo do Estreito de Ormuz.
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RTP /

Teerão em contacto com Beirute para garantir que compromissos de cessar-fogo são respeitados em todas as frentes

O Irão está em contacto com o Líbano para garantir que os compromissos de cessar-fogo são respeitados em todas as frentes, afirmou o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros à TV estatal de Islamabad.
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Novo balanço
RTP /

Ataques israelitas no sul do Líbano provocam dez mortos

Ataques aéreos israelitas no sul do Líbano mataram 10 pessoas, incluindo três socorristas, este sábado, informou o Ministério da Saúde. Os meios de comunicação estatais noticiaram que cerca de dez locais na região foram alvo.

Três ataques atingiram três locais no distrito de Nabatieh, matando, entre outros, um membro da Defesa Civil e dois socorristas do Comité Islâmico de Saúde, ligado ao Hezbollah, informou o ministério. O Ministério denunciou os ataques como "sistemáticos" contra os socorristas por parte de Israel, que está em guerra com o movimento libanês pró-Irão desde 2 de março.
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RTP /

Israel prossegue ataques no sul do Líbano e Hezbollah retalia

Os ataques israelitas continuaram no sul do Líbano, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA) do país, enquanto o Hezbollah afirmou que os seus combatentes visaram posições israelitas em Kiryat Shmona, no norte de Israel, com drones e mísseis.

Três pessoas morreram esta manhã quando um ataque aéreo israelita atingiu e destruiu um edifício residencial na cidade de Maifadoun, na província de Nabatiyeh, no sul do Líbano, segundo a NNA.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que o número de mortos na sequência dos ataques israelitas em todo o país, na quarta-feira, subiu de 303 para 357, com 1.223 feridos.
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Afira Cada Branca
RTP /

EUA não concordaram em descongelar ativos iranianos

Uma autoridade norte-americana desmentiu, este sábado, as notícias de que Washington teria concordado em descongelar ativos iranianos.

A Reuters tinha avançado que os EUA tinham concordado em libertar ativos iranianos congelados detidos no Catar e noutros bancos estrangeiros, citando uma fonte iraniana de alto nível.
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RTP /

Delegação norte-americana esteve reunida com primeiro-ministro do Paquistão

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, manteve conversações com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, no sábado, informaram a Casa Branca e o gabinete de Sharif. O enviado especial Steve Witkoff e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, também participaram.

"O primeiro-ministro manifestou a esperança de que estas conversações sirvam como um passo importante para uma paz duradoura na região", afirmou o gabinete de Sharif.

Vance está na capital paquistanesa, Islamabad, para conversações com o objetivo de pôr fim à guerra de seis semanas com o Irão.
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RTP /

Hamas congratula-se com negociações EUA-Irão no Paquistão

O grupo palestiniano apoia as negociações “com o objetivo de um fim completo e abrangente” da guerra EUA-Israel contra o Irão.

“Aguardamos com expectativa o sucesso dos esforços empreendidos pelo Paquistão, patrocinador destas negociações, e pelos outros países mediadores, na criação de esperança de resultados positivos que fortaleçam a estabilidade e promovam a unidade entre as nações árabes e islâmicas”, afirmou em comunicado.
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RTP /

Delegação iraniana reúne-se com o primeiro-ministro paquistanês

A delegação iraniana, que tem negociações agendadas para este sábado em Islamabad com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente, iniciou uma reunião com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país funciona como mediador, informou a televisão estatal iraniana.

Os detalhes das conversações Irão-EUA, cuja agenda e formato ainda não foram divulgados, serão definidos após esta reunião, informou a estação.

O Irão decidirá após a reunião se pretende ou não iniciar as negociações no sábado, afirmou a agência de notícias iraniana Fars, acrescentando que foram trocadas "novas mensagens" entre o Irão e os Estados Unidos na sexta-feira à noite.

O Irão afirma ter estabelecido duas pré-condições para as negociações: "um cessar-fogo no Líbano", onde Israel trava uma campanha sangrenta contra o Hezbollah, grupo apoiado por Teerão, e "o desbloqueio dos ativos iranianos".
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RTP /

Deputado do Hezbollah classifica negociações diretas com Israel como uma "violação flagrante" da Constituição

O deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, reiterou este sábado a rejeição do movimento pró-Irão libanês às negociações diretas entre o Líbano e Israel, um dia depois de a presidência libanesa ter anunciado uma reunião na próxima semana em Washington entre representantes dos dois países.

