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Venezuela: ONG denuncia morte de 15 doentes renais devido à falta de energia
Uma organização não-governamental (ONG) de defesa do direito à saúde e à vida garante que 15 doentes renais morreram por falta de diálise. Quase todo o país continua sem energia elétrica, enquanto Nicolás Maduro considera que o Governo está a ser alvo de sabotagem internacional.
"Entre ontem e hoje, registamos 15 mortes devido à falta de diálise. Nove destes mortos foram registados no estado de Zulia, dois no estado de Trujillo e quatro no hospital Pérez Carreño de Caracas", declarou Francisco Valencia, director da Coligação de Organizações para o direito à saúde e à vida (Codevida), citado pela agência France-Presse.
“A situação para as pessoas que sofrem de insuficiência renal é muito difícil, crítica, falamos de 95 por cento das unidades de diálise, que poderá chegar hoje aos 100 por cento, paralisadas devido à falta de eletricidade”, acrescentou.
"Nas poucas unidades de diálise onde havia geradores elétricos, tornou-se difícil reiniciá-los por falta de combustível", disse ainda.
Por isso, o diretor da Codevida admite que o número de vítimas mortais venha a aumentar, atingindo no limite 10.200 pessoas que normalmente precisam de fazer diálise na Venezuela.
“Quarenta e oito crianças que dependem da única unidade de diálise pediátrica do país não puderam beneficiar da diálise”, esta sexta-feira, relata Francisco Valencia.
Deputados fiéis a Juan Guaidó falam num número maior de mortes em hospitais devido à falta de luz: cinco adultos e 17 crianças.
No entanto, a falta de energia elétrica e a falta de geradores elétricos nos hospitais também afetam outros pacientes, refere Francisco Valencia.
Maduro denuncia sabotagem internacional
O braço de ferro entre o líder da oposição, o autoproclamado presidente interino Juan Guaidó e o atual Presidente Nicolás Maduro levou milhares de venezuelanos para as ruas de Caracas, este sábado.
“Eles convidaram as forças armadas a levarem a cabo um golpe militar, mas a sua resposta foi clara, eles derrotaram os conspiradores”, afirmou.
Apesar das críticas de Maduro, vários especialistas citados pelas agências internacionais consideram que a falha de energia se deve à falta de investimento do Governo na manutenção da infraestrutura. Esta posição é corroborada por Juan Guaidó.
Guaidó apela a concentração em Caracas
O líder da oposição venezuelana pediu, este sábado, que os cidadãos de todo o país se deslocassem para a capital, a fim de participar num protesto contra o Presidente Nicolas Maduro.
Dirigindo-se aos apoiantes no sudoeste de Caracas, Guaidó disse que o Governo de Maduro "não tem como resolver o problema energético que eles mesmos criaram".
"Toda a Venezuela, para Caracas!", gritou Guaidó, mas sem referir a data prevista do protesto. "Os dias à frente serão difíceis, graças ao regime", acrescentou.
Juan Guaidó voltou a admitir autorizar uma intervenção militar estrangeira “quando chegar o momento”, referindo-se ao Artigo 187 da Constituição.
A multidão gritava "Intervenção! Intervenção!". "Todas as opções estão na mesa e dizemos com responsabilidade", referiu Juan Guaidó.
Venezuela vive uma profunda crise política e social
A Venezuela está sem eletricidade desde as 16h50 de quinta-feira (20h50 em Lisboa), o que também dificulta as comunicações móveis e o acesso à Internet.
As principais pontes na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia continuam encerradas.
A ONG sublinha que a situação das pessoas com insuficiência renal é crítica porque quase todas as unidades de diálise estão paradas pelo apagão que afeta a Venezuela desde quinta-feira.
"Nas poucas unidades de diálise onde havia geradores elétricos, tornou-se difícil reiniciá-los por falta de combustível", disse ainda.
Por isso, o diretor da Codevida admite que o número de vítimas mortais venha a aumentar, atingindo no limite 10.200 pessoas que normalmente precisam de fazer diálise na Venezuela.
“Quarenta e oito crianças que dependem da única unidade de diálise pediátrica do país não puderam beneficiar da diálise”, esta sexta-feira, relata Francisco Valencia.
Deputados fiéis a Juan Guaidó falam num número maior de mortes em hospitais devido à falta de luz: cinco adultos e 17 crianças.
No entanto, a falta de energia elétrica e a falta de geradores elétricos nos hospitais também afetam outros pacientes, refere Francisco Valencia.
Maduro denuncia sabotagem internacional
O braço de ferro entre o líder da oposição, o autoproclamado presidente interino Juan Guaidó e o atual Presidente Nicolás Maduro levou milhares de venezuelanos para as ruas de Caracas, este sábado.
Com mais de metade do país continua às escuras, o Presidente da Venezuela elogiou as forças armadas por se manterem leais a ele e por terem vencido “um golpe” orquestrado pelos Estados Unidos e pelo líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó.
A discursar no Palácio de Miraflores, Nicolás Maduro denunciou um novo ataque informático dos Estados Unidos, que impediu o restabelecimento de energia em todo o país. Segundo Maduro, também Guaidó – a quem chama de “marioneta” dos Estados Unidos - estará envolvido nesta “guerra elétrica”.
“Hoje, 9 de março, tínhamos avançado para quase 70 por cento (no restabelecimento da eletricidade) quando sofremos, ao meio-dia, um outro ciberataque visando uma das fontes de energia que funcionava perfeitamente. Isto anulou tudo o que já tínhamos feito”, declarou.
De acordo com o ministro das Comunicações, o apagão foi provocado quinta-feira por um primeiro "ataque cibernético contra o sistema de controlo automatizado" da hidroelétrica de Guri, no sudeste do país. Esta unidade garante 80 por cento do abastecimento da Venezuela.
Apesar das críticas de Maduro, vários especialistas citados pelas agências internacionais consideram que a falha de energia se deve à falta de investimento do Governo na manutenção da infraestrutura. Esta posição é corroborada por Juan Guaidó.
Guaidó apela a concentração em Caracas
O líder da oposição venezuelana pediu, este sábado, que os cidadãos de todo o país se deslocassem para a capital, a fim de participar num protesto contra o Presidente Nicolas Maduro.
Dirigindo-se aos apoiantes no sudoeste de Caracas, Guaidó disse que o Governo de Maduro "não tem como resolver o problema energético que eles mesmos criaram".
"Toda a Venezuela, para Caracas!", gritou Guaidó, mas sem referir a data prevista do protesto. "Os dias à frente serão difíceis, graças ao regime", acrescentou.
Antes do comício, a polícia tentou dispersar os manifestantes de Guaidó com lás lacrimogéneo.
A multidão gritava "Intervenção! Intervenção!". "Todas as opções estão na mesa e dizemos com responsabilidade", referiu Juan Guaidó.
Venezuela vive uma profunda crise política e social
A Venezuela está sem eletricidade desde as 16h50 de quinta-feira (20h50 em Lisboa), o que também dificulta as comunicações móveis e o acesso à Internet.
Além das telecomunicações, a falha elétrica ameaça o abastecimento de água e começa a ameaçar os produtos frescos.Muitas lojas estão fechadas, enquanto as que se mantêm abertas recorrem a geradores.