Chaves ativa Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil
No âmbito da ativação desse plano, foi convocada reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil de Chaves “com o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso”, lê-se no comunicado.
Construtoras da região de Leiria focadas no apoio à reconstrução
"Desde o primeiro momento que esse tem sido o foco das empresas do setor, também por nossa sensibilização", afirmou à agência Lusa o secretário-geral da Aricop, Nuno Margarido, justificando com o facto de deixarem de estar asseguradas "as condições básicas das habitações e outros edifícios".
De acordo com Nuno Margarido, a Aricop registou "algumas empresas associadas com danos muito significativos, inclusive sem capacidade de produção", e defendeu ser "necessário assegurar apoios a fundo perdido".
"As obras em curso irão sofrer inevitáveis atrasos, o que nos preocupa", admitiu o secretário-geral da associação, explicando que "esses atrasos ficarão a dever-se à impossibilidade de lhes dar continuidade" devido às condições meteorológicas e "ao foco no apoio à reposição de coberturas de edifícios da comunidade".
A Aricop conta com cerca de 600 associados.
Lusa
LNEC mandatado para fazer auditoria a todas as infraestruturas
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou hoje que mandatou o LNEC para efetuar "uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas" na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.
No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para liderar essa auditoria porque as grandes infraestruturas, como "grandes taludes e pontes", não podem "estar em causa em situações limite" como aquelas que têm sido vividas no país.
O ministro das Infraestruturas disse ainda que a auditoria às infraestruturas será feita "nos próximos meses, nos próximos anos".
Bancos já têm disponíveis formulários para clientes pedirem moratórias
Fonte oficial da Caixa Geral de Depósitos disse à Lusa que o banco público "já disponibilizou estes formulários nas agências e gabinetes de empresas" e ainda nos canais digitais.
Também o BPI afirmou que "já operacionalizou todas as medidas públicas de apoio", incluindo os formulários para adesão às moratórias.
Já o BCP disse que tem a informação completa nas sucursais e que em breve os formulários para preenchimento estarão também disponíveis por via 'online'.
O Novo Banco disse à Lusa que tem toda a documentação disponível para pessoas ou empresas que queiram fazer o pedido de moratórias.
Por fim, o Santander Totta adiantou que, a partir de hoje, "os clientes já poderão formalizar a adesão às moratórias nos balcões". Depois, "a partir de 23 de fevereiro, todo o processo poderá ser feito 'online', através do 'site' do banco (netbanco)", explicou.
A propósito dos estragos provocados pela depressão Kristin, o Governo anunciou em 01 de fevereiro medidas abrangendo famílias, empresas e entidades públicas, incluindo moratórias no crédito à habitação (casa própria permanente) e crédito às empresas que suspendem o pagamento das prestações mensais.
O decreto-lei com as regras das moratórias permite aos clientes bancários individuais ou empresas dos municípios com declaração de estado de calamidade diferirem o pagamento do capital, dos juros e dos outros encargos associados aos créditos contratados até 28 de janeiro de 2026, sem entrarem em incumprimento.
Quando um cliente adere às moratórias e não paga capital e/ou juros durante determinados meses, esse valor não é perdoado, o que acontece é que será depois pago ao longo do tempo restante do contrato de crédito.
As moratórias são de 90 dias (até 27 de abril) e retroativas a 28 de janeiro. Ou seja, mesmo que um cliente só peça a moratória dia 10 de fevereiro e o banco lhe responda dia 13, a moratória inicia-se no dia 28 de janeiro.
Isso significa que clientes que já tenham pago prestações desde 28 de janeiro serão reembolsados dos valores pagos, mantendo-se a suspensão de pagamento no restante período.
Quanto a particulares, podem recorrer às moratórias os residentes nos concelhos abrangidos pela declaração de calamidade, assim como pessoas singulares não residentes nesses concelhos mas em situação de 'lay-off' por trabalharem em empresas sediadas ou com atividade nesses territórios.
Ficam excluídos os clientes com dívidas ao fisco ou Segurança Social, bem como aqueles que se encontrem em mora há mais de 90 dias no pagamento das prestações do crédito.