Estas negociações são "uma violação flagrante do pacto (nacional), da Constituição e das leis libanesas" e "exacerbam as divisões internas numa altura em que o Líbano precisa de solidariedade e unidade interna mais do que nunca para enfrentar a agressão israelita", afirmou o deputado em comunicado.
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Lusa /

Se EUA priorizarem os seus interesses aos de Israel pode haver acordo

O primeiro vice-presidente do Irão afirmou hoje que se os Estados Unidos derem prioridade aos seus interesses em vez dos de Israel pode haver acordo nas negociações de paz que se iniciam hoje no Paquistão.

"Se negociamos em Islamabad com representantes dos `Estados Unidos primeiro`, é provável alcançar um acordo que beneficie ambas as partes e o mundo", escreveu hoje Mohamed Reza Aref, primeiro vice-presidente do Irão, na rede social X, citado pela agência Efe.

A horas do início das negociações entre as delegações dos Estados Unidos e do Irão em Islamabad, Aref acrescentou que se Teerão enfrentar "representantes de `Israel primeiro`, não haverá acordo".

Nesse caso, assinalou que "inevitavelmente o Irão continuará a sua defesa com ainda mais firmeza do que antes, e o mundo enfrentará maiores custos".

Já o presidente do parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que encabeça a delegação do seu país nas negociações, afirmou que mantém a "boa vontade" de negociar, mesmo que tenha realçado a sua absoluta falta de confiança nos Estados Unidos.

"Temos boa vontade, mas não confiamos nos Estados Unidos devido às experiências das últimas negociações", disse, em referência às negociações sobre a questão nuclear de 2025 e de janeiro, que terminaram em ofensivas israelo-americanas contra o país persa.

Além de Qalibaf, fazem parte da delegação iraniana o ministro dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi e o secretário do Conselho de Defesa do Irão, Ali Akbar Ahmadian, entre outras autoridades do setor militar e financeiro.

A delegação dos Estados Unidos é formada pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e o assessor Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, além de representantes do Pentágono.

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RTP /

Cathay Pacific vai reduzir os voos de meados de maio até ao final de junho devido ao aumento dos preços do combustível

A Cathay Pacific Airways informou este sábado que vai cancelar alguns voos de meados de maio até ao final de junho, devido ao aumento vertiginoso dos preços do combustível de aviação, provocado pelo conflito em curso no Médio Oriente.

A companhia aérea, que tem sede em Hong Kong, cancelará cerca de 2% dos seus voos de passageiros programados entre 16 de maio e 30 de junho de 2026, enquanto a sua subsidiária de baixo custo, a HK Express, reduzirá cerca de 6% a partir de 11 de maio, informou a empresa.

A companhia aérea afirmou que a suspensão dos seus serviços de passageiros para o Dubai e Riade se manterá em vigor até 30 de junho.
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RTP /

Novo líder supremo do Irão ainda está a recuperar de ferimentos graves na cara e nas pernas

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, ainda está a recuperar de graves ferimentos na cara e nas pernas, disseram fontes à Reuters, mas continua mentalmente lúcido e participa ativamente na tomada de decisões sobre questões importantes, incluindo as negociações de cessar-fogo com Washington.

Khamenei, de 56 anos, não foi visto em público e não apareceu em vídeos ou fotografias desde o ataque aéreo conjunto dos EUA e de Israel nos primeiros dias da guerra, que matou o seu pai, o então líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei, que governava desde 1989. Mojtaba foi escolhido como líder supremo dias depois dos ataques.

As três fontes disseram à Reuters que o rosto de Khamenei estava desfigurado e que tinha ficado ferido nas pernas no ataque que matou o se pai e membros da família, incluindo a mulher, o cunhado e a cunhada. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a descrição fornecida pelas fontes.
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Dados de ONG norte-americana
RTP /

Irão e Líbano são alvos de três quartos dos ataques registados no Médio Oriente

Aproximadamente três quartos dos ataques desde o início da guerra no Médio Oriente tiveram como alvo o Irão ou o Líbano, segundo uma análise da AFP baseada em dados da ONG norte-americana Acled, especializada na monitorização de conflitos.

Pelo menos 7.700 eventos, correspondentes a ataques ou séries de ataques (intercetados ou não) com mísseis, drones, rockets ou bombas, foram registados pela ONG entre 28 de fevereiro e 8 de abril, o primeiro dia do frágil acordo de cessar-fogo entre Teerão e Washington.

