Sanções contra o Irão: aumenta a tensão entre Europa e EUA

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Segundo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, Bruxelas poderá reactivar legislação que proibiria às empresas europeias a observância das sanções norte-americanas contra o Irão.

Segundo o site de Der Spiegel, Jean-Claude Juncker referiu hoje no final de uma cimeira da União Europeia em Sófia, que o chamado "Blocking Statute" poderia ser reactivado, tornando alvo de penalizações as empresas europeias que se submetam às ordens norte-americanas no sentido de sancionar novamente o Irão.

A lei em causa fora aprovada em 1996, para responder às sanções norte-americanas contra países como a Líbia, Cuba e o próprio Irão. Mas não chegou a ser aplicada.

O mesmo diploma prevê, além do chicote, a cenoura: as empresas europeias que sofram prejuízos por terem transgredido as indicações norte-americanas deverão ser compensadas por um fundo a criar.

Contudo, a chanceler alemã, Angela Merkel, considerou que essas compensações não são viáveis: "Indemnizar toda a economia duma forma abrangente por medidas dos EUA, sobre isso não podemos nem devemos alimentar ilusões".

A explicação para as preocupações europeias com o futuro do acordo com o Irão reside na possibilidade de muitas empresas europeias, assustadas com as ameaças norte-americanas, poderem começar a abster-se de realizar negóicos dom o Irão.

Se assim fosse, de pouco teria servido que a União Europeia e grande parte dos Estados membros da  UE tenham reafirmado o acordo. O Irão perderia, desse modo, negócis com firmas europeias e o significado do acordo ficaria esvaziado, desaparecendo para o Governo de Teerão o estímulo económico para renunciar ao seu programa nuclear.

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