Nas empresas, podem pedir moratória as sediadas ou que exerçam atividade nos municípios afetados pela depressão.
Após o pedido de adesão, o banco dispõe de três dias úteis para informar o cliente se reúne as condições de acesso à moratória e um prazo máximo de cinco dias úteis para aplicar a suspensão.
O Governo prevê no decreto-lei que, após o período de moratórias de 90 dias, possa criar um regime de moratórias de mais 12 meses mas apenas para "as situações de danos mais profundos em que se justifique".
Na semana passada, a Deco Proteste alertou os consumidores para possíveis custos acrescidos dos créditos com a adesão à moratória, considerando que pode ser "um instrumento útil em situações de dificuldade financeira imediata", mas que o "modelo adotado volta a penalizar os consumidores mais vulneráveis".
É que, tal como nas moratórias da covid-19, o modelo permite que "os juros correspondentes ao período de suspensão continuam a ser contabilizados pelos bancos e são adicionados ao capital em dívida, o que resulta no aumento do montante total do crédito, das prestações futuras e dos encargos globais suportados pelo consumidor".
Por isso, a Deco Proteste aconselha os clientes a, antes de optar pela moratória, contactarem o seu banco para verificar se existem alternativas mais vantajosas.
Lusa
ANEPC deixa avisos à população devido ao mau tempo
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte e agitação marítima forte, principalmente nas regiões Norte e Centro.
- A desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
- Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
- Evitar o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis;
- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
- Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
- Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas potencialmente afetadas por cheias;
- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas;
- Garantir a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
- Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;
- Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;
- Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;
- Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;
- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
- Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
- Estar atento às informações da meteorologia, da Agência Portuguesa do Ambiente e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
Montemor-o-Velho cancelou Festival do Arroz e da Lampreia
O Festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho, que se deveria realizar em março, foi hoje cancelado por decisão municipal devido às cheias que afetam aquele concelho do Baixo Mondego, informou a autarquia.
Em nota enviada à agência Lusa, o município explicou que a decisão foi tomada na reunião do executivo "e surge num contexto excecional, marcado pelo impacto das cheias no Vale do Mondego".
A situação de cheias em Montemor-o-Velho afeta o quotidiano do concelho e da região do Baixo Mondego, "obrigando a recentrar as atenções no essencial: a proteção da população".
O certame, cujo nome oficial é "Festival do Arroz e da Lampreia -- Sabores do Campo e do Rio", estava agendado para decorrer nas tasquinhas instaladas numa tenda no largo de Feira de dias 06 a 08 e de 13 a 15 de março e nos restaurantes aderentes ao longo de todo aquele mês.
"Num momento em que o rio transborda e invade os campos e a vida das pessoas, a prioridade do Município é clara: prevenir riscos, proteger a população e concentrar recursos na resposta e recuperação do território", reforçou a Câmara Municipal.
Indicou ainda que o cancelamento da edição agendada para este ano "vai permitir redirecionar esforços, meios e investimento para o acompanhamento permanente da situação, o apoio às populações afetadas e a salvaguarda da segurança de pessoas e bens, com compromisso, resiliência e proximidade".
"O Festival do Arroz e da Lampreia regressará em 2027, com a força da sua identidade, o orgulho do território e a celebração dos sabores que fazem de Montemor-o-Velho uma referência".
Associação de exibidoras de cinema pondera medidas de apoio do Governo
A Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas (APEC) está a estudar as medidas de apoio do Governo aos exibidores afetados pelo mau tempo e pondera um pedido adicional ao Ministério da Cultura, disse à Lusa fonte da entidade.
De acordo com o diretor-geral da APEC, Fernando Ventura, que representa as principais exibidoras de cinema no país, o mau tempo teve impacto sobretudo na região de Leiria, com o montante de prejuízo nas salas de cinema ainda a ser apurado.
"A APEC, em conjunto com os exibidores afetados, está a estudar as medidas de apoio já disponibilizadas pelo Governo, não excluindo um pedido adicional de apoio ao Ministério da Cultura", afirmou o diretor-geral.
Por causa da intempérie provocada pelas depressões Kristin e Leonardo, o complexo Cinema City de Leiria, da exibidora LNC-Cinema City, sofreu inundações e teve de ser encerrado.
