Cinco meios aéreos e mais de 300 bombeiros combatem fogo em Portel

Cinco meios aéreos e mais de 300 bombeiros combatem fogo em Portel

O incêndio florestal, na zona do Monte da Lameira, Monte do Trigo, continua a lavrar no concelho de Portel e mantém apenas uma frente ativa.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
O vento forte e a orografia do terreno têm dificultado o combate às chamas. Foto: Nuno Tavares - RTP

Ao início da manhã desta quarta-feira, cinco meios aéreos foram chamados para reforçar o contigente de operacionais que, desde a tarde de terça-feira, estão a combater um incêndio florestal em Portel, na zona do Monte da Lameira, Monte do Trigo.

Estão já envolvidos 367 bombeiros de várias corporações, auxiliados por 129 viaturas e ainda cinco meios aéreos.

Por motivos de segurança, esta manhã as autoridades procederam ao corte total da circulação rodoviária no IP2, nos dois sentidos (Portel, Monte do Trigo e Portel).Durante a noite, as chamas não deram tréguas aos bombeiros, que receberam o alerta às 15h31 de terça-feira. 

O fogo continua em curso e mantém apenas uma frente ativa.

À RTP, Jorge Pereira, segundo comandante sub-regional do Alentejo Central disse que não há populações em risco, nem pontos sensíveis ameaçados "é só mesmo a questão da vegetação e mato que estão a tentar combater", referiu.

 Jorge Pereira, segundo comandante sub-regional do Alentejo Central explica que o fogo tem apenas uma frente ativa. 

A Proteção Civil não conseguiu ainda contabilizar a área total ardida que se resume a montado, mato e "alguma parte de combustíveis finos mais agrícolas e também algum povoamento de eucaliptos."

Entretanto, esta manhã, em declarações à Agência Lusa, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central, Fábio Pontes, referiu que as principais dificuldades no combate às chamas têm sido o vento forte que se faz sentido no local e a orografia do terreno. "Temos meios posicionados em todo o perímetro do incêndio, nomeadamente terrestres, incluindo máquinas de rasto, e meios aéreos em apoio", fez questão de referir e disse ainda que o objetivo "é ter o fogo controlado nas próximas horas".

Fábio Pontes explicou ainda que "há zonas com declives acentuados em que só é mesmo possível trabalho apeado. Não é possível fazer trabalhos com veículos ou máquinas de rasto", adiantou.

De acordo com a informação avançada na página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil este é o único incêndio ativo no país. 

Três encontram-se em fase de resolução (Freixo de Espada à Cinta, Mirandela, Proença-a-nova) e oito em conclusão (Viana do Castelo, Vouzela, Proença-a-Nova, Abrantes, Vieira do Minho, Póvoa do Lanhoso, Leiria e Seia).
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