Autarca do Seixal: "INEM não contratualizou número suficiente de ambulâncias com os bombeiros"

Após a morte de um homem de 78 anos no Seixal, o INEM garantiu que foi o constrangimento de ambulâncias, "principalmente na margem sul do Tejo", a provocar o atraso do socorro.

Antena 1 /
Foto: António Antunes - RTP

O presidente da Câmara do Seixal afirmou esta quinta-feira que faltam contratos do INEM com os bombeiros no concelho. Ouvido pela Antena 1, Paulo Silva explicou que tem sido a autarquia a investir nas ambulâncias e disse ter havido, no mandato anterior, uma oferta de quatro destes veículos às duas corporações do concelho.

Questionado sobre as duas ambulâncias do INEM que o JN referiu que estão em Almada e no Seixal, Paulo Silva disse que essas viaturas estão adstritas aos bombeiros do Seixal e que as corporações é que são responsáveis pelas ambulâncias, havendo depois ambulâncias próprias das corporações.

Questionado se há em número suficiente, respondeu que "as ambulâncias que os nossos corpos de bombeiros têm são suficientes".

"Agora é preciso ver se os contratos que são feitos do INEM com as corporações de bombeiros são os necessários para todas as ambulâncias estarem ao serviço", realçou Paulo Silva, apontando depois que "o INEM é que não contratualizou o número suficiente de ambulâncias com os bombeiros para o socorro de emergência".

O autarca do Seixal pediu uma reunião à ministra da Saúde e lamentou a morte que aconteceu na terça-feira. Paulo Silva fala de situações inadmissíveis e afirmou que o Hospital Garcia de Orta já não tem capacidade para dar resposta à população do Seixal e de Almada.
Em causa está a morte de um homem de 78 anos no Seixal, na terça-feira, depois de ter aguardado quase três horas pela assistência do INEM. 

O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica garantiu que o sistema de triagem “não falhou” e que foi feito um pedido de ativação de ambulância 15 minutos após a chamada telefónica.

Segundo este responsável, foi o constrangimento de ambulâncias, “principalmente na margem sul do Tejo”, a provocar o atraso do socorro a este homem. 

Esta quinta-feira, em entrevista à RTP Notícias, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses “estão identificadas regiões do país em que há permanentemente falta de ambulâncias, e por isso é que quase diariamente ambulâncias da margem norte do rio Tejo, isto é, dos concelhos à volta de Lisboa, são enviadas para a margem sul”.

A Procuradoria-Geral da República confirmou esta quinta-feira à RTP a instauração de um inquérito. O Ministério Público determinou ainda a realização de autópsia.

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