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Reino Unido confirma terceiro caso suspeito de hantavírus. Hospedeira holandesa testou negativo
A agência de segurança sanitária do Reino Unido informou que foi identificado mais um caso de suspeita de hantavírus num cidadão britânico na ilha de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul. A mulher holandesa, que esteve em contacto com uma das vítimas mortais, testou negativo.
Dois cidadãos britânicos tiveram a infeção por hantavírus confirmada, no âmbito da monitorização do surto mortal num navio de cruzeiro de luxo, informou a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido numa atualização esta sexta-feira.
Este caso suspeito junta-se a dois casos previamente confirmados, detetados em dois cidadãos britânicos, acrescentou a agência. Um está hospitalizado na África do Sul e o outro nos Países Baixos.
Esta sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde revelou que a assistente de bordo holandesa da KLM, que teve contacto com uma mulher que morreu vítima de infeção por hantavírus em Joanesburgo, testou negativo.
A mulher tinha sido internada num hospital em Amesterdão na quinta-feira com sintomas de uma possível infeção.Mais casos “possíveis” com risco “limitado”
Mais casos de hantavírus são "possíveis", alertou na quinta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas o surto que matou três passageiros num navio no Atlântico deverá manter-se "limitado" se as medidas de saúde pública forem implementadas.
O MV Hondius, no centro de um aviso sanitário internacional, partiu da Baía da Praia, em Cabo Verde, na quarta-feira, com destino a Tenerife, nas Canárias espanholas, onde deverá chegar no domingo.
O governo regional das Canárias, que se opôs à chegada do MV Hondius a Tenerife, afirmou na quinta-feira que o navio "não atracará" na ilha: "ancorará" ao largo da costa antes de os passageiros serem evacuados por uma pequena embarcação para transferência para o Aeroporto de Tenerife Sul.
A evacuação dos cerca de 150 passageiros e tripulantes está prevista para o início da próxima semana.
Dado o período de incubação da estirpe andina do vírus, que pode chegar às seis semanas, "é possível que sejam reportados mais casos", acrescentou. O hantavírus pode causar síndrome respiratória aguda. Não existe vacina ou tratamento específico para este vírus raro, que se transmite através do contacto com roedores.
A estirpe andina, identificada em passageiros infetados, é a única conhecida por provocar transmissão de pessoa para pessoa.
O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) classificou o surto de hantavírus como uma resposta de emergência de 'nível 3', o nível mais baixo de ativação de emergência. As autoridades e a Organização Mundial da Saúde estão a tranquilizar o público sobre o nível "baixo" de risco epidémico, uma vez que o vírus é menos contagioso do que a covid-19.
"Este não é o início de uma epidemia (...) nem de uma pandemia", assegurou Maria Van Kerkhove, responsável pelo Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS, aos jornalistas em Genebra.
"Acreditamos" que este episódio "permanecerá limitado se forem aplicadas medidas de saúde pública e se todos os países demonstrarem solidariedade", acrescentou Abdi Rahman Mahamud, diretor de Operações de Alerta e Resposta a Emergências de Saúde.
Os três passageiros que morreram desde o início do cruzeiro, que partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, são um casal holandês que viajava pela América do Sul há vários meses e uma mulher alemã.
Os passageiros do cruzeiro estão atualmente hospitalizados ou sob observação médica na Holanda, Suíça, Alemanha e África do Sul.
Passageiros e tripulantes de cerca de 20 países continuam a bordo do navioRastreamento de contactos
A operadora do navio, Oceanwide Expeditions, está a trabalhar para obter detalhes de todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram em várias paragens desde 20 de março.
As autoridades de saúde estão a trabalhar para rastrear os movimentos de cerca de 30 pessoas que desembarcaram durante uma escala em Santa Helena, entre 22 e 24 de abril, a fim de identificar possíveis casos de doença ou contactos próximos.
A preocupação aumenta nesta pequena ilha britânica de 4.400 habitantes, isolada no meio do Atlântico Sul, mas a situação está "estável e controlada", assegurou o governador na quinta-feira.
A OMS informou os 12 países cujos cidadãos chegaram a Santa Helena: Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Nova Zelândia, Países Baixos, São Cristóvão e Névis, Singapura, Suécia, Suíça, Reino Unido e Turquia.
Em Singapura, duas pessoas na casa dos sessenta anos que chegaram à ilha foram colocadas em isolamento enquanto aguardam os resultados dos testes.
O mesmo procedimento foi no Reino Unido, e um dinamarquês assintomático isolou-se voluntariamente.
Um francês que viajou com um caso confirmado e apresenta "sintomas ligeiros" foi também colocado em isolamento enquanto se aguarda o resultado do teste.
A origem do surto permanece desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira infeção ocorreu antes do início da expedição, a 1 de abril, uma vez que o primeiro passageiro a falecer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas logo a 6 de abril. O período de incubação do vírus é de uma a seis semanas.
O Ministério da Saúde da Argentina indicou na quinta-feira que não conseguiu "confirmar a origem do contágio", apesar de ter rastreado a rota do primeiro caso.
O hantavírus é endémico em certas regiões da Argentina, particularmente nos Andes, com pelo menos sessenta casos por ano nos últimos anos.
