Manifestantes preveem aumento da participação ao longo do dia
Sobre as instruções dadas pela PSP e pela Polícia Municipal, Tiago explicou que “tirámos tudo o que influenciasse a saúde e a higiene pública, de maneira a não prejudicar ninguém (…), colaborando com as forças da autoridade”.
E deixou uma garantia: “não iremos desmobilizar”.
PGR admite suspensão provisória do processo dos manifestantes
“Os processos estão em curso”, disse esta manhã, acrescentando que “sempre que é possível e necessário, abrimos inquérito, desde que haja fundamento, independentemente dos factos, das causas, das razões”.
“Muitas vezes abrimos inquéritos para averiguar exclusivamente os factos, porque há indícios, mas depois acabamos por os arquivar porque consideramos que não há crime”, acrescentou.
Manifestantes prometem continuar até terem respostas e acusam Governo de ter medo de tendas
“Eu, como cidadã, tenho absoluta tranquilidade naquilo que nós temos estado aqui a fazer. Eu sei que nós temos o direito a estar aqui e a protestar”, afirmou, depois de a polícia ter ordenado que as tendas restantes fossem retiradas.
“Até de duas tendas o Governo tem medo”, acusou, dizendo que o Executivo está habituado a protestos “que são feitos por estruturas já um pouco adaptadas, que vêm um dia fazer manifestação para cumprir o calendário”.
“E desta vez estamos a ser consequentes. Nós queremos uma resposta e por isso temos um protesto”, que “pode ir adquirindo diversas formas”, esclareceu.
Polícia Municipal obriga manifestantes a retirarem as duas tendas restantes
“Não está sujeito a qualquer tipo de aprovação, mas está sujeito a comunicação. Os senhores não comunicaram manifestação nenhuma para este local. As tendas estão sujeitas a licenciamento”, disse aos manifestantes um agente da Polícia Municipal.
“Eu não vos disse para saírem daqui”, mas “tendas são em parques de campismo”, declarou, citando o decreto-lei 310/2002 que “sujeita a licenciamento a montagem de tendas na via pública”.
“Ou vocês tiram a tenda, ou nós apreendemos a tenda. Eu não tenho nenhum gosto especial em estar a apreender-vos a tenda”.
Uma manifestante respondeu que “o que está a acontecer aqui não é campismo, é um protesto” e “está devidamente enquadrado pela Constituição”.
No fim do diálogo, a polícia concordou em dar dez minutos aos jovens para que removessem as tendas.
Manifestantes convidam Moedas e Montenegro a irem ao Rossio para dialogarem
Manifestantes retiram tendas mas alguns estendem cartões para se deitarem no chão
Os participantes contestaram a indicação, já que a lei prevê que a partir dessa hora podem realizar-se manifestações, e a PSP justificou a decisão com a necessidade de desocupar o espaço público.
Alguns manifestantes que retiraram as tendas estenderam cartões com mantas no chão, onde se deitaram.
PSP dá dez minutos a manifestantes para retirarem tendas do Rossio
“Palavra dada, palavra cumprida”, acrescentou, dizendo que “não se alterou absolutamente nada” relativamente às ordens que a polícia tem dado.
Líder do PS volta a pressionar Governo para que recue na lei das rendas
José Luís Carneiro defende que é tempo de ouvir os protestos que vêm das ruas e retomar o diálogo. Declarações ouvidas ontem à noite pelo repórter João Alexandre na Comissão Politica do PS se reunir para aprovar a abstenção no Orçamento de Estado.
O PS pede ao governo que retire a proposta de lei das rendas e que abra negociações com os socialistas para criar uma garantia pública para o mercado de arrendamento.
O Estado passaria a assegurar o pagamento das rendas em caso de incumprimento - protegendo ao mesmo tempo senhorios e inquilinos.
Manifestantes reerguem tendas
Declarações inflamatórias do MAI
PSP vai permitir o protesto pela habitação em Lisboa
Tendas em Atenas. Depois de Espanha e Portugal, milhares enchem as ruas gregas
Cerca de 10 mil estudantes saíram esta quarta-feira à rua em várias cidades da Grécia para protestar contra o custo da habitação e dos estudos, numa mobilização também marcada pelo acampamento diante do Parlamento, em Atenas.
A contestação ganhou dimensão nacional esta quarta-feira, com manifestações que juntaram estudantes, professores e outros trabalhadores.
A televisão pública grega ERT avançou igualmente que em Salónica participaram aproximadamente 2.000 a 2.500 pessoas e, em Patras, mais de 3.000, de acordo com a estação pública.
O protesto decorreu sob um forte dispositivo de segurança. Cerca de 3.000 agentes foram mobilizados em Atenas, perante receios de que se repetissem na capital grega situações de violência verificadas noutros protestos europeus.
As autoridades encerraram preventivamente estações de metro no centro da cidade. Os estabelecimentos comerciais situados ao longo do percurso adotaram também medidas de precaução, com lojas e cafés a baixarem as proteções metálicas.
Segundo a Kathimerini, 21 pessoas foram levadas pela polícia para interrogatório, mas não há indicação imediata de detenções. O jornal refere que, apesar do forte dispositivo policial, não foram registados distúrbios na manifestação principal.