Senador norte-americano confiante no futuro de Timor-Leste

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O senador norte-americano Jack Reed afirmou à Lusa que Timor-Leste terá um "futuro pacífico e próspero", elogiando o trabalho feito pelas elites timorenses na construção do país.

Em declarações à Lusa, o democrata Jack Reed, que recebeu há semanas a Medalha da Ordem de Timor Leste - a maior condecoração que um estrangeiro pode receber do país - em reconhecimento pela sua contribuição para a causa da independência, afirmou que foi alertado, nos anos 1990, para os problemas de direitos humanos no país pela comunidade portuguesa no seu estado, Rhode Island.

"À época, era congressista e um grupo de luso-americanos, cidadãos preocupados, juntaram-se a alunos e professores da Universidade de Brown para levantar a questão das violações de direitos humanos em Timor Leste e do seu movimento independentista", recorda.

Hoje, 20 anos depois de se ter tornado num dos grandes advogados da situação timorense na política norte-americana, Jack Reed está otimista: "Tenho esperança de que Timor vai continuar a construir um futuro pacífico e próspero".

E mostrou-se sensibilizado com a homenagem do governo timorense: "É uma honra além da minha compreensão".

Nos anos 1990, quando percebeu a situação do país, Reed começou a defender a causa da independência na Câmara dos Representantes; pouco tempo depois, visitou o país para recolher mais informação, uma viagem que viria a repetir várias vezes ao longo dos anos.

"Quando lá cheguei, encontrei tantas pessoas comprometidas com a independência do seu país. Foi comovente presenciar a bravura destas pessoas que estavam dispostas a lutar pela sua liberdade e comprometidas em tornar o país uma democracia independente", afirmou.

Na mesma viagem, Reed conheceu Xanana Gusmão, líder da luta pela independência e a figura política fundamental da história timorense dos últimos anos.

"Consigo lembrar-me, passados todos estes anos, de quando nos conhecemos. Fiquei impressionado com a sua coragem e liderança. Durante as minhas visitas ao país, fui sempre inspirado pelo seu compromisso em construir uma democracia. Foi algo que me tocou e ainda toca", lembrou Reed sobre Xanana Gusmão.

A Ordem de Timor já foi anteriormente atribuída à congressista democrata Nancy Pelosi, da Califórnia, e ao general John G. Castellaw, que comandou a força internacional em Timor-Leste em 1999.

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