País
Constrangimentos em hospitais de todo o país. Qual é o ponto de situação?
Esta quinta-feira está a ser marcada por constrangimentos em hospitais de todo o país. Na região da Grande Lisboa, só dois hospitais com urgência pediátrica estão a funcionar em pleno: o Santa Maria e o Dona Estefânia.
A urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital Amadora-Sintra está encerrada desde segunda-feira e só reabre amanhã. Já a urgência pediátrica encerra todas as noites entre as 20h00 e as 8h00 por tempo indeterminado.
Os médicos obstetras do Amadora-Sintra vão reunir-se com o Conselho de Administração e a direção clínica. Os profissionais consideram que a situação está a ser insustentável e relataram algumas situações relativas ao dia de ontem, com apenas dois médicos escalados.
A urgência de obstetrícia e ginecologia só reabre às 8h00 de sexta-feira, mas volta depois a fechar na próxima semana. Já a urgência de pediatria reabriu às 8h00, mas volta a encerrar às 20h00.
A RTP esteve esta quinta-feira neste hospital, onde também no serviço de urgência de anestesia há constrangimentos: 94 por cento dos médicos assinaram minutas, recusando exceder as 150 horas extra anuais.No Hospital Garcia de Orta, em Almada, o cenário na urgência pediátrica é semelhante: encerra todas as noites até às 8h30.
No Hospital Dona Estefânia, a RTP verificou na manhã desta quinta-feira que a situação estava calma, apesar de este estabelecimento de saúde ter vindo a sofrer os impactos do encerramento da urgência noturna do Hospital São Francisco Xavier.
No início desta semana, o diretor de pediatria do Dona Estefânia avançou que o hospital estava a receber uma média de 100 crianças a mais diariamente.
Hospitais do Norte e Centro também afetados
A norte do país também se registam constrangimentos nos hospitais. Em Santa Maria da Feira a urgência pediátrica encerra até dia 4 de novembro. Já em Penafiel, a urgência de obstetrícia está encerrada.
A RTP constatou esta manhã no Hospital de Braga que a situação está tranquila, ainda que a urgência de obstetrícia e ginecologia esteja encerrada desde as 8h00 de quarta-feira e só reabra no sábado às 8h00.
O hospital já pediu aos doentes que não se dirijam a esses serviços e que se desloquem a outros centros hospitalares.Na Guarda, há constrangimentos sexta-feira e no fim de semana na urgência médico-cirúrgica do Hospital Sousa Martins.
No Centro Hospitalar Tondela-Viseu também já se fazem sentir os constrangimentos causados pela decisão do Conselho de Administração de encerrar na quarta-feira, das 19h00 às 8h30, a urgência em cirurgia e ortopedia. Foi já ativado um plano de contingência.
A via verde coronária, uma referência neste hospital, será igualmente afetada já a partir de sábado e durante 12 dias. Em causa está a luta dos profissionais de saúde, com os sindicatos e o Governo num impasse nas negociações.
"Em situações urgentes, as utentes poderão dirigir-se à Maternidade Dr. Bissaya Barreto ou à Maternidade Dr. Daniel de Matos", em Coimbra, adiantou o centro hospitalar.
Os médicos e o Governo continuam sem chegar a acordo sobre os aumentos salariais, apesar de terem consolidado os avanços negociais noutras matérias, como as férias e o tempo de trabalho no serviço de urgência.
Os médicos obstetras do Amadora-Sintra vão reunir-se com o Conselho de Administração e a direção clínica. Os profissionais consideram que a situação está a ser insustentável e relataram algumas situações relativas ao dia de ontem, com apenas dois médicos escalados.
A urgência de obstetrícia e ginecologia só reabre às 8h00 de sexta-feira, mas volta depois a fechar na próxima semana. Já a urgência de pediatria reabriu às 8h00, mas volta a encerrar às 20h00.
A RTP esteve esta quinta-feira neste hospital, onde também no serviço de urgência de anestesia há constrangimentos: 94 por cento dos médicos assinaram minutas, recusando exceder as 150 horas extra anuais.No Hospital Garcia de Orta, em Almada, o cenário na urgência pediátrica é semelhante: encerra todas as noites até às 8h30.
No Hospital Dona Estefânia, a RTP verificou na manhã desta quinta-feira que a situação estava calma, apesar de este estabelecimento de saúde ter vindo a sofrer os impactos do encerramento da urgência noturna do Hospital São Francisco Xavier.
No início desta semana, o diretor de pediatria do Dona Estefânia avançou que o hospital estava a receber uma média de 100 crianças a mais diariamente.
Hospitais do Norte e Centro também afetados
A norte do país também se registam constrangimentos nos hospitais. Em Santa Maria da Feira a urgência pediátrica encerra até dia 4 de novembro. Já em Penafiel, a urgência de obstetrícia está encerrada.
A RTP constatou esta manhã no Hospital de Braga que a situação está tranquila, ainda que a urgência de obstetrícia e ginecologia esteja encerrada desde as 8h00 de quarta-feira e só reabra no sábado às 8h00.
O hospital já pediu aos doentes que não se dirijam a esses serviços e que se desloquem a outros centros hospitalares.Na Guarda, há constrangimentos sexta-feira e no fim de semana na urgência médico-cirúrgica do Hospital Sousa Martins.
No Centro Hospitalar Tondela-Viseu também já se fazem sentir os constrangimentos causados pela decisão do Conselho de Administração de encerrar na quarta-feira, das 19h00 às 8h30, a urgência em cirurgia e ortopedia. Foi já ativado um plano de contingência.
A via verde coronária, uma referência neste hospital, será igualmente afetada já a partir de sábado e durante 12 dias. Em causa está a luta dos profissionais de saúde, com os sindicatos e o Governo num impasse nas negociações.
Regista-se também uma diminuição de camas no serviço de cuidados intensivos: são apenas 20.
Utentes urgentes em Leiria desviados para Coimbra
Já na zona Centro do país, a urgência ginecológica/obstétrica do Centro Hospitalar de Leiria está fechada até às 9h00 de segunda-feira por “falta de recursos humanos médicos”, anunciou a unidade de saúde no Facebook."Em situações urgentes, as utentes poderão dirigir-se à Maternidade Dr. Bissaya Barreto ou à Maternidade Dr. Daniel de Matos", em Coimbra, adiantou o centro hospitalar.
Os médicos e o Governo continuam sem chegar a acordo sobre os aumentos salariais, apesar de terem consolidado os avanços negociais noutras matérias, como as férias e o tempo de trabalho no serviço de urgência.