Calor vai apertar. Doze concelhos em risco máximo de incêndio

por RTP

São doze os concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Santarém e Guarda que estão hoje em risco máximo de incêndio. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) aponta para temperaturas elevadas nos próximos dias, com alguns locais do interior de Portugal continental a chegarem aos 40 graus.

De acordo com o IPMA, em risco máximo de incêndio estão os concelhos de Alcoutim (Faro), Marvão, Nisa e Gavião (Portalegre), Abrantes, Mação e Sardoal (Santarém), Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Vila de Rei e Penamacor (Castelo Branco) e Sabugal (Guarda).

Estão ainda em risco muito elevado e elevado de incêndio vários concelhos dos 18 distritos de Portugal continental.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo o elevado o terceiro nível mais grave

Em causa está o aumento da temperatura do ar, a humidade relativa e a velocidade do vento prevista.

Ainda durante o dia de ontem a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) divulgou um aviso de aumento do risco de incêndios a partir de hoje.

"De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, prevê-se (...) uma subida gradual da temperatura máxima e a diminuição da humidade relativa", indicou a ANEPC em comunicado.

Para os próximos dias é igualmente esperado um aumento gradual do risco de incêndio com condições favoráveis à rápida propagação de fogos.

O risco é maior "nos concelhos com níveis que variam entre elevado a máximo" dos distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, faro, Guarda, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu.

Perante estes avisos, a ANEPC recorda que não é permitida "a queima de matos cortados e amontoados, o uso de fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural, exceto se usados fora das zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito, o lançamento de balões com mecha acesa e de foguetes ou o fumigar ou desinfetar apiários, exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas".

E recomenda a "adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural".

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