EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Washington promete trabalhar com autoridades venezuelanas "se tomarem as decisões certas"

Washington promete trabalhar com autoridades venezuelanas "se tomarem as decisões certas"

O secretário de Estado norte-americano garantiu este domingo que os Estados Unidos estão predispostos a trabalhar com as autoridades venezuelanas, mas só se estas "tomarem as decisões certas". Marco Rubio considerou também que é "prematuro" falar em eleições no país, mas ressalvou que o que mais importa é garantir a "segurança, bem-estar e prosperidade" dos EUA.

Andreia Martins - RTP /
Foto: Jonathan Ernst - Reuters

Um dia após a captura do presidente venezuelano, Washington alerta que só irá colaborar com as autoridades do país sob determinadas condições. 

“Se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão muitas alavancas de influência para garantir a proteção dos nossos interesses, incluindo o embargo petrolífero”
, adiantou o secretário de Estado Marco Rubio em entrevista à televisão CBS.

No sábado, após a captura de Nicolás Maduro por tropas norte-americanas, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos assumiriam o “controlo” do país até que fosse assegurada uma transição pacífica. 

Mas na entrevista deste domingo à televisão norte-americana, Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos apenas detêm um “embargo petrolífero”, o que “permite exercer uma influência considerável sobre o que vai acontecer a seguir”. 

Até ao momento, não há qualquer plano de ocupação da Venezuela, mas “o presidente mantém sempre uma opção de decisão sobre qualquer assunto”. 

"[Trump] tem certamente a capacidade e o direito, de acordo com a Constituição dos Estados Unidos, de agir contra ameaças iminentes e urgentes ao país", acrescentou o secretário de Estado norte-americano. 

Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos no sábado e chegou ainda no mesmo dia a um centro de detenção na cidade de Nova Iorque. Enfrenta agora acusações relacionadas com narcoterrorismo. 
"Era alguém com quem não se podia trabalhar"

Questionado sobre a futura liderança da Venezuela depois do Supremo Tribunal do país ter designado Delcy Rodriguez como presidente interina, Marco Rubio adiantou que Washington irá avaliar as ações que se seguem e “ver o que acontece”.

Nicolás Maduro “era alguém com quem não se podia trabalhar” e que “não respeitava os seus acordos”, vincou o chefe da diplomacia norte-americana. 

Questionado sobre futuras eleições na Venezuela, o secretário de Estado considerou que esse cenário é “prematuro neste momento”.

“Valorizamos as eleições e a democracia, mas o que mais importa para nós é a segurança, o bem-estar e a prosperidade dos Estados Unidos”, asseverou.

O secretário de Estado norte-americano argumentou ainda que a intervenção na Venezuela assume contornos muito diferentes de incursões do passado na Líbia, Iraque ou Afeganistão e relaciona-se mais diretamente com o combate ao narcotráfico. 

"Isto não é o Médio Oriente. A nossa missão aqui é muito diferente", adiantou Marco Rubio, lembrando que há fatores que vão para lá do regime e que "são uma ameaça contra os interesses nacionais dos Estados Unidos". 
PUB