Última Hora
Regime iraniano decreta 40 dias de luto pela morte de Ali Khamenei

Cinco ativistas pelo clima detidos após reunião com ministro da Economia

Cinco ativistas pelo clima detidos após reunião com ministro da Economia

Cinco jovens ativistas foram detidos esta tarde durante um protesto no Ministério da Economia. O ministro da Economia esteve reunido com representantes dos jovens ativistas que exigem o fim dos combustíveis fósseis e a sua demissão. À saída da reunião, António Costa e Silva disse que não se irá demitir e que cabe ao primeiro-ministro tal decisão.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Rodrigo Antunes - Lusa

Seis representantes dos ativistas climáticos que têm protagonizado manifestações em estabelecimentos de ensino de Lisboa reuniram-se esta terça-feira com o ministro da Economia.

À saída da reunião, que durou menos de 30 minutos, os jovens colaram as mãos ao chão à entrada do edifício e afirmaram que só saem "quando o ministro sair". A polícia criou uma espécie de cordão para que mais nenhum dos jovens que protestavam à porta do Ministério entrasse no edifício e deteve cinco jovens. Os cinco ativistas estão detidos na 4ª Esquadra de Lisboa, em Martim Moniz.

Em declarações aos jornalistas após o encontro com os jovens ativistas, o ministro da Economia recusou demitir-se. “De certeza que não me vou demitir. Quem tem essa palavra é o primeiro-ministro”, disse António Costa e Silva, acrescentando que António Costa "está muito tranquilo".
Costa e Silva disse ainda que os jovens ativistas não apresentaram nenhuma proposta na reunião, além do pedido de demissão.

O ministro da Economia é o principal alvo destes ativistas. Costa e Silva considera que tal deve-se ao facto de ter sido presidente da companhia petrolífera Partex, mas diz que mesmo na empresa era a favor das energias renováveis.

Ainda antes de se reunir com os representantes dos ativistas climáticos, o ministro disse compreender "muito bem" os protestos, mas tentou esclarecer algumas das críticas que têm sido apontadas pelos jovens.
Costa e Silva garantiu que não estão previstos furos de exploração de petróleo em Portugal e que o fim dos combustíveis fósseis, exigido pelos ativistas, está "absolutamente claro no plano do Governo".

Os jovens ocuparam nos últimos dias seis escolas e universidades de Lisboa em protesto contra a utilização de combustíveis fósseis. Na noite de segunda-feira, os jovens anunciaram que as ações iriam terminar, mas regressariam na próxima primavera.

Na madrugada de sábado, quatro alunos da Faculdade de Letras de Lisboa foram detidos e vão mesmo a julgamento no final do mês, depois de terem sido ouvidos pelo Ministério Público na segunda-feira. 

PUB