Mundo
Guerra no Médio Oriente
Donald Trump. Estados Unidos vão "atacar com muita força" o Irão
O presidente dos Estados Unidos avisou que o Irão "pagará o preço" por ter demorado demasiado tempo a negociar.
Em declarações aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump anunciou que "vamos atacar com força novamente hoje".
"Vamos atacá-los, atacá-los com muita força, retomar os bombardeamentos", disse Trump, citando o abate de um helicóptero Apache pelo Irão no Estreito de Ormuz como pretexto para os ataques.
“Com base no helicóptero, acho que temos o direito de o fazer”, disse aos jornalistas.
O presidente norte-americano recusou ainda descartar os ataques às infraestruturas civis, incluindo centrais elétricas e pontes, manifestando frustração pelo facto de o Irão ainda não ter assinado um acordo para pôr fim à guerra. As negociações, segundo ele, ainda estam em curso. “Tenho trabalhado com o Irão há vários meses”, disse o presidente dos EUA. “Deviam assinar o acordo. É um bom acordo.” “Foi só um toque, um toque, um toque”, disse. “Não sei o que estão a fazer.”
Trump acusou Teerão de continuar a "picar" e a "gozar" com os EUA, quando "queremos um acordo que seja significativo e que funcione".
“Estávamos realmente prestes a chegar a um acordo, mas eles continuam a enrolar-nos, estão a ridicularizar-nos”, acrescentou.
Com a troca de ataques das últimas horas, Trump recusou fazer vatícinios. "Veremos o que acontece com o acordo", disse.
"Tudo o que têm de fazer é começar a assinar um documento. Está totalmente negociado", sublinhou.
"Temos um documento totalmente negociado - mas estão a protelar, e dizem, 'ok, vamos dar-lhes mais uns dias'. Estão a protelar porque é um documento importante", acrescentou.
Trump publicou nas redes sociais, esta quarta-feira, que o Irão "demorou muito tempo a negociar um acordo que teria sido ótimo para eles".
O Irão reivindicou a responsabilidade por ataques
contra bases norte-americanas no Bahrein e na Jordânia, em resposta a
ataques norte-americanos no seu território causados pelo abate de um helicóptero militar dos EUA. A diplomacia “está a ser minada pelo uso da força”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, denunciando as “repetidas violações do cessar-fogo” concluído a 8 de abril pelos Estados Unidos.
No Kuwait, o exército declarou estar a enfrentar "alvos aéreos hostis", sem especificar a sua origem.
No Kuwait, o exército declarou estar a enfrentar "alvos aéreos hostis", sem especificar a sua origem.
As autoridades do Bahrein afirmaram ter intercetado vários ataques, enquanto o exército jordano afirmou ter destruído cinco mísseis que tinham como alvo a cidade de Azraq, onde se situa uma base militar norte-americana.
Os Estados Unidos anunciaram ainda ter desativado um petroleiro que tentava violar o bloqueio imposto aos portos iranianos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, deplorou "a escalada de ataques e retórica nas últimas 48 horas" e alertou contra uma escalada rumo a uma "guerra total" no Golfo.
Negociadores do Qatar, um dos países mediadores entre Washington e Teerão, visitaram a capital iraniana na quarta-feira, segundo informou a AFP um diplomata familiarizado com as discussões.
Os Estados Unidos anunciaram ainda ter desativado um petroleiro que tentava violar o bloqueio imposto aos portos iranianos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, deplorou "a escalada de ataques e retórica nas últimas 48 horas" e alertou contra uma escalada rumo a uma "guerra total" no Golfo.
Negociadores do Qatar, um dos países mediadores entre Washington e Teerão, visitaram a capital iraniana na quarta-feira, segundo informou a AFP um diplomata familiarizado com as discussões.