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Depressão Marta a caminho de Portugal. A evolução do estado do tempo ao minuto

Cerca de 1100 pessoas deslocadas. Proteção Civil alerta para "quadro meteorológico extremamente preocupante"

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Cerca de 1100 pessoas deslocadas. Proteção Civil alerta para "quadro meteorológico extremamente preocupante"

Aproxima-se de Portugal novo quadro de agravamento das condições climatéricas. A depressão Marta abate-se sobre o país no sábado e pode causar mais cheias. Situação atualizada aqui ao minuto.

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Andreia Martins, Ana Sofia Rodrigues, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Paulo Novais - Lusa

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Lusa /

Forças Armadas resgataram hoje 83 pessoas e 15 animais

As Forças Armadas tiveram hoje no terreno mais de 2.800 militares no apoio à população, tendo realizado o resgate de 83 pessoas e 15 animais, construído barreiras de contenção e executado 10 missões de vigilância e reconhecimento aéreos.

De acordo com o balanço divulgado hoje pelo gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), as Forças Armadas empenharam 2.805 militares, 367 viaturas e 27 máquinas de engenharia em cerca de 40 concelhos.

Esteve também no terreno com 55 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias.

O EMGFA sublinhou que perante o "agravamento severo das condições atmosféricas, que provocaram um alagamento acentuado de áreas inundadas", realizaram o resgate de 83 pessoas e 15 animais, colocaram em segurança 10 cavalos e 70 vacas, construirão barreiras de contenção e realizaram o transporte e distribuição de bens essenciais, como água e alimentos.

As Forças Armadas garantiram ainda o fornecimento de informação geoespacial de apoio à simulação de cenários de inundações para identificação das áreas afetadas, fizeram 10 missões de vigilância e reconhecimento aéreos, realizaram operações de bombagem de águas e trabalhos de apoio técnico a infraestruturas essenciais ou reforçaram as capacidades de produção de energia elétrica, através do emprego de geradores.

Desde 28 de janeiro já estiveram empenhados 11.666 militares, com 1.356 viaturas e 125 máquinas de engenharia.

Entre as ações realizadas, estão o resgate de 215 pessoas, 549 refeições distribuídas e 381 instalações para banhos ou 1.860 camas disponibilizadas em 15 unidades militares.

As Forças Armadas já repararam também mais de 86 habitações e edifícios públicos, disponibilizaram 42 equipamentos Starlink, têm 53 satélites em uso e forneceram 120 geradores, entre outras ações.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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RTP /

Acessos à Torre fechados. Serra da Estrela coberta de neve

A Serra da Estrela está coberta de neve. Apesar de os acessos à Torre estarem fechados, esperam-se muitas pessoas este fim-de-semana nas Penhas da Saúde.

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Momento-Chave
Inês Moreira Santos - RTP /

Mau tempo. Ministro das Finanças admite "impacto orçamental significativo"

O ministro das Finanças admite que os prejuízos de pelo menos quatro mil milhões de euros e o investimento de 2,5 milhões de euros do Governo em ajuda às populações afetadas pelo mau tempo terão um impacto "significativo" no Orçamento do Estado.

João Marques - RTP

Em entrevista à RTP, o ministro de Estado e das Finanças começou por deixar uma palavra de solidariedade às famílias que tem estado “a sofrer com estas tempestades e estas calamidades”. 

“Nós hoje mesmo transferimos para as duas CCDR’s - a de Lisboa e Vale do Tejo e a do Centro – 250 milhões de euros, conforme foi decidido no Conselho de Ministros, no passado domingo”, afirmou Joaquim Miranda Sarmento, questionado sobre como podem ser ajudadas as famílias.

A partir de agora, quem tiver “danos acima de cinco mil euros” pode pedir apoio à CCDR e “basta enviar as fotografias dos danos”. Segundo o ministro, as CCDR’s já podem ajudar financeiramente a partir da próxima semana. 

Já para as empresas há dois tipos de ajudas: as linhas de crédito - uma de tesouraria, outra de investimento; e ainda os apoios da Segurança Social – como lay-off e a isenção de TSU, por exemplo.

Para pedir ajuda, as pessoas afetadas têm de aceder a um portal online. No caso de pessoas mais idosas ou com dificuldade em aceder através deste meio, “podem obter ajuda na Junta de Freguesia”. 

“Além disso, o Governo também está a colocar carrinhas móveis, ligadas às lojas do Cidadão, para apoiar as pessoas
”.

Considerando os prejuízos de pelo menos quatro mil milhões de euros e o investimento de 2,5 milhões de euros do Governo, o impacto no Orçamento do Estado será "significativo".

“Fomos muito transparentes no início do mandato: 2026 era o ano mais difícil do ponto de vista orçamental”
, lembrou o ministro das Finanças, referindo-se aos 2,5 milhões do PRR. “Portanto, o Orçamento foi construído para um pequeno superávit, com base na execução total do PRR”.

Mas com “esta tragédia” em várias regiões do país, continuou Miranda Sarmento, “terá, naturalmente, um custo orçamental significativo”, incluindo com a “perda de receita”.

“Vamos ter um impacto orçamental significativo”
, concordou, admintindo que ainda “não é possível estimá-lo”.
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RTP /

André Ventura foi a Alcácer do Sal entregar bens essenciais

André Ventura disse que é preciso "pôr a mão na consciência" pelas mortes dos últimos dias.

Da Proteção Civil ao poder político, o candidato acusou "todos" de falharem às pessoas.
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RTP /

Seguro vai exigir explicações sobre o que falhou na resposta às tempestades

António José Seguro disse que for eleito Presidente vai exigir explicações sobre o que falhou na resposta às tempestades.

O candidato está no Norte do país para terminar a campanha no Porto e insistiu que não há vitórias antecipadas.
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Momento-Chave
Em Lisboa
RTP /

Castelo de São Jorge, cemitérios e Feira da Ladra encerrados no fim de semana

Atendendo às condições meteorológicas e às recomendações dos serviços de Proteção Civil, a Câmara Municipal de Lisboa determinou que o Castelo de São Jorge estará encerrado durante o fim de semana.

Os cemitérios da cidade também estarão interditos durante o fim de semana, exceto para cerimónias fúnebres. Igualmente encerrada estará a Feira da Ladra.

“Estas medidas preventivas somam-se às já anunciadas pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, nomeadamente a de encerramento dos jardins municipais”, esclarece a Câmara de Lisboa em comunicado.

A autarquia recomenda igualmente o cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas.
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RTP /

Douro transbordou as margens do Porto e de Vila Nova de Gaia

O Douro transbordou as margens do Porto e de Vila Nova de Gaia. A capitania elevou o alerta de cheias para vermelho e a navegação no rio está proibida.

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RTP /

Montemor-o-Velho. Subida do Mondego deixou freguesia de Ereira isolada

A freguesia de Ereira, em Montemor-o-Velho, permanece isolada. Os alunos não foram às aulas e os moradores tiveram a ajuda do Exército e dos bombeiros para saírem da aldeia.

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RTP /

Barragens a descarregar. Governo salienta boa coordenação com Espanha

As albufeiras estão quase todas perto da capacidade máxima. As barragens estão a descarregar água, com as atenções viradas sobretudo para o Tejo, Sado e Mondego.

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Momento-Chave
RTP /

Perto de 50 mil clientes continuam sem luz em Leiria

Leiria recebeu ajuda de França. Uma parceria de um empresário de Coimbra e um emigrante em Paris trouxe máquinas e trabalhadores para reconstruir telhados e a rede electrica.

Em Leiria estão agora 49 mil clientes da E-Redes sem luz.
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RTP /

Mais de 360 pessoas retiradas de casa em Santarém devido à subida do Tejo

Foram evacuadas duas localidades por causa do risco na barragem da Retorta.

Já em Santarém, mais de 360 pessoas foram retiradas de casa e 50 dormiram no pavilhão municipal.

Por causa da subida no nivel do Tejo, Reguengo de Alviela ficou isolada.
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Momento-Chave
RTP /

Alcácer do Sal. Caudal desceu mas ainda há duas aldeias isoladas

Em Alcácer do Sal ainda há pelo menos duas localidades isoladas. O Sado baixou dois metros, mas ainda não voltou ao leito.

Foram resgatadas pelo menos 200 pessoas e parte da cidade está sem luz por razões de segurança.
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Momento-Chave
RTP /

Mais de 60 mil clientes sem energia às 18h00

Às 18h00 desta sexta-feira, a E-REDES tinha por alimentar 61 mil clientes na zona da depressão Kristin, tendo Leiria 43 mil clientes sem energia, Santarém com 14 mil clientes, Castelo Branco com três mil e Coimbra com mil.

No total, a E-REDES tem 69 mil clientes por alimentar devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pela depressão Leonardo.
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Lusa /

Mais de 70% dos clientes da Meo com o serviço reposto

Mais de 70% dos clientes da Meo tem o serviço reposto, indicou hoje a operadora de telecomunicações, referindo que em oito dias "reduziu de forma muito significativa" o impacto da tempestade nas zonas mais afetadas.

"Em oito dias, a Meo reduziu de forma muito significativa o impacto da tempestade nas zonas mais afetadas" e, "atualmente (6 fevereiro), mais de 70% dos clientes tem o serviço reposto", de acordo com o último balanço da operadora liderada por Ana Figueiredo.

"Este progresso reflete a mobilização imediata e o trabalho contínuo das equipas técnicas e operacionais, que têm estado no terreno com condições meteorológicas muito adversas e em coordenação permanente para acelerar a reposição dos serviços essenciais", acrescentou.

De acordo com a Meo, o investimento feito na redundância e resiliência da infraestrutura "foi decisivo para mitigar os efeitos da tempestade Kristin".

Nos últimos sete anos, a operadora "reforçou de forma consistente a rede de transmissão, criou rotas alternativas de tráfego, implementou sistemas de restauro automático e expandiu significativamente a sua capacidade de `back-up` energético".

"Graças a esta estratégia, mesmo perante danos severos, as sedes de concelho mantiveram cobertura móvel e muitos serviços críticos permaneceram operacionais", adianta.

A depressão Kristin deixou "um rasto de destruição sem precedentes em várias zonas do país" e "há mais de uma semana que as equipas da Meo estão no terreno 24/7 a trabalhar de forma inexcedível para repor as comunicações às populações afetadas por este flagelo", refere.

A Meo recordou que "ativou de imediato o seu plano de continuidade de negócio, acionando o gabinete de crise, mobilizando equipas no terreno e estabelecendo um Centro de Comando dedicado à coordenação operacional, assegurando uma estrutura unificada de liderança, definindo prioridades claras e orquestrando todas as atividades".

Desde o início que a Meo ativou 1.500 técnicos, recordou, apontando que em termos de infraestruturas críticas destruídas foram 2.000 quilómetros de cabo fibra, 28.000 postes e 35 torres de rede móvel.

Para reforçar a resposta no terreno, a Meo mobilizou VOIR -- Viaturas de Operações de Intervenção Rápida; a instalação de grupos geradores de energia para alimentar estações móveis prioritárias; e o uso de estações móveis transportáveis e/ou ligeiras para reposição de rede móvel em locais selecionados (cellsites).

Tal incluiu também feixes hertzianos para recuperação de infraestruturas fixas e móveis e como solução de contingência para serviços prioritários; e soluções alternativas via satélite.

Sobre como está a ser feita a reposição das comunicações, que "tem exigido um esforço técnico altamente coordenado", e Meo relatou que "as operações iniciam-se pelo restabelecimento do abastecimento de energia aos sites da rede móvel, etapa crítica para que cada estação volte a emitir e recuperar plena capacidade operacional".

Na rede fixa, "as centrais equipadas com sistemas de `backup` de longa duração garantem estabilidade prolongada, assegurando a continuidade dos serviços até que as condições normais sejam restabelecidas".

Paralelamente, "avançam as equipas destacadas para a reposição dos traçados de transmissão, executando trabalhos segundo prioridades definidas pela Sala de Comando".

A recuperação total das comunicações "depende também do restabelecimento de energia nas instalações dos clientes, condição indispensável para que os equipamentos da rede fixa retomem operação completa e para que famílias e empresas reconquistem acesso às suas ligações essenciais", apontou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram centenas de feridos e desalojados e destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações.

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Momento-Chave
Depressão Marta
RTP /

Proteção Civil alerta para "quadro meteorológico extremamente preocupante"

“Entre as 6h00 e as 15h00 de sábado, Portugal será assolado por precipitação bastante forte e vento forte, com rajadas entre os 100 e os 110 quilómetros/hora”, alertou o comandante Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em conferência de imprensa.

Há elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado

“Este quadro meteorológico é extremamente preocupante”, avisou, apelando aos portugueses para redobrarem os cuidados.

No total foram ativados sete planos distritais e 90 planos municipais de emergência e há a registar 7942 ocorrências até ao momento.

Nas evacuações todas que têm sido feitas por todo o país, há 1108 pessoas deslocadas das suas habitações. Há ainda 93 mil clientes sem energia, 74 mil nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin.
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RTP /

Marinha resgatou 83 pessoas afetadas pelas cheias nas últimas 24 horas

"A Marinha efetuou nas últimas 24 horas, o resgate de mais 83 pessoas afetadas pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingiram diversas regiões do território nacional, devido à passagem das depressões Kristin e Leonardo", anunciou a Marinha em comunicado.

"Até ao momento a Marinha apoiou mais de 2500 pessoas e reparou mais de 60 habitações e edifícios públicos no âmbito da resposta a esta catástrofe", acrescenta.
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Momento-Chave
RTP /

Dada ordem de evacuação total em Reguengo do Alviela

A aldeia está rodeada de água. Rita Ribeiro da Silva descreve-nos a situação nesta altura e como está a ser feita a evacuação numa região que está a ser fustigada pelas cheias.

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Momento-Chave
RTP /

Marcelo aponta a comunicação como o maior problema na gestão desta crise

O presidente da República considera que o maior problema na gestão da atual crise é a comunicação.

Sobre a notícia avançada hoje pelo jornal Expresso de que os militares só teriam entrado em prontidão uma semana depois da intempérie, Marcelo Rebelo de Sousa diz ter dúvidas e que o problema poderá ser de comunicação.

"Eu acho que mais uma vez é um problema de comunicação", disse o chefe de Estado em declarações aos jornalistas durante uma visita ao Cartaxo.

"Fui para o terreno no dia 30 e nesse dia já citei comunicados das Forças Armadas e falei sobre o que estava em prontidão nesse dia", adiantou.

O presidente da República considera que "o facto de não haver um porta-voz e haver comunicados que não eram conhecidos levou à interpretação de que as Forças Armadas não estavam no terreno".
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Lusa /

Setores agrícola e florestal com prejuízo de 775 milhões de euros

Os setores agrícola e florestal somam, até agora, um prejuízo de 775 milhões de euros devido ao mau tempo, anunciou hoje a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), pedindo uma resposta financeira robusta.

"A devastação provocada pelos sucessivos fenómenos climáticos de extrema gravidade que atingiram o país nos últimos dias já causou prejuízos superiores a 775 milhões de euros nos setores agrícola e florestal", indicou, em comunicado, a CAP, avisando que este valor pode vir ainda a aumentar, à medida que prossegue o levantamento dos danos.

Os agricultores referiram que os apoios disponibilizados pelos diversos programas europeus são insuficientes e pediram uma "resposta financeira robusta".

A confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura disse que esta resposta é imprescindível para a reposição da capacidade produtiva e para o ressarcimento dos prejuízos sofridos por milhares de agricultores e produtores florestais.

Assim, a CAP pediu a mobilização urgente de recursos do Orçamento do Estado (OE) para garantir uma rápida resposta, que inclua todos os que foram afetados pelos fenómenos extremos e não apenas os que se encontram em áreas abrangidas pela situação de calamidade.

Os agricultores já solicitaram reuniões, de urgência, com o Governo e partidos políticos com assento parlamentar.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Lusa /

Santarém adia votação nas presidenciais em duas secções para 15 de fevereiro

A votação em duas secções do concelho de Santarém para o segundo sufrágio das eleições presidenciais de 2026 foi adiada para 15 de fevereiro devido à situação de calamidade decretada no município.

"Na sequência da situação de calamidade decretada para o Concelho de Santarém, a qual compromete as condições de segurança, acessibilidade e o funcionamento regular das assembleias e secções de voto, torna-se impossível a realização do ato eleitoral inicialmente previsto para o dia 08 de fevereiro de 2026", anunciou o gabinete de relações públicas do município de Santarém numa nota enviado às redações.

As secções afetadas são a Secção de Voto n.º 3 da Freguesia de São Vicente do Paúl, instalada na Escola Primária de Reguengo do Alviela, e a Secção de Voto n.º 13 da União de Freguesias da Cidade de Santarém, localizada na Delegação da Junta de Freguesia em Santa Iria da Ribeira de Santarém.

"Face ao exposto, e salvaguardando a segurança dos eleitores, membros das mesas e demais intervenientes no processo eleitoral, o ato eleitoral referente às secções de voto acima identificadas é adiado, passando a realizar-se no dia 15 de fevereiro de 2026", acrescenta.

 

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RTP /

Várias pessoas retiradas de Póvoa de Manique e Carvalhos devido ao risco de rutura de barragem

Várias pessoas estão a ser retiradas de Póvoa de Manique e Carvalhos, na Azambuja, devido ao risco de rutura da barragem da Retorta, localizada na Torre Bela.

"Uma eventual rutura poderá provocar inundações em algumas habitações situadas nas localidades de Póvoa de Manique e Carvalhos, na União de Freguesias", alerta a Proteção Civil. 


"Face a este cenário, a AUTARQUIA DETERMINOU A EVACUAÇÃO PREVENTIVA da população destas localidades", lê-se numa publicação do município de Azambujo.
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Lusa /

Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo

As cheias que afetam o concelho do Cartaxo obrigaram à deslocação de 26 pessoas das zonas ribeirinhas, sobretudo na freguesia de Valada e nas localidades junto ao rio Tejo, disse hoje o presidente da Câmara, João Heitor.

As situações mais graves registam-se nas aldeias de Porto de Muge, Valada, Reguengo e Palhota, bem como nas povoações da Ponte do Reguengo e de Santana, onde já existem casas inundadas "de forma severa", afirmou o autarca.

Segundo João Heitor, 26 pessoas foram retiradas das suas casas nas últimas horas, oito das quais acolhidas em estruturas preparadas pelo município, enquanto as restantes seguiram para casas de familiares e amigos.

Entre os espaços utilizados estão o Centro Paroquial de Valada e o Centro Paroquial de Vila Chã de Ourique.

O município tem ainda pronta uma estrutura de reserva com capacidade para acolher pelo menos 30 pessoas, com possibilidade de aumento caso seja necessário, tendo o autarca assegurado que toda a estrutura de proteção civil e parceiros locais está mobilizada.

A principal dificuldade, neste momento, é garantir a passagem de pessoas e bens para a freguesia de Valada.

João Heitor disse ainda que, para já, não foi necessária ajuda externa adicional, mas sublinhou que o município não hesitará em solicitá-la caso a situação evolua.

