Guardas baleados. "Cada vez mais agressões" em "profissão de risco"

| País

“Cada vez há mais agressões a agentes da autoridade, neste tipo de situações”, afirmou à RTP César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda
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Conhecida a notícia de dois militares da GNR atingidos a tiro em Coimbra, durante uma operação de fiscalização rodoviária, a Associação dos Profissionais da Guarda veio este sábado denunciar que “nada se tem feito para considerar a profissão de risco”. Rui Nogueira, o presidente da estrutura, afirma que “cada vez há mais agressões a agentes da autoridade”.

“Cada vez há mais agressões a agentes da autoridade, neste tipo de situações. Com arma de fogo é que não é tão frequente, mas pelos vistos também acontece”, fez notar César Nogueira, em declarações à RTP.

Dois militares da Guarda Nacional Republicana ficaram feridos depois de terem sido “atingidos com disparos de arma de fogo” quando procediam a uma operação de fiscalização de trânsito, indicou o Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra.


Paula Costa, Pedro Teodoro, Pedro Pena - RTP

Um dos operacionais encontra-se internado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra com uma bala alojada na face.
O alerta foi dado cerca da 1h10 para uma ocorrência no IC2, junto a um posto de combustível na freguesia de Cernache.

Nas declarações à reportagem da estação pública, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda disse desconhecer “o que é que levantou a suspeita para que os colegas abordassem os indivíduos”.

“Sabemos que são três indivíduos que ainda estão em fuga e que reagiram tentando matar. Quem dispara é para matar, não é para ferir”, assinalou.

Também ouvido pela agência Lusa, César Nogueira apontou críticas ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. O governante, apontou, “afirma várias vezes que sente um carinho especial pela GNR, mas esse carinho não se sente no trabalho do dia-a-dia”.
“Profissão de risco”

“Há cada vez mais agressões e nada se tem feito para considerar a profissão de risco”, reiterou César Nogueira à Lusa, para acrescentar que tem levado ao Ministério da Administração Interna o problema das agressões a militares em serviço.

O presidente da APG não indica dados concretos sobre o número de operacionais agredidos, mas afiança que foram “bastantes este ano e no ano passado”. Uma “consequência”, sustentou, “do sentimento de impunidade de quem pratica as agressões”.

A solução passa, na ótica da APG, por uma moldura penal mais pesada para os agressores, mas também pelo reforço do efetivo: “Enquanto não houver mais elementos, é diferente fazer uma patrulha constituída por dois elementos do que fazer uma patrulha com quatro militares”.

c/ Lusa

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