Primeiro-ministro argelino demitiu-se e foi substituido por um dirigente da FLN

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O primeiro-ministro argelino, Ahmed Ouyahia, apresentou a sua demissão ao presidente, Abdelaziz Bouteflika, que decidiu aceitá-la e nomeou como novo chefe do governo o secretário-geral da Frente de Libertação nacional (FLN), Abdelaziz Belkhadem.

Abedelaziz Belkhadem anunciou, à saída de uma reunião com Bouteflika, que vai imediatamente iniciar consultas para formar um novo governo.

Numa declaração à imprensa, indicou que "estava honrado com a confiança que lhe foi dada" pelo Chefe de Estado.

"O presidente da República encarregou-me de formar a nova equipa govern amental que em breve será conhecida após as consultas que iniciarei já esta tard e esperando concluí-las o mais rápido possível", precisou ainda o novo chefe do governo.

Antes, ao anunciar a demissão de Ouyahia, a presidência argelina presto u-lhe homenagem num comunicado pelos "serviços prestados" desde que foi nomeado para chefiar o gabinete ministerial em Maio de 2003.

Por seu lado, o demissionário disse aos jornalistas que agradeceu ao pr esidente pela "confiança e o apoio recebido durante estes três anos".

Acrescentou que lhe manifestou também a sua "total solidariedade e propósito da sua política, em particular a reconciliação nacional, o reforço da segu rança no país e a edificação económica".

Ouyahia mantém-se agora com o cargo de primeiro responsável do partido Reagrupamento Nacional Democrático (RND), o segundo em importância da actual col igação governamental, de cariz islâmico-conservador.

O novo chefe do Governo, Abdelaziz Belkhadem, nascido a 08 de Novembro de 1945, é uma das personalidades consideradas mais próximas do presidente Boute flika, em cujo governo era até agora ministro de Estado e representante oficial.

Como secretário-geral da FLN, o histórico partido que dirigiu a revoluç ão argelina, Belkhadem salientara-se nos últimos meses pelo seu apoio a uma revi são da Constituição que permita a Bouteflika optar por um terceiro mandato presidencial.

Considerado nos meios políticos como partidário da reconciliação com a ala política do integrismo, ocupou também a presidência da Assembleia Popular Na cional (APN) em 1988, cargo que manteve até 1990.

A coligação governamental - formada pelo RND, a FLN e o partido integrista Movimento para a Sociedade pela Paz (MSP)-mantinha desde há algum tempo uma relação conflituosa.

Com a demissão de Ouyahia, o presidente argelino optou por dar proeminê ncia à FLN, partido em que ele próprio se formou politicamente, dando a Belkhade m a chefia do Governo.


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