Apenas duas corporações de Viseu falharam suspensão de comunicações

por Lusa

Viseu, 10 dez (Lusa) -- O presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Viseu disse hoje à agência Lusa que das 33 corporações federadas do distrito só duas é que não suspenderam a informação ao CDOS por questões técnicas, porque o sistema reporta automaticamente.

"Relativamente à suspensão da comunicação ao CDOS (Centro Distrital de Operações e Socorro), neste momento, temos que, das 33 federadas, apenas duas ainda não conseguiram operacionalizar o sistema de não envio da informação, o que quer dizer que 31 estão a cumprir a deliberação tomada em conselho nacional" da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), adiantou à agência Lusa Amaro Nunes.

O também presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tarouca explicou que "há um dos programas que foi adotado por algumas associações que precisa de uma intervenção um bocadinho diferente de todas as outras".

Apesar de tudo, hoje à noite vai haver uma reunião geral "com todas as associações para fazer um balanço e para analisar todas as questões e a forma como as coisas estão a ser implementadas no terreno".

O dirigente associativo adiantou que "as tomadas de posição foram adotadas por unanimidade" na reunião da liga no dia 08 de dezembro, que contou com a presença de "mais de 500 pessoas representativas das associações do país, quer ao nível dos dirigentes, quer dos comandos".

Amaro Nunes desmentiu ainda as declarações do ministro da Administração Interna de que a suspensão "coloca em causa a segurança das pessoas ao afetar a coordenação de meios de resposta".

"O socorro e a proteção são missões fundamentais dos bombeiros. São a essência dos bombeiros. Assim que somos solicitados para qualquer situação, estamos prontos a atuar", afirmou.

O presidente da federação distrital de Viseu aproveitou ainda para manifestar o seu "desagrado pela dívida do Estado às associações".

"São os bombeiros que estão a subsidiar o Estado e não ao contrário".

O Conselho Nacional da LBP decidiu suspender toda a informação operacional aos CDOS desde as 00:00 de domingo.

No mesmo dia, o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, e a ANPC garantiram que a suspensão de informações operacionais por parte dos bombeiros à ANPC não compromete o socorro à população.

Também no domingo, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou que a suspensão de informações operacionais por parte dos bombeiros à ANPC é ilegal e coloca em causa a segurança das pessoas ao afetar a coordenação de meios de resposta.

A LBP reivindica uma direção de bombeiros autónoma independente e com orçamento próprio, que diminua os custos e aumente a eficácia, um comando autónomo e o cartão social do bombeiro.

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