Na semana passada, a exibidora revelou que todo o centro comercial NorteSul, onde funciona o CinemaCity Leiria, está encerrado desde o dia 28 de janeiro, mas só uma semana depois é que os cinemas sofreram estragos com uma inundação pelas chuvas intensas.
Fonte da APEC disse à Lusa que esta é a situação mais grave entre os seus associados e que a hipótese de fazer um pedido adicional à tutela da Cultura insere-se também "num trabalho abrangente tendo em vista o crescimento do setor, da adesão do público e a valorização do cinema em geral e do cinema nacional, em particular".
A NLC - Cinema City não tem ainda uma previsão para a reabertura do complexo de cinemas em Leiria, que funciona na cidade desde 2007, com sete salas com capacidade para 1.475 lugares.
Este é o único complexo exclusivamente dedicado ao circuito comercial no distrito de Leiria, depois do encerramento das salas da exibidora Cineplace em Leiria e nas Caldas da Rainha.
Na cidade de Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva e no Teatro Miguel Franco -- que têm alguma programação de cinema -- também foram identificadas infiltrações e danos estruturais em vidros, ar condicionado, segundo um balanço da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, afetando a programação definida.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Cerca de 14% da população de Ourém sem energia elétrica
Cerca de 14% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, mantém-se sem energia elétrica quase 15 dias após a passagem da depressão Kristin, lamentou hoje o presidente da autarquia, Luís Albuquerque.
Em declarações à agência Lusa, Luís Albuquerque referiu que, de acordo com os últimos dados da E-Redes, "a percentagem de pessoas sem eletricidade é ainda de 14%, cerca de 4.500 pessoas", um pouco por todo o concelho.
"Há diversos locais onde ainda não foi possível restabelecer a ligação, especialmente mais no norte do concelho, o que não deixa de ser preocupante tendo em conta que já estamos quase há 15 dias desde a depressão. As pessoas estão a ficar desesperadas", contou.
Na opinião de Luís Albuquerque, "deviam ser reforçados os meios tanto na média tensão como na baixa tensão".
"Há zonas já com média tensão onde umas pessoas têm luz e outras não têm, porque a baixa tensão também está deteriorada e não tem havido capacidade de resposta", contou.
No que respeita ao abastecimento de água, o autarca disse ter indicação de que estará normalizado em praticamente todo o concelho.
A prioridade da autarquia tem sido apoiar as pessoas que estão desalojadas ou deslocadas devido ao mau tempo.
"Temos materiais, fruto da solidariedade de muitas empresas e de muitas pessoas. Temos telhas e lonas que as pessoas vêm buscar para tentar minimizar os estragos. Mas outra coisa é depois a reconstrução", frisou.
No final da semana passada, a autarquia contabilizou cerca de 40 desalojados, um número que se mantém: "Entretanto mais alguns foram identificados pelos nossos serviços sociais, mas houve outros que já puderam regressar às suas casas depois das intervenções feitas".
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
E-Redes garante estar a fazer tudo para repor eletricidade nas zonas afetadas
O presidente do conselho de administração da E-Redes afirmou hoje que a empresa está a fazer tudo para a reposição rápida da energia nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas avisou que não abdica da segurança.
"Estamos a fazer tudo, temos uma equipa vasta mobilizada para recuperar a zona de impacto da [depressão] Kristin e depois da Marta que se lhe seguiu", declarou à agência Lusa José Ferrari Careto, em Leiria.
Destacando que se trata de uma "devastação física", com "infraestrutura elétrica que foi fisicamente afetada", José Ferrari Careto reiterou que está "a fazer tudo para fazer uma recuperação rápida".
"Essa recuperação é feita com pessoas e as pessoas têm de trabalhar dentro de limites de segurança. E nós não vamos prescindir de assegurar que as nossas pessoas trabalham dentro desses limites e vamos ter de encontrar soluções para que consigamos resolver esse problema, mas nunca abdicando das medidas de segurança que as pessoas nos merecem", salientou.
