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Tiroteio em Washington. Suspeito teria como alvo funcionários da Administração Trump
O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirmou este domingo que "os resultados preliminares" sugerem que o alegado atirador do jantar dos correspondentes da Casa Branca tinha como alvo Donald Trump e outros funcionários da Administração.
Em entrevista à NBC News, o responsável adianta que as motivações para este ataque ainda vão levar “pelo menos alguns dias”.
“Acreditamos que ele [o atirador] tinha como alvo funcionários do Governo neste ataque (…) mas isso ainda é bastante preliminar”, afirmou Todd Blanche.
“Acreditamos que ele [o atirador] tinha como alvo funcionários do Governo neste ataque (…) mas isso ainda é bastante preliminar”, afirmou Todd Blanche.
Entre os responsáveis incluem-se “provavelmente” o presidente dos Estados Unidos.
Em entrevista a outra cadeia televisiva, a CBS News, foram encontrados documentos no quarto de hotel do suspeito que estão a ser alvo de investigação.
A televisão norte-americana avança que os documentos encontrados "declaram claramente" que o suspeito pretendia atacar funcionários da Administração Trump, citando um alto funcionário norte-americano.
De acordo com a CBS News, Cole Tomas Allen enviou alguns dos documentos à
família antes de atacar no sábado. Um dos membros da família
entrevistado pelos investigadores adiantou que o suspeito fez
declarações radicais em que se referia a um plano para fazer "algo" para
resolver os problemas do mundo atual. A televisão norte-americana avança que os documentos encontrados "declaram claramente" que o suspeito pretendia atacar funcionários da Administração Trump, citando um alto funcionário norte-americano.
O procurador-geral interino dos EUA indicou ainda que o suspeito "não está a colaborar" com a investigação.
Todd Blanche adiantou que o suspeito será ouvido na segunda-feira por agressão a um agente federal, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio contra um agente federal.
"Muito perturbado" e "anti-cristão"
Tanbém este domingo, mas em entrevista à Fox News, o presidente norte-americano afirmou que o suspeito é "um sujeito muito doente e muito perturbado".
Acrescentou que o suspeito parecia ter "ódio no coração há algum tempo" e que é "fortemente anti-cristão", tendo escrito um manifesto a esse respeito.
"Ao ler o manifesto, percebe-se que odeia os cristãos, não há dúvidas", acrescentou.
Segundo o New York Post, o atirador enviou um manifesto contra o presidente Trump a familiares cerca de dez minutos antes de abrir fogo no Jantar dos Correspondentes, na Casa Branca.
O mesmo jornal refere que o atirador se apresenta como "Assassino Federal Amigável" no manifesto, onde assume que pretendia matar funcionários da Administração Trump.
"Dar a outra face é para quando se é oprimido. Não sou eu a pessoa violada num centro de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento. (...) Não sou um estudante que fizeram explodir, ou uma criança faminta, ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos deste governo. Dar a outra face quando 'alguém' é oprimido não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor", argumentou.
Os investigadores acreditam que o suspeito viajou de comboio de Los Angeles para Chicago e depois de Chicago para Washington D.C. também de comboio, antes de se hospedar no hotel onde se realizou o jantar.
O suspeito ainda não foi formalmente identificado, mas a Associated Press avançou nas últimas horas que se trata de Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente em Torrance, no estado da Califórnia.