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Carlos Fiolhais classifica prova de avaliação dos professores como inútil
O professor universitário concorda com o parecer do Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa que refere que a prova de avaliação de capacidades e conhecimentos tem como objetivo impedir o acesso à carreira.
Foto: Pedro Ribeiro/Antena1
Sublinhando que já não faz parte do Conselho Geral do Instituto de Avaliação Educativa por não concordar com as políticas do Ministério da Educação e Ciência, Fiolhais refere que enquanto professor e cidadão sente um “agravamento do clima de desconfiança dos professores em relação à tutela”.
“Esta prova não escolhe os melhores professores e limita-se a mandar embora os piores” através de “critérios que têm muito pouco de científico”. “Os candidatos a professores continuam candidatos a professores”, ironiza.
O físico da Universidade de Coimbra defende que é importante expressar a confiança nos professores e usar critérios adequados para escolher os melhores. “Estamos a desviar-nos do nosso objetivo principal que é fazer uma educação melhor”, alega. Fiolhais confessa ainda que receia que este problema “só possa ser resolvido com as próximas eleições”.
O parecer do Conselho Científico do organismo que coordena a aplicação da prova refere que a sua validade é pouco fundamentada e apenas faz sentido se o Ministério da Educação e Ciência duvidar da qualidade da formação inicial.