Este responsável pela principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão lamentou ainda a vítima mortal e o ferido resultantes do acidente de trabalho, hoje em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, afetadas na sequência da depressão Kristin.
Os trabalhadores, da empresa Canas, estavam ao serviço da E-Redes.
José Ferrari Careto garantiu que a empresa "tem tido uma preocupação muito grande com a segurança das pessoas envolvidas" e tem "reforçado muito as condições de segurança", especificando que se trata de recuperações da rede que envolvem trabalho em altura e riscos elétricos.
"Não obstante, tivemos esta fatalidade", declarou, expressando as "condolências à família, aos colegas das pessoas envolvidas no acidente" e "a máxima solidariedade para com todos os envolvidos" no acidente.
Por outro lado, lembrou que se está "numa situação de calamidade" e "numa zona que envolve uma forte destruição de infraestrutura"".
"[Quero] fazer um apelo a todos, para que tenhamos consciência de que há riscos nos sítios por onde nos movimentamos, nomeadamente no que diz respeito a infraestrutura elétrica que possa ainda não estar reparada", destacou, pedindo que, em caso de alguma ocorrência ou dúvida, para não se "mexer em nenhum equipamento" e contactarem a empresa para esclarecer.
Sobre as causas do acidente de trabalho mortal, José Ferrari Careto disse não haver ainda nenhuma conclusão preliminar, decorrendo as averiguações.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Metro de Lisboa reabre acessos de seis estações que estavam encerradas
Assim, de acordo com uma nota do Metropolitano de Lisboa, na Linha Amarela - na estação de Odivelas, o acesso para a Rua Dr. Egas Moniz; Linha Azul - estação São Sebastião --- acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira e estação Terreiro do Paço --- acesso ao Cais das Colunas; Linha Verde - estação Rossio --- dois acessos para a Praça D. Pedro IV, estação Alvalade --- dois acessos para a Av. da Igreja e estação Roma --- dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América, foram reabertos.
Na sexta-feira, o Metro de Lisboa divulgou ter tomou medidas preventivas devido à previsão de agravamento das condições meteorológicas, com "especial incidência na frente ribeirinha de Lisboa".
Como medida preventiva para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais, foram instaladas barreiras de proteção em determinados acessos das estações consideradas mais críticas, mantendo-se operacionais os restantes acessos das mesmas estações, informou a empresa em comunicado.
Outras medidas adotadas incidiram sobre alterações aos locais habituais de parqueamento dos comboios, ao reforço da disponibilidade de meios de bombagem e a monitorização permanente do sistema de bombagem instalado no troço Jardim Zoológico/Praça de Espanha, o qual foi reforçado com a instalação de uma bomba adicional de elevado débito, detalhou.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).
Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.
Seguro manifestou solidariedade a autarcas de Montemor-o-Velho e Ereira
O presidente da República eleito António José Seguro manifestou-se hoje solidário para com os presidentes das autarquias de Montemor-o-Velho e Ereira, assoladas pela subida das águas do Mondego, em telefonemas onde também lhes agradeceu o esforço eleitoral.
Ouvido pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia da Ereira, Nelson Carvalho, contou que António José Seguro agradeceu "todo o esforço" que a autarquia local tem feito na gestão da crise "e a boa coordenação" entre todas as entidades.
"E agradeceu muito o exemplo do ato eleitoral de domingo, ficou muito sensibilizado e emocionado com a resposta que a população da Ereira deu nas eleições", vincou o autarca.
"Está solidário connosco. Está connosco nas preocupações e na angústia e deixou um forte abraço de conforto para todos e disponível para o que precisarmos", acrescentou Nelson Carvalho.
O presidente da freguesia que está isolada há seis dias, devido à subida de águas do Mondego nos campos agrícolas em redor da aldeia, garantiu ainda nada ter pedido, no telefonema desta manhã, ao Presidente da República eleito.
"Não lhe pedi nada, para já, neste momento, é um cidadão como eu. Mas gostei muito do gesto e da disponibilidade futura em ajudar", declarou Nelson Carvalho.
Já o presidente do município de Montemor-o-Velho (distrito de Coimbra), José Veríssimo, classificou o telefonema recebido de António José Seguro como "uma conversa simbólica, mas muito importante".
