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Os danos e a evolução do estado do tempo

Levantamento dos estragos nas infraestruturas vai demorar "meses ou anos". Governo recusa críticas dos autarcas

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Levantamento dos estragos nas infraestruturas vai demorar "meses ou anos". Governo recusa críticas dos autarcas

A depressão Marta já deixou o território português, mas chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação climatérica em Portugal.

Joana Raposo Santos, Paulo Alexandre Amaral, Mariana Ribeiro Soares, Inês Moreira Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Foto: Pedro Nunes - Reuters

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RTP /

Chuva e vento. IPMA com alertas para os próximos dias nas regiões Norte e Centro

A meteorologista do IPMA Alexandra Fonseca explicou à RTP que se espera um agravamento do estado do tempo nas regiões Norte e Centro já a partir da meia-noite, "com aviso amarelo de precipitação já emitido".

"Este aviso amarelo para todos os distritos das regiões Norte e Centro irá agravar nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu para nível laranja a partir do início da manhã desta terça-feira", avançou.

Estes avisos estarão ativos até às 18h00 de amanhã, "sendo que se espera a partir do final da tarde de terça-feira um desagravamento temporário".

Quarta-feira, porém, haverá "novo agravamento na precipitação a partir do início da manhã, com um aviso amarelo também para as regiões Norte e Centro", podendo subir novamente para laranja.

Na quarta-feira há ainda aviso amarelo de vento, com possibilidade de rajadas de até 100 quilómetros por hora nas terras altas.

Apenas no final da semana poderá dar-se um desagravamento das condições climatéricas.
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RTP /

Falta de eletricidade impede acompanhamento da noite eleitoral

Em Leiria, muitas aldeias não puderam acompanhar o decorrer da noite eleitoral por falta de eletricidade. As pessoas juntaram-se onde havia geradores e foi assim que conseguiram saber o resultado.

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RTP /

Valada do Ribatejo continua isolada

De Valada do Ribatejo só se consegue entrar ou sair de barco. Os moradores não se mostram preocupados, mas criticam a falta de manutenção dos diques em redor da aldeia.

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RTP /

Arruda dos Vinhos pede ao Governo que decrete situação de calamidade

Quase todas as estradas do concelho estão destruídas e há já casas a colapsar.

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Momento-Chave
Lusa /

Proteção Civil prevê chuva intensa e vento forte até 4.ª feira e alerta para inundações

O quadro meteorológico de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental deverá manter-se até quarta-feira, indicou hoje a Proteção Civil, alertando para um aumento das inundações, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

"Os nossos rios, neste momento, estão no limite da capacidade e, portanto, é natural que com esta precipitação haja, novamente, um aumento da gravidade das inundações um pouco por todo o país, nomeadamente na zona Norte e Centro", afirmou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.

Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre reforçou que a previsão meteorológica se mantém, "com chuva intensa, por vezes forte, no litoral Norte e Centro, com vento moderado mais forte na costa e nas terras altas, com rajadas fortes no Norte e Centro, que podem ir até 75 quilómetros/hora", e também com agitação marítima e queda de neve acima dos 1.000 metros.

"Esta condição meteorológica, que irá manter-se previsivelmente até à próxima quarta-feira, irá obviamente ter um impacto significativo nas nossas albufeiras, que já estão saturadas e com muita água e com elevados caudais", frisou.

O comandante nacional da ANEPC sublinhou que o quadro meteorológico previsto requer "redobrados cuidados" em várias matérias da vida quotidiana, em particular na circulação rodoviária.

"Reforçar que, mais uma vez, é um episódio de chuva, a chuva em si não terá grande impacto, mas aquilo que a chuva vai provocar nos diversos leitos de água será um problema significativo e poderá constituir-se como um risco, novamente, para toda a população portuguesa", realçou.

Em risco significativo de inundações, destaca-se os rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, informou Mário Silvestre, indicando que estão também com risco de inundação os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.