"A partir do momento em que achemos que isso possa ser necessário, não vamos hesitar em pedir apoio", frisou.

As cheias, agravadas pela depressão Kristin, já provocaram danos significativos no concelho, com impactos em empresas, explorações agrícolas e culturas, além de "algumas casas que já caíram" devido ao mau tempo, segundo o autarca.

O município espera que o Cartaxo possa vir a ser incluído na declaração de calamidade nacional, para que as respostas e apoios possam ser enquadrados nas medidas de emergência.

João Heitor disse ainda que o agravamento poderá depender das descargas das barragens espanholas e portuguesas e do temporal previsto para os próximos dias.

"Pode vir a piorar de forma significativa, por isso temos de estar preparados para tudo o que possa acontecer", alertou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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Lusa /

Espanha diz manter coordenação contínua com Portugal em todos os rios

Espanha assegurou hoje que a coordenação com Portugal relativamente aos rios partilhados tem sido contínua e em todas as bacias hidrográficas desde que a Península Ibérica está a ser atingida por sucessivos temporais.

"A coordenação com Portugal que se tem desenvolvido durante estes comboios de temporais tem sido direta e contínua entre as administrações competentes na água dos dois países em todas as bacias hidrográficas", disse à Lusa fonte oficial do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico (MITECO), que tem a tutela do ambiente e dos rios em Espanha.

A mesma fonte acrescentou que quinta-feira "foi um dia muito complicado nas bacias [hidrográficas] espanholas, com níveis altos de entrada de água, e as barragens em Espanha "estão no máximo da sua capacidade", depois de "ao longo desta semana" terem "retido volumes, cumprindo a função para a qual foram desenhadas".

A gestão em todas as bacias dos rios partilhados com Portugal (Douro, Guadiana, Minho e Tejo) tem como objetivo controlar os caudais que entram nas albufeiras, "para reduzir os danos a jusante", assegurou a fonte do MITECO.

No caso da bacia hidrográfica do Tejo, o Comité Permanente da Comissão de Descarga de barragens "transmitiu pontualmente às autoridades portuguesas a informação do caudal descarregado na barragem de Cedillo para Portugal, para que possam assim gerir as entradas que chegam ao Tejo português, juntamente com os caudais da bacia do Zêzere, e evitar danos a jusante".

Segundo a mesma fonte, na bacia do Guadiana, foram comunicados também a Portugal os dados relativos às barragens espanholas de Chanza e Andévalo e, por seu turno, "as administrações portuguesas informaram pontualmente das descargas" nas barragens do Sistema Alqueva-Pedrógão, "para, entre ambas as administrações e em conjunto com a proteção civil, minimizar os danos a jusante, no troço internacional do Guadiana".

"A mesma situação está a ocorrer nas bacias do Douro e Minho-Sil, onde a situação, neste momento, é menos complicada", segundo o MITECO.

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Lusa /

Pedidos de apoio à reconstrução de casas já são 623 num montante de 4,5 milhões de euros

A plataforma para pedir apoio à reconstrução de habitações, em funcionamento desde quinta-feira, recebeu 623 candidaturas, num montante global de 4,5 milhões de euros, disse à agência Lusa o responsável pela estrutura de missão.

Segundo o responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin, Paulo Fernandes, os últimos dados indicam que foram submetidas 623 candidaturas para apoios à recuperação de habitações até ao valor de 10 mil euros, num montante total de 4,5 milhões de euros.

A plataforma está disponível, desde quinta-feira, no sítio na Internet da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, em www.ccdrc.pt.

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Lusa /

Governo adia para abril Provas-ensaio do 4.º, 6.º e 9.º anos

As provas, que deveriam começar a 23 de fevereiro, irão realizar-se entre 14 e 23 de abril.

Foto: Nuno Patrício - RTP

As provas-ensaio de Monitorização de Aprendizagens (ModA), que deveriam realizar-se este mês, foram adiadas para abril devido às tempestades que atingiram várias zonas do país, destruindo escolas e afetando a vida dos alunos, famílias e profissionais.

A decisão de alterar as datas destas provas digitais destinadas aos estudantes do 4.º, 6.º e 9.º anos foi anunciada hoje pelo Ministério da Educação, segundo uma nota enviada às escolas a que a Lusa teve acesso.

"A situação de calamidade que recentemente atingiu várias zonas do país causou danos nas infraestruturas escolares, nas comunicações e na rede elétrica, forçando a reorganização temporária dos espaços escolares. Além disso, o elevado impacto destas intempéries climatéricas na vida dos alunos, das famílias, dos profissionais de Educação e das comunidades exige tempo para ser ultrapassado, de modo que todos possam progressivamente cuidar do seu bem-estar e retomar a normalidade", afirma o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) na nota.

Estas provas em formato digital servem para garantir que os alunos estão familiarizados com a plataforma que irão depois usar na prova ModA e garantir que as escolas também estão preparadas para avançar com as ModA.

No entanto, a tutela considera que "não estão reunidas" essas condições "para todos os alunos e todas as escolas, pelo que se optou pelo reagendamento das Provas-Ensaio.

As provas, que deveriam começar a 23 de fevereiro, irão realizar-se entre 14 e 23 de abril.

Já as datas para a realização das provas ModA e das Provas Finais do Ensino Básico "mantêm-se inalteradas", acrescenta o MECI.

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RTP /

"A Europa está convosco". Presidente da Comissão Europeia deixa mensagem de solidariedade

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deixou uma mensagem de solidariedade para Portugal na rede social X, garantindo que a União Europeia está com Portugal.

"À medida que tempestades e inundações continuam a atingir Portugal e Espanha, deixando um rasto de perdas e destruição, os nossos pensamentos estão com todas as pessoas afetadas. A Europa manifesta a sua solidariedade para com os nossos Estados-membros e as suas comunidades neste momento difícil", escreveu a líder do executivo comunitário.

Von der Leyen garante que o executivo comunitário está "pronto para prestar apoio com os meios disponíveis, nomeadamente redirecionando os fundos de coesão para apoiar a recuperação e reconstruir o que foi danificado".
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Lusa /

Chuva abranda durante o dia das eleições intensificando-se após fecho das urnas

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para o dia de domingo, quando se realiza a segunda volta das eleições presidenciais, prevê um abrandamento da chuva que, a partir da noite, vai passar a precipitação contínua.

Na generalidade do território, o dia de domingo vai iniciar-se com alguns aguaceiros e precipitação dispersa, que pode ser por vezes acompanhada de trovoada, mas de forma isolada, e ocasionalmente sob a forma de granizo, disse a meteorologista do IPMA Maria João Frade, em declarações à Lusa.

A partir da tarde do dia das eleições, no litoral oeste, as previsões indicam que um aumento gradual de nebulosidade, com o céu muito nublado ou encoberto, que se vai deslocar gradualmente do litoral oeste para o interior e Algarve.

A chuva vai começar a partir da tarde de domingo no litoral oeste, estendendo-se às restantes regiões, e ao final do dia, já com as urnas fechadas, a precipitação pode vir a ser por vezes intensa, em particular no baixo Alentejo e Algarve.

No domingo, o vento vai soprar de fraco a moderado, mas ao final da tarde prevê-se vento forte.

O IPMA prevê ainda queda de neve acima dos 800 a mil metros de altitude, mas sem acumulação, com aguaceiros dispersos e não intensos, nas regiões norte e centro.

"Não é previsível que vá acumular neve de forma a que as pessoas não possam deslocar-se para votar. A queda de neve mais significativa prevê-se entre hoje e o final do dia de sábado", explicou a meteorologista.

Portugal continental vai começar a sentir no sábado de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.

 

 

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Lusa /

Concelho de Soure regista dez desalojados

O Município de Soure contabiliza 10 desalojados no concelho devido à passagem da depressão Kristin, revelou o presidente da Câmara.

"Temos 10 pessoas ao nosso cuidado, da Câmara [Municipal], e há muita gente que está em casa dos familiares", afirmou Rui Fernandes à agência Lusa.

Segundo o presidente do Município de Soure, no distrito de Coimbra, hoje deverá ser realizada "uma deslocação forçada", na freguesia de Pombalinho, de "uma pessoa que tem a casa em ruína", que vive sozinha e se recusa a sair dela.

Em declarações à agência Lusa, o autarca notou que o caudal do rio Arunca (afluente do Mondego) está "a descer na vila, mais ou menos desde as 03:00 da manhã", com "os rios a regressarem ao leito, mas ainda em cheias, a chegar ao Parque da Várzea".

Na corda do Mondego, em Figueiró, Granja do Ulmeiro e Alfarelos, há estradas cortadas, uma vez que no rio Mondego não se verifica "nenhuma descida efetiva do caudal".

Ainda de acordo com o presidente deste município do Baixo Mondego, o dia está a ser dedicado às "duas grandes tarefas" do concelho: "recuperar coberturas, com muita ajuda dos bombeiros", e, "com o pessoal da rede elétrica, continuar a efetivar ligações".

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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Momento-Chave
RTP /

"Temos de nos preparar para a nova depressão"

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, diz que o Governo está focado na preparação da nova depressão.

“Temos de nos preparar para as consequências da Marta”, disse a ministra em declarações aos jornalistas, afirmando que serão “horas de muita tensão e muito trabalho”.
 A próxima depressão, que chega esta noite, vai entrar em Portugal numa região entre Sines e Lisboa e vai afetar especialmente a bacia do Sado, onde especialmente Alcácer está a sofrer inundações, disse a ministra, explicando que a depressão atingirá depois a zona do rio Tejo, também em situação de cheias, e ainda outro rio igualmente preocupante, o Mondego.
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Lusa /

Cheias obrigam a realojar 19 pessoas em Benavente

Dezanove pessoas tiveram de ser realojadas nas zonas ribeirinhas de Benavente e Samora Correia, devido à aproximação da depressão Marta, iformou hoje a presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira.

A autarca adiantou que o município retirou previamente das habitações as pessoas que poderiam estar em risco de ser afetadas pelo meu tempo.

"Foram retiradas todas as pessoas que poderiam estar em perigo e cerca de 19 ficaram realojadas em casas de familiares", afirmou.

Em comunicado, o município de Benavente revelou ter ativado, pelas 11:00, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, "com o objetivo de salvaguardar pessoas, animais e bens até que a normalidade seja restabelecida".

Segundo o comunicado divulgado hoje, a ativação do plano, decidida pelo município e pela Proteção Civil de Benavente, pretende ainda garantir "a coordenação institucional e operacional dos recursos disponíveis", assegurando uma resposta "eficaz, articulada e preventiva".

Sónia Ferreira explicou que a decisão de ativar o plano, resultou da avaliação contínua da evolução da depressão Marta sobre a região.

"Temos o posto de comando a funcionar para assegurar a coordenação dos meios e garantir uma resposta eficaz à população", disse, sublinhando ainda que as cheias registadas durante os últimos dias "eram esperadas".

A autarca referiu não existirem, para já, feridos a registar, mas admitiu que a análise dos prejuízos materiais só poderá ser efetuada depois de estabilizada a situação.

"Tivemos alguns danos ao longo da semana, mas o levantamento final será feito quando tudo acalmar", afirmou.

Questionada sobre a dimensão da intempérie registada nos últimos dias, Sónia Ferreira afirmou não ter memória de um episódio semelhante no concelho.

"Lembro-me de algumas cheias, mas não com esta dimensão. Fala-se muito nas cheias de 1979, mas eu ainda não era nascida. Os relatos das pessoas mais velhas recordam o que aconteceu nesse ano, mas não me lembro de cheias como estas, que durassem tanto tempo", afirmou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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Lusa /

Forças Armadas no terreno com cerca de 2.600 militares em 40 municípios

Cerca de 2.600 militares estão no terreno para apoio direto às populações afetadas pelas tempestades que têm assolado Portugal continental, em 40 municípios, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Em comunicado, o EMGFA detalha que estão empenhados 2.687 militares, 351 viaturas, 25 máquinas de engenharia e 55 botes, mais quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias de reabastecimento e carga, em cerca de 40 municípios.

Entre os apoios prestados pelos militares inclui-se transporte e distribuição de bens essenciais, como água e alimentos, missões de vigilância e reconhecimento aéreos; operações de bombagem de águas e trabalhos de apoio técnico a infraestruturas essenciais; e reforço das capacidades de produção de energia elétrica, através do emprego de geradores, "contribuindo para o restabelecimento de serviços essenciais em áreas afetadas por falhas de energia".

Foram ainda recolocados "10 cavalos e 70 vacas em segurança", é acrescentado na nota.

Desde o dia 28 de janeiro, as Forças Armadas já resgataram 132 pessoas, cederam e/ou instalaram 230 lonas para coberturas de casa, distribuíram mais de 500 refeições, disponibilizaram 1.860 camas em 15 unidades militares, e disponibilizaram 42 equipamentos Starlink para fornecer comunicações de emergência, estando 53 satélites em uso.

Entre os vários apoios prestados à população, as Forças Armadas portuguesas transportaram por via aérea cerca de 5 toneladas de material, incluindo bens de primeira necessidade, e forneceram 120 geradores.

"Mantêm-se disponíveis seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C da Força Aérea, em alta prontidão e uma aeronave KC-390, para este apoio específico", lê-se no comunicado.

De acordo com a Lei de Bases da Proteção Civil, compete ao presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a pedido do comandante operacional nacional, solicitar ao Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) a participação de militares em missões de proteção civil, e após pedido dos presidentes das câmaras municipais.

É ao comandante operacional nacional que compete "avaliar o tipo e dimensão da ajuda a solicitar, bem como a definição das prioridades".

Os militares atuam mediante autorização do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e são empregues sob cadeia de comando militar, "sem prejuízo da necessária articulação com os comandos operacionais da estrutura de proteção civil".

A lei estabelece, contudo, que "em caso de manifesta urgência, os presidentes das câmaras municipais podem solicitar a colaboração das Forças Armadas diretamente aos comandantes das unidades implantadas na respetiva área".

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Lusa /

Uma das 20 freguesias do concelho de Leiria adia votação para eleições presidenciais

A freguesia da Bidoeira de Cima é a única das 20 do concelho de Leiria que adia a segunda volta das eleições presidenciais no domingo, informou hoje a Câmara, que alertou para alterações nas mesas de voto.

Segundo informação do Município de Leiria, devido aos "danos causados pela depressão Kristin "foi decidido o adiamento do ato eleitoral na freguesia da Bidoeira de Cima para o dia 15 de fevereiro".

"Após pedido da Junta de Freguesia, foi efetuada uma avaliação ao edifício destinado à realização do ato eleitoral, tendo-se concluído que não reúne, neste momento, as condições necessárias de segurança e funcionamento, o que inviabiliza a normal realização da votação na data inicialmente prevista".

O adiamento do ato eleitoral vai ser "comunicado às entidades competentes, encontrando-se enquadrado no regime aplicável a situações excecionais que comprometem as condições materiais para o exercício do direito de voto".

Na mesma informação, a autarquia avisou que há alterações em alguns locais de voto "para garantir as melhores condições de funcionamento do ato eleitoral nas restantes freguesias, tanto para os eleitores como para os membros das mesas de voto".

Por isso, recomendou aos eleitores que "confirmem previamente o local onde devem exercer o seu direito de voto antes de se deslocarem no dia da eleição".

Os locais de voto com alteração estão na União das Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes, União das Freguesias de Marrazes e Barosa, União das Freguesias de Colmeias e Memória, e nas freguesias de Milagres e Regueira de Pontes.

"O Município de Leiria reforça a importância da verificação antecipada do local de voto, contribuindo para o normal e organizado funcionamento do processo eleitoral".

Na quinta-feira, o Núcleo Territorial de Leiria da Iniciativa Liberal (IL) apelou ao presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, para pedir o adiamento das eleições presidenciais, devido ao estado de calamidade, com milhares de pessoas ainda sem eletricidade.

"Leiria enfrenta uma situação excecional, sob estado de calamidade, com dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade, verificando-se igualmente dificuldades no acesso a água e a serviços de telecomunicações em várias freguesias", referiu a Iniciativa Liberal de Leiria.

Por isso, a IL de Leiria apelou ao autarca para desencadear "de imediato todos os procedimentos institucionais necessários com vista ao adiamento da segunda volta das eleições presidenciais no concelho de Leiria".

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

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Lusa /

Centenas de voluntários esperados na ação "Limpar Freguesias" em Leiria

Centenas de voluntários, incluindo grupos de escuteiros de todo o país, são esperados no sábado, na ação "Limpar freguesias", em Leiria, cujo início foi adiado para as 14:00 devido à previsão de mau tempo.

Esta ação, inicialmente prevista para as 09:00, realiza-se uma semana depois da ação "Limpar Leiria", que reuniu cerca de 600 voluntários na sede do concelho para ajudar nos trabalhos de limpeza após a depressão Kristin.

"A ação mantém-se em todas as freguesias e surge na sequência dos estragos provocados pela depressão Kristin, que afetou diversos espaços públicos, zonas verdes e arruamentos do concelho", explicou a Câmara de Leiria.

Segundo a autarquia, "a iniciativa visa apoiar a recuperação do território, promovendo uma resposta coletiva e solidária, bem como o envolvimento cívico da comunidade na preservação do espaço público".

A participação é aberta a toda a população, associações e outras entidades, com a autarquia a pedir aos voluntários, para, se possível, levarem "luvas, pás, vassouras ou outro equipamento de apoio, contribuindo para uma maior eficácia da ação".

"O município apela ainda à mobilização em grupo, incentivando a participação de amigos, familiares e vizinhos".

O concelho de Leiria tem 20 freguesias, sendo que esta ação decorre em 25 locais. Maioritariamente, a concentração das pessoas é nos respetivos largos da Igreja, na sede das freguesias.

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Momento-Chave
Lusa /

Abastecimento de água ao Município de Leiria assegurado

O abastecimento de água ao Município de Leiria está garantido, apesar de nova inundação, durante a noite, na estação elevatória de Porto Figueira, desencadeada pela subida do nível da água, anunciou hoje a Águas do Centro Litoral (AdCL).

Esta água é, posteriormente, distribuída ao domicílio pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria.

Segundo a AdCL, a subida do nível da água deveu-se à tempestade Leonardo.

"Importa salientar que esta estação elevatória transporta a água captada em furos subterrâneos, na Mata do Urso [concelho de Pombal], sendo que os reservatórios da AdCL asseguraram a capacidade necessária para a distribuição à rede municipal", explica a empresa numa nota enviada à agência Lusa,

A AdCL destaca que "a água fornecida ao Município de Leiria é, exclusivamente, captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetada pelas inundações registadas", reafirmando a "qualidade da água fornecida aos seus clientes", neste caso a Câmara de Leiria.

Face às previsões de chuva intensa e a subida do nível dos rios associadas às depressões Leonardo e Marta, a AdCL garante ter reforçado, "de forma preventiva, um conjunto de medidas em infraestruturas estratégicas", para assegurar a continuidade deste serviço e a proteção da saúde pública.