"Agradeceu a forma como estamos a gerir esta situação [das cheias] e como proporcionámos que as eleições fossem feitas", revelou o autarca.
Manifestando-se "muito sensibilizado" com o gesto do futuro chefe de Estado, que toma posse daqui por um mês, a 09 de março, José Veríssimo disse não ter pedido "rigorosamente nada" a António José Seguro, apenas explicando a situação atual no concelho do Baixo Mondego.
Em informação enviada hoje à comunicação social, fonte oficial da candidatura de António José Seguro afirmou que o Presidente eleito "passou a manhã ao telefone com autarcas para saber da situação" relativa ao mau tempo, "nomeadamente com os presidentes da Câmara de Alcácer do Sal, Montemor-o-Velho, Pombal, Golegã, Leiria e Arruda dos Vinhos e o Presidente da junta de freguesia da Ereira (Montemor-o-Velho), que permanece sem acessos terrestres".
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
IPMA eleva para laranja aviso de agitação marítima no grupo Ocidental dos Açores
O IPMA já tinha emitido aviso amarelo para as ilhas das Flores e Corvo, que compõem o grupo Ocidental dos Açores, devido à agitação marítima (ondas de oeste, passando a sudoeste), durante o dia e noite de hoje.
Em nova comunicação, o IPMA eleva para laranja, o segundo mais grave, o aviso emitido para aquelas duas ilhas.
Assim, as ilhas das Flores e Corvo vão estar sob aviso para laranja, por casa da agitação marítima (ondas de sudoeste) entre as 00:00 e as 12:00 de terça-feira, passando a amarelo até às 09:00 de quarta-feira.
Está também em vigor, até às 18:00 de hoje, um aviso amarelo, devido às previsões de precipitação, por vezes forte, para o grupo Central (Terceira, Graciosa, Faial, São Jorge e Pico).
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.
O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
UE analisa pedido de Lisboa para mobilização de reserva agrícola
A Comissão Europeia já recebeu hoje o pedido de Lisboa para a ativação urgente do fundo da reserva agrícola e está analisar a solicitação e a situação no terreno, devido ao mau tempo e as suas consequências.
"Podemos confirmar a receção de uma carta de Portugal solicitando a ativação urgente da reserva agrícola", adiantou à Lusa um porta-voz do executivo comunitário, acrescentando que Bruxelas "está a analisar o pedido português e a acompanhar de perto a situação".
O Regulamento relativo à organização comum dos mercados prevê medidas excecionais, como a ativação da reserva, que podem ser tomadas para prevenir perturbações do mercado e a acontecimentos excecionais que afetem a produção ou a distribuição e a mitigar as suas consequências.
O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, enviou na quinta-feira uma carta ao comissário europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura.
O pedido a Christophe Hansen surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.
A reserva agrícola da UE permite uma resposta rápida a crises que afetem a produção ou a distribuição agrícola e dispõe de uma dotação anual de 450 milhões de euros.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Câmara de Lamego ativa Plano Municipal de Emergência
"A saturação extrema dos solos, provocada pela precipitação persistente, tem gerado instabilidade geológica em todo o território", justificou a autarquia, em comunicado.
O último balanço do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lamego apontou para "258 ocorrências desde o início da intempérie, sendo a maioria (168) relativas a movimentos de massa (deslizamentos de terras e quedas de muros) e inundações".
"Com a ativação deste plano, o Centro de Coordenação Operacional Municipal entrou em funcionamento permanente", explicou a autarquia, acrescentando que fica assim garantida a articulação direta entre autarquia, bombeiros, GNR, PSP e outras entidades de apoio.
Segundo a Câmara de Lamego, "todos os agentes de proteção civil do concelho encontram-se em estado de prontidão máxima" e foram preposicionados "meios mecânicos de desobstrução em pontos estratégicos para garantir uma resposta célere a eventuais cortes de via".
