Mundo
Síria. ONU acusa Rússia e Turquia de crimes de guerra
Uma investigação da ONU sobre atrocidades cometidas na Síria acusou a Rússia de estar envolvida diretamente em crimes de guerra. Isto por ter realizado ataques aéreos em várias áreas civis sem um “objetivo militar específico”.
O relatório da Comissão de Inquérito Internacional da ONU, que se concentra no período entre 11 de julho de 2019 e 10 de janeiro de 2020, afirma ter encontrado provas da participação de aviões russos em dois ataques aéreos na província de Idlib e na zona rural de Damasco, que causaram mais de 60 mortos.
A primeira acusação está ligada a uma série de ataques aéreos num mercado em Ma’arrat al-Nu’man, a 22 de julho do ano passado. O relatório da ONU descreve a investida como um “ataque aéreo de toque duplo”, uma vez que foi executado um segundo bombardeamento que atingiu o mesmo alvo, quando a equipas de resgate estavam no local.
Cerca de 40 civis, entre os quais crianças, foram mortos e mais de 100 pessoas ficaram feridas.Anteriormente, a ONU falou de uma possível responsabilidade russa em crimes de guerra, mas esta é a primeira vez que são encontradas provas.
A segunda acusação é relativa a um bombardeamento a 16 de agosto, nos arredores de Haas, no sul de Idlib, em que 20 pessoas foram mortas e mais de 40 ficaram feridas.
“A Comissão concluiu que um avião russo participou em cada um dos incidentes. A força aérea russa não dirigiu os ataques para um objetivo militar específico, o que equivale ao crime de guerra que consiste em lançar ataques indiscriminados contra zonas civis”, afirmaram os investigadores da Comissão de Inquérito Internacional sobre a Síria.
A Rússia negou a responsabilidade pelos assassinatos em massa de civis e insistiu que a sua campanha aérea em apoio ao regime de Damasco é apenas direcionada a grupos terroristas.
O relatório refere ainda que a Turquia pode também ser responsabilizada criminalmente por violações, consideradas graves, cometidas pelos seus aliados do Exército Nacional Sírio, entre os quais a morte de uma responsável política curda.
As tropas tucas e os seus aliados na Síria invadiram uma parte do norte do país depois de terem realizado uma campanha militar contra as forças cudas, que levou à fuga de dezenas de milhares de pessoas.
A Comissão de Inquérito Internacional, que pertence ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, relata também a deslocação de várias famílias curdas, que acusaram os rebeldes sírios, apoiados por Ancara, de execuções e pilhagens, bem como de confiscarem propriedades.
Os investigadores denunciaram ainda vários ataques deliberados do Governo sírio e das forças aliadas em locais civis protegidos, onde se incluem hospitais e escolas.
“Há uma guerra que aterroriza intencionalmente uma população para forçá-la a deslocar-se. Estamos a ver essa situação a emergir muito claramente, como é o caso de Idlib”.
Com o apoio da Rússia, as forças do Governo sírio conseguiram entrar na província de Idlib, num ataque que já forçou cerca de um milhão de civis a fugir.
Desde o início dos conflitos, em 2011, a guerra da Síria já causou mais de 380 mil mortos e milhões de refugiados.
A primeira acusação está ligada a uma série de ataques aéreos num mercado em Ma’arrat al-Nu’man, a 22 de julho do ano passado. O relatório da ONU descreve a investida como um “ataque aéreo de toque duplo”, uma vez que foi executado um segundo bombardeamento que atingiu o mesmo alvo, quando a equipas de resgate estavam no local.
Cerca de 40 civis, entre os quais crianças, foram mortos e mais de 100 pessoas ficaram feridas.Anteriormente, a ONU falou de uma possível responsabilidade russa em crimes de guerra, mas esta é a primeira vez que são encontradas provas.
A segunda acusação é relativa a um bombardeamento a 16 de agosto, nos arredores de Haas, no sul de Idlib, em que 20 pessoas foram mortas e mais de 40 ficaram feridas.
“A Comissão concluiu que um avião russo participou em cada um dos incidentes. A força aérea russa não dirigiu os ataques para um objetivo militar específico, o que equivale ao crime de guerra que consiste em lançar ataques indiscriminados contra zonas civis”, afirmaram os investigadores da Comissão de Inquérito Internacional sobre a Síria.
A Rússia negou a responsabilidade pelos assassinatos em massa de civis e insistiu que a sua campanha aérea em apoio ao regime de Damasco é apenas direcionada a grupos terroristas.
O relatório refere ainda que a Turquia pode também ser responsabilizada criminalmente por violações, consideradas graves, cometidas pelos seus aliados do Exército Nacional Sírio, entre os quais a morte de uma responsável política curda.
As tropas tucas e os seus aliados na Síria invadiram uma parte do norte do país depois de terem realizado uma campanha militar contra as forças cudas, que levou à fuga de dezenas de milhares de pessoas.
A Comissão de Inquérito Internacional, que pertence ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, relata também a deslocação de várias famílias curdas, que acusaram os rebeldes sírios, apoiados por Ancara, de execuções e pilhagens, bem como de confiscarem propriedades.
Os investigadores denunciaram ainda vários ataques deliberados do Governo sírio e das forças aliadas em locais civis protegidos, onde se incluem hospitais e escolas.
“Há uma guerra que aterroriza intencionalmente uma população para forçá-la a deslocar-se. Estamos a ver essa situação a emergir muito claramente, como é o caso de Idlib”.
Com o apoio da Rússia, as forças do Governo sírio conseguiram entrar na província de Idlib, num ataque que já forçou cerca de um milhão de civis a fugir.
Desde o início dos conflitos, em 2011, a guerra da Síria já causou mais de 380 mil mortos e milhões de refugiados.