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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Trump declara ofensiva "praticamente concluída" mas Irão mostra-se preparado para guerra longa

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Trump declara ofensiva "praticamente concluída" mas Irão mostra-se preparado para guerra longa

Depois de o presidente norte-americano ter agitado a ideia de que a ofensiva contra o Irão estaria "praticamente concluída", o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros veio deixar claro que as Forças Armadas do país estão preparadas para prosseguir a retaliação durante o tempo que for necessário.

Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Abedin Taherkenareh - EPA

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Momento-Chave
RTP /

Irão promete bloquear petróleo do Médio Oriente "até novas ordens"

O Irão prometeu esta terça-feira que "nem uma única gota" de petróleo sairá do Médio Oriente "até novas ordens", numa dura rejeição das declarações de Donald Trump no dia anterior de que a guerra estava "virtualmente" terminada.

A República Islâmica declarou que as negociações com Washington "já não estão na agenda" no conflito que assola toda a região desde 28 de fevereiro e mergulhou os mercados globais em pânico na segunda-feira.

"As forças armadas iranianas (...) não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para o campo inimigo e seus aliados até ordem em contrário", declarou Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica.

O regime iraniano pretende utilizar plenamente o seu controlo sobre o estrategicamente importante Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

"Os esforços para reduzir e controlar o preço do petróleo e do gás serão temporários e inúteis. Em tempo de guerra, o comércio depende da segurança regional", acrescentou o porta-voz da Guarda Revolucionária, segundo a agência de notícias Tasnim.
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Apelou o primeiro-ministro em chamada com Marco Rubio
RTP /

Bagdad não quer o espaço aéreo iraquiano usado para atacar países vizinhos

O espaço aéreo iraquiano não deve ser utilizado para lançar ataques contra países vizinhos, afirmou o primeiro-ministro iraquiano, Mohammad Shia al-Soudani, esta terça-feira, durante uma chamada telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Desde o início da guerra que assolou o Médio Oriente com a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, país que faz fronteira com o Iraque, que o espaço aéreo iraquiano tem sido atravessado diariamente por aeronaves com destino ao território iraniano ou por mísseis disparados por Teerão.

Na sua ligação a Rubio, o primeiro-ministro iraquiano enfatizou "a importância de garantir que o espaço aéreo, o território e as águas territoriais do Iraque não são utilizados para ações militares contra países vizinhos ou em qualquer outro lugar da região", segundo um comunicado do gabinete de Soudani.

O primeiro-ministro rejeitou "qualquer tentativa de arrastar o país para os conflitos em curso", bem como "qualquer violação do seu espaço aéreo por qualquer das partes" envolvidas.

O Irão exerce uma influência considerável no Iraque, onde apoia grupos armados cujo papel político e económico tem crescido nos últimos anos.

Durante décadas, os líderes do país têm mantido um equilíbrio delicado, esforçando-se por conciliar esta aliança com Teerão com uma parceria com Washington.

Por seu lado, Marco Rubio condenou "os ataques terroristas levados a cabo pelo Irão e pelas suas milícias aliadas no Iraque", particularmente contra a região autónoma do Curdistão, no norte do país, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.

Exortou o Iraque a "tomar todas as medidas necessárias para proteger o pessoal e as instalações diplomáticas dos EUA".

No sábado, rockets disparados contra a embaixada dos EUA em Bagdad foram intercetados pelas defesas aéreas.
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Avança a Bloomberg
RTP /

Países do Médio Oriente reduzem produção diária de petróleo

A Arábia Saudita reduziu a produção de petróleo entre 2 milhões e 2,5 milhões de barris por dia, e os Emirados Árabes Unidos cortaram a sua produção em 500 mil a 800 mil barris por dia, informou a Bloomberg News esta terça-feira.

O Kuwait também reduziu a produção em meio milhão de barris por dia, e o Iraque em cerca de 2,9 milhões, acrescentou o relatório, citando fontes com conhecimento do assunto.
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RTP /

Sirenes ouvidas em Jerusalém após alerta de mísseis iranianos

Sirenes foram ouvidas esta terça-feira em Jerusalém após um alerta militar israelita sobre mísseis iranianos, revelaram jornalistas da AFP presentes no local.

