País
Director nacional da Polícia Judiciária diz que caso Maddie não vai ser esquecido
O director nacional da Polícia Judiciária assegura que o caso do desaparecimento de Madeleine McCann não vai cair no esquecimento, apesar de ter sido arquivado pelo Ministério Público. Almeida Rodrigues questiona os dotes de “investigador” do ex-director nacional da PJ Alípio Ribeiro, para quem o arquivamento do inquérito pode ter sido precipitado.
“Aquilo que posso dizer e que me parece o mais importante é que a Polícia Judiciária seguirá todas as pistas e irá até ao fim do Mundo, se for necessário. Procuramos fazê-lo com sobriedade, com discrição”, afirmou Almeida Rodrigues à Antena 1.
O inquérito relativo ao desaparecimento de Madeleine McCann foi arquivado pelos magistrados competentes do Ministério Público. O arquivamento foi determinado “por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime por parte dos arguidos”, de acordo com um comunicado publicado segunda-feira pela Procuradoria-Geral da República.
Foi também levantado o estatuto de arguido aos pais da criança britânica, Gerry e Kate McCann, e ao luso-britânico Robert Murat.
Tempo de investigação "não é o tempo da notícia"
Num artigo de opinião publicado na edição desta terça-feira do Diário Económico, o procurador-geral adjunto e ex-director da Polícia Judiciária Alípio Ribeiro escreve que “um arquivamento precipitado pode vir a prejudicar, quem sabe se definitivamente, um esclarecimento posterior”.
“O tempo de uma investigação não é o tempo da notícia dela ou da sua memória mediática, muito menos quando está em causa o desaparecimento de uma criança”, sustenta Alípio Ribeiro, salientando que “o Ministério Público não tem uma cultura de revisitação dos inquéritos correspondentes a crimes mais graves e que foram arquivados por falta de elementos de prova.
Na óptica do ex-director nacional da Polícia Judiciária, “um caso de desaparecimento de um menor não pode ser fechado, por falta de prova, decorrido tão pouco tempo sobre aquele dramático momento”.
“Da análise de alguns casos ocorridos no estrangeiro e em que a investigação alcançou resultados, verifica-se que os mesmos foram obtidos, algumas vezes, muitos anos depois”, sublinha.
Para Alípio Ribeiro, “talvez tivesse sido mais razoável ter determinado a cessação do estatuto de arguidos daqueles que foram constituídos e, noutro contexto processual, continuar a investigação”.
Almeida Rodrigues garante que a Polícia Judiciária não deixará de dar atenção a todas as pistas. E afirma que o ex-director nacional “não ficou propriamente conhecido pelos seus dotes de investigador”.
“O doutor Alípio Ribeiro não ficou propriamente conhecido como sendo um bom investigador. É uma opinião que eu obviamente respeito, mas aquilo que é de facto importante é que a Polícia Judiciária, doravante, continua a seguir todas as pistas”, afirmou à Antena 1 o responsável pela Polícia Judiciária.
O inquérito relativo ao desaparecimento de Madeleine McCann foi arquivado pelos magistrados competentes do Ministério Público. O arquivamento foi determinado “por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime por parte dos arguidos”, de acordo com um comunicado publicado segunda-feira pela Procuradoria-Geral da República.
Foi também levantado o estatuto de arguido aos pais da criança britânica, Gerry e Kate McCann, e ao luso-britânico Robert Murat.
Tempo de investigação "não é o tempo da notícia"
Num artigo de opinião publicado na edição desta terça-feira do Diário Económico, o procurador-geral adjunto e ex-director da Polícia Judiciária Alípio Ribeiro escreve que “um arquivamento precipitado pode vir a prejudicar, quem sabe se definitivamente, um esclarecimento posterior”.
“O tempo de uma investigação não é o tempo da notícia dela ou da sua memória mediática, muito menos quando está em causa o desaparecimento de uma criança”, sustenta Alípio Ribeiro, salientando que “o Ministério Público não tem uma cultura de revisitação dos inquéritos correspondentes a crimes mais graves e que foram arquivados por falta de elementos de prova.
Na óptica do ex-director nacional da Polícia Judiciária, “um caso de desaparecimento de um menor não pode ser fechado, por falta de prova, decorrido tão pouco tempo sobre aquele dramático momento”.
“Da análise de alguns casos ocorridos no estrangeiro e em que a investigação alcançou resultados, verifica-se que os mesmos foram obtidos, algumas vezes, muitos anos depois”, sublinha.
Para Alípio Ribeiro, “talvez tivesse sido mais razoável ter determinado a cessação do estatuto de arguidos daqueles que foram constituídos e, noutro contexto processual, continuar a investigação”.
Almeida Rodrigues garante que a Polícia Judiciária não deixará de dar atenção a todas as pistas. E afirma que o ex-director nacional “não ficou propriamente conhecido pelos seus dotes de investigador”.
“O doutor Alípio Ribeiro não ficou propriamente conhecido como sendo um bom investigador. É uma opinião que eu obviamente respeito, mas aquilo que é de facto importante é que a Polícia Judiciária, doravante, continua a seguir todas as pistas”, afirmou à Antena 1 o responsável pela Polícia Judiciária.