A Câmara reforçou o pedido à população para que evite a circulação e a permanência junto a zonas ribeirinhas, nomeadamente os rios Douro, Varosa e Balsemão, e a áreas arborizadas.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
SMAS de Leiria registaram 141 roturas na rede, cinco por resolver
IPMA alerta para chuva persistente nos próximos dias sobretudo no Norte e Centro
A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Inundações e desmoronamentos condicionam 11 vias no distrito do Porto
Registadas no Algarve 31 ocorrências em 24 horas sem danos pessoais
Porto com Plano de Emergência de Proteção Civil ativo até domingo
Ferreira do Zêzere pede ajuda urgente a empresas da construção civil
Forças Armadas mantêm apoio às populações com 2.500 militares no terreno
Armazém solidário para doações de materiais de construção em Leiria
Figueira da Foz promove reuniões pelas freguesias para divulgar medidas de apoio
Prejuízos na agricultura. Ministro garante apoios em duas semanas
O ministro da Agricultura diz que há mais de 1500 pedidos de apoio até dez mil euros, que devem ser pagos em duas semanas.
Nova depressão traz chuva forte para zona do Minho e do Porto
A chuva já regressou, mas na terça-feira vai ser forte e intensa. Terça e quarta-feira são dias críticos com risco de inundações.
Apelo para a reconstrução do Cais Palafítico da Carrasqueira após tempestades
Para salvar este Cais Palafítico a Associação da Comunidade Piscatória da Carrasqueira e a Junta de Freguesia da Comporta lançam um pedido de ajuda para mobilizar a comunidade, autoridades e parceiros para restaurar um ícone do património e turismo português e para que cerca de meia centena de pescadores possa sustentar as suas familias.
Fotografia: Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Existem danos em acessos e redes de pesca que atingem cerca de meis centena de pescadores.
O emblemático Cais Palafítico da Carrasqueira, um testemunho singular da tradição piscatória portuguesa e um dos pontos turísticos mais visitados do concelho de Alcácer do Sal, sofreu danos significativos devido às recentes condições meteorológicas adversas. Ventos fortes e marés intensas provocaram a destruição parcial das estruturas em madeira que sustentam esta infraestrutura histórica, colocando em risco a atividade económica local e o bem-estar da comunidade piscatória tradicional da região.
O cais, construído de forma artesanal pela própria comunidade nas décadas de 1950/60 é reconhecido pela sua singularidade arquitetónica e cultural.
Localizado na margem do Estuário do Sado, este cais além de funcionar como infraestrutura de apoio à pesca tradicional, consolidou-se como um dos destinos turísticos emblemáticos da região da Comporta, atraindo visitantes nacionais e internacionais graças à sua estética única e ligação à cultura local.
O Cais Palafítico da Carrasqueira é um dos locais mais visitados do concelho, sendo considerado uma "obra-prima da arquitetura popular", de acordo com o 'site' oficial da Câmara de Alcácer do Sal.
"Único na Europa, está construído em estacas de madeira irregulares, aparentemente frágeis, que servem de embarcadouro aos barcos de pesca que ali acostam", pode ler-se.
Autarca de Leiria diz que "resposta seria mais rápida se atingisse casa de quem governa"
Gonçalo Lopes assumiu ter “uma avaliação muito clara sobre as limitações e os meios empregues no terreno”. Mas considerou que a resiliência de uma empresa como a E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, “deveria ser maior e deviam ter sido acionados mecanismos de apoio mais cedo”.
“Uma empresa que tem responsabilidade de levar energia à casa das pessoas e à qual pagamos todos os meses na nossa fatura, com uma tarifa que é regulada por uma entidade própria, obrigava a outra capacidade de resposta”, declarou, lamentando que “a capacidade de resposta, a nível nacional, tenha sido insuficiente e não tenham sido acionados os meios internacionais necessários para que este restabelecimento seja mais rápido”.
O presidente do município adiantou que havia 17.030 clientes sem eletricidade no concelho, “informação recolhida na plataforma” a que a autarquia tem acesso.
Mau tempo. Governo não exclui aulas suplementares para alunos do secundário
O ministro da Educação não exclui aulas suplementares para os alunos do Secundário afetados pelo mau tempo. 14 escolas do concelho da Marinha Grande reabriram esta manhã.
Só se chega a Valada do Ribatejo de barco
A localidade, no concelho do Cartaxo, tem 600 moradores, que estão preocupados.
