País
Cinco obras de estradas da IP por concluir no PRR, quase todas no Alentejo
A um mês de terminar o PRR, a IP - Infraestruturas de Portugal admite que há cinco obras de estradas por concluir, quase todas no Alentejo. Mas em resposta à RTP Antena 1, a empresa garante que cumprirá o Plano de Recuperação e Resiliência.
O ex-presidente da IP, Miguel Cruz, assegurava à RTP Antena 1 em março deste ano que, apesar dos atrasos nas obras provocados pelas tempestades, não haveria dinheiro do PRR em causa. “Vamos garantir que isso não acontece”, afirmava.
Desde então - e agora com a liderança da IP a cargo de Paulo Carmona - a gestora rodoviária e ferroviária insiste que vai cumprir o plano, mesmo estando ainda a executar uma das metas, relacionada com a construção e melhoramento de estradas.
“A IP prevê não só assegurar o cumprimento de todas as metas, como ainda maximizar a execução financeira depois de agosto, nos termos previstos contratualmente e como referido publicamente pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal”, aponta à RTP Antena 1, numa resposta escrita. Esta informação sugere que a empresa poderá terminar trabalhos após agosto.
Segundo a entidade indica agora, o PRR tinha 542 milhões de euros para a IP - o que corresponde a um aumento em relação a novembro de 2025, altura em que falava de 354,8 milhões de euros da União Europeia. Do dinheiro agora apresentado, “a IP já realizou 89% dos fundos disponíveis”, pelo que falta 11%. Os três contratos de investimento são de mobilidade sustentável - “digitalização do transporte ferroviário” - e infraestruturas - “ligações transfronteiriças e acessibilidade das AAE (Áreas de Acolhimento Empresarial)” e “Missing Link (ligações em falta) e aumento da capacidade”.
A empresa refere que cumpriu 20 objetivos ao longo do projeto e que falta cumprir apenas uma meta, no investimento “Missing Links e Aumento de Capacidade”. Essa meta está “em fase muito adiantada de conclusão, com uma execução de 87%”, e diz respeito sobretudo ao Alentejo, “com vias tão importantes como a ligação a Sines, a Variante Nascente de Évora ou variantes urbanas no distrito de Beja.”
Quais as obras por concluir?
O que diz então em detalhe este investimento? Consultando a página, trata-se da construção ou melhoramento de estradas. A IP revela à RTP Antena 1 que há sete obras concluídas e outras cinco por concluir.
O IP8 é o caso mais complicado. Apresenta três obras e todas por concluir, nomeadamente (1) o aumento de capacidade na ligação entre Sines e a A2 - Troço 1, no lanço IP8 entre Relvas Verdes e Roncão; (2) a Nacional 121 entre Ferreira do Alentejo e Beja, incluindo a variante a Beringel “já maioritariamente concluída”; (3) a Nacional 259 entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, incluindo a variante de Figueira de Cavaleiros também “já maioritariamente concluída”.
As outras duas obras são o IP2, na variante nascente de Évora; e a variante à Nacional 211, entre Quintã e Mesquinhata, no distrito do Porto.
• Nacional 125. Variante a Olhão
• Nacional 14. Interface Rodoferroviário da Trofa / Santana, incluindo nova ponte
sobre o Rio Ave
• Nacional 14. Maia (Via Diagonal) / Interface Rodoferroviário da Trofa
• Nacional 4. Variante da Atalaia
• IC35. Penafiel (Nacional 15) / Rans
• Ligação de Baião a Ponte de Ermida - Troço 1 - Nacional 108. Lodão / Ponte de
Ermida (Requalificação)
• Nacional 344. Requalificação da Nacional 344 entre o km 67+800 e o km 75+520
- Pampilhosa da Serra
Há três obras apresentadas online que não surgem na lista enviada à RTP Antena 1: o IC35 entre Rans e Entre-os-Rios; a Nacional 1 entre Meirinhas e Pombal, enquanto parte integrante do IC2; e o eixo rodoviário Aveiro - Águeda.
Sobre este último caso, em entrevista no Ponto Central da RTP Antena 1, na última sexta-feira, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, reconheceu que a obra não será concluída a tempo: “Será uma parte financiada pelo PRR e o remanescente será financiado pelo Orçamento de Estado, porque não foi possível em tempo útil concluir a obra, fruto de um conjunto de dificuldades". Mas à semelhança da IP, garantiu que a meta será cumprida.
IP sem “constrangimentos relevantes” nas empreitadas das tempestades
Além das obras do PRR, este ano a IP viu-se com mais uma ronda de trabalhos causada pelas tempestades do início do ano. Existem ainda 21 estradas cortadas e duas linhas ferroviárias com troços sem comboios. Depois de Paulo Fernandes, o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, ter admitido na RTP Antena 1 que a mão de obra disponível não é suficiente para a dimensão dos trabalhos, a IP rejeita que, no seu caso, esteja a ser afetado por este problema.
“À data, a Infraestruturas de Portugal não identifica constrangimentos relevantes na contratação de empreitadas para a reposição dos danos provocados pelas intempéries de 2026”, afirma, dizendo até que as obras têm levantado várias propostas do mercado e que a maioria das situações por resolver é de ocorrências de “elevada complexidade técnica”.