Os alertas têm sido frequentes desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro com o ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irão.
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RTP /

Combustíveis aumentam 30 por cento no Egito

O Egito anunciou na terça-feira um aumento de até 30% no preço dos combustíveis devido às pressões "excecionais" nos mercados globais de energia provocadas pela guerra no Médio Oriente.

Os aumentos de preços afetam a gasolina, o gasóleo e o gás natural utilizados nos automóveis, bem como o butano.

O conflito "levou a um aumento significativo dos custos de importação e de produção interna", explicou o Ministério do Petróleo em comunicado.
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RTP /

Irão ataca refinarias em Israel

O exército iraniano afirma ter atacado refinarias e depósitos de combustível em Haifa, Israel, com drones em retaliação pelos "ataques a depósitos de petróleo no Irão".

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Após NATO intercetar dois mísseis
RTP /

Sistema de defesa aérea Patriot implantado no centro da Turquia

A Turquia anunciou esta terça-feira a implantação de um sistema de defesa aérea Patriot no centro do país, um dia depois de a NATO ter intercetado um segundo míssil disparado do Irão em direção ao espaço aéreo turco.

"Um sistema Patriot para reforçar a proteção do nosso espaço aéreo está a ser implantado em Malatya", província no leste da Anatólia, informou o Ministério da Defesa em comunicado.

A região alberga a base aérea americana de Kurecik, que possui um radar de alerta antecipado capaz de detetar lançamentos de mísseis iranianos.

A implantação anunciada esta terça-feira acontece um dia depois de a NATO ter destruído um segundo míssil iraniano, o que levou Washington a encerrar o seu consulado-geral em Adana, no sul do país, e a instar todos os cidadãos norte-americanos a abandonar a região.

Além de Kurecik, também as tropas norte-americanas estão estacionadas na Base Aérea de Incirlik, uma instalação da NATO no sul da Turquia, a 10 quilómetros de Adana.

A presença das bases de Incirlik e Kurecik é uma questão extremamente sensível na Turquia, como demonstra a detenção, no final de fevereiro, de três jornalistas turcos acusados de violar a "segurança nacional" por divulgarem imagens da base de Incirlik logo após o início dos ataques contra o Irão.
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Afirma Benjamin Netanyahu
RTP /

Israel está a "partir os ossos" do poder iraniano e "ainda não está terminado"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta terça-feira que Israel tem "partido os ossos" do poder iraniano desde o início da ofensiva conjunta liderada pelos EUA, a 28 de fevereiro, mas que "ainda não terminou".

"Aspiramos a liderar o povo iraniano para quebrar o jugo da tirania; em última análise, isso depende deles", disse Netanyahu durante uma visita a um centro de emergência gerido pelo Ministério israelita da Saúde. 

"Não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos a partir-lhe os ossos — e ainda não acabámos", acrescentou.
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Lusa /

Preço do gás natural cai mais de 15% para 47 euros

O preço do gás natural abriu a hoje com uma queda acentuada de mais de 15%, para 47 euros por megawatt-hora (MWh), depois de o Presidente norte-americano ter afirmado que a guerra com o Irão pode terminar em breve.

Dado Ruvic - Reuters

Às 08:15 de hoje (07:15 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, uma referência na Europa, caiu 15,16% para 47,8 euros por megawatt-hora (MWh).

Na sessão anterior, o gás natural tinha fechado a subir 5,6%, embora tenha disparado até 30% na abertura, atingindo os 69 euros.

Os preços do gás subiram cerca de 70% desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irão, a 28 de fevereiro.

O gás natural, tal como o petróleo, está a subir acentuadamente, no meio de receios de interrupções no fornecimento de energia como resultado do conflito no Médio Oriente.