O responsável da Proteção Civil alertou para todos os cursos de água que se situam na região Norte, em particular no Minho, porque "serão provavelmente aqueles que sofrerão mais impacto pela precipitação que se vai fazer sentir", nomeadamente durante o dia de terça-feira.

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RTP /

Forças Armadas empenharam hoje mais de 2.700 militares

Durante o dia de hoje, as Forças Armadas empenharam 2.730 militares, 395 viaturas, 21 máquinas de engenharia, 67 botes e duas lanchas anfíbias de reabastecimento no âmbito da operação “Intempéries”, de apoio à população afetada pelo mau tempo.

As Forças Armadas mantêm o seu compromisso no apoio às populações afetadas e durante o dia de hoje realizaram os seguintes apoios principais:

• Incremento do emprego de módulos de construções em altura;
• Remoção de escombros e desobstrução de vias;
• Ações de proximidade;
• Relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios;
• Reconhecimento de 55 quilómetros de infraestruturas elétricas com recurso a sistemas aéreos não tripulados.
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Lusa /

País suscetível, vulnerável e sem cultura de risco

O especialista em clima Carlos da Câmara advertiu hoje que Portugal é um país muito suscetível e vulnerável aos eventos extremos e que lhe falta uma cultura de risco, fatores agravantes perante casos de mau tempo.

A propósito do mau tempo que tem atingido o continente nas últimas semanas e que já provocou 15 mortes, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa organizou uma videoconferência sobre o que se passa com o estado do tempo, que juntou Carlos da Câmara e outros especialistas, investigadores do Instituto Dom Luiz.

O responsável explicou que em relação à suscetibilidade, a exposição a um evento extremo, o país deslocou-se essencialmente para as zonas do litoral, que é a região mais sensível às depressões, como as que têm estado a atingir o continente.

"A vulnerabilidade é a capacidade que temos de mitigar os efeitos de um evento extremo. E aí temos habitações em leitos de cheia, temos o problema da rede elétrica", em que se tem de equacionar as redes, temos o problema de se olhar para todo um conjunto de estruturas que tem de ser reanalisado, desde logo a forma como as telhas se fixam nos telhados, disse.

Mas acrescentou ainda outro aspeto "muito importante" e que em Portugal se está longe de "atingir os mínimos exigíveis", que é uma cultura de risco que não existe e que não se ensina nas escolas, como por exemplo como agir em caso de um tornado.

"Temos muito mais a tendência para culpar a ministra da Administração Interna, o Governo central, as autarquias, e eu digo que a primeira coisa começa por uma questão de cidadania e de responsabilidade face a ventos extremos, e continuamos muito longe do que é desejável", afirmou.

Com o título "Afinal, o que se passa com o Tempo?" na sessão os vários especialistas debateram a fiabilidade e a evolução das previsões meteorológicas e explicaram o que levou tantas depressões a chegarem ao continente, relacionadas basicamente com a posição de anticiclones e com rios atmosféricos, faixas estreitas (até 500 quilómetros) mas longas de nuvens com muita humidade, "gigantes no céu que transportam água no estado gasoso", como disse o investigador Alexandre Ramos.

E quando questionados sobre se no futuro as diferenças entre as estações do ano se iriam esbater, coube ao investigador e professor da Faculdade de Ciências Gil Lemos explicar que não, que sempre irá fazer frio e chover no inverno, ainda que talvez menos frio do que o habitual. Diferença que, notou, se relaciona com as alterações climáticas.

"Do ponto de vista das projeções climáticas sabemos que vamos ter um aumento paulatino das temperaturas ao longo das próximas décadas (...) mas o que sabemos também é que neste aumento existem variações, que a temperatura vai aumentar de uma forma diferente no inverno e no verão, e na realidade as projeções indicam que os aumentos são mais extremos durante o verão do que no inverno", referiu.

Como o investigador e especialista em clima Pedro Matos Soares já tinha dito Gil Lemos reforçou que Portugal está numa zona de transição climática, com grande variabilidade.