A gestora rodoviária e ferroviária mantém também os custos de reconstrução em 400 milhões de euros: uma estimativa de 280 milhões de euros para a reabilitação das estradas e 120 milhões de euros para a ferrovia.
Desde então - e agora com a liderança da IP a cargo de Paulo Carmona - a gestora rodoviária e ferroviária insiste que vai cumprir o plano, mesmo estando ainda a executar uma das metas, relacionada com a construção e melhoramento de estradas.
“A IP prevê não só assegurar o cumprimento de todas as metas, como ainda maximizar a execução financeira depois de agosto, nos termos previstos contratualmente e como referido publicamente pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal”, aponta à RTP Antena 1, numa resposta escrita. Esta informação sugere que a empresa poderá terminar trabalhos após agosto.
Segundo a entidade indica agora, o PRR tinha 542 milhões de euros para a IP - o que corresponde a um aumento em relação a novembro de 2025, altura em que falava de 354,8 milhões de euros da União Europeia. Do dinheiro agora apresentado, “a IP já realizou 89% dos fundos disponíveis”, pelo que falta 11%. Os três contratos de investimento são de mobilidade sustentável - “digitalização do transporte ferroviário” - e infraestruturas - “ligações transfronteiriças e acessibilidade das AAE (Áreas de Acolhimento Empresarial)” e “Missing Link (ligações em falta) e aumento da capacidade”.
A empresa refere que cumpriu 20 objetivos ao longo do projeto e que falta cumprir apenas uma meta, no investimento “Missing Links e Aumento de Capacidade”. Essa meta está “em fase muito adiantada de conclusão, com uma execução de 87%”, e diz respeito sobretudo ao Alentejo, “com vias tão importantes como a ligação a Sines, a Variante Nascente de Évora ou variantes urbanas no distrito de Beja.”
Quais as obras por concluir?
O que diz então em detalhe este investimento? Consultando a página, trata-se da construção ou melhoramento de estradas. A IP revela à RTP Antena 1 que há sete obras concluídas e outras cinco por concluir.
O IP8 é o caso mais complicado. Apresenta três obras e todas por concluir, nomeadamente (1) o aumento de capacidade na ligação entre Sines e a A2 - Troço 1, no lanço IP8 entre Relvas Verdes e Roncão; (2) a Nacional 121 entre Ferreira do Alentejo e Beja, incluindo a variante a Beringel “já maioritariamente concluída”; (3) a Nacional 259 entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, incluindo a variante de Figueira de Cavaleiros também “já maioritariamente concluída”.
As outras duas obras são o IP2, na variante nascente de Évora; e a variante à Nacional 211, entre Quintã e Mesquinhata, no distrito do Porto.
Como concluídas, a IP apresenta outras sete obras:
• Nacional 14. Interface Rodoferroviário da Trofa / Santana, incluindo nova ponte
sobre o Rio Ave
• Nacional 14. Maia (Via Diagonal) / Interface Rodoferroviário da Trofa
• Nacional 4. Variante da Atalaia
• IC35. Penafiel (Nacional 15) / Rans
• Ligação de Baião a Ponte de Ermida - Troço 1 - Nacional 108. Lodão / Ponte de
Ermida (Requalificação)
• Nacional 344. Requalificação da Nacional 344 entre o km 67+800 e o km 75+520
- Pampilhosa da Serra
Há três obras apresentadas online que não surgem na lista enviada à RTP Antena 1: o IC35 entre Rans e Entre-os-Rios; a Nacional 1 entre Meirinhas e Pombal, enquanto parte integrante do IC2; e o eixo rodoviário Aveiro - Águeda.
Sobre este último caso, em entrevista no Ponto Central da RTP Antena 1, na última sexta-feira, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, reconheceu que a obra não será concluída a tempo: “Será uma parte financiada pelo PRR e o remanescente será financiado pelo Orçamento de Estado, porque não foi possível em tempo útil concluir a obra, fruto de um conjunto de dificuldades". Mas à semelhança da IP, garantiu que a meta será cumprida.
IP sem “constrangimentos relevantes” nas empreitadas das tempestades
Além das obras do PRR, este ano a IP viu-se com mais uma ronda de trabalhos causada pelas tempestades do início do ano. Existem ainda 21 estradas cortadas e duas linhas ferroviárias com troços sem comboios. Depois de Paulo Fernandes, o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, ter admitido na RTP Antena 1 que a mão de obra disponível não é suficiente para a dimensão dos trabalhos, a IP rejeita que, no seu caso, esteja a ser afetado por este problema.
“À data, a Infraestruturas de Portugal não identifica constrangimentos relevantes na contratação de empreitadas para a reposição dos danos provocados pelas intempéries de 2026”, afirma, dizendo até que as obras têm levantado várias propostas do mercado e que a maioria das situações por resolver é de ocorrências de “elevada complexidade técnica”.
A gestora rodoviária e ferroviária mantém também os custos de reconstrução em 400 milhões de euros: uma estimativa de 280 milhões de euros para a reabilitação das estradas e 120 milhões de euros para a ferrovia.