Esta semana "foram intensificadas ações de mitigação de risco em várias infraestruturas nos concelhos de Leiria e de Pombal", como "a elevação de quadros elétricos, a colocação de ensecadeiras [proteções], a retirada de equipamentos essenciais e a implementação de outras soluções técnicas orientadas para o aumento da resiliência" daquelas, refere.

A Águas do Centro Litoral tem equipas no terreno e conta com apoio de empresas externas, para "acompanhar permanentemente a evolução da situação, em articulação com as entidades competentes".

Hoje, o vereador do Município de Leiria Luís Lopes disse à Lusa que a estação elevatória de Porto Figueira (entre Barreiros e Gândara dos Olivais) "foi condicionada pelas cheias".

"Apesar de termos feito uma proteção à volta da estação elevatória, houve entrada de água, mas pouca quantidade", adiantou.

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Lusa /

Derrocada provoca mais um desalojado em Cinfães

A derrocada do talude de suporte a uma casa provocou mais um desalojado no concelho de Cinfães, na freguesia de Ferreiros de Tendais, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Carlos Cardoso.

"A casa ficou totalmente instável e o senhor que vivia lá sozinho, por uma questão de segurança, foi temporariamente realojado com vizinhos", explicou.

Carlos Cardoso acrescentou que a Câmara de Cinfães "está a trabalhar numa solução definitiva na freguesia, para não o retirar do meio a que está habituado".

Desta forma, sobre para três o número de desalojados neste concelho do distrito de Viseu, depois de, na quinta-feira, um casal de idosos ter ficado sem casa.

O autarca sublinhou à Lusa que o mau tempo tem provocado prejuízos elevados no município, com muitos taludes de estradas danificados.

"Os concelhos desta zona, como Cinfães e Resende, têm vertentes muito inclinadas e dão origem a muitos movimentos de massas", explicou.

Entretanto, foi reaberto ao trânsito o Caminho Municipal 1025, entre Pias e Valverde, na freguesia de Tendais.

Segundo Carlos Cardoso, a autarquia tem "equipas no terreno a trabalhar de dia e de noite para restabelecer a normalidade das vias municipais".

Por abrir continua a estrada da localidade de Ramires, que foi cortada na semana passada devido a um movimento de massas.

"A estrada ruiu, desapareceu completamente", lamentou.

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RTP /

Loures pede inclusão no acesso a linhas de crédito extraordinárias

A Câmara Municipal de Loures está a exigir ao Governo a inclusão do concelho no acesso a linhas de crédito extraordinárias para fazer face aos danos causados pelo mau tempo, com prejuízos que rondam os 17 milhões de euros.

O município diz ter ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, com um orçamento imediato de dois milhões de euros, de forma a garantir uma resposta rápida e eficaz aos danos provocados pelo mau tempo, explica o autarca de Loures, Ricardo Leão.
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Lusa /

Quase um milhar de feridos no hospital de Leiria desde a depressão Kristin

O hospital de Leiria recebeu quase um milhar de feridos com traumas desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região, de acordo com informação dada hoje na reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil.

Os dados revelados indicam um acumulado de 984 feridos no Hospital de Santo André, em Leiria, que integra a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.

A reunião decorreu nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município. Nela marcaram presença várias entidades, incluindo o presidente do conselho de administração da ULS da Região de Leiria, Manuel Carvalho.

As primeiras entradas naquele hospital foram resultantes do impacto direto da depressão, na madrugada de dia 28 de janeiro, sendo que, a meio da tarde desse dia, começaram a entrar feridos na sequência de trabalhos de limpeza e reconstrução.

A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.

As autoridades nacionais não indicam o número de feridos resultantes das tempestades que têm atingido Portugal continental na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que não disponibiliza os dados.

Desde dia 30 de janeiro, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas no país desde que a depressão Kristin assolou parte do território nacional.

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RTP /

Benavente ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil

A Câmara Municipal de Benavente decidiu esta sexta-feira ativar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.

“Esta decisão pretende assegurar a coordenação institucional e operacional dos recursos disponíveis, garantindo uma resposta eficaz, articulada e preventiva, salvaguardando pessoas, animais e bens até que a normalidade possa ser restabelecida”.

Neste momento, estão mobilizados os agentes de proteção civil, GNR, Bombeiros e estão posicionados fuzileiros da Marinha com meios anfíbios para, de forma coordenada, garantir no terreno o auxílio, se necessário, às populações com disponibilidade para eventuais reforços de meios.

Às 13 horas, havia estradas intransitáveis no concelho de Benavente:

  • Estrada Nacional 118 - entre Benavente e Salvaterra de Magos
  • Caminho Del Rey (SUGAL EN 118 - Rua da Chaminé)
  • EM 515 (Paul do Trejoito)
  • Estrada do Convento de Jericó
  • Rua do Vale - Foros da Charneca (Aluimento de Terras)
  • Rua do rio Almansor (Frente Ribeirinha), Samora Correia
  • Rua 1º de Maio, Foros de Almada (Submersão Parcial em dois pontos)
  • Estrada Municipal 1456 (Estrada do Campo) entre a EN 118 e a EN 10 (Reta do Cabo).
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RTP /

Ventura volta a acusar poder politico de "falhar com as pessoas"

André Ventura insiste que fazia sentido declarar o estado de emergência apesar de ter falado com o presidente da República que considera que não há condições para o fazer.

Foto: Tiago Petinga - Lusa

Em Beja, o candidato volta a acusar o poder político de "falhar com as pessoas".
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Momento-Chave
Lusa /

Seguro diz que consigo "não haverá nenhuma pergunta sem resposta"

 

O candidato presidencial António José Seguro prometeu hoje que, quando for a altura de apurar responsabilidades sobre a resposta ao mau tempo, fará "perguntas muito específicas" e que nenhuma ficará "sem resposta".

"Tem a obrigação, tem o dever e, portanto, seria inaceitável que [o Estado] não estivesse prevenido perante esta situação que se prevê para amanhã [sábado] e que espero que não venha a concretizar-se, que seja sempre inferior na intensidade àquilo que se prevê", defendeu, em declarações aos jornalistas, Seguro no final de uma visita no último dia de campanha à Sword Health, no Porto.

Sobre a avaliação do que correu mal, que o candidato apoiado pelo PS tem garantido que só deve acontecer quando passar o período de emergência, deixou uma garantia.

"E, para além dos relatórios, eu vou fazer perguntas. E vou fazer perguntas muito claras, muito objetivas e muito específicas a quem tem responsabilidades na proteção civil no nosso país", disse, enfatizando que consigo "não haverá nenhuma pergunta sem resposta".

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Lusa /

Ventura visita Beja por ser "bastante afetada" mas Câmara fala de impactos reduzidos

André Ventura afirmou que se reuniu hoje com o presidente da Câmara de Beja por ser uma zona "bastante afetada" e com "muitas estradas cortadas", mas a autarquia referiu impactos reduzidos e que todas as vias estão transitáveis.

A reunião com o executivo do município (liderado por uma coligação PSD/CDS-PP/IL) foi comunicada aos jornalistas perto das 22:00 de quinta-feira e André Ventura justificou hoje a decisão de ir àquele concelho por alegar ser uma "zona que foi bastante afetada, no interior do país, onde as mobilidades são muito difíceis e onde há muitas estradas cortadas".

Mas no final da reunião com o candidato presidencial, o presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, pintou um cenário bem distinto, referindo, em declarações aos jornalistas, que houve "alguns constrangimentos, aborrecimentos", mas sem se registarem danos de maior magnitude naquele concelho.

Além disso, todas as vias do concelho "estão absolutamente transitáveis" e o trânsito "absolutamente funcional", apesar de ainda se pedir às pessoas que se desloquem "com cuidado", afirmou.

"Todos nós preferimos um dia de sol bonito que um dia de chuva", notou Nuno Palma Ferro, mas salientou que, em Beja, registaram-se apenas "algumas pequenas derrocadas" -- "não mais que isso".

O autarca vincou que não "há motivo nenhum para alarme" num município em que as escolas também têm funcionado "de forma tranquila".

"Acho que é dever de todos neste momento não nos lembrarmos só das grandes cidades que estão a ser afetadas, mas também do interior do país que está a ser muito, muito, muito fustigado", disse André Ventura, antes da reunião com o presidente daquele município que não está abrangido pelo estado de calamidade.

O candidato afirmou que pretendia abordar a preparação do processo eleitoral para domingo e a resposta às tempestades que têm afetado o país, numa altura em que tem defendido o adiamento das eleições por uma semana devido ao mau tempo.

No caso de Beja, o presidente da Câmara disse que o concelho "reúne todas as condições para que o ato eleitoral seja realizado na data a que foi destinado e com o compromisso popular e as condições totais para que a população no domingo possa exercer o seu direito de cidadania", escusando-se a comentar a posição de André Ventura.

Sobre a reunião, o presidente da Câmara de Beja disse que falaram do processo eleitoral, mas também foram abordados outros temas -- nomeadamente, anseios e necessidades do município.

Antes da ação, Ventura afirmou que "é importante que quem está no terreno, que são os autarcas, possa partilhar" com a sua candidatura "o que é que precisa e como é que está preparado para o dia [das eleições, domingo,] que vai ser muito exigente".

O também presidente do Chega disse ainda que durante a tarde vai estar em Alcácer do Sal, um dos municípios mais afetados pelas inundações provocadas pela depressão Leonardo, onde irá "procurar entregar ajuda" às populações afetadas daquele concelho do distrito de Setúbal.

Nas declarações, o candidato apoiado pelo Chega insistiu que "as pessoas não estão em condições de votar", sublinhando que, na próxima semana, "tudo indica" que as "condições meteorológicas serão terrivelmente melhores".

Confrontado novamente com o facto de ter pedido o adiamento já depois de se sentir os efeitos das depressões Kristin e Leonardo, André Ventura afirmou que só recentemente se soube que uma nova depressão "atingiria o país no sábado e no domingo".

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Lusa /

Mesão Frio regista cheias devido à chuva e pede precaução à população

A Câmara de Mesão Frio, no distrito de Vila Real, registou hoje "várias situações de cheia" nas zonas ribeirinhas do Douro devido à elevada precipitação registada durante a manhã e apelou à adoção de medidas de autoproteção.

"O município de Mesão Frio informa que, em consequência da elevada precipitação registada nas últimas horas, os níveis das zonas ribeirinhas do concelho continuam a subir, verificando-se várias situações de cheia, com particular incidência na Zona Fluvial da Rede. A situação encontra-se sob monitorização permanente", lê-se numa publicação da autarquia nas redes sociais, cerca das 12:00.

Na mesma publicação, a câmara pede à população que adote "comportamentos de precaução, evitando a circulação em zonas inundadas e cumprindo rigorosamente as indicações das autoridades competentes".

Numa publicação anterior, a Câmara de Mesão Frio alerta para o acrescido risco de cheias e inundações e refere que se mantêm interditas à circulação a rua de Entre Quintas, na fronteira entre as freguesias de Vila Marim e Cidadelhe, devido à elevada instabilidade do talude superior, bem como a rua da Portela, na freguesia de Oliveira, devido ao perigo de derrocada do muro que suporta a estrada.

Também a Rua da Estação, na freguesia de Barqueiros, no troço compreendido entre a Capela de Nossa Senhora da Conceição e a Estação Ferroviária de Barqueiros, devido à instabilidade dos taludes existentes, está interditada.

Entre 29 de janeiro e segunda-feira registaram-se várias derrocadas de muros e deslizamentos de terras, provocados pelas condições meteorológicas adversas, com impacto em todas as freguesias do concelho de Mesão Frio.

Além de Mesão Frio, no distrito de Vila Real também em Sabrosa e em Santa Marta de Penaguião foi ativada a Situação de Alerta de Âmbito Municipal.

Os municípios justificam com os vários incidentes que têm ocorridos nestes concelhos, como quedas de muros, deslizamentos e cortes de estradas que colocam em risco a segurança de pessoas e bens e dificultam a atuação dos meios de socorro.

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Lusa /

Cerca de 93 mil clientes sem luz às 12h00

Um total de 93 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico pelas 12h00 de hoje, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo pelo continente português, divulgou a empresa.

Numa informação enviada à àgência Lusa, a E-Redes referiu que àquela hora, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin afetavam 74 mil clientes.

Segundo a empresa, o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 49 mil, seguindo-se Santarém, com 18 mil, Castelo Branco, com cinco mil, e Coimbra, com dois mil clientes sem eletricidade.

O balanço anterior, divulgado às 15h30 de quinta-feira, indicava que havia 89 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica, número que entretanto aumentou devido à persistência do mau tempo.

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Lusa /

Avelar, em Ansião, tem cerca de 100 casas a precisar de intervenção e 50 sem luz

A freguesia de Avelar, o segundo maior núcleo urbano do concelho de Ansião, tem cerca de cem habitações a precisar de intervenção e a eletricidade continua sem chegar a 50 casas, informou hoje o presidente da Junta.

"Temos um número que anda muito próximo das 100 habitações que, neste momento, precisam de ser intervencionadas. Temos agora connosco uma força especial da Proteção Civil, com uma equipa destacada de bombeiros, e andamos de porta em porta, a acudir àquelas que são as situações que de alguma forma põem em causa a salubridade das habitações", referiu Fernando Inácio Medeiros.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Avelar explicou que estão a tentar minimizar os impactos da depressão Kristin, que a pluviosidade tem vindo a agravar.

"Com as chuvas, sensivelmente a partir de domingo, é que as pessoas perceberam o verdadeiro impacto que o vento trouxe nas suas habitações. Estamos a telhar, a tentar remediar algumas questões de forma provisória, permitindo que as pessoas possam fazer o seu dia-a-dia de forma mais ou menos normal", acrescentou.

Desde quarta-feira que a Avelar chegaram três geradores, no entanto, na freguesia com cerca de dois mil habitantes, há ainda 50 habitações sem eletricidade.

"Há a possibilidade de ainda hoje a coisa poder melhorar substancialmente e de até se suprimir um gerador", apontou.

Segundo o autarca, estas habituações ficam mais afastadas do centro urbano da vila de Avelar, que "ficou poupado às intempéries", fruto de, no último verão, ter tido lugar "uma intervenção muito intensa, com a instalação da infraestrutura elétrica subterrânea".

A Junta de Freguesia tem no terreno uma equipa, de um projeto de inovação social intitulado `Nós & A(Vós)`, que está avaliar as necessidades sociais das pessoas.

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Lusa /

Moratória de 90 dias nos créditos publicada em DR com efeitos desde 28 de janeiro

O decreto do Governo que fixa uma moratória de 90 dias no pagamento dos empréstimos das famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin foi hoje publicado em Diário da República, produzindo efeitos desde 28 de janeiro.

O diploma, que entra em vigor no sábado, vai permitir aos clientes bancários dos municípios com declaração de estado de calamidade diferirem o pagamento do capital, dos juros e dos outros encargos associados aos créditos contratados até 28 de janeiro de 2026, sem entrarem em incumprimento.

De acordo com o decreto-lei, a moratória "vigora por 90 dias, contados a partir de 28 de janeiro de 2026, independentemente da data de adesão à mesma".

O diferimento aplica-se aos empréstimos de habitação própria e permanente das pessoas singulares, às pessoas singulares titulares do crédito que sejam abrangidas pelo regime de `lay-off` (suspensão dos contratos de trabalho) nas empresas sediadas ou que exerçam atividade nos municípios afetados pela depressão, e ainda às empresas que tenham sede ou exerçam a sua atividade económica nesses municípios.

A moratória assenta em três segmentos.

Os clientes podem pedir a "prorrogação de todos os créditos com pagamento de capital no final do contrato, vigentes, juntamente com, e nos mesmos termos que, todos os seus elementos associados, incluindo juros, taxas, comissões, garantias, e quaisquer prestações pecuniárias, designadamente prestadas através de seguro ou em títulos de crédito".

Por último, os bancos ficam proibidos de revogar, total ou parcialmente, as "linhas de crédito contratadas e empréstimos concedidos" até 28 de janeiro, "nos montantes contratados".

Também fica consagrada a suspensão de capital dos créditos com reembolso parcelar, até ao fim do pagamento, "sendo o plano contratual de pagamento das parcelas de capital, rendas, juros, comissões e outros encargos estendido automaticamente por idêntico período ao da suspensão, de forma a garantir a inexistência de outros encargos para além dos que possam decorrer da variabilidade da taxa de juro de referência subjacente ao contrato, sendo igualmente prolongados todos os elementos associados aos contratos abrangidos, incluindo garantias".

O diploma salvaguarda que os clientes, ao aderirem à moratória, não entram em "incumprimento contratual, incluindo incumprimento cruzado (`cross default`) de contratos não abrangidos" por este diploma.

O acesso à moratória também não dá origem à "ativação de cláusulas de vencimento antecipado", nem à "ativação de cláusulas de sanções pecuniárias", nem à "ativação de cláusulas de alteração de controlo que permita o controlo do património dos beneficiários pelas instituições", lê-se no decreto.

Da mesma forma, não há qualquer "suspensão do vencimento de juros devidos durante o período da prorrogação, que são capitalizados no valor do empréstimo com referência ao momento em que são devidos à taxa do contrato em vigor", nem há "ineficácia ou cessação das garantias concedidas pelas entidades beneficiárias das medidas ou por terceiros, designadamente a eficácia e vigência dos seguros, das fianças e/ou dos avales", garante-se na legislação.

O diploma de hoje prevê que, "no prazo de 60 dias a contar da entrada em vigor" deste decreto, o Governo terá de aprovar um outro diploma para definir "as condições das novas medidas excecionais de proteção dos créditos".

Quando aprovou a medida no Conselho de Ministros extraordinário de 01 de fevereiro, o Governo anunciou que estas regras vigoram numa base temporária e que são "de aplicação geral, dada a situação de emergência", estando previsto que "posteriormente" seja criado um "regime seletivo de moratórias por 12 meses para as situações de danos mais profundos em que se justifique".

O decreto-lei foi promulgado pelo Presidente da República na quinta-feira.

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Lusa /

Empresários de frutas e legumes lamentam ajudas "paliativas" do Governo

Empresários das frutas e legumes portugueses, que marcam presença na feira Fruit Logistica, em Berlim, consideram as medidas anunciadas pelo Governo "paliativos" que podem pôr em risco a atividade de muitos produtores.

"As medidas que estão a ser anunciadas [face ao impacto do mau tempo] são claramente paliativos, não tem sentido limitar o valor a 400 mil euros. Existem explorações de diferentes dimensões e as coisas têm de estar ajustadas. Não se podem ajustar as ajudas ou o restabelecimento do potencial produtivo só às explorações de menor dimensão", lamenta Sérgio Constantino.

Para o sócio e administrador das Frutas Classe, presentes na zona oeste de Portugal, o Governo incentiva as empresas a ganharem escala, mas não contempla a dimensão quando decide atribuir as ajudas.

"Esta situação está a afetar-nos muito gravemente, temos cerca de 45 hectares de estufas que estão 100% destruídas e por consequência a cultura não se prevê que venha a produzir nada que pague sequer o investimento de a colocar na terra", confessa, em declarações à agência Lusa.

O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%.

