Vistos e serviços consulares portugueses suspensos no Irão por segurança

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Ausgusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas na Assembleia da República, Lisboa, 16 de julho de 2019
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Um incidente em março, quando um funcionário da embaixada portuguesa foi atingido a tiro, estará na origem da decisão de suspender as atividades consulares portuguesas em Teerão, incluindo a atribuição de vistos a cidadãos iranianos.

"Razões de segurança" é o motivo indicado para a suspensão, que se espera dure pouco tempo.

A notícia foi primeiro avançada pelo jornal Público e confirmada depois pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, após ser questionado pelo CDS-PP em sede de Comissão, na Assembleia da República.  

O Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa afastou igualmente quaisquer razões diplomáticas.
De acordo com um comunicado publicado na terça-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros esclarece que não foi só a atribuição dos vistos a ser suspensa, mas todas as atividades da secção consular, referindo que as razões de segurança invocadas estão ligadas às condições de funcionamento do consulado.

O MNE, Augusto Santos Silva, deixou a garantia de que o retomar da atividade consular será tão breve quanto possível e que, entretanto, se irão procurar alternativas a emissão de documentos indispensáveis a circulação de pessoas.

Já o embaixador do Irão em Lisboa não quis comentar a situação à RTP.

Em março, um funcionário iraniano da embaixada portuguesa foi atingido a tiro, sobrevivendo. O sucedido foi notícia tanto no Irão como em Portugal, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, a falar em emboscada.

O então porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão invocou "motivos pessoais", que estariam por trás do ataque.

O incidente foi de qualquer modo considerado uma quebra de segurança.

Tópicos:

Augusto Santos Silva, Embaixada portuguesa em Teerão, Marcelo Rebelo de Sousa, Teerão, Irão,

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