País
Falta de meios humanos e milhares de processos atrofiam Câmara da Marinha Grande
O autarca Paulo Vicente devolve ao Governo a responsabilidade por atrasos tão grandes nos pagamentos de ajudas e diz que a administração central criou um circuito que sobrecarrega e penaliza as autarquias.
O presidente da Câmara da Marinha Grande concorda com o ministro da Coesão Territorial quando diz que as câmaras do centro do país não têm capacidade necessária - meios humanos - para despachar tantos pedidos de ajuda recebidos. Uma falta de capacidade que se deve ao "empurrar" para cima das autarquias a responsabilidade de ligar com mais de 20 mil processos sem meios.
O autarca Paulo Vicente diz mesmo que este é apenas uma de muitas questões que colocam muitos problemas às câmaras, impossibilitado o despacho atempadamente das solicitações e ajudas e devolve ao Governo a responsabilidade por atrasos tão grandes.
Ontem o ministro Castro Almeida, na RTP, adiantou que só uma em cada três candidaturas às ajudas do Estado já receberam o dinheiro devido.