"Se isto ficar da forma que está anunciado, claramente vai ser inviável para muitos continuar", admitiu o empresário da Frutas Classe que vem à Fruit Logistica há mais de 10 anos.

"Temos muitos campos alagados onde já não vamos conseguir colher nada", partilha Carlos Miguel, administrador da Horta Pronta, que dedica cerca de 20% da produção à exportação.

"Está a afetar as couves, principalmente. Umas estão debaixo de água, outras não conseguimos entrar nos campos para colher. A preocupação é as plantações e as sementeiras que não estamos a conseguir fazer. Não vamos ter produto", explicou.

Para Joel Vasconcelos, diretor-geral da LusoMorango, organização com 42 produtores, a grande maioria no sudoeste alentejano, os produtores querem reerguer-se, mas precisam de condições para que isso aconteça.

"Defendemos que as medidas de apoio têm de ser alargados a todos os territórios que foram efetivamente afetados por esta depressão. Obviamente que uns foram atingidos de uma forma mais dramática que outros, mas todos têm de ser apoiados pelas várias medidas que estão à disposição do governo português", defende.

"Os produtores estão a fazer o levantamento dos prejuízos. Já fizemos um comunicado público dando conta das perdas que, para alguns produtores, chegam aos 70% da sua exploração agrícola", adianta, revelando que 93% do que produzem é destinado à exportação.

Os últimos dados disponíveis indicam que, entre janeiro e novembro de 2025, as exportações de frutas, legumes e flores somam 2,39 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 5,3% face ao mesmo período do ano anterior.

Neste campo, Espanha, França, Países Baixos, Alemanha e Reino Unido surgem como os principais destinos das exportações portuguesas, sendo que os pequenos frutos, tomate de indústria e tomate fresco, citrinos e frutos secos são alguns dos produtos em destaque.

A Portugal Fresh, a Associação para Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal, marca presença na Fruit Logistica, que termina hoje, com 24 empresas, associações de produtores e parceiros.

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RTP /

Subida do Mondego deixou Ereira praticamente isolada

Os alunos de várias freguesias de Montemor-o-Velho não foram esta sexta-feira à escola. A subida do nível do rio Mondego deixou a povoação da Ereira praticamente isolada.

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RTP /

Águas do Sado começam a recuar em Alcácer do Sal

Em Alcácer do Sal, na última noite as águas do Sado começaram lentamente a recuar. Esta manhã já era possível circular a pé em zonas que ontem estavam inundadas.

Mas ainda há muitas ruas alagadas e quase duzentas pessoas não podem regressar a casa.
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Lusa /

Estádio de Leiria com cobertura totalmente danificada e estrutura em análise

A depressão Kristin danificou totalmente a cobertura do Estádio Municipal dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, e está em análise eventuais fragilidades provocadas em toda a estrutura, revelou o município.

Foto: Lusa

“A cobertura foi toda danificada, mas estamos a ver se, em termos estruturais, houve grande dano. O resto são equipamentos que conseguimos repor, mas são coisas menores, dada a dimensão do problema”, afirmou à agência Lusa o vereador do Desporto, Carlos Palheira.

Segundo o autarca, a maior preocupação de momento com o estádio “é a limpeza de todo o material solto que está na cobertura”.

Em causa estão “placas metálicas de grande dimensão e peso, com um potencial de perigosidade gigantesco para as pessoas”, que estão a ser retiradas por “uma equipa de alpinistas especializada em coberturas”.

Contudo, essa ação está também condicionada a uma situação meteorológica favorável, dada a sensibilidade da operação.

Relativamente à recuperação do estádio, Carlos Palheira ainda não sabe quando o mesmo poderá voltar a receber atividades desportivas.

“Ainda não temos uma previsão. De momento, o estádio está a ser avaliado por peritos de seguros para calcular os prejuízos. Estamos em fase de levantamento exaustivo, para aferir e avaliar todos os prejuízos”.

O Estádio Municipal dr. Magalhães Pessoa é uma das cerca de 500 instalações desportivas de Leiria severamente afetadas pelos efeitos do mau tempo.

O financiamento dos trabalhos de reparação dos danos “terá de ser financiada através dos seguros, sobretudo as municipais, e com o orçamento da Câmara”, mas, acrescentou o vereador, “tem de se contar também com o apoio do Estado neste esforço coletivo”.

O estádio municipal serve habitualmente vários desportos, como futebol, atletismo, ténis de mesa, pentatlo moderno, dança, bilhar, entre outros. Atualmente, em situação de calamidade, está ao serviço da distribuição à população carenciada de bens alimentares não perecíveis, produtos de limpeza e higiene pessoal e têxteis para o lar, que ali chegam na sequência de doações.

No estacionamento estão a ser depositados materiais de construção doados (tijolos, cimento, telhas e painéis de cobertura) para reconstrução de casas e resíduos verdes e florestais derrubados pela tempestade.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

“Lista interminável de grandes danos” em infraestruturas desportivas de Leiria
A quase totalidade das cerca de 500 infraestruturas do concelho de Leiria dedicadas ao desporto foram afetadas pela depressão Kristin, existindo “uma lista interminável de grandes danos”, assumiu o vereador do Desporto do município.

Segundo Carlos Palheira, o apuramento dos estragos ainda está a ser feito, mas verifica-se “perda total de algumas instalações”, nomeadamente pavilhões. Há “largas dezenas de milhares de praticantes” afetados.

“O pavilhão dos Parceiros colapsou, o do Telheiro também, o dos Marrazes desapareceu, o dos Barreiros está completamente inoperacional, o da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira está com metade da cobertura a descoberto, o da Mata dos Milagres tem duas paredes completamente no chão e outra de lado, o dos Silvas está com grandes danos…”, descreveu o vereador à agência Lusa.

A par disso, “o estádio está como está, a piscina municipal levou um rombo enorme, o Centro Nacional de Lançamento está inundado, pela segunda vez”, devido à depressão Leonardo, e os dois clubes de ténis “sofreram prejuízos enormes”.

Os pavilhões que ficaram operacionais estão a servir de abrigo para pessoas desalojadas ou como base para a distribuição alimentar.

“Acima do desporto terá de estar sempre o bem-estar das populações”, salientou Carlos Palheira, reconhecendo que a atividade desportiva organizada no concelho “está quase toda parada”.

Entre os cerca de 500 equipamentos existentes, “há uma lista interminável de grandes danos, que limitam imenso a atividade”.


Um dos exemplos mais visíveis da destruição é o Pavilhão do Telheiro, a cerca de quatro quilómetros do centro da cidade.

Os fortes ventos do dia 28 de janeiro arrancaram toda a cobertura e derrubaram uma das paredes. A estrutura está condenada.

O pavilhão é propriedade do Centro de Convívio e Recreio do Telheiro (CCRT), que completa 52 anos em 2026. Agora, tenta-se acordar do pesadelo, assume o presidente, Licínio Moreira.

“O pavilhão tem 24 anos e é fruto do trabalho de muitas pessoas, muitas ofertas de materiais e mão de obra. Era um orgulho enorme ter pavilhão próprio. Ver em tão pouco tempo desvanecer-se assim uma obra, é muito doloroso”, contou à agência Lusa.

Dedicado ao futsal e patinagem artística, o CCRT envolve 160 atletas a partir dos 5 anos. Para o futsal, ali se formaram os jogadores Andriy Dzyalo e David Grynchuk, hoje vinculados ao Sporting e internacionais por Portugal. Andriy fez parte da equipa nacional de sub-19 que conquistou o título europeu.

Agora, tudo aquilo é cenário de catástrofe: as paredes que sobram escondem o campo e bancadas a céu aberto, há placas da cobertura derrubadas, entre telhas, pedaços de alvenaria e muito material amarelo de isolamento por todo o lado.

“Ainda sem avaliação de especialistas, a primeira impressão é de perda total da infraestrutura”, lamentou Licínio Moreira.

Uma grua usada para montar eólicas ajudou-os a retirar a cobertura e “chegou a marcar [na balança] quatro toneladas de chapa levantada”, recordou.

O dirigente admitiu que, se os ventos tivessem soprado de outro lado e levado as lâminas contra os prédios à volta, “tudo isto podia ser ainda mais dramático”.

O CCRT procura já alternativas para a prática desportiva. “Não queremos que os miúdos e os adultos fiquem sem atividade”, frisou o presidente.

Essa é a prioridade, mas já se pensa na reconstrução. “Estamos a trabalhar nisso e vamos procurar arranjar um projeto”, mesmo que o financiamento seja uma dor de cabeça: há uma campanha de doação a decorrer, mas “as empresas que habitualmente são financiadoras, também estão com muitas dificuldades”.

E há a frustração com a Federação Portuguesa de Futebol: “Não deixamos de nos sentir um bocado defraudados quando foi anunciado o apoio de 100 mil euros para os concelhos todos em calamidade”, disse.

“Não vamos baixar os braços”, garantiu Licínio Moreira, acrescentando: “temos de lamber as feridas e continuar”.

Esse é espírito que o município de Leiria quer para todo o tecido desportivo.

No futebol, por exemplo, a autarquia vai comparticipar a 100% a aquisição de balizas para substituir as afetadas, o mesmo acontecendo com sistemas de iluminação, “porque os treinos fazem-se de noite e neste momento os dias são mais curtos”, lembrou Carlos Palheira.

“No futebol, queremos que as pessoas regressem à atividade assim que possível, em instalações que possam abrir, mesmo que em serviços mínimos”, seja “sem haver uma rede lateral para proteção da saída de bola”, seja porque “não há balneários - toma-se banho em casa”.

A maior dor de cabeça é que, de momento, em muitas freguesias “ainda não há sequer eletricidade”.

“Não podemos parar”, insistiu o vereador. “Há que seguir em frente, adaptando o número de treinos por semana. Temos muitos problemas e temos de os resolver”, acrescentou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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RTP /

Ventura contactou Marcelo por mensagem sobre adiamento de eleições

Marcelo Rebelo de Sousa disse ter recebido ontem ao final do dia uma mensagem do candidato presidencial André Ventura “levantando essa questão do adiamento das eleições em geral no país”.

“Ele estava em atividade, como é natural, e apenas pude encontrá-lo muito tarde. Disse-lhe que (…) a mudança da lei não era possível. A Assembleia não está em condições, nesta semana não funcionou em plenário”, contou.

O chefe de Estado lembrou que “mesmo havendo estado de emergência, como aconteceu com a pandemia, entendeu-se que a lei do estado de emergência não dava abertura para o adiamento geral das eleições”.

“Hoje já tentei falar com o outro candidato, o dr. António José Seguro - que já tinha tomado posição sobre isso, mas só para dizer que falava com os dois candidatos e não apenas com aquele que se me tinha dirigido -, mas não foi possível”, disse. “Vou ver se ainda falo com ele hoje”.
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Lusa /

Barragem do Roxo no Alentejo atingiu cota máxima e já está a descarregar

A barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, atingiu a sua cota máxima e já está a descarregar água para uma ribeira que desagua no Rio Sado, confirmou hoje o presidente da associação gestora do empreendimento.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Beneficiários do Roxo (ABR), António Parreira, indicou que a água está a ser libertada através do descarregador de superfície, instalado cerca da cota 136, uma vez que esta barragem do distrito de Beja "está a 100%" da sua capacidade.

"Está a descarregar pelo descarregador de superfície, situação que estávamos com grande receio, porque já estamos com cheias muito grandes a jusante da barragem", frisou.

Segundo o presidente da ABR, não foram utilizados os descarregadores de fundo da barragem, inaugurada em 1967 e que serve o Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo, por problemas verificados numa válvula de uma das comportas.

"É um problema que temos que resolver quando a água baixar, lá para o final do verão", reconheceu António Parreira.

Questionado pela Lusa sobre os efeitos da forte precipitação registada nas últimas semanas nos campos servidos pelo aproveitamento hidroagrícola, o dirigente assegurou que "todos os terrenos que estão junto à barragem e à ribeira estão alagados".

"E os cereais que estiverem juntos à ribeira já morreram todos", acrescentou.

O presidente da ABR criticou ainda a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de realizar descargas na barragem de Alvito, no concelho de Cuba, no mesmo distrito, cuja água acabou por chegar ao Roxo.

"Nessa altura, chamámos a atenção da APA de que o Roxo, mais dia menos dia, ia encher e provocar aqui uma pressão grande na ribeira e nas estradas, que foi o que aconteceu", frisou".

António Parreira aludiu ainda à necessidade de se realizar uma limpeza da ribeira do Roxo, que a ABR solicitou anteriormente à APA.

"Limparam um bocadinho, mas pouco adiantou. E agora a APA diz que quem tem de limpar a ribeira são os agricultores", criticou o presidente da associação, insistindo que "a ribeira tem de ser limpa, porque isto é um perigo para populações".

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

 

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Lusa /

Quase 900 realojados em vários distritos do país

Quase 900 pessoas tiveram de ser realojadas desde domingo devido ao mau tempo em Portugal continental, anunciou hoje o comandante nacional da Proteção Civil.

"No total e até ao momento, foram deslocadas 884 pessoas, estando todas elas devidamente realojadas", disse Mário Silvestre na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

As evacuações ocorreram em vários distritos, disse o responsável, exemplificando: 37 pessoas foram retiradas de um acampamento em Viana do Castelo, uma idosa em São Martinho do Porto (Leiria), duas em Ferreira do Zêzere (Santarém), oito em Vila Chã de Ourique (Santarém), dez em Reguengo de Valada no Cartaxo (Santarém), 200 em Alcácer do Sal (Setúbal), 18 em Alcobertas (Santarém), nove em Alpiarça (Santarém), 16 em Grândola (Setúbal) e duas em Odemira (Beja).

Mário Silvestre lembrou que há ainda localidades isoladas no Cartaxo, Coimbra e Algarve, onde uma família de Alma Daninha (Vila do Bispo) recebe apoio dos bombeiros.

Em Reguengo de Alviela, no distrito de Santarém, a Proteção Civil está a "equacionar a evacuação" preventiva da população.

Com a precipitação a manter-se, a ANEPC alerta que os efeitos "vão continuar" e sublinha que o comportamento seguro dos cidadãos é crítico nesta fase.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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RTP /

Marcelo satisfeito com intervenção do Governo e espera que se aprenda a lição para o futuro

O presidente da República disse ter dicado satisfeito com a intervenção de ontem do Governo, porque “era muito importante, depois do anúncio do plano, mostrar que o plano estava a ser executado”.

“O plano é um papel, o plano é um documento. E uma coisa é um documento e outra coisa é as pessoas sentirem no seu bolso, sentirem nas suas casas, sentirem na sua vida”, defendeu.

O chefe de Estado lembrou ainda que “a recuperação é sempre muito mais longa do que as medidas de curto prazo”.

Na visão do presidente, é necessário aprender “para o futuro” que “as situações de risco estão cada vez mais difíceis, mais complicadas, mais exigentes e, portanto, a prevenção e a resposta têm de ser mais exigentes, mais completas, preparadas com mais tempo”.

“Isso é uma lição que todos estamos a aprender todos os dias e que significa que, de cada vez que intervém a Proteção Civil, é melhor do que da última vez”, afirmou aos jornalistas.
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RTP /

Douro saltou as margens e obrigou a evacuar habitações

O Douro também saltou as margens no Porto e em Gaia e Miragaia a água subiu quase um metro mas, para já, sem causar grandes prejuízos. A Capitania do Douro subiu o nível de alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho. Na Régua, pode ser mesmo necessário evacuar habitações da zona próxima ao rio Douro.


E as próximas horas não devem trazer alívio já que as barragens continuam a ter que fazer descargas.
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RTP /

Várias localidades isoladas em Santarém

No Vale do Tejo, na zona de Santarém, a noite foi de aflição. Várias localidades ficaram isoladas e 250 pessoas foram deslocadas. Cinquenta dormiram no pavilhão municipal.

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Lusa /

Subida do caudal dos rios Douro e Arda motiva fecho de acessos em Castelo de Paiva

A proteção Civil de Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro, fechou os acessos às zonas ribeirinhas devido à subida dos caudais dos rios Douro e Arda, onde a água se aproximou de algumas concessões, disse hoje o presidente.

"Toda a margem ribeirinha do Douro está cortada. Os rios já galgaram as margens ribeirinhas. Neste momento ainda não temos nenhuma habitação própria em risco, temos sim algumas infraestruturas municipais, algumas concessões junto à margem ribeirinha com água próxima", disse Ricardo Cardoso, num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 12:00.

O autarca, que disse estar a acompanhar a situação em Pedorido, freguesia situada na margem esquerda do rio Douro, acrescentou que a Proteção Civil "está no terreno a monitorizar margens e os leitos para salvaguardar as pessoas".

Além dos acessos, foram fechadas as concessões e feitos alertas à população.

"No que diz respeito a pessoas, está tudo a correr bem, não existe nenhuma pessoa em risco, nem nenhuma habitação particular", reforçou o autarca, aproveitando para fazer um apelo para que a população adote comportamentos cautelosos.

Ricardo Cardoso fez, ainda, um alerta para o perigo de aluimentos e derrocadas, apontando que estão já registadas "dezena de ocorrências desde vias públicas, vias particulares, acessos particulares, algumas infraestruturas particulares, e anexos em risco de ruir".

A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio Douro e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto, Pedro Cervaens, num ponto de situação cerca das 07:30.

"Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas", explicou Pedro Cervaens.

Entre as medidas possíveis podem ser implementados "condicionamentos mais restritos" no municípios onde o rio Douro e rios afluentes possam causar danos.

O rio Douro transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Vila Nova de Gaia, com a água a entrar na zona das esplanadas.

Também no Peso da Régua, distrito de Vila Real, O presidente da Câmara admitiu a possibilidade de ser acionado um plano para evacuação das habitações da zona próxima ao rio Douro que "entrou em fase de saturação", disse à Lusa José Manuel Gonçalves, cerca das 09:30.

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RTP /

Proteção Civil. Mais de sete mil ocorrências desde domingo

Mário Silvestre, comandante nacional de Proteção Civil, indicou que foram registadas 7.517 ocorrências desde domingo, com 26.504 operacionais envolvidos e 10.505 meios terrestres. Há ainda cinco helicópteros no ar, que estão a monitorizar sobretudo os principais cursos de água.

Grande parte das ocorrências são de queda de árvores, deslocamento de terras ou ravinamentos, inundações e quedas de estruturas.
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RTP /

Pedidos de ajuda na sequência das intempéries envolvem já 350 a 400 milhões de euros, revela Montenegro

De visita a Santarém, o primeiro ministro avançou números provisórios no que toca aos pedidos de apoio do Estado, Há já 450 pessoas que pediram apoio online para as suas residências. Na agricultura há cerca de 1200 pedidos e também 1200 solicitações de empresas. O valor de disponibilidade financeira ultrapassa já os 350 a 400 milhões de euros, afirma Luís Montenegro.

O chefe do executivo argumentou que há ainda 275 espaços cidadão disponíveis para ajudar os cidadãos a preencher os formulários com os pedidos de ajuda.
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RTP /

Depressão Marta. Rajadas podem chegar aos 100km/hora

Mário Silvestre, comandante nacional de Proteção Civil, alerta para os possíveis efeitos da depressão Marta, sobretudo no atual quadro meteorológico atual, após várias depressões. 

