Demissão na Câmara de Barrancos por suspeitas de corrupção

| País
Demissão na Câmara de Barrancos por suspeitas de corrupção

A ver: Demissão na Câmara de Barrancos por suspeitas de corrupção

O presidente da Câmara demitiu o chefe da unidade de obras após a RTP ter revelado que Paulo Ventura é suspeito de corrupção.

Os alegados crimes terão tido lugar no Instituto de Conservação da Natureza onde alegadamente Paulo Ventura recebeu dinheiro para dar pareceres favoráveis a vários projectos.

Ao longo de um mês e meio de investigação no sudoeste alentejano, o Sexta às 9 ouviu a mesma denúncia várias vezes.

Proprietários de estruturas agrícolas e turísticas e até um alto quadro do ICNF garantem que Paulo Ventura criou um esquema para acelerar a aprovação de projetos dentro deste instituto público.

Numa primeira fase, o arquiteto dava um parecer desfavorável. Depois, reunia-se com os proprietários e explicava o que teria de ser mudado para o projeto ser aprovado numa segunda fase, mediante um pagamento. Paulo Ventura exigiria que o pagamento fosse feito em dinheiro vivo, habitualmente neste parque de estacionamento de um supermercado da região.

Paulo Ventura admitiu ao Sexta às 9 que recebeu estas quantias apesar de estar obrigado ao regime de exclusividade da função pública.

Após ouvir esta entrevista, o presidente da Câmara de Barrancos demitiu Paulo Ventura do cargo de chefe da Unidade de Obras - um cargo que ocupava por nomeação direta do autarca desde março.

O mesmo autarca foi chefe de Paulo Ventura no parque natural da costa vicentina durante uma década.

O caso está entregue ao DIAP de Évora que investiga a eventual prática de crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagens e branqueamento de capitais. O processo conta já com dois arguidos.

A informação mais vista

+ Em Foco

O antigo procurador-geral da República do Brasil revelou à RTP que já recebeu várias ameaças de morte e defendeu uma reforma profunda do sistema político brasileiro.

Quando Ana Paula Vitorino indicou Lídia Sequeira, a economista ainda era gerente da sua empresa, o que viola a lei em matéria de incompatibilidades e o dever de imparcialidade.

Em seis anos, as investigações sucederam-se, sem poupar ninguém, da política ao futebol e à banca, seguindo a bandeira da ainda procuradora geral, o combate à corrupção.

    O Conselho Europeu informal de Salzburgo tem em cima da mesa dossiers sensíveis, com a imigração e o Brexit no topo da agenda. A RTP preparou um conjunto de reportagens especiais sobre esta cimeira.