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DGS indica que não há casos confirmados de leite contaminado em Portugal

DGS indica que não há casos confirmados de leite contaminado em Portugal

A Direção-Geral de Saúde (DGS) confirmou que não existem casos de leite contaminado com toxina cereulida em Portugal. A informação foi divulgada esta quarta-feira, após dezasseis bebés em Espanha e França terem sido hospitalizados com vómitos.

RTP /
Foto: Jean Marc Barrere / Hans Lucas via AFP

A DGS também confirma que “está em curso a recolha voluntária dos lotes afetados” das marcas NAN e Aptamil. 

A recolha foi feita pela próprias empresas produtoras das marcas (Nestlé e Danone) e “reforçadas pela Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) e pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)”, informa a DGS. 

As autoridades de saúde também disponibilizaram uma lista dos lotes afetados e recomendam a quem adquiriu o produto para “parar de usar de imediato […] e contactar a empresa responsável pela marca para saber como devolver”.

Em relação às crianças que tenham consumido o leite de algum destes lotes, a DGS recomenda vigilância, “sobretudo nas 6 horas após consumo” e que os sintomas (vómitos, náuseas e, por vezes, diarreia) “costumam resolver espontaneamente no próprio dia”. 

Caso contrário, recomenda-se o contacto com o médico assistente ou com a SNS24.

Num relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, publicado na segunda-feira, foi informado que 16 bebés foram hospitalizados com vómitos após consumirem leite artificial contaminado com toxina cereulida.

A cereulida é uma toxina produzia pela bactéria Bacillus cereu, presente em alimentos e que causam sintomas como vómitos e diarreia, semelhantes a uma gastroenterite. 

De acordo com o relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, a causa levou à “identificação do ingrediente contaminado como sendo óleo de ácido araquidónico (ARA), um suplemento de ómega 6”.

A possível presença da toxina em lotes de leite infantil da Danone e Nestlé levou as empresas a retirarem vários produtos do mercado, o que levou o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças a considerar que a “probabilidade atual de exposição está a diminuir”.
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