A precipitação forte será sentida sobretudo na noite de sexta-feira para sábado. Alertou também para o vento, com rajadas que podem chegar aos 100km/hora.

O responsável destacou que as principais preocupações são neste momento o rio Douro, devido à descarga das barragens espanholas, o rio Mondego, já que a cota da barragem da Aguieira "subiu significativamente" e ainda o rio Tejo, devido às descargas das barragens espanholas de Alcantara e Cadilhe. 

A esta altura, Alcácer do Sal e Coruche são os locais de maior preocupação com as inundações.

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Lusa /

Prioridade em Ourém é restabelecimento de energia elétrica e apoio a desalojados e deslocados

A prioridade para o presidente da Câmara de Ourém é o total restabelecimento de energia elétrica no concelho e o apoio aos 40 desalojados e aos vários deslocados que continuam sem condições de segurança para regressar a casa.

Luís Albuquerque afirmou à agência Lusa que 23% da população ainda não tem eletricidade, sendo que o abastecimento de água está praticamente restabelecido, "com 99,5% do concelho coberto".

"Onde não há são as pessoas que não têm rede pública, ou têm furos, não há eletricidade nesses locais, ou algumas casas podem ainda ter alguns problemas, o que está a afetar o reabastecimento", explicou o presidente da Câmara de Ourém, no distrito de Santarém.

Para o autarca, a principal prioridade é "retomar a eletricidade nestes 23%".

"A segunda prioridade é o restabelecimento das cerca de 10 mil casas que estão destelhadas. Aí é preciso mão de obra, materiais e disponibilização de equipamentos, nomeadamente de elevação, para que as pessoas possam ir acima dos telhados", observou.

Em Ourém existem, neste momento, 40 desalojados, revelou o presidente, ao referir que estão a ser acompanhadas em instalações, onde lhes é também fornecida alimentação.

"Depois há muitos deslocados que ficaram sem casa, mas que conseguiram encontrar abrigo em casa de familiares. São muitos, portanto. As nossas prioridades também passam por fazer regressar essas pessoas às suas casas que ficaram sem condições de habitabilidade o mais rápido possível".

Luís Albuquerque assegurou ainda que estão no terreno várias equipas de ação social, divididas por setores ao longo do concelho, para identificar as situações mais complicadas.

Segundo o autarca, a Be Water, empresa responsável pelo abastecimento de água em Ourém, irá "isentar a taxa da tarifa fixa das pessoas que estiveram alguns dias sem água", permitir pagamento a prestações e o adiamento de faturas nestes meses, "e a cobrança ser feita de acordo com o primeiro escalão, porque está a haver muitas roturas".

Para Luís Albuquerque, o "pior ainda está para vir", que é "reconstruir tudo".

"Isto foi uma tragédia sem precedentes e de dimensão inimaginável, só quem anda no terreno é que percebe a dimensão. Foi terrível. Mas agora temos o trabalho pela frente de reerguer e de reconstruir e é isso que estamos a trabalhar para que rapidamente todos em conjunto o possamos fazer", disse.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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Ordem dos psícólogos mobilizou equipas para apoio em quatro municípios

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) ativou, na quinta-feira, a Bolsa de Intervenção em Crise e Catástrofe para reforçar o apoio psicológico às populações afetadas pela tempestade em Pombal, Batalha, Alcácer e Grândola, anunciou hoje a bastonária da Ordem.

Sofia Ramalho disse à agência Lusa que a ativação da bolsa foi solicitada pelo Centro de Apoio de Intervenção Psicológica em Crise (CAPIC) do INEM, em articulação com o Ministério da Saúde, e por autarquias articuladas com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANECP).

"Estamos a falar, neste momento, de quatro concelhos, Pombal, Batalha, Alcácer e Grândola, que nos pediram ajuda", precisou.

A bastonária sublinhou que as equipas que estão no terreno já incluem psicólogos que estão a trabalhar diretamente com as autarquias na resposta de emergência junto da população, mas já não são suficientes face às necessidades.

Nesse contexto, e também a pedido da ministra da Saúde, foi acionada a Bolsa de Intervenção em Crise e Catástrofe da OPP, constituída por cerca de 2.500 psicólogos que foram treinados especificamente para a intervenção em crise e catástrofe pela Ordem.

As equipas que a OPP colocou no terreno estão organizadas e respondem a uma cadeia de comandos, nomeadamente ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e à ANECP.

Segundo Sofia Ramalho, as equipas vão complementar e reforçar as necessidades no terreno, sendo constituídas por cinco psicólogos, um dos quais responsável pela coordenação local com as entidades no terreno.

"Neste momento, temos prontas cerca de 10 equipas de intervenção e à medida que for sendo necessário este reforço em outras localidades, enviamos para lá os psicólogos que estão treinados para intervir em situação de crise, de emergência, e para prestar primeiros socorros psicológicos" junto da população.

Estas equipas avaliam no terreno as necessidades de intervenção psicológica de emergência e fazem pontos de situação diários com as autoridades.

A OPP criou também uma `task force` que está a coordenar a organização interna para providenciar "a ida em segurança destas equipas", disse Sofia Ramalho.

A bastonária explicou que as pessoas têm diferentes formas de reagir à situação de crise e catástrofe, mas estão "num estado de ansiedade grande porque se avizinha uma piora da situação, pelo menos até ao final do dia de amanhã [sábado].

"As pessoas também reagem por antecipação. Isto cria situações, muitas vezes, de `stress` mais agudo, que necessita de uma intervenção imediata", salientou.

Alertou também para a especial vulnerabilidade de idosos, pessoas com deficiência e utentes de instituições de solidariedade social.

As crianças constituem também um grupo particularmente vulnerável, tal como adultos que, apesar de participarem ativamente na resposta à situação, concentrados em garantir a segurança, a sobrevivência e a recuperação dos seus bens, revelam maior dificuldade em responder de forma racional a esta "situação de enorme adversidade", disse Sofia Ramalho.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Momento-Chave
RTP /

Habitantes de Reguendo do Alviela retirados pelos bombeiros

Equipas da Força Especial da Proteção Civil de Santarém preparam-se para a segunda operação de retirada de habitantes que ficaram isolados em Reguendo do Alviela, Santarém.

De acordo com a agência Lusa, são cerca de trinta pessoas que se mantiveram nos pisos superiores das habitações cada vez mais submersas pela subida das águas do Rio Alviela que desagua no Tejo.

As duas equipas da Proteção Civil e os Bombeiros de Pernes montaram uma base de socorro junto à zona alagada a cerca de dois quilómetros das casas atingidas pelas cheias.

As pessoas que vão ser retiradas de Reguendo do Alviela vão depois ser conduzidas ou a casas de familiares ou, em caso de necessidade, ao centro de acolhimento instalado no Centro Desportivo de Santarém.
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Momento-Chave
RTP /

Montenegro visita Santarém. "Quis vir sem aviso prévio para saber no terreno como esta operação está a decorrer"

O primeiro-ministro visitou o pavilhão municipal onde está a ser dado apoio às populações. "Quis vir sem aviso prévio para saber no terreno como esta operação está a decorrer e ter garantias de que nós não deixamos mesmo de tomar as medidas para salvaguardar a vida das pessoas", disse.

"Temos aqui uma prioridade que está acima de todas as outras, a salvaguarda da vida das pessoas", argumenta Luís Montenegro.

O primeiro-ministro defendeu ainda que "a democracia funciona, mesmo com grandes desafios como os que temos hoje", deixando a garantia de que os meios do Estado vão fazer todos os possíveis para garantir o segurança dos locais de votação, bem como dos acessos dos eleitores a esses locais. Caso não haja condições em locais específicos, há a possibilidade de fazer eleições uma semana depois.  


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Lusa /

Militares deslocados nas zonas afetadas desconhecem se podem ir votar

Militares deslocados nas zonas afetadas pelo mau tempo desconhecem se podem ir votar no domingo para a eleição do Presidente da República e futuro Comandante Supremo das Forças Armadas, o que está a gerar descontentamento, segundo várias fontes.

"Não sabemos se votamos cá ou se vamos votar nas nossas localidades", disse à agência Lusa um militar que se encontrava em Leiria, adiantando ficar "triste e chateado como cidadão e como militar" se não puder exercer este direito.

Para este militar, a situação "é mais grave porque a eleição é para o futuro Comandante Supremo das Forças Armadas".

"Não me interessa onde, o que me interessa é votar", acrescentou o militar, que pediu para não ser identificado.

Também em Leiria, um outro militar declarou que "ficaria triste" caso não votasse.

"É uma obrigação e um dever. Têm de arranjar solução para isso", disse.

A Lusa questionou o Ministério da Defesa Nacional, mas ainda não obteve resposta.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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RTP /

André Ventura reafirma que podia ser decretado o Estado de Emergência para adiar as eleições de domingo e deixa críticas

O candidato a Presidente da República disse no fim da manhã, em Beja, que deveria ter sido decretado o Estado de Emergência para que se pudesse adiar as eleições. Diz que os políticos falharam ao não conseguir encontrar soluções para adiar o ato eleitoral, depois de o Estado já ter falhado na prevenção e no acompanhamento.

"Agora falhamos ao obrigá-los a ir votar no meio desta devastação", afirma o candidato, acrescentando que as autoridades têm pedido para as pessoas não sairem de casa e ao mesmo tempo mantém-se a votação de domingo.

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RTP /

Galgamento do Rio Alcoa obriga a realojar 17 pessoas em Alcobaça

Dezassete pessoas foram na última noite retiradas das suas casas junto às Termas da Piedade, em Alcobaça, devido à subida do caudal do Rio Alcoa, que galgou as margens, informou a câmara municipal.

Neste concelho do distrito de Leiria, "a situação piorou durante a noite, com o rompimento do Rio Alcoa, o que obrigou à retirada de pessoas na zona das Termas da Piedade, por não terem condições de ali continuar", disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues.

De acordo com o autarca, "17 pessoas foram retiradas de casa, tendo a maioria sido acolhida em casas de familiares. Três foram alojadas pela câmara numa pensão".

Estes 17 desalojados somam-se a outras nove pessoas que tinham sido retiradas de casa na quinta-feira, segundo informou então o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.
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Lusa /

Ordem dos Solicitadores apoia afetados com registo gratuito dos danos

A Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE) anunciou hoje um apoio gratuito aos afetados pela tempestade Kristin para registar os danos causados, importante para pedir compensações pelos prejuízos.

Em comunicado, a OSAE adianta ter criado uma Bolsa de Solicitadores Voluntários, à qual podem recorrer pessoas, empresas e entidades dos concelhos afetados pela tempestade e abrangidos pela situação de calamidade, que necessitem de registar, "com rigor e detalhe", os prejuízos sofridos.

Os solicitadores que integram a bolsa farão gratuitamente um Auto de Constatação dos danos, "elemento que se pode revelar essencial para quem pretende pedir apoios públicos ou acionar seguros".

Segundo o comunicado, o Auto de Constatação, feito por um solicitador habilitado, "serve para descrever, de forma objetiva e rigorosa, os danos verificados num determinado local ou bem, incluindo a identificação do prejuízo, descrições detalhadas, fotografias e outros elementos relevantes, permitindo comprovar o que aconteceu" e "pode fazer a diferença na avaliação e atribuição de apoios, nomeadamente nos casos de complexidade e orçamento mais elevados".

"O objetivo é garantir que todos os cidadãos têm acesso a um registo técnico válido, sem custos, e, ao mesmo tempo, prevenir situações de fraude e aproveitamento indevido, promovidas por quem procura prestar e cobrar por serviços que pressupõem qualificação para tal", indica a OSAE.

Os interessados podem contactar diretamente um dos Solicitadores inscritos na Bolsa de Voluntários da OSAE, tendo a informação sobre a iniciativa sido também comunicada às Câmaras Municipais, à Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) envolvidas.

"Num momento em que tantos cidadãos enfrentam perdas e vivem em incerteza, os solicitadores da OSAE assumem a sua responsabilidade cívica, colocando experiência e profissionalismo ao serviço de quem mais precisa. Esta bolsa é um instrumento concreto de apoio e justiça. O registo adequado dos danos é um passo decisivo para assegurar direitos, acionar seguros e aceder a apoios", adianta a bastonária da OSAE, Anabela Veloso, citada no comunicado.

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Momento-Chave
RTP /

"Estado tem de ser simples, rápido e presente", diz ministro Gonçalo Saraiva Matias

O ministro adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, esteve reunido com o presidente da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, e com a CIM Oeste para transmitir as decisões tomadas em Conselho de Ministros e “as ações que o Governo desencadeou no terreno para agilizar os mecanismos de apoio à calamidade na Região Centro”, tendo ainda ouvido os autarcas sobre as dificuldades sentidas.

Em comunicado, o Ministério da Reforma do Estado lembra que no portal gov.pt e também na página apoioscalamidade.gov.pt foram agregadas as informações e apoios das mais diversas entidades para dar resposta aos cidadãos afetados pela tempestade.

“Também os 275 Espaços Cidadão nas zonas abrangidas nos 68 municípios afetados prestarão informações sobre os apoios disponibilizados pelo Estado e realizarão serviços para auxílio aos processos de candidaturas a apoios, a partir de hoje, para além dos serviços essenciais como por exemplo a renovação do cartão de cidadão ou o pedido da certidão predial”, lê-se no comunicado.

No terreno estarão, a partir de hoje, 12 carrinhas móveis equipadas com espaço cidadão e internet móvel para apoio a candidaturas nas freguesias onde as condições são mais adversas, nos concelhos de Leiria, Marinha Grande, Pombal, Coimbra e Ourém.

“Num momento de emergência, o Estado tem de ser simples, rápido e presente. Esta solução garante que ninguém fica para trás”, referiu o ministro Gonçalo Saraiva Martins.
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Lusa /

Seguradoras querem que criação de fundo para catástrofes seja uma prioridade

As seguradoras portuguesas saúdam as declarações do Governo sobre a criação de um mecanismo permanente para responder a catástrofes naturais, tendo entregue uma declaração conjunta para que isto seja uma prioridade, anunciou hoje a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Os líderes das empresas seguradoras que operam em Portugal "entregaram uma declaração conjunta apelando ao poder político para que esta matéria seja assumida como uma prioridade estratégica de interesse público", indicou a APS, em comunicado.

Em causa estão declarações do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista ao Público e à Renascença, nas quais disse que "é propósito" do Governo para este ano a criação de um fundo de catástrofes e que, para tal, estão a trabalhar com o regulador dos seguros.

Segundo o ministro, o fundo "será capitalizado com o seguro dos imóveis e dos equipamentos e depois com o resseguro".

A APS saúdou esta intenção e salientou que, "nos últimos 20 anos, o setor segurador português pagou mais de 1.000 milhões de euros em indemnizações associadas a eventos climáticos extremos", e mais de 60% desse valor ocorreu na última década.

As seguradoras manifestaram também "total disponibilidade para colaborar com o Estado e com as entidades competentes na definição de um modelo nacional de proteção robusto e sustentável, assente em princípios de solidariedade, prevenção e partilha de riscos, à semelhança do que já existe na maioria dos países europeus".

Entre os eventos com maiores prejuízos associados, de acordo com os dados da APS, destacam-se os incêndios de outubro de 2017, com perdas de 226 milhões de euros, a tempestade Leslie em outubro de 2018, com 101 milhões pagos pelas seguradoras, e a tempestade Martinho, em março de 2025, com 62 milhões de euros.

Já os danos da depressão Kristin ainda estão por apurar, mas fonte oficial da APS indicou à Lusa que as seguradoras já estão a avançar com pagamentos de sinistros relacionados com o mau tempo, sobretudo de menor dimensão.

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Lusa /

PSP de Leiria alerta população para falsos prestadores de serviços

O comandante distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP) disse hoje haver relatos de pessoas que estão a receber telefonemas de falsos prestadores de serviços na sequência do mau tempo e apelou para que os cidadãos não forneçam dados.

"Temos relatos de pessoas que agora estão a receber chamadas de prestadores de serviços que procuram obter dados pessoais e do número de pessoas em casa. Em especial, de pessoas que se passam por funcionários das águas ou da luz que pretendem medir o caudal e a qualidade da água e verificar as ligações elétricas, respetivamente, pretendendo agendar uma visita", disse à agência Lusa Domingos Urbano Antunes.

O comandante distrital reiterou que os cidadãos "não devem ceder quaisquer dados pessoais e nunca permitir a entrada dentro de casa" de estranhos, e explicou que "estas interpelações decorrem do estabelecimento paulatino das comunicações", pelo que as tentativas de burla ocorrem por via telefónica.

"Pedimos que não aceitem estas ajudas a não ser por via oficial", adiantou Domingos Urbano Antunes, alertando para que, nestes casos, contactem de imediato a PSP.

Aos cidadãos, apelou ainda para que "salvaguardem as suas propriedades", mas "não devem correr riscos desproporcionais, concretamente, com trabalhos em coberturas com elevado risco de queda".

"Entendemos a urgência, mas não podemos perder o sentido de proteção da vida", alertou o responsável distrital da PSP, garantindo que o comando continua "a registar uma baixa significativa da criminalidade, pelo menos a denunciada".

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Lusa /

Autoridades aconselham a gerir visualização de notícias em guia hoje lançado

As autoridades aconselharam hoje as pessoas afetadas pelo mau tempo a gerirem a visualização de notícias sobre inundações e tempestades, para evitar aumentar o sofrimento, mas mantendo-se informadas, e recomendam atenção especial às crianças.

Num guia conjunto lançado hoje, a Ordem dos Psicólogos, Direção-Geral da Saúde (DGS) e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) divulgam uma série de recomendações para ajudar a população a recuperar emocionalmente de situações de tempestade e inundações.

Entre as diversas recomendações estão a necessidade de gerir a visualização de notícias, dando prioridade a fontes oficiais de informação, mas sublinhando a necessidade de as pessoas se manterem informadas.

"Se a informação a que acede está a deixá-lo mais ansioso, reduza a visualização de notícias", defendem.

Para as crianças, sublinham a importância de validar o que sentem e de as ouvir, responder a dúvidas e, sempre que possível, manter a previsibilidade e as rotinas habituais, considerando que isso pode dar segurança aos mais novos.

Sugerem igualmente que se incentive as crianças e jovens a fazerem atividades de lazer de que gostem, mantendo-se distraídos, sublinhando que isso pode devolver a sensação de "normalidade".

"Também pode ser vantajoso atribuir-lhes pequenas responsabilidades e tarefas simples que as ajudem a sentir utilidade e controlo, como ajudar em casa, apoiar vizinhos/as ou pessoas mais novas", refere o documento.

Outro dos conselhos deste guia é preparar um plano de contacto quando as redes de comunicações habituais falham, combinando um ponto de encontro com familiares, para o caso de se ficar sem telefone e/ou internet.

A população deve ainda manter contactos importantes escritos num papel e, para obter informações e pedir ajuda, recorrer a vizinhos/as e a pontos de apoio locais como, por exemplo, junta de freguesia, bombeiros e/ou proteção civil.

