Mundo
Sanções e contramedidas. Braço-de-ferro comercial antecede cimeira entre Trump e Xi
“Para preservar a segurança nacional”, Pequim decidiu “reforçar o controlo das exportações para os Estados Unidos de bens de dupla utilização”: civil e militar.
O Governo chinês lançou esta quarta-feira um conjunto de contramedidas de resposta às recentes sanções comerciais implementadas pela Administração norte-americana. Além de restrições às exportações de componentes para drones, Pequim elencou seis empresas dos Estados Unidos numa “lista negra”.
A Administração Trump invocou a segurança nacional dos Estados Unidos e o combate ao trabalho forçado. O Governo chinês retalia contra sanções que, nas suas palavras, “prejudicam gravemente os direitos e os interesses legítimos” do colosso asiático.
Em comunicado agora divulgado, um porta-voz do Ministério do Comércio da China sublinha que o país “não tem outra escolha a não ser adotar as contramedidas necessárias para responder” às sanções rubricadas por Donald Trump.
O presidente norte-americano incluiu, no final do mês passado, robôs de produção chinesa – humanoides e quadrúpedes - numa lista de produtos que não podem ser importados por entidades dos Estados Unidos.Quarenta e três empresas da China integram uma lista que visa combater o que Washington considera “trabalho forçado”, referindo-se sobretudo à comunidade Uigur da região de Xinjiang, no noroeste do país.
A retaliação chinesa passa por medidas que acabam por penalizar seis entidades norte-americanas, entre as quais a biotecnológica Applied DNA Sciences e a Stratum Reservoir, empresa que se dedica às geociências.
“Organizações e pessoas físicas em território chinês estão proibidas de realizar transações, cooperar ou conduzir qualquer outra atividade com essas entidades”, proclamou o Ministério do Comércio da China.
Na semana passada, durante uma videoconferência com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, exprimiu “profunda preocupação” com as restrições catapultadas pela Casa Branca.
Cimeira de setembro ensombrada?
Estas contramedidas chinesas são conhecidas a semanas de uma esperada cimeira entre os presidentes chinês, Xi Jinping, e norte-americano, Donald Trump.
Ao longo de 2025, Pequim e Washington protagonizaram uma escalada no seu conflito comercial, que acabaria por ser atenuada em outubro, quando Trump e Xi se avistaram para carimbar uma suposta “estabilidade estratégica construtiva” - fórmula que, na prática, não acalmou a crescente rivalidade tecnológica entre as duas maiores economias mundiais.
As medidas retaliatórias anunciadas pelo Governo chinês abrangem ainda a abertura de uma investigação do foro da segurança nacional sobre equipamentos de escritório importados com softwares estrangeiros, assim como a suspensão de modelos de cooperação com os Estados Unidos em inspeções de fábricas.
“A China insta os Estados Unidos a revogarem imediatamente as medidas em questão, a cessarem suas ações equivocadas e a trabalharem em conjunto para manter uma relação construtiva e estável”, acentuou o porta-voz do Ministério chinês do Comércio.
“Se os Estados Unidos insistirem em introduzir novas medidas restritivas contra a China, a China adotará novas contramedidas”, advertiu.
Numa outra frente, o Governo chinês havia já somado, a 24 de julho, 14 empresas europeias à sua lista de restrições à exportação, depois de as últimas sanções adotadas por Bruxelas terem incluído o mesmo número de entidades empresariais daquele país. Pequim explicava então que se tratava de “salvaguardar a segurança e os interesses nacionais”, em resposta “às ações maliciosas da UE”.
c/ AFP
A Administração Trump invocou a segurança nacional dos Estados Unidos e o combate ao trabalho forçado. O Governo chinês retalia contra sanções que, nas suas palavras, “prejudicam gravemente os direitos e os interesses legítimos” do colosso asiático.
Em comunicado agora divulgado, um porta-voz do Ministério do Comércio da China sublinha que o país “não tem outra escolha a não ser adotar as contramedidas necessárias para responder” às sanções rubricadas por Donald Trump.
O presidente norte-americano incluiu, no final do mês passado, robôs de produção chinesa – humanoides e quadrúpedes - numa lista de produtos que não podem ser importados por entidades dos Estados Unidos.Quarenta e três empresas da China integram uma lista que visa combater o que Washington considera “trabalho forçado”, referindo-se sobretudo à comunidade Uigur da região de Xinjiang, no noroeste do país.
A retaliação chinesa passa por medidas que acabam por penalizar seis entidades norte-americanas, entre as quais a biotecnológica Applied DNA Sciences e a Stratum Reservoir, empresa que se dedica às geociências.
“Organizações e pessoas físicas em território chinês estão proibidas de realizar transações, cooperar ou conduzir qualquer outra atividade com essas entidades”, proclamou o Ministério do Comércio da China.
Na semana passada, durante uma videoconferência com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, exprimiu “profunda preocupação” com as restrições catapultadas pela Casa Branca.
Cimeira de setembro ensombrada?
Estas contramedidas chinesas são conhecidas a semanas de uma esperada cimeira entre os presidentes chinês, Xi Jinping, e norte-americano, Donald Trump.
Ao longo de 2025, Pequim e Washington protagonizaram uma escalada no seu conflito comercial, que acabaria por ser atenuada em outubro, quando Trump e Xi se avistaram para carimbar uma suposta “estabilidade estratégica construtiva” - fórmula que, na prática, não acalmou a crescente rivalidade tecnológica entre as duas maiores economias mundiais.
As medidas retaliatórias anunciadas pelo Governo chinês abrangem ainda a abertura de uma investigação do foro da segurança nacional sobre equipamentos de escritório importados com softwares estrangeiros, assim como a suspensão de modelos de cooperação com os Estados Unidos em inspeções de fábricas.
“A China insta os Estados Unidos a revogarem imediatamente as medidas em questão, a cessarem suas ações equivocadas e a trabalharem em conjunto para manter uma relação construtiva e estável”, acentuou o porta-voz do Ministério chinês do Comércio.
“Se os Estados Unidos insistirem em introduzir novas medidas restritivas contra a China, a China adotará novas contramedidas”, advertiu.
Numa outra frente, o Governo chinês havia já somado, a 24 de julho, 14 empresas europeias à sua lista de restrições à exportação, depois de as últimas sanções adotadas por Bruxelas terem incluído o mesmo número de entidades empresariais daquele país. Pequim explicava então que se tratava de “salvaguardar a segurança e os interesses nacionais”, em resposta “às ações maliciosas da UE”.
c/ AFP