O casal holandês que morreu, e que se acredita serem os primeiros casos de hantavírus deste surto, embarcou a 1 de abril.
Este caso suspeito junta-se a dois casos previamente confirmados, detetados em dois cidadãos britânicos, acrescentou a agência. Um está hospitalizado na África do Sul e o outro nos Países Baixos.
Esta sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde revelou que a assistente de bordo holandesa da KLM, que teve contacto com uma mulher que morreu vítima de infeção por hantavírus em Joanesburgo, testou negativo.
A mulher tinha sido internada num hospital em Amesterdão na quinta-feira com sintomas de uma possível infeção.Mais casos “possíveis” com risco “limitado”
Mais casos de hantavírus são "possíveis", alertou na quinta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas o surto que matou três passageiros num navio no Atlântico deverá manter-se "limitado" se as medidas de saúde pública forem implementadas.
O MV Hondius, no centro de um aviso sanitário internacional, partiu da Baía da Praia, em Cabo Verde, na quarta-feira, com destino a Tenerife, nas Canárias espanholas, onde deverá chegar no domingo.
O governo regional das Canárias, que se opôs à chegada do MV Hondius a Tenerife, afirmou na quinta-feira que o navio "não atracará" na ilha: "ancorará" ao largo da costa antes de os passageiros serem evacuados por uma pequena embarcação para transferência para o Aeroporto de Tenerife Sul.
A evacuação dos cerca de 150 passageiros e tripulantes está prevista para o início da próxima semana.
Dado o período de incubação da estirpe andina do vírus, que pode chegar às seis semanas, "é possível que sejam reportados mais casos", acrescentou. O hantavírus pode causar síndrome respiratória aguda. Não existe vacina ou tratamento específico para este vírus raro, que se transmite através do contacto com roedores.
A estirpe andina, identificada em passageiros infetados, é a única conhecida por provocar transmissão de pessoa para pessoa.
O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) classificou o surto de hantavírus como uma resposta de emergência de 'nível 3', o nível mais baixo de ativação de emergência. As autoridades e a Organização Mundial da Saúde estão a tranquilizar o público sobre o nível "baixo" de risco epidémico, uma vez que o vírus é menos contagioso do que a covid-19.
"Este não é o início de uma epidemia (...) nem de uma pandemia", assegurou Maria Van Kerkhove, responsável pelo Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS, aos jornalistas em Genebra.
"Acreditamos" que este episódio "permanecerá limitado se forem aplicadas medidas de saúde pública e se todos os países demonstrarem solidariedade", acrescentou Abdi Rahman Mahamud, diretor de Operações de Alerta e Resposta a Emergências de Saúde.
Os três passageiros que morreram desde o início do cruzeiro, que partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, são um casal holandês que viajava pela América do Sul há vários meses e uma mulher alemã.
Os passageiros do cruzeiro estão atualmente hospitalizados ou sob observação médica na Holanda, Suíça, Alemanha e África do Sul.
Passageiros e tripulantes de cerca de 20 países continuam a bordo do navioRastreamento de contactos
A operadora do navio, Oceanwide Expeditions, está a trabalhar para obter detalhes de todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram em várias paragens desde 20 de março.
As autoridades de saúde estão a trabalhar para rastrear os movimentos de cerca de 30 pessoas que desembarcaram durante uma escala em Santa Helena, entre 22 e 24 de abril, a fim de identificar possíveis casos de doença ou contactos próximos.
A preocupação aumenta nesta pequena ilha britânica de 4.400 habitantes, isolada no meio do Atlântico Sul, mas a situação está "estável e controlada", assegurou o governador na quinta-feira.
A OMS informou os 12 países cujos cidadãos chegaram a Santa Helena: Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Nova Zelândia, Países Baixos, São Cristóvão e Névis, Singapura, Suécia, Suíça, Reino Unido e Turquia.
Em Singapura, duas pessoas na casa dos sessenta anos que chegaram à ilha foram colocadas em isolamento enquanto aguardam os resultados dos testes.
O mesmo procedimento foi no Reino Unido, e um dinamarquês assintomático isolou-se voluntariamente.
Um francês que viajou com um caso confirmado e apresenta "sintomas ligeiros" foi também colocado em isolamento enquanto se aguarda o resultado do teste.
A origem do surto permanece desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira infeção ocorreu antes do início da expedição, a 1 de abril, uma vez que o primeiro passageiro a falecer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas logo a 6 de abril. O período de incubação do vírus é de uma a seis semanas.
O Ministério da Saúde da Argentina indicou na quinta-feira que não conseguiu "confirmar a origem do contágio", apesar de ter rastreado a rota do primeiro caso.
O hantavírus é endémico em certas regiões da Argentina, particularmente nos Andes, com pelo menos sessenta casos por ano nos últimos anos.
O casal holandês que morreu, e que se acredita serem os primeiros casos de hantavírus deste surto, embarcou a 1 de abril.
Todos os passageiros que desembarcaram em Santa Helena, no Oceano Atlântico Sul, onde o navio fez escala no dia 24 de abril, foram contactados, informou o operador do navio. Isto inclui pessoas de pelo menos 12 países, entre elas sete cidadãos britânicos e seis dos EUA. O primeiro caso confirmado de hantavírus neste surto ocorreu no início de maio.
c/ agências