Sempre que possível, use também um rádio portátil a pilhas (ou de manivela), tendo sempre pilhas de reserva, para acompanhar avisos e indicações das autoridades e localizar pontos de apoio.

Aceitar o impacto emocional de inundações e tempestades é outro dos conselhos das autoridades, que lembram que sentir emoções intensas "é uma parte da resposta natural" do ser humano e, por muito dolorosas que sejam, é preferível expressá-las em vez de as ignorar, para que possam diminuir.

A população deve ainda falar sobre o que sente e resistir à vontade de resolver tudo sozinho e de uma vez, lembrando que é compreensível querer "voltar ao normal", mas que esse sentimento de urgência pode aumentar o risco de acidentes.

"Foque-se em pequenas coisas de menor risco", refere o documento, que considera ainda importante que as populações restabeleçam comportamentos de autocuidado, lembrando que retomar ou investir no autocuidado permite recuperar alguma normalidade, bem como a perceção de controlo e alguma sensação de segurança.

Numa nota hoje divulgada, em que anuncia o lançamento do guia, a Ordem dos Psicólogos lembra que quando as pessoas são ameaçadas podem sentir medo e "ter todas as forças direcionadas para tentar sobreviver" ou salvar os pertencentes e, numa fase posterior, é usual sentir raiva e um sentimento de injustiça de ver o que se construiu ser danificado ou levado pela água ou vento.

Lembra ainda que urgência em reparar rapidamente o que ficou destruído para evitar novas perdas é compreensível, mas pode colocar a segurança das pessoas em risco, empurrando-as para decisões arriscadas, como subir a telhados, mexer em estruturas instáveis ou em sistemas elétricos.

A Ordem dos Psicólogos recorda que cada pessoa tem o seu ritmo e tempo de recuperação emocional, que pode ser mais rápida numas pessoas e mais demorada noutras.

O guia sugere que as pessoas se relacionem com outras que também viram a sua vida afetada, lembrando que escutar e falar com pessoas que passaram por situações semelhantes às nossas pode ajudar.

Recomenda a que se procure apoio e, se se identificar sinais de alerta, deve-se pedir ajuda, lembrando os contactos do Serviço de Aconselhamento Psicológico do SNS24 (808 24 24 24).

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Momento-Chave
RTP /

Câmara do Porto a monitorizar "segundo a segundo" a situação

O presidente da Câmara do Porto lembrou que as previsões indicam que a partir das 18h00 “a circunstância volte a ser mais complexa”, em linha como que aconteceu na última madrugada.

Aos jornalistas, Pedro Duarte disse ainda que graças às recomendações de segurança “não tem havido estragos particularmente complexos na cidade” e a situação, “dentro da gravidade que existe, está controlada”.

A autarquia está a monitorizar “segundo a segundo” toda a situação, assegurou.

Sobre o alerta vermelho para cheias no Rio Douro, o autarca disse ser muito importante que “a população esteja alerta” e “possa reagir com a calma que se impõe, mas com resposta pronta”.
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Lusa /

Eurodeputado do PSD diz que será pedida mobilização de ajuda no PE

O eurodeputado Paulo Nascimento Cabral (PSD) referiu hoje que será pedida, no Parlamento Europeu (PE), a mobilização de todos os apoios a Portugal, no âmbito do mau tempo, elogiando o "pedido rápido" de ativação de reserva agrícola.

"No PE também iremos solicitar que todos os apoios disponíveis e previstos para estas situações sejam mobilizados", disse o eurodeputado, referindo-se ao debate, na terça-feira, sobre prevenção e preparação de catástrofes naturais na União Europeia (UE), na sessão plenária em Estrasburgo (França).

O eurodeputado sublinhou ainda "o rápido pedido do Governo de Portugal para a ativação da reserva agrícola", adiantando que a delegação social-democrata tudo fará para que "o processo de ativação da reserva agrícola seja o mais rápido possível e que exista consenso entre os nossos colegas eurodeputados".

"Será um processo demorado até à reposição da normalidade, pois diversas infraestruturas fundamentais foram afetadas", referiu também Paulo Nascimento Cabral, acrescentando que "a agricultura e os agricultores sempre foram resilientes, e agora necessitamos muito que não desistam".

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, enviou na quinta-feira uma carta ao comissário europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura, informou hoje o ministério em comunicado.

O pedido a Christophe Hansen surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.

A este valor acrescem ainda os 275 milhões de euros do setor florestal.

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Lusa /

OesteCim vai coordenar candidaturas a apoios na região do Oeste

A Comunidade de intermunicipal do Oeste (OesteCim) vai coordenar os processos de candidaturas a apoios para reparação dos danos causados pela depressão Kristin na região do Oeste, informou hoje o presidente, Hermínio Rodrigues.

"Estamos já a preparar um procedimento para coordenar todos os processos de candidaturas para apoios às empresas e às famílias, em vez de estas estarem a ser feitas município a município", disse à agência Lusa o presidente da OesteCim, Hermínio Rodrigues.

A medida foi decidida na sequência de uma reunião dos 12 municípios do Oeste com o ministro adjunto e da Reforma Administrativa, Gonçalo Matias, a direção da estrutura de missão da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, I.P. (ARTE, I.P.) e o coordenador da Estrutura de Missão criada para apoiar a recuperação das áreas afetadas pela tempestade Kristin, Paulo Fernandes.

O encontro de trabalho, realizado na quinta-feira à noite, na sede da CIM, nas Caldas da Rainha, "foi uma reunião muito produtiva", afirmou Hermínio Rodrigues, adiantando que "o principal aspeto positivo foi a informação de que a partir de hoje vai haver um único formulário para que as pessoas se possam candidatar àqueles apoios que já são conhecidos, até aos 10 mil euros, para pequenos arranjos nas casas".

"O que temos agora é possibilidade de começarmos a fazer candidaturas e podermos avançar com as obras imediatamente para darmos, também nós, uma resposta positiva às nossas populações", acrescentou o também presidente da Câmara de Alcobaça.

Na região do Oeste, onde "há milhares de prejuízos em vários concelhos", a coordenação dos pedidos de apoio, com base nos levantamentos feitos pelos municípios "é um trabalho importantíssimo para darmos uma resposta satisfatória e rápida a todas as nossas populações e empresas", sustentou o autarca.

Na área da OesteCim, - que abrange os municípios de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, no distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa -- é ainda "impossível fazer uma estimativa dos prejuízos".

"Todos nós temos estragos em escolas, piscinas, estradas, condutas de água", causados pela depressão Kristin e agravados com "este temporal Leonardo que provocou uma destruição muito grande das condutas de água além dos territórios inundados", explicou Hermínio Rodrigues.

A área agrícola da região "foi também muito fustigada e temos que ter uma resposta rápida a todas estas situações, que pode ser agilizada através da coordenação da CIM, e da partilha de informação com todos os municípios para que todo o processo avance de forma mais célere", concluiu.

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Lusa /

Rio Minho transbordou e chegou às termas novas de Monção

O rio Minho transbordou na madrugada de hoje e chegou ao muro das termas novas de Monção, tendo inundado, entre outras zonas, o parque infantil, o exterior da piscina municipal e o estacionamento do parque das Caldas.

Contactado pela agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção, José Passos, explicou que desde o leito do rio, as águas avançaram mais de 100 metros, chegando a inundar o rés do chão das termas velhas.

A preocupação dos bombeiros é a água que está na cave das termas novas, onde se encontram as bombas do edifício.

"Estamos a tentar resolver a situação, mas contra a forma da natureza não é fácil. Era uma ajuda se as descargas da barragem de Frieira, na Galiza, diminuíssem", afirmou.

José Passos referiu que às 07:00 a barragem estava a debitar 3.000 metros cúbicos de água por segundo.

À Lusa, o capitão do porto de Caminha, Fernando Pereira, adiantou que foram ainda registadas inundações de algumas vias públicas em Valença e Vila Nova de Cerveira e, Caminha, na zona de Vilar de Mouros, com o transbordo do rio Coura.

Durante a madrugada, com a preia-mar, à água do mar atingiu o limite da praia de Moledo.

O comandante da Polícia Marítima (PM) adiantou que "as zonas atingidas estão identificadas pelos serviços municipais de proteção civil e, em coordenação com outros serviços e com a capitania, têm sido minimizados os impactos do mau tempo.

No vale do Lima, o nível das águas do rio Lima mantém-se inalterado desde quinta-feira.

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Lusa /

Empresa Municipal de Castanheira de Pera avança com recuperação de infraestruturas turísticas

A Prazilândia, Turismo e Ambiente, empresa municipal de Castanheira de Pera, anunciou hoje que se encontram em curso trabalhos de limpeza, avaliação e recuperação das infraestruturas turísticas do concelho, na sequência dos danos causados pela depressão Kristin.

"A Prazilândia assume o compromisso claro perante munícipes, parceiros e visitantes de que a recuperação será efetiva. A empresa garante que a Praia das Rocas e os restantes equipamentos turísticos estarão totalmente operacionais e revitalizados para a época balnear de 2026, prontos para receber os visitantes com qualidade e segurança", destacou.

De acordo com a empresa municipal, os ventos ciclónicos e a forte precipitação causaram estragos visíveis no arvoredo, infraestruturas de apoio e equipamentos de lazer, com particular incidência no complexo da Praia das Rocas.

Face a este cenário, a Prazilândia, em articulação com o Município de Castanheira de Pera, "mobilizou de imediato as suas equipas para o terreno".

"É destacado o trabalho incansável e a dedicação dos colaboradores que, desde a primeira hora, iniciaram as operações de limpeza e reconstrução, num esforço conjunto para salvaguardar o património turístico da região".

A empresa municipal registou ainda, com agrado, as inúmeras manifestações de solidariedade recebidas, "as quais servem de incentivo para repor a normalidade e continuar a dinamizar o turismo em Castanheira de Pera ao longo de todo o ano".

A Prazilândia, Turismo e Ambiente é uma empresa municipal, que iniciou a sua atividade no dia 17 de junho de 2003 e tem, entre outros, o objetivo de promover turisticamente o concelho de Castanheira de Pera.

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Lusa /

Gabinete de Apoio Psicológico criado na Batalha

A Câmara de Batalha, distrito de Leiria, anunciou hoje a criação de um Gabinete de Apoio Psicológico, em parceria com um grupo de voluntários com competência na área da Psicologia e a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC).

O gabinete irá "prestar primeiros socorros psicológicos e auxílio na dor, e promover a escuta ativa", e destina-se a todas as pessoas do concelho que foram vítimas da depressão Kristin.

"Queremos continuar a apoiar da melhor forma os nossos munícipes e, por isso, não podemos descurar a sua saúde mental, sobretudo neste momento mais frágil e vulnerável em que vivemos" justificou a vereadora Célia Ferreira.

Segundo a vereadora, esta ajuda é possível graças à disponibilidade "de um grupo de voluntários com competências em Psicologia, com o conhecimento e a proximidade dos profissionais de saúde da UCC, e ainda com o auxílio de profissionais da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que disponibiliza uma bolsa de voluntários para este efeito".

Para receberem este apoio gratuito, os interessados devem ligar para a Câmara Municipal (244769110) ou para a UCC da Batalha (244769922) e, posteriormente, serão contactados para o agendamento da consulta.

Os psicólogos ou profissionais com especialização em Psicologia que pretendam prestar auxílio voluntário neste gabinete poderão contactar o município.

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Lusa /

Leiria avalia segurança para regresso a casa de deslocados e para reabertura de vias

A Câmara de Leiria está a avaliar na manhã de hoje as condições de segurança para o regresso das pessoas deslocadas às suas casas e para a reabertura de estradas na sequência das cheias, afirmou o vereador Luís Lopes.

"O que estamos a fazer durante a manhã é, precisamente, validar se há condições de segurança, quer para reabrir as estradas, quer para as pessoas poderem voltar para as suas casas e para as fábricas que foram condicionadas durante o dia de ontem [quinta-feira]", disse à agência Lusa Luís Lopes, que tem o pelouro da Proteção Civil.

O autarca explicou que "a noite foi relativamente calma, comparando com o cenário" durante o dia de quinta-feira, registando-se "alguma estabilização dos caudais e até algumas das zonas deixaram de estar alagadas".

Ainda assim, houve "algumas árvores e algumas estruturas em queda", além de que "os solos continuam com muita água e muito instáveis, o que dificulta as operações".

Quanto à estação elevatória de Porto Figueira (entre Barreiros e Gândara dos Olivais), "foi condicionada pelas cheias", reconheceu.

"Apesar de termos feito uma proteção à volta da estação elevatória, houve entrada de água, mas pouca quantidade", adiantou, referindo que prosseguem "desobstruções e a reposição de algumas estruturas que foram afetadas" ainda pela depressão Kristin.

Segundo o autarca, decorrem também trabalhos por parte de militares e várias empresas "na recuperação de telhados e de alguns edifícios".

Na quinta-feira, o número de pessoas deslocadas foi de 66, sendo que 45 foram junto à Escola Profissional de Leiria (em São Romão) e "todas elas por meios próprios", além de 21 pessoas na zona da Ponte das Mestras, onde o Lena desagua no Lis.

Destas 21 pessoas, oito foram retiradas com recurso a embarcação dos Fuzileiros, assim como 18 ovelhas, explicou nesse dia Luís Lopes.

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Pessoas afetadas pela tempestade isentas de pagar cartão de cidadão

As pessoas que vivam num dos concelhos afetados pela tempestade Kristin e tenham perdido ou extraviado o cartão de cidadão, vão poder renová-lo sem pagar taxas, determinou hoje o Governo, em portaria publicada em Diário da República.

De acordo com a portaria, o Governo decidiu "determinar a isenção do pagamento de taxas pela renovação do cartão de cidadão perdido, extraviado ou inutilizado e pela emissão de cartão de cidadão nos casos de perda, extravio ou inutilização de bilhete de identidade vitalício".

A emissão ou renovação terá de ser feita até ao dia 31 de março e a portaria tem efeitos a partir do dia 28 de janeiro.

Para o efeito, terão de fazer prova de que houve "motivo comprovadamente imputável aos fenómenos adversos ocorridos nos concelhos abrangidos pela declaração de situação de calamidade decorrente da tempestade Kristin" e que vivem num dos concelhos afetados e onde foi decretada situação de calamidade.

O Governo justifica a medida com o facto de a tempestade Kristin, ter tido "expressão intensa em vários concelhos, provocando ocorrências significativas em todo o território nacional".

"Atenta a extensão dos danos já verificados, bem como a potencial evolução de outros fenómenos adversos, decorrentes de precipitação e vento anómalos, como cheias e deslizamentos de terras, considera-se adequado, a par das medidas excecionais e dos apoios a atribuir na decorrência da declaração de calamidade nos termos das referidas resoluções", aponta.

As populações das regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas pela passagem das tempestades no território do continente.

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RTP /

Eleições em duas mesas de voto de Santarém deverão ser adiadas

O presidente da Câmara de Santarém disse à RTP que as eleições deverão ser adiadas para dia 15, mas apenas nas mesas de voto de Ribeira de Santarém e de Reguengo de Alviela. A decisão será tomada esta tarde.
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Lusa /

Arruda dos Vinhos com 23 desalojados e aldeias isoladas

O número de desalojados no concelho de Arruda dos Vinhos subiu para 23, depois das casas terem ficado inabitáveis devido ao mau tempo, estando duas aldeias isoladas pelos cortes de estradas, disse hoje o presidente da Câmara Municipal.

"Na Estrada do Lapão, as 10 casas ficaram completamente inabitáveis e os moradores foram realojados em casas municipais ou de familiares", subindo de 12 para 23 o número de desalojados, afirmou o autarca, Carlos Alves, à agência Lusa.

Devido à existência de 18 estradas cortadas e oito condicionadas no concelho, "as pessoas estão a ficar isoladas", sublinhou, destacando os casos das localidades de Arranhó e Cardosas.

Entre as principais estradas cortadas, encontram-se a Variante de A-do-Mourão, a Estrada Nacional 115 entre Arranhó e Bucelas e Arranhó e Sobral de Monte Agraço.

Também face à dificuldade nas acessibilidades, o município de Arruda dos Vinhos decidiu encerrar o Centro Escolar de Arranhó.

"A Boa Viagem tem muita dificuldade em fazer os trajetos e os alunos em chegar à escola", disse.

Face ao número de estradas cortadas por deslizamentos de terras, a autarquia decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais no concelho.

Segundo o autarca, os deslizamentos de terras estão a acontecer porque "os terrenos já não conseguem absorver mais a água", o que está a provocar danos nas condutas e, em consequência, falhas no abastecimento à população.

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Momento-Chave
RTP /

População de Pombal manifesta-se às 20h00 por falta de eletricidade há mais de 10 dias

Foi convocada uma manifestação pacífica em Pombal, em frente à Câmara Municipal, marcada para o início da noite. Há mais de 10 dias consecutivos que várias aldeias do concelho de Pombal se encontram sem eletricidade. Os organizadores falam de falta de qualquer resposta eficaz, clara ou planeada por parte da E-REDES, deixando famílias inteiras numa situação de grande dificuldade, indignação e desespero.

Perante esta ausência de planeamento da E-REDES, soluções e de comunicação, a população decidiu manifestar-se de forma pacífica, expressando o seu desagrado e exigindo respostas urgentes.
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Momento-Chave
RTP /

Autoridade Marítima Nacional ajuda populações em Alcácer do Sal

Miguel Morais, comandante da Autoridade Marítima Nacional, disse à RTP que neste momento as equipas em Alcácer do Sal estão a apoiar as populações, ajudando nomeadamente a drenar a água de caves, lojas e residências.

Ao início a equipa da Autoridade Marítima Nacional era de 13 pessoas, permanecendo agora oito no local “para garantir a operação e a sustentabilidade”. Conforme seja necessário, podem ser mobilizados mais operacionais.

Nas imagens captadas pela RTP pode ver-se uma equipa que ajudou uma habitante a ir de bote até à sua casa para alimentar os animais de estimação.
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Momento-Chave
RTP /

Homem de 73 anos morre após cair de telhado no concelho de Leiria

Um homem de 73 anos morreu ao cair de um telhado na Ortigosa, concelho de Leiria, na quinta-feira à tarde, revelaram hoje à agência Lusa várias fontes.

Segundo fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, a vítima, em estado grave e paragem cardiorrespiratória, na sequência de queda de telhado, foi transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria.

No hospital, foi confirmado o óbito.

Lusa
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Momento-Chave
RTP /

Deslizamentos de terra provocam ruturas de água na região Oeste

A região Oeste está com várias ruturas no abastecimento de água. O comandante subregional da Proteção Civil, Carlos Silva, aponta à Antena 1 que a zona sul é a mais afetada, concelhos como Lourinhã, Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço, Alenquer e Arruda dos Vinhos.

A chuva tem provocado deslizamentos de terra, situação que está a provocar cortes de estradas locais mas também do abastecimento de água.