Na abertura de sessão de hoje, o preço do petróleo Brent caiu mais de 6%, fechando a rondar os 92 dólares por barril, um dia depois de ter disparado devido ao conflito no Médio Oriente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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Estreito de Ormuz
RTP /

Teerão ameaça impedir a navegação de petroleiros a países aliados dos EUA

A Guarda Revolucionária iraniana disse esta terça-feira que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver.

O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens.

A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Na noite de segunda-feira, a Guarda Revolucionária pediu aos países árabes e europeus que expulsassem os embaixadores norte-americanos e israelitas para obterem acesso ao Estreito de Ormuz.

"Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e americano do respetivo território terá total liberdade e autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz a partir de terça-feira", declarou a Guarda Revolucionária através da televisão estatal iraniana.
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Lusa /

Petróleo Brent cai mais de 6% para 92 dólares por barril

O preço do petróleo Brent caiu mais de 6% na abertura da sessão de hoje, fechando a rondar os 92 dólares por barril, um dia depois de ter disparado devido ao conflito no Médio Oriente.

Andreia Custódio - RTP

Às 7h00 de hoje (6h00 hora de Lisboa), o preço do Brent, referência europeia, estava a cair 6,53% face ao fecho de segunda-feira, cotado nos 92,44 dólares por barril.

A cotação do barril de Brent terminou na segunda-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 6,76%, numa sessão de mercado altamente volátil, marcada pela escalada do conflito no Médio Oriente, mas fechou abaixo dos 100 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa ultrapassou os 118 dólares durante a sessão no mercado de futuros de Londres de segunda-feira, níveis que não se viam desde 2022, após a invasão russa e o início da guerra na Ucrânia, mas acabou a nos 98,96 dólares.

Os preços do crude caíram drasticamente depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter declarado na segunda-feira que a guerra com o Irão está "praticamente terminada".

Trump afirmou em entrevista à CBS que planeia "assumir o controlo" do Estreito de Ormuz.

Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI) caiu hoje 6,05%, para 89,04 dólares por barril, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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Lusa /

China, Rússia e França entram em contacto para discutir trégua

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que vários países, incluindo a China, a Rússia e a França, contactaram Teerão para discutir um possível cessar-fogo.

Atef Safadi - EPA

"A nossa primeira condição para um cessar-fogo é que a agressão não se repita", declarou ainda Gharibabadi, durante uma entrevista divulgada hoje pela agência de notícias persa ISNA.

"Não iniciámos a agressão nem a guerra", disse o diplomata, em resposta aos apelos para um cessar-fogo, acrescentando que o país está a defender-se.

As declarações surgem depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, ter rejeitado, na segunda-feira, negociações de paz com os Estados Unidos (EUA).

"Estamos prontos para continuar a atacá-los com mísseis durante o tempo que for necessário e sempre que for necessário", disse o chefe da diplomacia iraniana à emissora norte-americana PBS News.

Araqchi acrescentou que as negociações com Washington "já não estão na agenda" e que o Irão está preparado para lutar "pelo tempo que for necessário".

No domingo, o ministro já tinha rejeitado apelos para um cessar-fogo imediato, durante uma entrevista com uma outra emissora norte-americana, a NBC.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez na segunda-feira declarações contraditórias sobre o futuro imediato da guerra no Irão, primeiro dizendo que estava "praticamente terminada" e depois que ainda não sabia "até onde poderia ir".

Trump enumerou várias alegadas conquistas após dez dias de guerra, como o ataque a cinco mil alvos, o afundamento de mais de 50 navios, a destruição de fábricas de drones e a redução da capacidade de mísseis do regime iraniano para 10% ou "talvez menos".

Em resposta, a Guarda da Revolução Islâmica afirmou que os mísseis são "agora mais poderosos do que no início da guerra" e que tem capacidade para alargar o conflito.

"Estamos preparados para expandir a guerra; a segurança será para todos, ou a insegurança para todos. Somos nós quem determinará o fim da guerra", enfatizou o corpo militar de elite, num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Fars.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

Os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita reportaram hoje novos ataques contra os seus territórios no décimo primeiro dia da guerra no Irão.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou, através da rede social X, que as defesas aéreas intercetaram vários mísseis e drones vindos do Irão e pediu à população para "seguir as instruções de segurança".

