Informador da PJ morre carbonizado em despiste com Ferrari na A4

O condutor que morreu carbonizado ao volante de um Ferrari, na A4, era informador da PJ. O homem terá colaborado nas investigações sobre a criminalidade associada à noite do Porto. A informação é avançada pela agência Lusa que cita fonte policial.

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O acidente teve lugar às 05h31 de segunda-feira no sentido Porto-Amarante RTP

O condutor foi identificado como Carlos Filipe, dono do stand Finicar, no Porto. Segundo a Brigada de Trânsito da GNR o excesso de velocidade e uma fuga de combustível poderão explicar o despiste seguido de incêndio da viatura.

O acidente teve lugar às 05h31 de segunda-feira no sentido Porto-Amarante, “numa recta”, tendo a viatura ficado “completamente destruída, pois incendiou-se após o despiste, deixando marcas de travagem na estrada”, afirmou a BT.

“Estão a ser recolhidos indícios e eventuais testemunhas para perceber as circunstâncias do acidente”, afirmou fonte da BT da Maia à Lusa. “Só foi possível perceber a marca do carro através de uma jante”, acrescentou.

A mesma fonte acrescentou que se forem encontradas provas de que o carro foi mexido ou da presença de resíduos de qualquer substância que possa ter provocado a explosão do veículo, então o caso passa a ser da competência da PJ.

Carlos Filipe foi notícia em Dezembro de 2007, altura em que o Tribunal de Instrução Criminal do Porto decretou a prisão preventiva para Bruno Pidá, alegado líder do “Gangue da Ribeira” e de mais três detidos no âmbito da “Operação Noite Branca”. Na altura, Telma Sequeira, a namorada de Bruno Pidá, acusou “um inspector da PJ”, que nomeou, de ter tentado “forjar provas” contra Pidá.

Telma Sequeira disse que recebera, três meses antes, na caixa do correio, um saco de plástico contendo um telemóvel, onde encontrou uma mensagem de texto (SMS), que atribuiu a um inspector da PJ, pedindo a “uma pessoa chamada Carlos”, que afirmou não conhecer, para arranjar “uns chavalos (rapazes) de Valbom”, Gondomar, que testemunhassem contra Bruno Pidá.

Gabinete Coordenador de Segurança reuniu-se hoje

Os crimes violentos dos últimos dias na zona da Grande Lisboa foram analisados pelo Conselho Coordenador de Segurança numa reunião que serviu para delinear estratégias.

Já ontem, numa reunião de emergência, a Polícia Judiciária manifestou a certeza de que Lisboa, não está a ser palco de manifestações de criminalidade organizada, considerando que se tratam de casos pontuais. (ver artigo relacionado)
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