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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Trump promete "aniquilar" instalações energéticas do Irão se o país não abrir o Estreito de Ormuz

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Trump promete "aniquilar" instalações energéticas do Irão se o país não abrir o Estreito de Ormuz

O presidente norte-americano, Donald Trump, e o Irão ameaçaram intensificar a guerra, visando as instalações energéticas e de combustíveis no Golfo, o que poderá novamente abalar os mercados energéticos e financeiros globais e aprofundar a crise regional. Acompanhamos aqui o evoluir da situação do conflito no Médio Oriente.

Cristina Sambado - RTP /

Stringer via Reuters

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Momento-Chave
RTP /

Bahrein intercetou 145 mísseis e 246 drones desde o início da guerra com o Irão

As forças de defesa do Bahrein afirmam ter intercetado e destruído 145 mísseis e 246 drones desde o início da guerra.

Em comunicado, os militares disseram que os seus sistemas de defesa aérea continuam a combater "ondas sucessivas" de ataques, que atribuíram ao Irão.

Afirmaram que as interceções ocorreram desde o início do que descreveram como uma escalada contínua.

O comunicado instou o público a ter cuidado, a evitar áreas danificadas ou objetos suspeitos e a não filmar operações militares ou locais de impacto.

Acrescentaram que a utilização de "mísseis balísticos e drones para atingir infraestruturas civis e propriedade privada constitui uma violação flagrante do direito internacional humanitário".
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RTP /

Hezbollah atacou soldados israelitas em Misgav Am

O Hezbollah reivindicou a autoria de um ataque contra soldados israelitas em Misgav Am, no norte de Israel, no domingo, onde uma pessoa morreu, segundo os serviços médicos israelitas.

Em comunicado, o movimento pró-Irão afirmou ter atacado "uma concentração de soldados israelitas inimigos" em Misgav Am com "uma salva de rockets", numa série de ataques que reivindicou contra as tropas israelitas no norte de Israel e no sul do Líbano.
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RTP /

Senador democrata afirma que Trump "perdeu o controlo" da guerra contra o Irão

O presidente Trump “perdeu o controlo da guerra” contra o Irão e está em pânico, segundo o senador democrata norte-americano Chris Murphy.

Murphy, membro importante da Comissão de Relações Exteriores do Senado, é um dos muitos deputados que criticam a condução da operação militar conjunta EUA-Israel no Irão, que dura há quatro semanas.

Trump ameaçou “aniquilar” as centrais elétricas do Irão caso o governo não reabrisse o estreito de Ormuz.

Anteriormente, Murphy também descreveu a operação militar como “a guerra insana de Trump” e afirmou que está a começar a afetar negativamente toda a economia norte-americana, após um forte aumento dos preços dos combustíveis.
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Fações armadas iraquianas pró-Irão reivindicaram autoria
RTP /

Oito ataques noturnos atingem centro americano no aeroporto de Bagdad

Oito ataques noturnos atingiram um centro diplomático e logístico norte-americano no Aeroporto Internacional de Bagdad, informou este domingo um responsável de segurança iraquiano.

"Oito ataques distintos, realizados até de madrugada com rockets e drones, atingiram" este centro norte-americano no aeroporto, disse um alto responsável de segurança à AFP. "Alguns rockets caíram perto da base", acrescentou.

Um segundo responsável de segurança mencionou pelo menos seis ataques. Um veículo que transportava um sistema de lançamento de rockets foi encontrado no distrito de Al-Jihad, perto do aeroporto, segundo fonte policial, enquanto fações armadas iraquianas pró-Irão reivindicaram a autoria dos ataques contra interesses americanos de apoio ao Irão, alvo de uma ofensiva israelo-americana.
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RTP /

Ataque iraniano a duas cidades israelitas provocam mais de 100 feridos

O Irão atacou o sul de Israel e atingiu duas cidades: Dimona e Arad onde mais de 100 pessoas ficaram feridas. Dez estão em estado grave.

A cidade de Dimona, no sul de Israel, está situada a aproximadamente 13 quilómetros de uma instalação de pesquisa nuclear.

A Agência Internacional de Energia Atómica refere que não tem qualquer informação de estragos no centro nuclear de Negev.

Há também informação de uma vítima mortal na zona norte de Misgav Am. Um veículo foi atingido por um projétil disparado do Líbano. 

O ministro da Segurança Nacional de Israel foi a Arad e avisa que Telavive vai continuar a lutar contra os inimigos. 

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Momento-Chave
Lusa /

Teerão visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

O exército iraniano anunciou no domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas.

"Se a infraestrutura petrolífera e energética do Irão for atacada pelo inimigo, todas as infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de dessalinização de água pertencentes aos Estados Unidos e ao regime da região serão alvo de ataques", declarou o porta-voz do comando operacional do exército, Khatam al-Anbiya, num comunicado publicado pela agência Fars.

A fonte não especificou a que "regime" se referia.

Antes, Donald Trump deu ao Irão 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob pena de destruir as centrais elétricas iranianas.