A Guarda Nacional do Kuwait "intercetou e abateu com sucesso seis drones" nos setores norte e sul do país, anunciou a agência de notícias estatal.

O Ministério do Interior do Bahrein, por sua vez, pediu à população que se dirigisse "ao local seguro mais próximo" e mantivesse a calma. Os alertas de ataque aéreo soaram em todo o país, embora as autoridades ainda não tenham relatado nenhum ataque específico.

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Lusa /

MNE chinês pede cessar-fogo em conversas com homólogos do Bahrein e Kuwait

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje um cessar-fogo imediato e diálogo para resolver a crise no Médio Oriente, em conversas telefónicas com os homólogos do Kuwait e do Bahrein.

Maxim Shemetov - Reuters

Wang indicou na conversa com o homólogo do Kuwait, Yarrah Yaber al Ahmad al Sabah, que o conflito atual "constitui uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes", de acordo com um comunicado publicado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O diplomata chinês sublinhou que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e enquanto as negociações entre Washington e Teerão ainda estavam em andamento, o que constitui uma "violação do direito internacional".

Wang afirmou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo devem ser plenamente respeitadas, ao mesmo tempo que sublinhou que qualquer ataque contra civis ou alvos não militares "deve ser condenado".

"A prioridade imediata é parar as operações militares e evitar que o conflito se alastre ainda mais", acrescentou o ministro.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou ainda que vários países do Golfo têm defendido a resolução das tensões através do diálogo, uma posição que Pequim aprecia, e reiterou que a China continuará a promover esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região.

Wang indicou que o enviado especial do Governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, já se encontra na região para realizar esforços de mediação e que manterá contactos com os países envolvidos.

O ministro chinês lamentou, em conversa com o homólogo do Bahrein, Abdulatif bin Rashid al Zayani, que "a situação no Golfo se tenha deteriorado drasticamente" e que a segurança do país insular "tenha sido comprometida", uma conjuntura que "preocupa profundamente" Pequim.

Wang indicou a Al Zayani que o enviado especial chinês visitará o Bahrein durante a viagem pela região, que já o levou no domingo a reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, em Riade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein declarou que o país "sempre defendeu a paz" e "não deve ser afetado por ataques ilegais", de acordo com o comunicado chinês.

O ministro do Kuwait afirmou a Wang que o país "não faz parte" da guerra, embora "tenha sido afetado" pelas repercussões, e sublinhou que os Estados do Golfo "continuam empenhados na resolução de disputas através do diálogo", embora "não renunciem ao seu direito legítimo à autodefesa".

Os diplomatas garantiram a Wang que continuarão a tomar medidas para garantir a segurança das instituições e cidadãos chinesas nos seus territórios, depois de o Irão ter respondido aos bombardeamentos por parte de Israel e dos Estados Unidos com ataques a países da região, entre os quais o Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador de petróleo, condenou repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por "violarem a soberania" do país persa.

As autoridades chinesas têm também defendido nos últimos dias a "manutenção da segurança das rotas marítimas", tendo em conta que 45% do petróleo importado pela China chega através do Estreito de Ormuz.

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Lusa /

Seul opõe-se a mudança de recursos militares dos EUA para o Médio Oriente

O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, declarou hoje que Seul se opõe a uma possível realocação de equipamento militar dos EUA na Coreia do Sul para o Médio Oriente.

"Manifestámos a nossa oposição [ao envio], mas também é uma realidade que não podemos forçar a sua imposição completa, de acordo com a nossa vontade", disse Lee durante uma reunião do Governo, transmitida em direto.

As declarações de Lee surgem numa altura em que a imprensa sul-coreana noticiou a transferência de baterias do sistema de mísseis Patriot para a Base Aérea de Osan, localizada em Pyeongtaek-si, ao sul de Seul, provenientes de outras bases norte-americanas na Coreia do Sul.

A decisão alimentou especulações sobre um possível destacamento subsequente do armamento para as zonas de conflito entre Washington e Israel contra o Irão.