Registadas 11.957 ocorrências nos últimos 10 dias, revela Proteção Civil
A Proteção Civil registou 11.957 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje em Portugal continental, adiantou o comandante nacional.
Mário Silvestre disse que estão empenhados 42.135 operacionais na resposta à situação de calamidade e 16.664 meios no terreno.
O comandante nacional da proteção civil falava na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.
De acordo com Mário Silvestre, a noite passada "foi tranquila", traduzindo "um cenário de estabilidade".
"Temos a registar nesta noite 54 ocorrências, que, mais uma vez, refere a estabilidade aparente que tivemos", salientou.
Presidente eleito em contacto com autarcas de zonas afetadas pelo mau tempo
Poucas horas depois de ter sido eleito Presidente da República, António José Seguro está a trabalhar a partir da residência, nas Caldas da Rainha. Passou a manhã em contacto telefónico com autarcas das zonas afetas pelas intempéries para avaliar a situação e estar a par do processo de recuperação.
Tomou conhecimento de mais uma morte no concelho de Leiria e manifesta o pesar e endereça condolências família da vítima.
Seguro deverá sair diretamente de casa nas Caldas da Rainha para o Palácio de Belém para a reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, às 16h00.
Rio Douro "estável" mas alertas e medidas preventivas são para manter
Ministro garante que "grande maioria" das escolas já reabriu
Em declarações aos jornalistas em Braga, Fernando Alexandre sublinhou que "a quase totalidade" dos alunos já teve aulas na semana passada.
"As escolas que ainda não abriram praticamente iam todas reabrir hoje, algumas amanhã [terça-feira], há uma escola em Leiria que é uma situação mais complexa, que é uma escola grande e que a intervenção vai demorar duas, três semanas, mas a empresa já está lá a trabalhar", referiu, citado pela Lusa, acrescentando o caso do Agrupamento Vieira de Leiria, na Marinha Grande, cuja cobertura foi "totalmente arrancada" mas "à partida" estará reposta na terça-feira.
O ministro disse que os municípios têm procurado locais alternativos, como bibliotecas, para que as aulas possam funcionar.
Em causa escolas sobretudo em Leiria, Pombal e Marinha Grande, mas também de outros concelhos vizinhos, que sofreram danos consideráveis essencialmente com a depressão Kristin, mas algumas também foram atingidas pelas cheias do último fim de semana.
"Temos também feito um seguimento escola a escola com o abastecimento elétrico, que é um dos casos mais problemáticos", disse ainda Fernando Alexandre, garantindo que, nos casos de Leira, Pombal e Marinha Grande, hoje está já garantido o acesso à energia em todas as escolas, "seja com a energia da rede, seja através de geradores".
O governante admitiu que, para já, não há um problema de recuperação de aprendizagens, porque "não há muitos dias perdidos", até porque muitas das escolas estavam em pausas letivas.
"Neste contexto, aquilo que é fundamental é garantir que os alunos voltam à escola, e isso está a ser feito. E depois, obviamente, a partir do momento em que retomamos a normalidade, se verá a necessidade de haver aulas suplementares, de haver reposição de aulas e tudo isso para garantir que, obviamente, os alunos, sobretudo aqueles que vão ser avaliados no ensino secundário, não são prejudicados por esta situação", acrescentou.
O governante afastou a hipótese de ensino online, até porque, como frisou, não haveria condições para isso.
"Eu tenho dificuldade em falar com alguns diretores, eu com uma diretora só consigo falar quando ela vai para cima do telhado, quase, para termos a ideia do que é que estamos a falar", observou.
E-Redes investiga acidente de trabalho mortal em Leiria
Aviso laranja a partir de terça-feira: chuva forte sobretudo na zona do Minho e do Porto
As autoridades pedem "particular atenção para estes rios que estão mais para norte", devido à previsão de precipitação para "estas bacias" que é "bastante elevada".
"A noite passada foi tranquila, relativamente ao nível de ocorrências", afirmou o responsável, tendo sido registadas apenas 54 ocorrências.
