País
Movimento pela Habitação. Dezenas de feridos em nova investida da polícia no Porto
Os distúrbios precipitaram-se quando as forças de segurança obrigaram os manifestantes a remover as tendas que reergueram na Praça D. João I.
Mais de 30 manifestantes pelo direito à habitação a pernoitar na Praça D. João I, no centro do Porto, ficaram feridos, durante a madrugada desta quinta-feira, em confrontos com agentes das forças de segurança.
Entre os feridos assistidos no local e em hospitais da região, há pelo menos duas pessoas com fraturas.O segundo acampamento inseria-se no protesto contra a crise imobiliária e o aumento do custo de vida, em curso desde o passado fim de semana.
Os manifestantes dizem ter sido alvo de "violência extrema e desproporcional", sublinhando tratar-se de "um movimento ativista pacífico".
Em comunicado, o Movimento pela Habitação veio denunciar "a intervenção policial violenta no Porto esta madrugada", apontando para pelo menos "37 feridos, dois em estado grave". "O movimento denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência", lê-se na nota.
"Entre os episódios mais graves, destaca-se a agressão a uma pessoa com deficiência, bem como o internamento hospitalar de vários participantes na sequência da intervenção. A violência exercida contra pessoas que se manifestavam pacificamente é inaceitável e exige o imediato apuramento dos factos e a responsabilização dos envolvidos". Depoimento de manifestante hospitalizado à RTP Antena 1
"Continuar a crescer e não só no Porto"
Na noite de quarta-feira, após uma denominada assembleia popular com mais de meio milhar de pessoas, o porta-voz do movimento, Pedro Manuel, adiantava que fora decidido continuar com o protesto na Praça D. João I “e novamente dormir em tendas”.
“Convocámos o povo para decidir se querem que acampemos para continuar a protestar. O povo quer, vamos acampar, estamos a levantar as tendas”, adiantava o porta-voz, acrescentando que seriam erguidas cerca de 60 tendas.
Questionado sobre se o movimento receava nova ação, por parte da Polícia Municipal, para desmantelar o acampamento, Pedro Manuel reconhecia que era essa ”a expectativa, infelizmente”. O porta-voz argumentou haver “autorização para manifestação até dia 20”.
Antes da operação policial, o movimento mantinha a expectativa de “continuar a crescer e não só no Porto”, apelando a manifestações “em outras cidades, como já está convocado em Lisboa para sábado”.
“O apoio que temos é popular, temos indivíduos de todas as áreas, espectro político, temos idosos, jovens, crianças, trabalhadores, estudantes, temos pessoas de vários partidos que vêm, não institucionalmente, mas pessoalmente, porque esta é uma luta de todos, é uma luta de todos os portugueses, todos os que vivem em Portugal, que querem habitar em Portugal, em Espanha, Itália, França, é uma luta geral”, vincou Pedro Manuel.
A Polícia Municipal havia já retirado, na segunda-feira, dezenas de tendas montadas na Praça D. João I. Em comunicado, a Câmara Municipal do Porto afirmava, então, que “a ocupação” fora “avaliada pelas entidades competentes e forças de segurança, a quem cabe atuar em conformidade com a lei, não permitindo a ocupação ilegal e degradação do espaço público”.
O presidente da Câmara do Porto avisou na quarta-feira que a autarquia seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas".
"É evidente que a Praça D. João I não é um parque de campismo, e não vai transformar-se num parque de campismo. Vamos ser absolutamente implacáveis com qualquer tentativa de colocação de tendas naquela zona", enfatizou Pedro Duarte.
c/ Lusa
Entre os feridos assistidos no local e em hospitais da região, há pelo menos duas pessoas com fraturas.O segundo acampamento inseria-se no protesto contra a crise imobiliária e o aumento do custo de vida, em curso desde o passado fim de semana.
Os manifestantes dizem ter sido alvo de "violência extrema e desproporcional", sublinhando tratar-se de "um movimento ativista pacífico".
Em comunicado, o Movimento pela Habitação veio denunciar "a intervenção policial violenta no Porto esta madrugada", apontando para pelo menos "37 feridos, dois em estado grave". "O movimento denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência", lê-se na nota.
"Entre os episódios mais graves, destaca-se a agressão a uma pessoa com deficiência, bem como o internamento hospitalar de vários participantes na sequência da intervenção. A violência exercida contra pessoas que se manifestavam pacificamente é inaceitável e exige o imediato apuramento dos factos e a responsabilização dos envolvidos". Depoimento de manifestante hospitalizado à RTP Antena 1
"Continuar a crescer e não só no Porto"
Na noite de quarta-feira, após uma denominada assembleia popular com mais de meio milhar de pessoas, o porta-voz do movimento, Pedro Manuel, adiantava que fora decidido continuar com o protesto na Praça D. João I “e novamente dormir em tendas”.
“Convocámos o povo para decidir se querem que acampemos para continuar a protestar. O povo quer, vamos acampar, estamos a levantar as tendas”, adiantava o porta-voz, acrescentando que seriam erguidas cerca de 60 tendas.
Questionado sobre se o movimento receava nova ação, por parte da Polícia Municipal, para desmantelar o acampamento, Pedro Manuel reconhecia que era essa ”a expectativa, infelizmente”. O porta-voz argumentou haver “autorização para manifestação até dia 20”.
Antes da operação policial, o movimento mantinha a expectativa de “continuar a crescer e não só no Porto”, apelando a manifestações “em outras cidades, como já está convocado em Lisboa para sábado”.
“O apoio que temos é popular, temos indivíduos de todas as áreas, espectro político, temos idosos, jovens, crianças, trabalhadores, estudantes, temos pessoas de vários partidos que vêm, não institucionalmente, mas pessoalmente, porque esta é uma luta de todos, é uma luta de todos os portugueses, todos os que vivem em Portugal, que querem habitar em Portugal, em Espanha, Itália, França, é uma luta geral”, vincou Pedro Manuel.
A Polícia Municipal havia já retirado, na segunda-feira, dezenas de tendas montadas na Praça D. João I. Em comunicado, a Câmara Municipal do Porto afirmava, então, que “a ocupação” fora “avaliada pelas entidades competentes e forças de segurança, a quem cabe atuar em conformidade com a lei, não permitindo a ocupação ilegal e degradação do espaço público”.
O presidente da Câmara do Porto avisou na quarta-feira que a autarquia seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas".
"É evidente que a Praça D. João I não é um parque de campismo, e não vai transformar-se num parque de campismo. Vamos ser absolutamente implacáveis com qualquer tentativa de colocação de tendas naquela zona", enfatizou Pedro Duarte.
c/ Lusa