O Presidente da Coreia do Sul esclareceu, no entanto, que uma eventual transferência de recursos não deveria representar um problema sério para a estratégia de dissuasão contra a Coreia do Norte e realçou que o país tem capacidade militar suficiente para garantir a sua defesa.

Até à data, nem as Forças Armadas dos EUA na Coreia nem a Coreia do Sul confirmaram se as alegadas transferências internas de armamento estão ligadas a um destacamento para o Médio Oriente ou ao exercício militar conjunto em curso.

Tanto os responsáveis do Ministério da Defesa sul-coreano como os responsáveis das forças norte-americanas se recusaram a comentar a transferência ou o reposicionamento de recursos militares, alegando razões de segurança.

Também hoje, Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que os exercícios militares em curso entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos representam uma ameaça à estabilidade regional.

Num comunicado citado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, a influente dirigente disse que as manobras constituem um "jogo de guerra provocador e agressivo", que poderá "ter consequências terríveis e inimagináveis".

Os "inimigos" do país, Coreia do Sul e Estados Unidos, "nunca devem testar a nossa paciência", alertou ainda a irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un.

O exercício anual Escudo da Liberdade resultará numa "maior destruição da estabilidade regional" num contexto de "recentes crises geopolíticas globais", disse Kim Yo-jong.

Os exercícios estão a decorrer "num momento crítico, quando a estrutura de segurança global está a colapsar rapidamente e as guerras estão a eclodir em diferentes partes do mundo", acrescentou a dirigente.

Kim Yo-jong atribuiu a situação às "ações imprudentes de bandidos internacionais ultrajantes", numa aparente referência aos Estados Unidos e a Israel.

A irmã do líder da Coreia do Norte condenou os ataques contra o Irão como um "ato ilegal de agressão" que revelou a natureza de Washington, que descreveu como desonesta.

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Ponto de situação
RTP /

Negociações deixam de estar na agenda da diplomacia iraniana

  • Depois de o presidente norte-americano ter agitado a ideia de que a ofensiva contra o Irão estaria "praticamente concluída", o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros veio deixar claro que as Forças Armadas do país estão preparadas para prosseguir a retaliação durante o tempo que for necessário;


  • O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, assinalou também que a via das negociações com os Estados Unidos não está, nesta fase, na agenda do regime;


  • Donald Trump descreveu a guerra como “uma excursão de curto prazo”, numa aparente inversão do discurso. Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos havia acenado com a perspetiva de várias semanas de conflito. “Já ganhámos de muitas formas, mas não ganhámos o suficiente”, ressalvou;


  • Na perspetiva da Administração Trump, a ofensiva só terminará quando Teerão deixar de dispor da capacidade em armamento para atacar alvos norte-americanos, israelita ou de aliados;


  • Donald Trump escusou-se a esclarecer se o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, é agora um alvo a abater, dizendo-se, por agora, “desapontado” com a escolha;


  • Depois das declarações do presidente dos Estados Unidos, os preços do petróleo dispararam em 20 por cento, estabelecendo um máximo de quatro anos, regressando em seguida à fasquia dos 90 dólares por barril. Face à volatilidade do mercado, Teerão recorreu à ironia para reprovar a ofensiva de que é alvo, chamando-lhe “operação erro épico”;


  • A Guarda Revolucionária do Irão garante que Teerão não vai permitir que “um litro de petróleo” seja exportado a partir da região enquanto a ofensiva israelita e norte-americana prosseguir. A Casa Branca garante que haverá ataques redobrados caso o fluxo de petróleo através do Estreito de Hormuz seja interrompido;


  • O barril de Brent, referência para Portugal, sofreu na segunda-feira a maior valorização de sempre num só dia. Aumentou 34 por cento, para mais de 119 dólares. Ao longo da tarde, o preço aliviou, mas manteve-se muito próximo dos 100 dólares por barril;


  • O gás natural registou também uma forte valorização, de quase 37 por cento. Em termos acumulados, o preço está agora 90 por cento acima dos valores registados antes do ataque ao Irão;