Moradores pedem ajuda para salvar bens e conter derrocada em Mafra
Valença realojou 34 moradores devido ao risco de cheia do rio Minho
Figueiró dos Vinhos apela ao uso responsável da energia no concelho
Benavente pede ao Governo isenção temporária de portagens na A13 e A10
Freguesia de Valada ainda isolada
Freguesia de Ereira continua isolada
Ministro da Agricultura fala em prejuízos de pelo menos 750 milhões de euros
Distrito de Aveiro com 26 vias interditas ou condicionadas
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Homem morre eletrocutado durante reparações na rede elétrica em Leiria
56 mil clientes da E-Redes continuam sem energia
Destes, a maioria, 38 mil, em Leiria, seguindo-se mais oito mil em Santarém, dois mil em Coimbra e outros dois mil em Castelo Branco.
Retomada a ligação ferroviária Formoselha-Coimbra
Retomada a normalidade em Alcácer do Sal
Reabriu maior parte das escolas da Marinha Grande
Um terço das casas e das famílias da Marinha Grande continua sem eletricidade, assim como muitas infraestruturas públicas
Proteção Civil indica ligeira melhoria nas zonas inundadas
Situação preocupante no norte do país
Estradas cortadas e danificadas em Arruda dos Vinhos
Chuva continua e vai ser mais forte amanhã a norte
A depressão Marta já passou, mas a chuva ainda não. Há aviso amarelo da meteorologia para Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.
O vento vai soprar com menos intensidade, mas há um agravamento da agitação marítima.
Estradas ainda cortadas
Em santarém, a estrada nacional 365 continua submersa. A estrada que faz a ligação entre a ponte de Reguengo e Valada no Cartaxo continua interdita.
Retomada circulação na linha ferroviária da Beira Baixa
A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, que estava suspensa devido ao mau, da última semana de janeiro, foi retomada, informou hoje a CP - Comboios de Portugal pelas 06:00.
Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.
Mantém-se com constrangimentos a Linha do Norte, estando a ser efetuados os serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.
Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.
O Comboio Internacional Celta continua com circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma.
Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
68 concelhos ainda em situação de calamidade. Estado do tempo piora amanhã
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15. Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Apesar de uma ligeira acalmia no dia de hoje, o tempo piora de novo amanhã.
Segundo as previsões atualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.
Ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa nas regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.
Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.
O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
Arruda dos Vinhos pede estado de calamidade
Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal são as zonas mais afetadas pela fúria da tempestade
Foto: Filipa Venâncio - RTP
Entretanto, em Alcácer do Sal, a subida das águas voltou a ditar um cenário de emergência, com a cidade a acordar inundada pelo segundo dia consecutivo.
Onze mil desalojados em Espanha e milhões de euros em prejuízos
As tempestades também têm estado a atingir a Espanha. O Governo de Pedro Sánchez vai declarar a Andaluzia uma "zona gravemente afetada por emergência civil" depois da passagem das tempestades Leonardo e Marta.
As autoridades receiam ainda a subida das águas do rio Guadalquivir que está a ameaçar várias localidades.
Os prejuízos das tempestades na Andaluzia são muito elevados, há centenas de casas debaixo de água, estradas destruídas e muitas colheitas perdidas.
Proteção Civil alerta para chuva intensa nos próximos dias, aumento dos caudais e deslizamento de terras. O risco "mantém-se"
A Proteção Civil continua em alerta devido a um possível "aumento dos caudais". No habitual briefing Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil explicou que nas próximas horas mantém-se a instabilidade, com a previsão de chuva intensa para os próximos dias.
"Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas", referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.
No 'briefing' das 19:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), Mário Silvestre referiu que ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa na regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.
Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.
O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
Até às 18:00 de hoje, na sequência das depressões meteorológicas desde o final de janeiro, foram ativados nove planos distritais e 117 planos municipais e emitidas 19 declarações de situação de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
O comandante sublinhou que a precipitação é o principal fator a espoletar as cedências do terreno e alertou para que a população redobre os cuidados, como não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar eletricidade e gás, proteger equipamentos elétricos e medicamentos, e manter crianças e animais em segurança.
Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos e não se aproximar de cabos elétricos caídos, que podem ainda estar em carga.