País
Cigarro poderá estar na origem do incêndio em lar de Lisboa
O incêndio que deflagrou esta madrugada num prédio no largo do Convento da Encarnação,em Lisboa, que provocou dois mortos e 27 feridos, poderá ter sido causado por um cigarro mal apagado. A Antena 1 adianta que um dos andares não tinha condições de segurança.
“Aconteceu-nos isto. Uma residente que fumou um cigarro e que não foi capaz de o apagar. E pela forma da estrutura do edifício, que a partir do terceiro andar é todo em madeira, foi inevitável”, afirmou Maria José Relvas, a responsável pelo centro de recolhimento da segurança social no Convento da Encarnação.
“Eu não vou afirmar porque não sou perita, mas obviamente que me parece que terá sido esta a situação”, acrescentou.
Sobre o plano de segurança do lar, ao qual os bombeiros apontaram algumas falhas (ver artigo relacionado), Maria José Relvas afirmou “que são necessárias alterações ao plano”.
À Antena 1, esta responsável afirmou que no quinto andar não existem condições de segurança (ouvir áudio relacionado).
Segundo Maria José Relvas, “a última inspecção dos bombeiros foi realizada há seis anos, e foi essa vistoria que levou à colocação de meios de primeiro socorro no edifício”.
No entanto, a Antena 1 apurou, que nos últimos anos, nomeadamente em 2004, o centro foi alvo de uma vistoria técnica, por parte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, que concluiu por uma intervenção urgente em matéria de prevenção (ver audio relacionado).
O claustro do edifício encontra-se em obras “para transferir para aí a unidade do lar, actualmente no quinto andar e com apenas 10 idosos”.
O que aconteceu
Maria José Relvas afirmou que “cerca das 02h00 o vigilante das instalações recebeu o alerta de incêndio e deslocou-se ao apartamento onde residia a idosa e, numa primeira tentativa, tentou apagar o fogo com o extintor, resolvendo, dada a ineficácia do método, chamar os bombeiros”.
Justificando a queixa dos bombeiros na demora do alerta, a responsável afirmou que “o primeiro número marcado não foi directo para o comando dos bombeiros, o que levou a alguma perda de tempo”.
Quanto às vítimas do incêndio, Maria José Relvas afirmou “tratarem-se de casos menos graves, de situações relacionadas com a inalação de fumo”. Alguns dos 27 feridos já começaram a regressar às instalações do centro de acolhimento.
Em relação aos feridos mais graves, a responsável referiu “que se as condições gerais de saúde se agravarem estão já garantidas oito vagas para o realojamento noutras instalações do Instituto de Segurança Social”.
O edifício, anterior ao terramoto de 1755, tem 37 mil metros quadrados e apenas uma das alas foi afectada pelo fogo. Integra os 45 equipamentos de resposta directa da Segurança Social na região de Lisboa e acolhe, além de idosos, famílias que necessitam de apoio social.
Além do lar de idosos funcionam no Convento da Encarnação pequenos apartamentos onde as pessoas vivem de forma auto-suficiente, como era o caso da idosa do apartamento onde deflagraram as chamas.
“Eu não vou afirmar porque não sou perita, mas obviamente que me parece que terá sido esta a situação”, acrescentou.
Sobre o plano de segurança do lar, ao qual os bombeiros apontaram algumas falhas (ver artigo relacionado), Maria José Relvas afirmou “que são necessárias alterações ao plano”.
À Antena 1, esta responsável afirmou que no quinto andar não existem condições de segurança (ouvir áudio relacionado).
Segundo Maria José Relvas, “a última inspecção dos bombeiros foi realizada há seis anos, e foi essa vistoria que levou à colocação de meios de primeiro socorro no edifício”.
No entanto, a Antena 1 apurou, que nos últimos anos, nomeadamente em 2004, o centro foi alvo de uma vistoria técnica, por parte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, que concluiu por uma intervenção urgente em matéria de prevenção (ver audio relacionado).
O claustro do edifício encontra-se em obras “para transferir para aí a unidade do lar, actualmente no quinto andar e com apenas 10 idosos”.
O que aconteceu
Maria José Relvas afirmou que “cerca das 02h00 o vigilante das instalações recebeu o alerta de incêndio e deslocou-se ao apartamento onde residia a idosa e, numa primeira tentativa, tentou apagar o fogo com o extintor, resolvendo, dada a ineficácia do método, chamar os bombeiros”.
Justificando a queixa dos bombeiros na demora do alerta, a responsável afirmou que “o primeiro número marcado não foi directo para o comando dos bombeiros, o que levou a alguma perda de tempo”.
Quanto às vítimas do incêndio, Maria José Relvas afirmou “tratarem-se de casos menos graves, de situações relacionadas com a inalação de fumo”. Alguns dos 27 feridos já começaram a regressar às instalações do centro de acolhimento.
Em relação aos feridos mais graves, a responsável referiu “que se as condições gerais de saúde se agravarem estão já garantidas oito vagas para o realojamento noutras instalações do Instituto de Segurança Social”.
O edifício, anterior ao terramoto de 1755, tem 37 mil metros quadrados e apenas uma das alas foi afectada pelo fogo. Integra os 45 equipamentos de resposta directa da Segurança Social na região de Lisboa e acolhe, além de idosos, famílias que necessitam de apoio social.
Além do lar de idosos funcionam no Convento da Encarnação pequenos apartamentos onde as pessoas vivem de forma auto-suficiente, como era o caso da idosa do apartamento onde deflagraram as chamas.