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"Sem pânico a bordo". Situação está calma no navio onde surgiu um surto de hantavírus
Comunicado de passageiros franceses do navio-cruzeiro MV Hondius, refere que "tudo está bem, sem sinais de pânico" a bordo, tanto para turistas como tripulantes, no que classificam como "aventura improvável".
"Sem pânico a bordo", escreveu o casal de Indre-et-Loire
(centro de França), Julia e
Roland Seitre, veterinários de formação que também se descreveram como
"jornalistas freelancers especializados em natureza e ambiente".
"Está tudo está
bem para nós, assim como para os outros três cidadãos franceses e, na
verdade, para todos os turistas e tripulantes deste navio envolvidos
nesta aventura improvável", referiram no texto enviado à imprensa.
"Estamos 'no mesmo barco' desde 1 de abril", acrescentaram.
O navio infetado com hantavírus, viajava de Ushuaia, na Argentina, num longo cruzeiro de várias semanas pelas ilhas do Atlântico, incluindo Santa Helena e Cabo Verde.
Os primeiros casos de hantavírus surgiram depois do navio passar na ilha de Santa Helena no final de abril. O navio já estava ao largo da Cidade da Praia, capital cabo-verdiana, quando foi noticiado domingo, dia 3 de maio, o surto de hantavírus e depois de já terem morrido três pessoas.
"Falar de uma epidemia é
errado, insinuar uma pandemia é desonesto", acrescentaram
"Quanto à vida a bordo, é quase normal", sublinharam.
"Quanto à vida a bordo, é quase normal", sublinharam.
Segundo o relato, "quatro médicos/biólogos/epidemiologistas embarcaram no navio para analisar a situação e preparar um possível desembarque nas Canárias".
"A situação é complexa e todos, tripulantes, passageiros, mas sobretudo os serviços relevantes, a OMS (Organização Mundial de Saúde), diplomatas e autoridades de saúde, estão a trabalhar com calma em busca de soluções", continuaram.
Nenhum dos cinco cidadãos franceses a bordo do navio apresentam sintomas preocupantes, afirmou na quinta-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.
c/agências