Mundo
Sismo de magnitude 7.1 provoca centenas de mortos no México
Um terramoto de magnitude 7.1 provocou pelo menos 217 mortos no México. Pelo menos 44 edifícios desabaram, nomeadamente uma escola onde já há registo de 21 crianças mortas. O sismo aconteceu precisamente 32 anos depois da maior tragédia do país: um sismo que provocou mais de dez mil mortos em 1985.
É um segundo sismo de grandes proporções em apenas duas semanas, agora com consequências ainda mais devastadoras. Ao início da tarde de terça-feira (19h14 em Lisboa), o México voltou a tremer: um sismo de magnitude 7,1 na escala de Richter, com epicentro junto a Atencigo, no Estado de Pueblo, e a 57 quilómetros de profundidade.
Apesar de apresentar menor magnitude do que o terramoto de dia 8 de setembro (8,2), o rasto de destruição é bem maior do que o último. O epicentro deste terramoto encontra-se mais próximo da Cidade do México, a grande metrópole do país. Só nesta zona metropolitana vivem mais de 20 milhões de pessoas, o dobro da população portuguesa. A intensidade do abalo provocou gritos e pânico entre os locais.
"Havia pessoas muito alteradas, algumas a chorarem e a gritarem. Havia aqui pessoas deitadas no chão, por causa dos nervos. Caíram por estarem tão nervosas", recorda um residente, poucas horas depois do sismo.
Os trabalhos de busca e salvamento continuaram ao longo da tarde e seguem durante a noite. O último balanço atualizado pela Proteção Civil confirma que pelo menos 217 pessoas morreram: 86 na Cidade do México, 71 em Morelos, 43 em Puebla, 12 em Edomex, quatro em Guerrero e uma Oaxaca.
Entre as vítimas da Cidade do México estão pelo menos duas dezenas de crianças, que se encontravam numa escola que desabou com o terramoto. “Há atualmente 26 vítimas mortais, dos quais 21 são crianças e cinco adultos”, explicou um dos responsáveis pelas operações de busca à cadeia televisiva Televisa. Mais de três dezenas de pessoas continuam desaparecidas.

Os alarmes antissísmicos não se ativaram esta terça-feira, mais uma das diferenças em relação ao terramoto de 9 de setembro. Em causa estará o facto de o epicentro ter ocorrido no centro do México e não no litoral, onde está instalada a maioria dos sensores.
Sem o alerta ter sido dado com a devida antecedência, a população não pode abandonar os locais onde se encontravam e proteger-se do sismo. As autoridades descartam no entanto que tenha sido um erro técnico, sublinhando a dificuldade em ter o país todo coberto com o sistema de alerta e a baixa eficácia destes quando a profundidade do epicentro é baixa.
"A profundidade tão baixa fez com que a propagação fosse quase imediata e que o sismo se tenha feito sentir praticamente ao mesmo tempo em que foi detetado pelos sensores", explica o dirigente do Centro Nacional de Prevenção de Catástrofes ao El País.
Milhões sem eletricidade
O sismo provocou cortes de eletricidade, com mais de três milhões de pessoas a serem afetadas. O aeroporto internacional do México fechou e reabriu algumas horas mais tarde. As escolas foram fechadas, bem como a Universidade Autónoma do México (Unam).
O vulcão Popocatépetl entrou em erupção no momento do sismo. Até às 21h30 locais (3h30 em Lisboa), registaram-se 69 exalações de baixa intensidade. “A mais importante ocorreu às 13h17 e produziu uma coluna com menos de um quilómetro de altura”, explica o relatório de atividade do vulcão.
No entanto, as autoridades indicam que “não se observou nenhum aumento significativo na atividade do vulcão que possa estar relacionado com o sismo”. O alerta vulcânico mantém-se no nível dois (amarelo) de três possíveis.
32 anos depois
O abalo desta terça-feira coincidiu com o 32º aniversário de um sismo que destruiu a Cidade do México em 1985. O terramoto de magnitude 8,1 devastou a Cidade do México, tendo feito mais de 10 mil mortos. Há mesmo estimativas que indicam que até 30 mil pessoas poderão ter morrido neste tremor de terra.
Para assinalar a data, um grande exercício de simulacro tinha sido organizado de manhã, cumprindo-se aquela que é já uma tradição do dia 19 de setembro. Duas horas depois do ensaio, ocorreu este terramoto.
“Estou abalada, não consigo parar de chorar. É o mesmo pesadelo que em 1985”, confidenciou Georgina Sanchez, uma mexicana de 52 anos à France Presse.
Quando o sismo ocorreu, o Presidente mexicano Enrique Peña Nieto deslocava-se ao Estado de Oaxaca, a região que foi violentamente afetada pelo sismo do início do mês. Regressou à capital, onde reuniu o Comité Nacional de Emergência. Peña Nieto pediu às vítimas para que se dirijam para os centros de acolhimento que foram abertos nas regiões afetadas e felicitou a solidariedade do povo mexicano.