O conflito já provocou milhares de mortes no Médio Oriente, principalmente no Irão e no Líbano.
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RTP /

Paquistão espera que o Irão e os Estados-Unidos participem "de forma construtiva"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou este sábado que espera que o Irão e os Estados Unidos "participem construtivamente" nas conversações de paz que se vão realizar em Islamabad, com o objetivo de pôr fim à guerra no Médio Oriente.

O ministro "reiterou ainda o desejo do Paquistão de ajudar as partes a chegar a uma solução duradoura para o conflito", segundo um comunicado divulgado pouco depois da chegada da delegação norte-americana.
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RTP /

Seul vai distribuir 3,5 mil milhões de euros para atenuar preços dos combustíveis

A Coreia do Sul anunciou hoje que distribuirá 6,1 biliões de wons (3,5 mil milhões de euros) em ajudas a 32,5 milhões de cidadãos, para atenuar o impacto do aumento dos preços do petróleo.

Os fundos de ajuda destinam-se a "atenuar os elevados preços do petróleo" face ao "enorme impacto económico provocado pela guerra no Médio Oriente", afirmou o ministro do Interior, Yoon Ho-joong, durante a apresentação do subsídio, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

A iniciativa implicará um desembolso entre 100.000 e 600.000 wons (entre 57 e 345 euros), dependendo do nível económico dos beneficiários, acrescentou a Yonhap, e os fundos começarão a ser distribuídos a partir de 27 de abril.

Os auxílios, que excluem os 30% da população com rendimentos mais elevados, serão suportados por um orçamento suplementar de 26,2 biliões de wons (cerca de 14.870 milhões de euros) aprovado pelo Parlamento sul-coreano na sexta-feira.

O orçamento visa atenuar o impacto no país asiático do aumento dos preços do petróleo devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
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Lusa /

JD Vance chega ao Paquistão para conversações de paz

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, chegou ao Paquistão para dar início às negociações entre os Estados Unidos da América e o Irão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, noticiam as agências internacionais.

O vice-presidente, que lidera a delegação norte-americana, foi recebido pelo poderoso chefe do exército paquistanês, Asim Munir, à chegada à base aérea de Nur Khan, perto de Islamabad.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump.

A delegação do Irão, liderada pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, aterrou na sexta-feira à tarde em Islamabad, segundo noticiaram então os media iranianos.

Em Islamabad, as ruas normalmente muito movimentadas da capital paquistanesa estão hoje desertas devido aos bloqueios das forças de segurança em antecipação das conversações.

 

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RTP /

EUA e Líbano pedem a Israel uma "pausa" nos ataques contra o Hezbollah

O Governo libanês e a administração Trump pediram a Israel uma "pausa" nos ataques contra o Hezbollah antes do início das negociações diretas entre Israel e o Líbano na próxima semana, informou a Axios esta sexta-feira, citando duas fontes.

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Israel não discutirá um cessar-fogo com o Hezbollah durante as negociações com o Líbano

Israel recusou discutir um cessar-fogo com o Hezbollah, mas concordou em iniciar negociações formais de paz com o Líbano na terça-feira, disse o embaixador de Israel nos Estados Unidos.

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Trump diz que os EUA vão reabrir o Estreito de Ormuz em breve

O presidente Donald Trump afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto em breve — com ou sem a cooperação do Irão — e que os negociadores norte-americanos a caminho do Paquistão estão sobretudo focados em garantir que Teerão não consegue obter uma arma nuclear.

“Acho que vai acontecer bastante depressa. E se não acontecer, arranjaremos forma de resolver a situação de uma forma ou de outra”, disse Trump sobre os esforços para garantir a livre passagem pelo estreito, que o Irão bloqueou.

Num discurso na Base Aérea Conjunta Andrews, antes de uma visita de angariação de fundos à Trump Winery, na região de Piemonte, no Estado da Virgínia, o presidente afirmou que o seu principal foco num acordo com o Irão era restringir as capacidades nucleares do país. "Sem armas nucleares. Isto representa 99% do acordo", disse.

Questionado se o acordo incluiria também o estreito, Trump respondeu que sim. "Sim, mas será aberto automaticamente", respondeu, acrescentando mais tarde que acreditava que o canal seria aberto "em breve".
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