E admitiu que no futuro haja uma maior predisposição para o anticiclone do Açores (que regula o tempo em Portugal impedindo a passagem das depressões e que agora está posicionado mais a sul, deixando-as passar) se localizar sobre a Península Ibérica, impedido o "mau tempo" de chegar e provocando períodos de seca mais prolongados.

"Quando estamos a pensar em tempestades com mais precipitação, com mais vento, podemos enquadrá-las numa perspetiva das alterações climáticas", disse, ainda que não ligasse diretamente o recente "comboio de depressões" às alterações climáticas.

Mas, avisou, é preciso que o país se prepare para esse tipo de cenários. E que pense na adaptação como uma oportunidade para o território, "não como um gasto mas sim como um investimento".

A relação ou não do mau tempo atual com as alterações climáticas levantou no debate alguma polémica, com Gil Lemos a considerar que se calhar era importante falar em "adaptação climática" e não de "adaptação às alterações climáticas", porque estas "só vão acontecer daqui a algumas décadas", disse ironicamente.

E Carlos da Câmara acrescentaria depois, já quase no final do debate: a um governante que precise de ser convencido de que há alterações climáticas a minha única resposta é "já não há pachorra!".

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Lusa /

Cerca de 1.200 pessoas deslocadas em várias regiões de Portugal continental

Cerca de 1.200 pessoas de várias regiões de Portugal continental encontram-se hoje deslocadas das suas habitações como "medida preventiva" devido aos efeitos do mau tempo, sobretudo inundações, revelou a Proteção Civil, contabilizando 12.477 ocorrências desde 01 de fevereiro.

Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o comandante Mário Silvestre disse que há um total de 1.272 pessoas retiradas de casa na sequência das condições atmosféricas adversas, segundo dados reportados até às 18:00.

Os casos de pessoas deslocadas, que tiveram de sair das casas como "medida preventiva", concentram-se na região Centro, nomeadamente Beira Baixa, Coimbra e Leiria, na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se destaca Almada, Peniche, Tomar, Torres Vedras, Óbidos, Lourinhã e Loures, no distrito de Beja, com Mértola e Vidigueira, e no Algarve, sobretudo em Vila Real de Santo António, de acordo com dados da Proteção Civil.

Em termos de zonas inundadas, o comandante nacional da ANEPC realçou Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, na região Centro; Grande Lisboa, Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo, na região de Lisboa e Vale do Tejo; Mértola, Odemira, Vidigueira e Ourique, na região do Alentejo; e Castro Marim, Lagoa, Portimão e Alcoutim, na região do Algarve.

Até ao momento, encontram-se ativados 11 planos distritais de emergência e proteção civil, entre os 18 distritos de Portugal continental, bem como "125 planos municipais e 19 declarações de situação de alerta decretadas pelos próprios municípios", revelou Mário Silvestre.

O responsável da ANEPC disse ainda que o plano de especial de cheias para bacia do Tejo "continua no seu nível máximo, o nível vermelho".

Desde 01 de fevereiro e até às 18:00 de hoje, a Proteção Civil contabiliza um total de 12.477 ocorrências, que mobilizaram 43.617 operacionais e 17.317 meios terrestres e meios aquáticos.

Relativamente à tipologia das ocorrências, o comandante nacional destacou a queda de árvores, em que se continua a registar "um forte impacto", avisando que a população deve ter cuidado nas zonas mais arborizadas, inclusive não estacionar veículos e não permanecer nessas zonas.

Ao risco de queda de árvores, que "é bastante significativo", junta-se "o risco inerente à movimentação de massas, ou seja, à derrocada dos terrenos por via daquilo que tem sido a enorme precipitação", alertou, reforçando que "os solos estão extremamente fragilizados com a precipitação e esses movimentos de massa poderão causar danos significativos, como tem acontecido um pouco por todo o país".

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Lusa /

Abrantes cancela Feira de S. Matias

A Câmara de Abrantes cancelou a edição deste ano da Feira de S. Matias, prevista para o Aquapolis Sul entre fevereiro e março, devido aos danos provocados pelo mau tempo e pelas cheias no espaço público ribeirinho.