Desde que a terra tremeu, centenas de habitantes juntaram-se às equipas de resgate para procurar sobreviventes, servindo-se de pás, picaretas e cordas para afastar os escombros.
Apesar de apresentar menor magnitude do que o terramoto de dia 8 de setembro (8,2), o rasto de destruição é bem maior do que o último. O epicentro deste terramoto encontra-se mais próximo da Cidade do México, a grande metrópole do país. Só nesta zona metropolitana vivem mais de 20 milhões de pessoas, o dobro da população portuguesa. A intensidade do abalo provocou gritos e pânico entre os locais.
"Havia pessoas muito alteradas, algumas a chorarem e a gritarem. Havia aqui pessoas deitadas no chão, por causa dos nervos. Caíram por estarem tão nervosas", recorda um residente, poucas horas depois do sismo.
Os trabalhos de busca e salvamento continuaram ao longo da tarde e seguem durante a noite. O último balanço atualizado pela Proteção Civil confirma que pelo menos 217 pessoas morreram: 86 na Cidade do México, 71 em Morelos, 43 em Puebla, 12 em Edomex, quatro em Guerrero e uma Oaxaca.
Entre as vítimas da Cidade do México estão pelo menos duas dezenas de crianças, que se encontravam numa escola que desabou com o terramoto. “Há atualmente 26 vítimas mortais, dos quais 21 são crianças e cinco adultos”, explicou um dos responsáveis pelas operações de busca à cadeia televisiva Televisa. Mais de três dezenas de pessoas continuam desaparecidas.
Os alarmes antissísmicos não se ativaram esta terça-feira, mais uma das diferenças em relação ao terramoto de 9 de setembro. Em causa estará o facto de o epicentro ter ocorrido no centro do México e não no litoral, onde está instalada a maioria dos sensores.
Sem o alerta ter sido dado com a devida antecedência, a população não pode abandonar os locais onde se encontravam e proteger-se do sismo. As autoridades descartam no entanto que tenha sido um erro técnico, sublinhando a dificuldade em ter o país todo coberto com o sistema de alerta e a baixa eficácia destes quando a profundidade do epicentro é baixa.
"A profundidade tão baixa fez com que a propagação fosse quase imediata e que o sismo se tenha feito sentir praticamente ao mesmo tempo em que foi detetado pelos sensores", explica o dirigente do Centro Nacional de Prevenção de Catástrofes ao El País.
Milhões sem eletricidade
O sismo provocou cortes de eletricidade, com mais de três milhões de pessoas a serem afetadas. O aeroporto internacional do México fechou e reabriu algumas horas mais tarde. As escolas foram fechadas, bem como a Universidade Autónoma do México (Unam).
O vulcão Popocatépetl entrou em erupção no momento do sismo. Até às 21h30 locais (3h30 em Lisboa), registaram-se 69 exalações de baixa intensidade. “A mais importante ocorreu às 13h17 e produziu uma coluna com menos de um quilómetro de altura”, explica o relatório de atividade do vulcão.
No entanto, as autoridades indicam que “não se observou nenhum aumento significativo na atividade do vulcão que possa estar relacionado com o sismo”. O alerta vulcânico mantém-se no nível dois (amarelo) de três possíveis.
#México volcán #Popocatepetl hizo erupción hace breves minutos.#SolidaridadConMéxico🇵🇦🇲🇽
— San Francisco News (@SFNewsPanama) 20 de setembro de 2017
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32 anos depois
O abalo desta terça-feira coincidiu com o 32º aniversário de um sismo que destruiu a Cidade do México em 1985. O terramoto de magnitude 8,1 devastou a Cidade do México, tendo feito mais de 10 mil mortos. Há mesmo estimativas que indicam que até 30 mil pessoas poderão ter morrido neste tremor de terra.
Para assinalar a data, um grande exercício de simulacro tinha sido organizado de manhã, cumprindo-se aquela que é já uma tradição do dia 19 de setembro. Duas horas depois do ensaio, ocorreu este terramoto.
“Estou abalada, não consigo parar de chorar. É o mesmo pesadelo que em 1985”, confidenciou Georgina Sanchez, uma mexicana de 52 anos à France Presse.
Quando o sismo ocorreu, o Presidente mexicano Enrique Peña Nieto deslocava-se ao Estado de Oaxaca, a região que foi violentamente afetada pelo sismo do início do mês. Regressou à capital, onde reuniu o Comité Nacional de Emergência. Peña Nieto pediu às vítimas para que se dirijam para os centros de acolhimento que foram abertos nas regiões afetadas e felicitou a solidariedade do povo mexicano.
Desde que a terra tremeu, centenas de habitantes juntaram-se às equipas de resgate para procurar sobreviventes, servindo-se de pás, picaretas e cordas para afastar os escombros.