Mundo
Guerra na Ucrânia
Zelensky vai aproveitar encontro em Ancara para voltar a pressionar aliados por apoio na defesa aérea
O presidente ucraniano apelou a mais apoio, afirmando que "os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para travar este terror".
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deverá aproveitar a cimeira que começa esta terça-feira em Ancara, na Turquia, para pressionar os aliados europeus a fornecerem os sistemas de defesa aérea que Kiev tem solicitado.
O apelo de Zelensky ganha mais força depois da recente intensificação dos ataques russos na capital ucraniana que atingiram prédios residenciais e mataram mais de 50 civis.
Na segunda-feira, o presidente ucraniano disse esperar que o encontro na Turquia não seja “vazio”.
“É crucial que o mundo – em primeiro lugar os Estados Unidos e os nossos parceiros europeus – saia da Cimeira da NATO em Ancara com decisões firmes de apoio à nossa defesa aérea e, consequentemente, à proteção da vida das pessoas comuns”, escreveu Zelensky no X na segunda-feira.
“Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos arsenais dos nossos aliados, a Rússia será incentivada a continuar a ‘destruir’ edifícios residenciais. Os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para travar este terror”, acrescentou.
Os aliados europeus, por sua vez, pretendem reafirmar o seu apoio a Zelensky, que é um dos convidados do jantar de abertura oferecido pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Segundo fontes diplomáticas, os países da NATO na Europa comprometer-se-ão a fornecer à Ucrânia 70 mil milhões de euros de ajuda militar tanto em 2026 como em 2027.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, instou os Estados-membros a "fazerem a sua parte" e garantirem que a Ucrânia recebe o que precisa "para defender a sua soberania".
Kiev lançou mais de 400 drones em direção a Moscovo
Os mais recentes ataques contra a Ucrânia ocorrem numa altura em que o país intensifica os seus próprios ataques com drones de longo alcance contra a Rússia, atingindo refinarias de petróleo e alvos militares e causando significativa escassez de combustível e cortes de energia.
Durante a madrugada, a Ucrânia lançou mais de 430 drones em direção a Moscovo, segundo o presidente da Câmara da capital russa, Sergei Sobyanin.
"Desde o final da tarde até às 6h00 da manhã, mais de 430 drones sobrevoaram a região de Moscovo. A maioria foi neutralizada pelas forças de defesa aérea a longa distância. 36 drones inimigos foram destruídos à medida que se aproximavam de Moscovo", escreveu Sobyanin nas redes sociais.
Os repetidos ataques com mísseis ucranianos também mataram pelo menos uma pessoa e incendiaram infraestruturas na região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, segundo o governador regional interino Alexander Shuvayev.
Estes ataques ucranianos ocorrem um dia depois de intensos bombardeamentos russos contra a Ucrânia, que mataram pelo menos 28 pessoas, incluindo 26 em Kiev e na região circundante.
O apelo de Zelensky ganha mais força depois da recente intensificação dos ataques russos na capital ucraniana que atingiram prédios residenciais e mataram mais de 50 civis.
Na segunda-feira, o presidente ucraniano disse esperar que o encontro na Turquia não seja “vazio”.
“É crucial que o mundo – em primeiro lugar os Estados Unidos e os nossos parceiros europeus – saia da Cimeira da NATO em Ancara com decisões firmes de apoio à nossa defesa aérea e, consequentemente, à proteção da vida das pessoas comuns”, escreveu Zelensky no X na segunda-feira.
Last night, Kyiv came under a massive Russian attack. Russia launched 68 missiles and 351 attack drones. Response efforts are still underway. Damage has been recorded at more than 10 locations across the city, including residential buildings. All necessary services are on the… pic.twitter.com/101XvDDYs1
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 6, 2026
“Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos arsenais dos nossos aliados, a Rússia será incentivada a continuar a ‘destruir’ edifícios residenciais. Os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para travar este terror”, acrescentou.
Os aliados europeus, por sua vez, pretendem reafirmar o seu apoio a Zelensky, que é um dos convidados do jantar de abertura oferecido pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Segundo fontes diplomáticas, os países da NATO na Europa comprometer-se-ão a fornecer à Ucrânia 70 mil milhões de euros de ajuda militar tanto em 2026 como em 2027.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, instou os Estados-membros a "fazerem a sua parte" e garantirem que a Ucrânia recebe o que precisa "para defender a sua soberania".
Kiev lançou mais de 400 drones em direção a Moscovo
Os mais recentes ataques contra a Ucrânia ocorrem numa altura em que o país intensifica os seus próprios ataques com drones de longo alcance contra a Rússia, atingindo refinarias de petróleo e alvos militares e causando significativa escassez de combustível e cortes de energia.
Durante a madrugada, a Ucrânia lançou mais de 430 drones em direção a Moscovo, segundo o presidente da Câmara da capital russa, Sergei Sobyanin.
"Desde o final da tarde até às 6h00 da manhã, mais de 430 drones sobrevoaram a região de Moscovo. A maioria foi neutralizada pelas forças de defesa aérea a longa distância. 36 drones inimigos foram destruídos à medida que se aproximavam de Moscovo", escreveu Sobyanin nas redes sociais.
Os repetidos ataques com mísseis ucranianos também mataram pelo menos uma pessoa e incendiaram infraestruturas na região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, segundo o governador regional interino Alexander Shuvayev.
Estes ataques ucranianos ocorrem um dia depois de intensos bombardeamentos russos contra a Ucrânia, que mataram pelo menos 28 pessoas, incluindo 26 em Kiev e na região circundante.