​Os caudais dos rios baixaram e choveu menos esta noite, sublinha o comandante, pelo que as situações de inundações melhoraram na Lourinhã e em Torres Vedras. Nos últimos dias, houve mais de 80 pessoas que ficaram desalojadas.
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Lusa /

Peso da Régua prepara plano para evacuação junto ao Douro

 

O presidente da Câmara de Peso da Régua admitiu hoje a possibilidade de ser acionado um plano para evacuação das habitações da zona próxima ao rio Douro que "entrou em fase de saturação" e transbordou esta noite.

"A situação está a agravar-se. Temos a água a metro e meio/dois metros da Avenida [João Franco]. Há uma tendência de subida. Temos definido no nosso plano para evacuação", disse José Manuel Gonçalves, cerca das 09:30, em declarações à agência Lusa.

A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto, Pedro Cervaens, num ponto de situação cerca das 07:30.

Em Peso da Régua, no distrito de Vila Real, o aumento do caudal do rio Douro era "expectável" e "o plano de ação está montado há vários dias", disse o presidente da Câmara, apontando que "previsivelmente o rio entrou em fase de saturação".

 

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Lusa /

Cheia no Sado em Alcácer do Sal com 100 operacionais e cortes de energia preventivos

A enchente do rio Sado junto a Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, conta com cerca de 100 operacionais no terreno, entre bombeiros, GNR e funcionários municipais, além de cortes de energia elétrica pontuais para prevenir danos.

""O rio já está a descer, mas ainda continua com um caudal muito elevado. Totalizámos, no final do dia de ontem [quinta-feira], 179 pessoas resgatadas", disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Segundo a mesma fonte, encontram-se no local cinco embarcações para ajudar à mobilidade nas zonas alagadas e cerca de 30 viaturas.

O responsável da Proteção Civil explicou que têm sido feitos cortes preventivos no fornecimento da energia elétrica para acautelar danos maiores em estabelecimentos e habitações, além de garantir a segurança dos agentes que circulam por entre a cheia.

"Os cortes na eletricidade vão acontecendo por causa do nível das aguas e consoante o mesmo, mas, depois, é logo feita a reposição, faseada", afirmou.

Na quinta-feira, Tiago Bugio alertou para o agravamento da situação em Alcácer do Sal dada a previsão de mais chuva com nova tempestade, esta nomeada Marta, no sábado.

"Há um novo fluxo de precipitação, também muito intenso e acompanhado de ventos fortes", especificou, acrescentando que este novo fenómeno meteorológico traz "preocupações acrescidas".

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Momento-Chave
RTP /

ANACOM lança recomendações aos operadores e ao Governo

A ANACOM decidiu avançar com um conjunto de medidas a recomendar aos operadores e outras a propor ao Governo para acelerar a reposição dos serviços de telecomunicações nas zonas afetadas pela tempestade, atenuando os impactos junto dos utilizadores.

A empresa propôs ao Governo, entre outras medidas, que os operadores “não suspendam o fornecimento dos serviços a utilizadores finais devido ao não pagamento de faturas” e que “promovam a celebração de um acordo de pagamentos de valores em dívida relativos ao fornecimento dos serviços, adequado aos rendimentos do utilizador final, e sem cobrança de juros de mora”.

“A ANACOM também tem estado a adotar medidas, designadamente ao nível da gestão de espectro, para contribuir para a resolução dos problemas, além de estar no terreno a trabalhar com as várias entidades”, lê-se no comunicado.
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Lusa /

Barragem de Cedillo com "tendência descendente" na descarga para Portugal

Espanha tem sete barragens em "aviso vermelho", o mais grave, na bacia hidrográfica do Tejo, incluindo a de Cedillo, na fronteira com Portugal, onde há porém "tendência descendente" na descarga.

"Destaque para a diminuição da descarga para Portugal a partir da barragem de Cedillo, cujo proprietário é a empresa Iberdrola, com 3.900 m³/s [metros cúbicos por segundo] e tendência descendente", disse a Confederação Hidrográfica do Tejo, num ponto de situação por volta das 09:45 locais (08:45 em Lisboa).

Na quinta-feira às 18:00 locais (17:00 em Lisboa), a barragem de Cedillo, na fronteira com Portugal, na confluência do Sever com o Tejo, estava a descarregar 6.348,55 metros cúbicos de água por segundo.

A barragem de Cedillo continua a ser a que está a libertar mais água em toda a área da Confederação Hidrográfica do Tejo, que gere diversos rios, e não apenas o Tejo, e se estende desde a região de Madrid até à da fronteira com Portugal.

Seis das sete barragens em nível vermelho por causa da quantidade de água acumulada estão localizadas na região de Cáceres, Extremadura, na fronteira com Portugal.

No total, há "25 barragens a fazer descargas significativas por causa das chuvas registadas durante os últimos dias, a situação das albufeiras e a previsão meteorológica, sete das quais em nível de aviso vermelho", explicou a Confederação Hidrográfica do Tejo.

Além da situação nas barragens, há 20 locais de medição de caudais de diversos rios em Espanha da bacia hidrográfica do Tejo também "em nível de aviso vermelho", por transbordos ou risco de transbordo.

Há também neste caso uma diminuição do número de caudais em risco máximo comparando com a tarde de quinta-feira (quando eram 23).

"O aviso de nível vermelho refere-se a situações hidrológicas muito perigosas com provável inundação de zonas habitadas e cortes de vias de comunicação significativas, sendo recomendável reforçar as medidas de proteção e os bens expostos", explicou a Confederação Hidrográfica do Tejo, que acrescentou que as autoridades continuam atentas "às previsões meteorológicas para os próximos dias e aos possíveis aumentos dos caudais".

O mau tempo em Espanha, com chuvas intensas, sobretudo com a passagem do temporal Leonardo nos últimos dias, colocou em alerta máximo caudais de rios e barragens em várias regiões, com registo de cheias e inundações em diversos locais.

A região que está a ter maior impacto da depressão Leonardo, que atinge e Península Ibérica desde quarta-feira, é a Andaluzia, no sul de Espanha, onde cheias e risco de inundações, assim como possíveis derrocadas, já levaram à retirada de mais de 7.000 pessoas de casa por precaução, disse a proteção civil local.

Uma mulher está desaparecida na zona de Málaga desde quarta-feira, depois de ter caído num curso de água.

A situação é "bastante difícil" e "nunca vista", afirmou o presidente da Junta da Andaluzia (governo regional), Juanma Moreno, na quinta-feira.

Em declarações a jornalistas, Juanma Moreno sublinhou que os solos estão "absolutamente saturados" e "já não engolem mais água, já não drenam mais água, já a cospem".

"O nível dos rios e ribeiras está acima do nível máximo em muitos locais da província de Cádis e do resto da Andaluzia", a que se somam algumas barragens, "que já estão praticamente a 100%", afirmou.

O presidente regional indicou que há barragens a ter de fazer descargas e que isso "lamentavelmente significa" que "haverá zonas afetadas".

Na Andaluzia há municípios isolados e dezenas de estradas cortadas ou com perturbações por causa de inundações e das chuvas.

Registam-se ainda perturbações nas ligações ferroviárias em toda a região.

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RTP /

FPF publicou regulamento de acesso ao Fundo de Catástrofes

A Federação Portuguesa de Futebol anunciou a publicação do regulamento do Fundo de Catástrofes, criado para apoiar os clubes e comunidades mais afetados pelas recentes intempéries, num montante global de 100 mil euros.

“Esta medida resulta da decisão célere da FPF, tomada na reunião de segunda-feira da Comissão Coordenadora para as Emergências no Futebol, que juntou representantes do Sindicato dos Jogadores, da Liga Portugal, da Associação Nacional de Treinadores de Futebol e da Mesa do Plenário das Associações Distritais e Regionais de Futebol aos representantes federativos”, lê-se em comunicado.
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Momento-Chave
Lusa /

Governo pede ativação da reserva agrícola da UE após perdas estimadas em 500 milhões de euros

O ministro da Agricultura e Mar enviou na quinta-feira uma carta ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura, informou hoje o ministério em comunicado.

O pedido de José Manuel Fernandes ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.

A este valor acrescem ainda os 275 milhões de euros do setor florestal.

Este mecanismo europeu permite uma resposta rápida em caso de crises que afetem a produção ou distribuição agrícola, com uma dotação anual total para a união de 450 milhões de euros.

Desta forma, José Manuel Fernandes, alertou para o facto da situação ainda não estar estabilizada, uma vez que as previsões meteorológicas, para os próximos dias, indicam a continuação de condições adversas, o que pode vir a agravar os danos já registados e dificultar os esforços de recuperação.

Os prejuízos sofridos pelos produtores e a consequente perda de rendimentos dos agricultores afetados em Portugal, colocam em risco a viabilidade económica nas regiões mais afetadas, relembrou ainda o ministério.

O pedido, agora feito, está previsto no artigo 16.º do regulamento da União Europeia (EU) nº 2021/2116, como medida essencial de apoio aos produtores afetados, surgindo na sequência de contactados já efetuados com os serviços da comissão europeia.

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Momento-Chave
Lusa /

Fundo da Cáritas de Leiria ultrapassa um milhão de euros

O Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin criado pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima ultrapassou na quinta-feira um milhão de euros, disse hoje à agência Lusa o diretor de serviços desta instituição.

Às 16:00 de quinta-feira, o fundo atingiu 1.084.313,18 euros.

"Acima de tudo, queremos deixar uma palavra de agradecimento a todos os benfeitores. Isto aumenta-nos a responsabilidade", afirmou Nelson Costa.

Este responsável assegurou que "este fundo será gerido com toda a transparência e com toda a dignidade, de forma também a dignificar o dinheiro que está a ser confiado" à Cáritas, para depois ser canalizado para as situações que foram afetadas pelo mau tempo.

De acordo com Nelson Costa, na quarta-feira à noite o fundo registava "30.123 transações, doações".

O menor valor é de um euro, o maior de 40 mil euros.

O fundo, financiado por donativos recolhidos por MB WAY, transferência bancária ou donativo `online`, foi criado no dia 30 de janeiro, após a Cáritas ter participado numa reunião da Proteção Civil com o Município de Leiria, e em sintonia com o bispo diocesano, José Ornelas.

Nesse dia, a instituição anunciou o reforço do apoio à comunidade, para assegurar que ninguém fica sem resposta, devido ao impacto do mau tempo, que também danificou instalações da instituição.

Referindo que acompanha com elevada preocupação a situação de emergência que ainda se vive em vários locais da região, "onde persistem falhas significativas no fornecimento de eletricidade, no abastecimento de água e nas comunicações, afetando um número considerável de famílias e instituições", a Cáritas fez ainda saber que coloca "à disposição todos os seus recursos humanos, logísticos e sociais para apoiar as pessoas em maior situação de vulnerabilidade".

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Lusa /

Cáritas alerta para vulnerabilidade habitacional de muitas pessoas, incluindo migrantes

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima alertou hoje para a vulnerabilidade habitacional em que se encontram muitas pessoas, incluindo migrantes, que "não podem ser esquecidos".

"É uma situação que nos está a preocupar bastante. Estamos a deparar-nos com situações de famílias que vivem em casas arrendadas, mas sem qualquer contrato, sem recibo de renda", afirmou à agência Lusa o diretor de serviços da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, Nelson Costa.

Segundo Nelson Costa, técnicos da instituição, na quinta-feira, depararam-se com "a situação de uma família que o único sítio onde pode dormir é na sala".

"Quando fomos fazer uma visita a esta habitação, as três crianças do agregado familiar estavam no carro, porque era o sítio mais seguro e mais digno para elas estarem", adiantou, referindo que a situação é no concelho de Leiria.

Neste momento, esta família de migrantes "continua a dormir na sala, porque há falta de resposta em matéria de habitação", tendo-lhe sido dito para procurarem uma casa, com a Cáritas a comprometer-se a apoiar.

Este responsável da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima frisou que a instituição está preocupada com a situação habitacional de todas as famílias afetadas pelo mau tempo, incluindo migrantes.

"Também eles precisam de dignidade e, efetivamente, nos tempos que correm e com extremismos que muitas vezes que aparecem...", observou.

Nelson Costa destacou que "estas pessoas são muito importantes também para Portugal, estão à procura de melhores condições de vida e lutam muito para ter melhores condições de vida".

"Esta tempestade também, mais uma vez, foi pôr em causa a dignidade e os projetos de vida de todas estas pessoas, desde o migrante ao português", acrescentou.

Nas redes sociais, a Cáritas adiantou ter distribuído "35 toneladas de alimentos e produtos de higiene" até às 12:00 de quinta-feira e apoiado diretamente 293 famílias, com cabazes e bens essenciais nas suas instalações

"Entre segunda-feira e quarta-feira, visitámos e acompanhámos diretamente 196 famílias nos vários concelhos da Diocese de Leiria-Fátima", sendo que na quinta-feira "estiveram 19 técnicos e voluntários no terreno, num trabalho incansável de proximidade, escuta e apoio direto".

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RTP /

Aumento do caudal do Douro leva água até à Ribeira de Gaia e do Porto

A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho. Devido à forte chuva em Portugal e Espanha, todas as barragens do rio Douro estão a libertar água.

"Havendo muita água, tem de ser libertada e é isso que nos preocupa", afirma Pedro Cervaens Costa, da Capotania do Porto do Douro e Leixões, dando como exemplo a barragem de Crestuma, que estava a libertar 7 mil metros cúbicos por segundo. 

Trata-se de descargas controladas e articuladas, tentando minimizar o impacto no caudal do rio. 

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Lusa /

Marinha Grande apela a cedência urgente de plataformas elevatórias com manobrador

O Município da Marinha Grande pediu hoje a colaboração de empresas e particulares para a cedência urgente de plataformas elevatórias com manobrador para apoiar a população na recuperação dos danos provocados pela depressão Kristin.

"Estes equipamentos são essenciais para apoiar as equipas de reparação e estabilização de estruturas, que estarão no terreno nos dias 07 e 08 de fevereiro", sábado e domingo, apelou a Câmara.

Esta é, de acordo com o município, uma forma de dar "resposta às dezenas de ocorrências que continuam a colocar em risco a segurança de famílias e edificações".

"A cedência temporária destes meios será determinante para garantir a intervenção rápida em coberturas danificadas, estruturas instáveis e edifícios com risco acrescido devido às infiltrações e ventos fortes que persistem após a tempestade".

Os interessados em colaborar devem contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil através do email smpc@cm-mgrande.pt.

O ponto de encontro é no estaleiro municipal, que fica na rua do Matadouro.

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Lusa /

Circulação suspensa na Linha do Douro entre Livração e Marco de Canaveses

A circulação ferroviária estava pelas 08:30 suspensa na Linha do Douro, entre Livração e Marco de Canaveses, devido a queda de pedras na via, disse à agência Lusa fonte da CP -- Comboios de Portugal.

Numa nota enviada à Lusa, a empresa informa que continua suspensa, devido a ocorrências relacionadas com o mau tempo, a circulação na Linha da Beira Baixa, entre Entroncamento e Castelo Branco, e Urbanos de Coimbra.

Na quinta-feira foi também suspensa a circulação, sem previsão de retoma, do comboio internacional Celta.

A circulação ferroviária continua ainda suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.

Na Linha da Beira Alta o serviço Intercidades realiza-se entre Coimbra e Guarda com recurso a material circulante diferente do habitual e na Linha do Norte efetuam-se os regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.

Segundo a CP, os comboios de longo curso Intercidades estão a efetuar-se de forma parcial, na Linha do Norte, entre Lisboa Santa Apolónia -- Pombal e entre Coimbra B -- Porto Campanhã, com recurso a material circulante diferente do habitual e com transbordo rodoviário entre as estações de Pombal e Coimbra B.

Na Linha de Cascais, os horários dos comboios sofreram alterações, pelo que a CP recomenda a sua consulta no seu `site`.

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RTP /

Coruche passou por momento "preocupante"

Nuno Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Coruche, contou à RTP que ontem houve uma “situação algo preocupante”, com o nível da água junto à vila a subir.

“Estivemos na iminência de termos aqui um galgamento do nosso dique de uma forma massiva”, afirmou.

“Tivemos casos pontuais. Acabou por alagar também aqui uma parte da nossa vila que ainda tem neste momento alguma água”.

Há em Coruche algumas ruas, residências e comércio alagados, o que obrigou à retirada de habitantes.

A autarquia continua alerta, já que se prevê mais chuva na próxima noite.
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RTP /

Autarca de Alcácer do Sal pede aos habitantes da zona baixa que deixem as suas casas

A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, disse à RTP que a descida das águas permitiu fazer um contacto com as pessoas que estão na zona baixa.

A autarca quis voltar a reforçar a necessidade de essas pessoas saírem das suas casas. “Queremos que fiquem em segurança, com mais conforto. Temos esse conforto para lhes dar”, explicou.

Clarisse Campos avançou que a Câmara já retirou de casa cerca de 200 pessoas e lembrou que, segundo as previsões, “ainda vem aí muita chuva”, pelo que é necessário “prevenir”.
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Momento-Chave
RTP /

Estradas condicionadas e interditas no Baixo Alentejo

Existem várias estradas condicionadas e interditas em todo o Baixo Alentejo, de acordo com um ponto de situação realizado às 9h00.

  • EM 538 Moura / Barca – INTERDITA (Monte Ameixial)
Aljustrel
  • EN2 Carregueiro – CONDICIONADA
  • EM527-2 Corte Vicente Anes / Monte Velhos – INTERDITA
  • EN383 Aljustrel / Montes Velhos – INTERDITA
  • EM1044 Jungeiros / Alvalade Sado – INTERDITA
  • EM527 Ervidel / Monte Velhos – CONDICIONADA
  • ER261 Rio de Moinhos / Alvalade Sado – CONDICIONADA
Ferreira do Alentejo
  • EN259 Ponte de Santa Margarida do Sado – INTERDITA
Serpa
  • EM514 Pulo do Lobo – INTERDITA
Vidigueira
EM1015 Marmelar / Alqueva – INTERDITA
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Momento-Chave
Andreia Martins - RTP /

Presidenciais. Último dia de campanha marcado por incerteza e mau tempo

A menos de 48 horas da segunda volta das eleições presidenciais, o cenário é de confusão e incerteza. Na quinta-feira, um dos candidatos avançou com a proposta de adiar o escrutínio em todo o país, mas a lei prevê apenas que cada município possa adiar a votação por oito dias "como último recurso e a título excecional".

Rui Alves Cardoso - RTP

Nas derradeiras horas de campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, a discussão centra-se na própria realização do sufrágio no próximo domingo. 

As últimas semanas têm sido marcadas pelas intempéries que fustigam o país desde 28 de janeiro e a campanha presidencial não fugiu à realidade que se impôs, sobretudo após os efeitos da depressão Kristin, com graves consequências para a Zona Centro do país. 

Ambos os candidatos cancelaram ações de campanha, visitaram algumas das zonas mais afetadas, participaram na recolha de bens e doaram lonas de cartazes.

A campanha oficial para a segunda volta das eleições presidenciais de domingo termina esta sexta-feira. António José Seguro vai estar na região Norte e André Ventura dirige-se para Alcácer do Sal. 

