País
Escolas privadas congratulam-se com rankings, Fenprof critica método "em desgaste"
Os rankings das escolas divulgados este sábado pela comunicação social já mereceram a reação de sindicatos e associações ligadas à educação. As escolas particulares congratulam-se com o resultado e os pais e encarregados de educação pedem mais medidas para o ensino público. Já a Fenprof deixa várias críticas ao modelo de classificação dos estabelecimentos.
Em reação à divulgação dos rankings das escolas, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considera que a classificação das escolas com base nas médias dos exames é “um ritual em desgaste” que avalia de forma incompleta as escolas.
Em comunicado, os professores contesta o método de avaliação das escolas, que têm por base os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação, salientando que os resultados dos exames “são apenas um de muitos indicadores que expressam a complexa realidade em que vivem as escolas portuguesas".
"Trata-se de métodos que não concedem virtude ao que não a tem: esta não é a forma de avaliar escolas, de traduzir o seu rendimento efetivo, de atestar o modo como preparam os seus alunos para a vida”, defende a federação sindical, que considera “abusiva” a hierarquização das escolas.
"Há muito trabalho a fazer"
Quem também reagiu à divulgação dos rankings foi a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que reconhece a subida das escolas públicas, mas destaca que ainda “há muito trabalho a desenvolver”
"Ainda temos muito que fazer. Houve uma grande evolução, como é conhecido por todos, no sistema educativo e diria que é uma evolução quantitativa, mas os dados mostram que ainda há muito trabalho para desenvolver", disse à agência Lusa o presidente da Confap, Jorge Ascenção.
O responsável assinalou, contudo, que "é necessário e urgente uma reflexão sobre o modelo de avaliação", algo que a Confap tem vindo a defender.
"A escola está mais numa perspetiva de uma classificação do que numa perspetiva de certificação e de apoiar a evolução daquilo que são as motivações e as expectativas de cada criança e de cada jovem", criticou, falando num "mercado das notas".
Para o representante, há mais parâmetros de avaliação com grande importância. "Estamos a comentar rankings que traduzem algum conhecimento, mas apenas um momento em que foi feito um exame e que pode não ser o reflexo de um trabalho que foi desenvolvido e avaliado continuamente".
Jorge Ascensão lamentou ainda que o sistema de ensino atual se foque mais nas "preocupações imediatas", já que "as famílias querem que os filhos tenham uma nota e não deveria ser esse o interesse".
Ensino privado satisfeito com resultados
A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) congratulou-se com os resultados obtidos pelos estabelecimentos. Em nota enviada à agência Lusa, a associação felicitou “"todas as escolas que se distinguem positivamente nos lugares cimeiros".
A lista ordenada das escolas, segundo a classificação no 9º e 12º, reúne estabelecimentos particulares e estatais.
A associação realça que existe um “mérito evidente” dos exames nacionais enquanto instrumento de avaliação dos alunos. São “uniformes e iguais para todos”, com “uma escala de classificação também igual” e são “avaliados de forma anónima” sem que seja conhecida a identidade do aluno ou a escola que frequenta.
Para a AEEP, os rankings, “não oferecendo toda a informação relevante sobre a escola e, por maioria de razão, sobre os alunos que a frequentam, designadamente sobre o seu percurso educativo, oferecem, inequivocamente, uma fotografia dos resultados, constituindo-se como um indicador importante que importa progressivamente compreender, cruzar com outras informações e, naturalmente, valorizar".
A associação defendeu também “mais liberdade de escolha da escola para as famílias, com mais autonomia curricular, pedagógica e científica” e ainda “mais escolas capazes de oferecerem propostas e projetos educativos diferenciados".
Nas escolas de ensino básico, as primeiras 25 escolas são privadas, com a primeira escola pública a surgir no 26º lugar. Já no ensino secundário, os primeiros 35 lugares são ocupados por escolas públicas e só a 36ª é pública.
c/ Lusa
Em comunicado, os professores contesta o método de avaliação das escolas, que têm por base os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação, salientando que os resultados dos exames “são apenas um de muitos indicadores que expressam a complexa realidade em que vivem as escolas portuguesas".
"Trata-se de métodos que não concedem virtude ao que não a tem: esta não é a forma de avaliar escolas, de traduzir o seu rendimento efetivo, de atestar o modo como preparam os seus alunos para a vida”, defende a federação sindical, que considera “abusiva” a hierarquização das escolas.
"Há muito trabalho a fazer"
Quem também reagiu à divulgação dos rankings foi a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que reconhece a subida das escolas públicas, mas destaca que ainda “há muito trabalho a desenvolver”
"Ainda temos muito que fazer. Houve uma grande evolução, como é conhecido por todos, no sistema educativo e diria que é uma evolução quantitativa, mas os dados mostram que ainda há muito trabalho para desenvolver", disse à agência Lusa o presidente da Confap, Jorge Ascenção.
O responsável assinalou, contudo, que "é necessário e urgente uma reflexão sobre o modelo de avaliação", algo que a Confap tem vindo a defender.
"A escola está mais numa perspetiva de uma classificação do que numa perspetiva de certificação e de apoiar a evolução daquilo que são as motivações e as expectativas de cada criança e de cada jovem", criticou, falando num "mercado das notas".
Para o representante, há mais parâmetros de avaliação com grande importância. "Estamos a comentar rankings que traduzem algum conhecimento, mas apenas um momento em que foi feito um exame e que pode não ser o reflexo de um trabalho que foi desenvolvido e avaliado continuamente".
Jorge Ascensão lamentou ainda que o sistema de ensino atual se foque mais nas "preocupações imediatas", já que "as famílias querem que os filhos tenham uma nota e não deveria ser esse o interesse".
Ensino privado satisfeito com resultados
A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) congratulou-se com os resultados obtidos pelos estabelecimentos. Em nota enviada à agência Lusa, a associação felicitou “"todas as escolas que se distinguem positivamente nos lugares cimeiros".
A lista ordenada das escolas, segundo a classificação no 9º e 12º, reúne estabelecimentos particulares e estatais.
A associação realça que existe um “mérito evidente” dos exames nacionais enquanto instrumento de avaliação dos alunos. São “uniformes e iguais para todos”, com “uma escala de classificação também igual” e são “avaliados de forma anónima” sem que seja conhecida a identidade do aluno ou a escola que frequenta.
Para a AEEP, os rankings, “não oferecendo toda a informação relevante sobre a escola e, por maioria de razão, sobre os alunos que a frequentam, designadamente sobre o seu percurso educativo, oferecem, inequivocamente, uma fotografia dos resultados, constituindo-se como um indicador importante que importa progressivamente compreender, cruzar com outras informações e, naturalmente, valorizar".
A associação defendeu também “mais liberdade de escolha da escola para as famílias, com mais autonomia curricular, pedagógica e científica” e ainda “mais escolas capazes de oferecerem propostas e projetos educativos diferenciados".
Nas escolas de ensino básico, as primeiras 25 escolas são privadas, com a primeira escola pública a surgir no 26º lugar. Já no ensino secundário, os primeiros 35 lugares são ocupados por escolas públicas e só a 36ª é pública.
c/ Lusa