  • Entretanto, Israel desencadeou, já esta terça-feira, uma segunda vaga de bombardeamentos sobre o Irão, oficialmente direcionados a “alvos terroristas” na capital, Teerão;


  • Em simultâneo, as Forças de Defesa de Israel mantêm a ofensiva contra o Hezbollah, no sul do Líbano. Estes ataques já mataram, desde 2 de março, pelo menos 486 pessoas, incluindo 83 crianças, segundo as autoridades libanesas;


  • Novos ataques com mísseis e drones do Irão visaram, nas últimas horas, Israel, bases dos Estados Unidos no Médio Oriente e infraestruturas energéticas no Golfo;


  • A Síria denunciou o lançamento de artilharia pelo Hezbollah a partir do Líbano em direção ao território sírio, no meio do conflito entre Israel e o movimento xiita libanês apoiado pelo Irão;


  • Caças britânicos Typhoon intercetaram drones que se dirigiam à Jordânia e ao Bahrein, de acordo como Ministério da Defesa do Reino Unido. A Turquia indicou que as defesas da NATO abateram um míssil balístico no seu espaço aéreo, no segundo incidente do género no espaço de uma semana;


  • A Austrália concedeu asilo a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão, consideradas como traidoras no seu país após se recusarem a cantar o hino iraniano antes de um jogo;


  • Uma centena de portugueses estão na Tailândia sem saber quando e como vão regressar a Portugal. Os voos, com escala no Catar ou em Abu Dhabi, foram cancelados por causa da guerra;


  • Na segunda-feira, chegaram a Lisboa 61 passageiros num voo militar - 54 eram portugueses provenientes de Catar e Arábia Saudita. O Governo não está a planear mais voos de repatriamento, pelo menos para já. A decisão prende-se com o facto de os aeroportos já estarem a realizar alguns voos comerciais.
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RTP /

Portugueses retidos na Tailândia

Cerca de uma centena de portugueses estão na Tailândia sem saber quando e como vão regressar a Portugal.

Os voos, com escala no Catar ou em Abu Dhabi foram cancelados por causa da guerra no Médio Oriente.

Queixam-se de não estar a receber apoio das autoridades portuguesas.
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Trump diz que conflito no Irão vai "terminar rapidamente"

O presidente dos Estados Unidos diz que a guerra contra o Irão vai "terminar rapidamente". Donald Trump discursou, na noite de segunda-feira, num retiro de congressistas republicanos onde anunciou que os EUA atingiram mais de cinco mil alvos no Irão.

O presidente norte-americano respondeu ainda às críticas dos democratas.

Insiste que o Irão se preparava para atacar primeiro.
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Trump acredita que novo líder supremo do Irão traz "mesmos problemas"

Donald Trump admitiu que ficou "desapontado" com a escolha do novo Líder Supremo do Irão. O presidente dos Estados Unidos diz que a escolha vai "trazer os mesmos problemas".

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Eurogrupo prepara-se para "longa instabilidade" devido ao conflito no Médio Oriente

A Zona Euro deve preparar-se "para uma longa instabilidade" provocada pela guerra no Médio Oriente. O aviso é do presidente do Eurogrupo, que diz que existem ferramentas para responder a uma possível escalada dos preços da energia.

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Médio Oriente. Diplomacia europeia tenta travar a escalada da guerra

A guerra contra o Irão está no centro das preocupações da União Europeia.

António Costa e Ursula von der Leyen reuniram-se com dirigentes do Médio Oriente para tentar evitar uma escalada ainda maior deste conflito.

Bruxelas receia uma nova crise energética,.

Reportagem dos correspondentes Paulo Dentinho e Rui Manuel Silva
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NATO interceta ataque iraniano dirigido à Turquia

A NATO abateu mais um míssil disparado pelo Irão contra a Turquia.

As forças iranianas atacaram ainda Israel e outros países do Golfo Pérsico.

Israel e Estados Unidos prosseguem com os bombardeamentos ao território iraniano.

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