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Momento-Chave
RTP /

A ameaça de Trump e a reposta do Irão

No sábado, Trump ameaçou "aniquilar" as centrais nucleares do Irão caso Teerão não reabrisse completamente o estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, uma escalada significativa apenas um dia depois de ter falado em "encerrar" a guerra, que já dura há quatro semanas.

O Irão avisou no domingo que atacaria as infraestruturas dos EUA, incluindo as instalações energéticas no Golfo, caso Trump cumprisse a ameaça, feita enquanto os fuzileiros navais e as embarcações de desembarque pesadas dos EUA continuam a dirigir-se para a região.

Mais de duas mil pessoas morreram durante a guerra iniciada pelos EUA e Israel a 28 de fevereiro, que abalou os mercados, fez subir os preços dos combustíveis, alimentou receios de inflação global e desestabilizou a aliança ocidental do pós-guerra.

Os ataques iranianos fecharam efetivamente o Estreito de Ormuz, um estreito ponto de estrangulamento que transporta cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, provocando a pior crise petrolífera desde a década de 1970. O seu quase encerramento fez com que os preços do gás na Europa subissem até 35% na semana passada.

"Se o Irão não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a contar deste preciso momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão as suas várias CENTRALES ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!", publicou Trump nas redes sociais no sábado.

Horas depois, o representante do Irão na agência marítima da ONU afirmou que o estreito se mantinha aberto a toda a navegação, exceto às embarcações ligadas aos "inimigos do Irão".
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RTP /

Combustíveis voltam a subir. Portugueses continuam a abastecer em Espanha

O preço dos combustíveis volta a subir em Portugal na segunda-feira. No sentido contrário, em Espanha os combustíveis descem já a partir da meia-noite devido à redução do IVA.

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RTP /

Israel contradiz Trump e afirma que os ataques contra o Irão vão intensificar-se

Donald Trump disse que os Estados Unidos consideram "abrandar" a guerra com o Irão. Em sentido contrário, o ministro da Defesa de Israel afirmou que os ataques contra o Irão vão intensificar-se na próxima semana.

Os dois países atacaram a instalação de enriquecimento nuclear iraniana de Natanz.
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Rosário Lira - Antena 1 /

"Temos de estar preparados para impacto direto brutal nos consumidores", Confederação dos Agricultores avisa para consequências da guerra

A CAP alerta: se não houver redução dos impostos e taxas no gasóleo agrícola, o impacto vai ser enorme com consequências não só para os agricultores, mas também para o consumidor final.

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena1 e do Jornal de Negócios, o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Álvaro Mendonça e Moura, fala mesmo na necessidade de apoios diretos, se a situação se prolongar no tempo.

O presidente da CAP faz as contas ao aumento de 20 cêntimos por litro, que foi o registado na primeira semana de março, para concluir que, apenas considerando este valor no final de março, o impacto nos custos para os agricultores seria de mais 3,7 milhões de euros e a receita para o Estado de mais 424 mil euros.
Cerca de 25 por cento do preço de venda ao público são taxas e imposto e, por isso, é aí que tem de incidir a redução. Alerta que já foi dado ao Governo, mas a CAP ainda não obteve resposta. A medida já devia estar em vigor.
Sobre o impacto do carrocel de tempestades na agricultura, Álvaro Mendonça e Moura adianta que, no início de março, estimava-se que os prejuízos ascendessem aos 500 milhões de euros e, até ao momento, para além do apoio imediato dos 5 mil euros e nalguns casos dos 10 mil euros, nada mais está a acontecer. A CAP defende que têm de existir ajudas a fundo perdido.
Álvaro Mendonça e Moura diz que as verbas do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) não são suficientes e que é preciso ir buscar dinheiro ao Orçamento do Estado.
Adianta também que a reserva de crise da União Europeia (UE) terá de ser dividida com outros países e também não será suficiente.
Neste sentido, o presidente da CAP considera que, se o primeiro-ministro não está preocupado com os défices excessivos, então que isso não o impeça de ajudar quem precisa.
Álvaro Mendonça e Moura vai mesmo mais longe e diz que espera que, por causa da guerra, quem sofreu com as tempestades não seja esquecido.
Nesta entrevista ao Conversa Capital, o presidente da CAP revela também que vai ser necessária uma intervenção direta do Governo no mercado da madeira

Se o controlo dos preços não existir, vai-se assistir a uma descida abrupta dos preços devido ao excesso de madeira, resultante das tempestades, com graves riscos para os produtores. Neste sentido, Álvaro Mendonça e Moura já enviou uma carta ao Governo a alertar.
 Sobre a concertação social, o presidente da CAP acredita que pode haver acordo entre Governo e parceiros e que isso está mais perto de acontecer. A CAP está disponível para assinar o acordo se o mesmo não diminuir a possibilidade de ter mais mão de obra disponível.
 Até ao momento através da via verde já chegaram a Portugal para trabalhar na agricultura, em 110 empresas, 1600 trabalhadores.

A entrevista ao presidente da CAP é conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Diana do Mar, do Jornal de Negócios.
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