O candidato apoiado pelo PS, aquele que foi o mais votado da primeira volta das eleições presidenciais de 18 de janeiro, tem uma visita a uma empresa de tecnologia de saúde, no Porto, ao fim da manhã, e à noite fará um comício na Lionesa, em Matosinhos, no distrito do Porto.

Já o candidato apoiado pelo Chega e presidente desse mesmo partido, estará em Beja e também em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, um dos locais mais afetados pelo mau tempo e o primeiro a anunciar a decisão de adiar a realização de eleições.António José Seguro venceu a primeira volta das eleições presidenciais, realizadas a 18 de janeiro, com 31,11% dos votos. André Ventura foi o segundo candidato mais votado, com 23,52% dos votos. Na segunda volta, escolhe-se o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016. O próximo Presidente da República toma posse a 9 de março. 
Que municípios vão adiar a eleição?

Para além de Alcácer do Sal, também Arruda dos Vinhos e a Golegã decidiram adiar a votação por oito dias. Ou seja, estes três municípios votam a 15 de fevereiro na segunda volta das eleições presidenciais. 

Outros muncípios poderão anunciar uma decisão no mesmo sentido ao longo das próximas horas. 

No caso de Pombal, por exemplo, a autarquia anunciou já esta sexta-feira que vai realizar as eleições presidenciais este domingo, apesar das condicionantes como falta de energia e comunicações ao longo dos últimos dias. 

Em comunicado, a Câmara Municipal do Pombal informa que a decisão foi tomada na quinta-feira na reunião diária do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), onde têm assento várias entidades, incluindo o executivo municipal e as juntas de freguesia.

Na nota, a autarquia diz que estão reunidas as condições físicas para-a realização do ato eleitoral, mas que não está garantido o direito do período de reflexão, tendo em conta que a maioria dos habitantes está preocupada em resolver os estragos nos seus bens causados pelo mau tempo.

Entretanto, o município de Ourém confirmou que tem reunidas as condições para a realização da segunda volta no próximo domingo. 

"Para já, não estamos a pensar alterar nada. Temos as mesas de voto todas preparadas para que as pessoas possam votar. Aparentemente, não há impedimento de estradas. Ainda estamos a avaliar, mas em princípio vamos manter", disse à agência Lusa o presidente da Câmara.

Luís Albuquerque indicou que as linhas de água "estão a baixar" e por isso a previsão é de que "poderá haver condilções para que tudo se realize normalmente".  
O que diz a CNE?

Na quinta-feira, um dos candidatos presidenciais, André Ventura, avançou com a proposta de adiar as eleições. No entanto, a lei eleitoral não prevê nem permite essa possibilidade. Admite-se apenas que determinadas localidades atingidas por intempéries o possam fazer. 

Em comunicado, a Comissão Nacional de Eleições confirmava que não há qualquer alteração à data das eleições. 

"Em alguns municípios têm sido alterados os locais de voto, de forma a garantir o regular funcionamento do processo eleitoral, sendo este o método preferencial a ser adotado", indica a CNE, apelando aos eleitores para que consultem e confirmem o local de voto. 

No entanto, "como último recurso e a título excecional, os presidentes de câmara municipal podem adiar a votação em cada assembleia de voto", tendo por base "circunstâncias locais, excecionais e concretas, designadamente quando não estejam asseguradas condições de segurança, de acesso às secções de voto dos eleitores ou de funcionamento da assembleia de voto".

"A existência de estado de calamidade, avisos meteorológicos ou situações adversas de caráter geral não constitui, por si só, fundamento suficiente para o adiamento da votação ao nível concelhio ou distrital", vinca a Comissão Nacional de Eleições.

Obedecendo a critérios de "razoabilidade e proporcionalidade", a lei "não obriga o adiamento em todas as assembleias de voto do município nem permite o adiamento geral das eleições, a nível nacional".

"Qualquer decisão de adiamento da votação deve ser de imediato amplamente divulgada junto da população. A votação é obrigatoriamente realizada no 7.º dia posterior" e, independentemente de qualquer adiamento, "os resultados do escrutínio provisório são na mesma divulgados a partir das 20h00 do dia 8 de fevereiro".
"A lei é muito clara", diz Marcelo

Ainda na quinta-feira, em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa vincou que "a lei é muito clara" e que "são os presidentes da Câmara" que têm nas suas mãos a decisão de adiar ou não as eleições no seu município.

"A lei é o que é, estamos a dois dias das eleições, e portanto é a lei que deve ser aplicada", afirmou o atual Presidente da República. 

c/ Lusa
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Lusa /

Proteção Civil sem reporte de situações graves com subida dos caudais dos rios

A Proteção Civil informou hoje que não foram registadas durante a noite situações significativas relacionadas com aumento dos caudais dos rios, com exceção do Douro, que transbordou para as margens do Porto e Vila Nova de Gaia.

"Não temos conhecimento a esta hora [08h30] de situações gravosas. O aumento dos caudais dos rios continua a ser monitorizado pelos Comandos Sub-Regionais, mas não temos indicação de que durante a noite tenham sido retiradas mais pessoas", disse à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com Elísio Pereira, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, mas sem vitimas ou danos significativos.

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RTP /

Vila Franca de Xira mantém Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira avançou, em comunicado, que os cenários previstos para o comportamento do rio Tejo na última noite não se confirmaram, apesar da inundação de algumas zonas ribeirinhas.

“Face à continuidade de descargas elevadas das barragens, mantém-se ativo o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil”, acrescentou.

A autarquia e a Proteção Civil recomendam à população que evite zonas ribeirinhas, retire viaturas de zonas inundáveis, proteja bens e documentação importante e, em casos de cheias, se dirija para zonas altas ou pisos superiores.

“Em situação de emergência, os bombeiros emitirão um alerta com cinco toques de sirene”, vinca a Câmara.
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RTP /

EN3 reabriu na Azambuja mas água não dá tréguas em Vila Nova da Rainha

Na Azambuja, já reabriu a Estrada Nacional 3 na zona de Vila Nova da Rainha. Era um dos locais submersos pela água do Rio Tejo, que ainda não baixou na freguesia.

Ainda assim, a vereadora da Proteção Civil da Câmara da Azambuja, Ana Coelho, diz à Antena 1 que não houve um agravamento da situação esta noite. O município tem até agora 17 pessoas desalojadas e a aldeia do Porto da Palha continua isolada.
Gonçalo Costa Martins - Antena 1
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RTP /

Câmara de Loures ativa Plano Municipal de Emergência

A Câmara Municipal de Loures ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, “com uma dotação imediata de dois milhões de euros, destinada a garantir uma resposta rápida e eficaz aos danos provocados pelo mau tempo das últimas semanas e a assegurar a proteção das pessoas e bens no concelho”, lê-se em comunicado.

A ativação deste plano “permite agilizar procedimentos de contratação e intervenção, viabilizando ações urgentes como o desimpedimento de vias, a remoção de árvores caídas, a estabilização de taludes e a resolução de outras ocorrências que exigem resposta imediata no terreno”.

De acordo com a avaliação preliminar dos serviços municipais, os prejuízos já identificados ascendem a cerca de 17 milhões de euros e afetam escolas, vias municipais, muros e taludes, equipamentos municipais, assim como redes de água e coletores.

“Face à dimensão destes danos, é determinante a inclusão do concelho de Loures nas linhas de apoio extraordinárias lançadas pelo Governo, posição que já foi transmitida ao presidente da Área Metropolitana de Lisboa e à presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo”, refere o comunicado da autarquia.

Loures mantém uma atenção redobrada sobre cerca de 400 habitações localizadas em zonas de risco, “construídas há várias décadas em taludes e insuscetíveis de serem legalizadas”.

As situações consideradas mais urgentes já foram alvo de evacuação preventiva, encontrando-se todas as restantes sob monitorização permanente por parte dos serviços municipais e da Proteção Civil.
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Lusa /

Pombal com condições para realizar eleições presidenciais no domingo

O município do Pombal vai realizar as eleições presidenciais no domingo, apesar das condicionantes decorrentes da falta de energia e comunicações, mas alerta para a injustiça de grande parte da população não ter conseguido acompanhar a campanha.

Por causa das consequências do mau tempo, já três municípios decidiram adiar a realização das eleições presidenciais de domingo: Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã.

Em comunicado, a Câmara Municipal do Pombal informa que a decisão foi tomada na quinta-feira na reunião diária do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), onde têm assento várias entidades, incluindo o executivo municipal e as juntas de freguesia.

Na nota, a autarquia diz que estão reunidas as condições físicas para-a realização do ato eleitoral, mas que não está garantido o direito do período de reflexão, tendo em conta que a maioria dos habitantes está preocupada em resolver os estragos nos seus bens causados pelo mau tempo.

Insiste que esta situação cria uma "tremenda injustiça" para grande parte da população do concelho, que não conseguiu acompanhar a campanha eleitoral em igualdade de oportunidade com o restante território nacional devido às condicionantes do mau tempo.

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Lusa /

Capitania do Douro aumenta alerta de iminência de cheias para vermelho

 A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto.

"Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas", explicou Pedro Cervaens.

Em declarações à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro disse que só é permitida a navegação em regime de exceção, ou seja, "caso seja necessário por questões de segurança".

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RTP /

Chuva acalmou mas deverá voltar em breve a Alcácer do Sal

Em Alcácer do Sal a chuva está a dar alguma trégua e está a permitir a limpeza de algumas zonas ribeirinhas. No entanto, a preocupação continua, já que há previsões de mais chuva, como nos relata o jornalista da Antena 1, Nuno Amaral.
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Alpiarça
RTP /

Parque do Carril inundado e três casas evacuadas

No concelho de Alpiarça, confirmaram-se cheias em algumas zonas ribeirinhas. Uma casa teve de ser evacuada na Torrinha e houve mais duas evacuadas por prevenção, num total de sete pessoas.

Além das casas, a presidente da câmara municipal, Sónia Sanfona, diz à Antena 1 que houve um parque de merendas, o Parque do Carril, que não escapou às águas do Rio Tejo.

c/ Gonçalo Costa Martins - Antena 1
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Porto
RTP /

Douro extravasa margens

A água do Rio Douro galgou as margens e, em alguns pontos de Miragaia, atinge esta manhã o metro de altura. A situação afeta negócios, armazéns e entradas de habitações.

Na Ribeira do Porto há lençóis de água, mas esta não chegou às casas. Do lado de Gaia, como a cota é mais baixa, a água está mais alta, mas sem chegar aos edifícios.

O pico da subida da água, esta manhã, já terá sido atingido. A preocupação agora é com a preia-mar do final da tarde.

c/ Miguel Soares - Antena 1
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Ponto de situação
RTP /

Marta após Leonardo

  • A depressão Marta sucede à Leonardo e chega no sábado, segundo a meteorologia. Os efeitos vão começar a ser sentidos na Região Sul. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do Tejo. Prevê-se, uma vez mais, chuva intensa e persistente e rajadas de vento de até 100 quilómetros por hora, além de forte agitação marítima;


  • Esta sexta-feira são dez os distritos debaixo de aviso laranja devido à agitação maritima. A partir das 12h00, Viana do Castelo, Braga e Vila Real ficam igualmente a laranja por causa da queda de neve. No arquipélago da Madeira, a região da costa norte e Porto Santo estão a laranja face à agitação marítima;


  • Ao início da manhã desta sexta-feira, havia pouca chuva. Em Sines, no distrito de Setúbal, chuva acumulada era de quatro milímetros cúblicos por hora. Quanto às rajadas de vento, a situação estava também mais tranquila. Em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, não ultrapassava os 69 quilómetros por hora;


  • A Proteção Civil redobrou os apelos às populações das zonas ribeirinhas para que procurem zonas seguras. Entre domingo e as 19h00 de quarta-feira, houve registo de quase 6.800 ocorrências. No terreno estão quase 24 mil operacionais e nove mil meios terrestres. Há dezenas de aluimentos de terras e muitas zonas inundadas. O risco de cheias mantém-se elevado;


  • O caudal do Rio Tejo duplicou e está a provocar cheias. As barragens espanholas estão a fazer descargas e o mesmo acontece em Portugal, com parte das albufeiras a atingirem o limite máximo da capacidade. Quadro que obrigou a evacuar várias localidades;


  • O nível de alerta para cheias no Rio Douro passou a vermelho. Há risco de cheia iminente. Na última tarde, a subida do nível da água inundou parte de Miragaia, no Porto. Ainda assim, sem notícia de inundações em estabelecimentos comerciais ou casas. A população está alerta há vários dias;


  • Ainda há linhas ferroviárias suspensas. Segundo a CP, o comboio internacional Celta, que faz a ligação entre Porto e Vigo, está suspenso. Na Linha da Beira Baixa, a circulação está suspensa entre o Entroncamento e Castelo Branco. Em Coimbra, ainda não há circulação nos comboios urbanos;


  • Há igualmente várias estradas cortadas. Em santarém, a Nacional 365 está submersa. Na Golegã, a Estrada dos Lázaros e a Estrada do Burnel estão cortadas;


  • O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro. Foi ainda decretada a situação de contingência nas zonas com maior risco de inundações. A Proteção Civil mantém-se no nivel máximo de prontidão e o Exército mobilizou dois mil operacionais para ajudar as populações mais afetadas;


  • A Comissão Nacional de Eleições confirmou a realização da segunda volta das eleições presidenciais no próximo domingo, em todo o país. A estrutura esclarece que a existência de situação de calamidade ou de situações adversas de caráter geral não constitui fundamento suficiente para adiar o ato a nível concelhio ou distrital. A excepção aplica-se a municípios onde não estejam asseguradas condições de segurança e que poderão adiar a votação para 15 de fevereiro;


  • As eleições vão assim ser adiadas em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã. A CNE explica, todavia, que ainda não está decidido se o adiamento da votação será em todas as assembleias de voto de cada concelho ou apenas nas mais atingidas pelas intempéries;


  • O presidente da Repúblca, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sustentam que a chuva não pode impedir a democracia e a realização das eleições;


  • António José Seguro disse-se disposto a qualquer solução, desde que fosse respeitada a Constituição e a lei eleitoral. André Ventura saiu em defesa do adiamento das eleições, anunciando que iria sugerir ao adversário e a Marcelo Rebelo de Sousa que o ato se realizasse no dia 15.
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Segundo mais grave
Lusa /

Dez distritos sob aviso laranja devido a agitação marítima

Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Paulo Novais - Lusa

De acordo com o IPMA, devido à agitação marítima a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja até às 15h00, um alerta que estará em vigor até ao meio-dia de sábado nos distritos de Viana do Castelo, Porto e Beja.

No caso dos distritos de Aveiro, Leiria e Coimbra, o aviso vigora até às 06:00 de domingo, enquanto nos distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, o alerta irá continuar em vigor até às 09:00.

Também sob aviso laranja, mas por causa da neve, estão os distritos de Castelo Branco e Guarda, até à meia-noite de domingo.

O aviso laranja é emitido sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Às 6h30
Lusa /

Metro de Lisboa retomou operação normal em toda a rede

O Metropolitano de Lisboa retomou a operação, a partir das 6h30, em toda a rede, incluindo nas linhas Azul e Verde, que tinham sido alvo de medidas de proteção devido ao possível aumento do caudal do Tejo, segundo a empresa.

"Foi possível repor atempadamente as condições operacionais nas estações da frente ribeirinha, após as medidas de proteção adotadas durante a madrugada", informou hoje a empresa numa nota divulgada no seu site.

A empresa tinha alertado na quinta-feira para a possibilidade de existirem constrangimentos na operação do Metro, incluindo atraso na abertura das linhas Azul e Verde devido ao aumento do caudal do rio Tejo e da possibilidade de inundação das zonas ribeirinhas.

Por isso, o Metropolitano de Lisboa adotou medidas de proteção das infraestruturas e comboios junto à zona ribeirinha, nas estações Terreiro do Paço e Cais do Sodré.

As medidas de proteção foram adotadas nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, para "garantir tanto quanto possível a estanqueidade" nestas zonas.

Na quinta-feira, a circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa esteve interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico, mas foi retomada pelas 21h49.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Normalmente, o metro funciona entre as 6h30 e a 1h00.

Na quinta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou para uma subida do caudal do rio Tejo devido ao impacto de descargas das barragens espanholas, principalmente na Lezíria do Tejo.

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RTP /

Alcácer do Sal submersa

O Rio Sado não para de subir. Há 8 aldeias do concelho isoladas e 179 pessoas foram retiradas de casas, algumas com ajuda de mergulhadores. A câmara diz que não há condições para se realizarem eleições no domingo.

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RTP /

Principal problema na Região Oeste são os aluimentos de terras

Nos concelhos de Torres Vedras e Lourinhã há dezenas de estradas cortadas e as escolas estão encerradas.

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RTP /

Subida do Mondego deixou Ereira isolada em Montemor-O-Velho

O exército e os bombeiros ajudaram a transportar pessoas e bens, mas na aldeia de Meãs do Campo um deslizamento de terras cortou o trânsito na Nacional 111.

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RTP /

Aldeia do Lousal esteve isolada durante 24 horas

Habitantes desta povoação do concelho de Grândola disseram terem-se sentido abandonados e afirmam recear as próximas horas.

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RTP /

Tejo duplicou e está a provocar cheias

O caudal do Rio Tejo duplicou e está a provocar cheias em várias cidades ribeirinhas. Em Abrantes houve várias localidades que tiveram de ser evacuadas. No distrito de Santarém vários moradores tiveram de ser retirados.

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RTP /

Zonas de risco Rio Douro. Alerta da Proteção Civil passou a vermelho

O Serviço Municipal de Proteção Civil do Porto emitiu esta noite um aviso para cheias iminentes no rio Douro.

Foto: Hélder Silva - RTP

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RTP /

"A lei é muito clara". Marcelo descarta adiamento das eleições

Em declarações aos jornalistas, o presidente da República disse que não considera possível adiar as eleições presidenciais a nível nacional e invocou a lei.

Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

"A lei é muito clara, são os presidentes de câmara que têm essa decisão a seu cargo (...) a lei é o que é, estamos a dois dias das eleições, e portanto é a lei que deve ser aplicada", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

"Não vejo como seja possível votar uma lei a um dia do fim da campanha eleitoral", acrescentou.
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RTP /

Seguro defende que eleitores em condições de votar o façam no domingo

No entanto, o candidato remeteu para as autoridades a avaliação da situação em cada concelho para realizar ou não eleições.

Foto: José Coelho - Lusa

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RTP /

Ventura quer adiar a segunda volta das eleições presidenciais

O candidato propôs ao presidente da República que se decrete o estado de emergência. A lei eleitoral prevê possibilidade de adiamento, mas nos concelhos em situação de calamidade, não em todo o país.

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RTP /

O que diz a Constituição sobre um eventual adiamento das eleições?

O constitucionalista Gonçalo Fabião explicou, em entrevista à RTP, que é muito difícil adiar as eleições a nível nacional.

Explica que o adiamento só pode ser convocado caso a caso pelas autarquias e que mesmo se existisse uma situação de emergência em todo o país, o Presidente da República não poderia adiar as eleições.
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