"O município entende que não estão reunidas as condições para a realização da feira, não só pelo elevado grau de destruição do espaço público, mas também por questões de gestão e segurança", lê-se no comunicado.

A feira estava anunciada para decorrer entre 27 de fevereiro e 15 de março, em Rossio ao Sul do Tejo, junto ao Aquapolis Sul, zona fortemente afetada pelas cheias e que ficou totalmente submersa nos últimos dias.

"É tempo de união, de limpeza, de reparações e de fazer tudo para que se regresse à normalidade. A Feira de S. Matias regressa em 2027", acrescenta a autarquia, no distrito de Santarém.

Com origens no século XIII, a feira é uma das mais antigas tradições do concelho, reunindo anualmente carrosséis e outras diversões, jogos eletrónicos, bancas de quinquilharia, exposição de viaturas e alfaias agrícolas, bares e rulotes de farturas, pipocas e algodão doce.

O evento é considerado um dos `ex-líbris` culturais de Abrantes e um importante fator de atração e dinamização local, contando habitualmente com um programa complementar cultural, empresarial e de animação.

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Lusa /

Total de 45 mil clientes sem energia elétrica em Portugal continental às 17h00

Um total de 45 mil clientes da E-Redes em todo o território nacional continua sem abastecimento de energia elétrica, dos quais cerca de 37 mil na zona afetada pela depressão Kristin, informou a empresa.

Segundo o mais recente balanço do operador de distribuição de eletricidade, numa nota envida à Lusa, às 17h30 de hoje, "a E-Redes tinha por alimentar cerca de 37 mil clientes na zona da depressão Kristin, dos quais 27 mil em Leiria, sete mil em Santarém, dois mil em Castelo Branco e mil em Coimbra".

Sem abastecimento de energia está "um total de 45 mil clientes em todo o território continental", acrescentou a empresa.

No anterior balanço, às 12h00, a E-Redes contabilizou sem energia elétrica "cerca de 44 mil clientes" afetados pela Kristin, "dos quais 29 mil em Leiria, sete mil em Santarém, cinco mil em Coimbra e três mil em Castelo Branco", de "um total de 55 mil clientes em todo o território continental".

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Lusa /

Câmara de Abrantes admite "milhões de euros" de prejuízos

Os prejuízos provocados pelas tempestades e cheias em Abrantes ascendem a "milhões de euros", tendo o município já iniciado o processo de identificação e quantificação dos danos, disse hoje o presidente da Câmara.

"Não há ainda uma ordem de grandeza concreta, mas não temos dúvidas de que estamos a falar de muitos milhões de euros de prejuízo no concelho", disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS).

O autarca explicou que o município, no distrito de Santarém, já iniciou o processo de identificação e quantificação dos danos provocados pela depressão Kristin e pelas cheias no Tejo, para enquadrar candidaturas a apoios governamentais e comunitários no âmbito da situação de calamidade.

"Estamos abrangidos pela decisão do Conselho de Ministros e haverá apoios do Estado e da União Europeia para responder às dificuldades das pessoas, das empresas e do espaço público. O município estará disponível para acompanhar e reforçar essa resposta", acrescentou.

Manuel Jorge Valamatos recordou que, em 03 de fevereiro, o executivo aprovou por unanimidade a atribuição de 1,155 milhões de euros às 13 juntas e uniões de freguesia do concelho, no âmbito de contratos interadministrativos destinados a intervenções prioritárias a executar ao longo de 2026.

"Este pacote foi planeado há meses, com base em necessidades levantadas ao longo de 2025. A destruição causada agora pela tempestade e pelas cheias é uma realidade nova que vamos ter de analisar e quantificar", sublinhou.

O investimento aprovado no início do mês destina-se a pequenas reparações e melhorias em estradas, escolas, espaços públicos, jardins e cemitérios, identificadas pelas freguesias ao longo do último ano, sem relação com os estragos registados nas últimas semanas.

"É um sinal de grande confiança e articulação entre o município e as freguesias, permitindo responder com maior rapidez a problemas identificados no território", acrescentou o autarca.

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Lusa /

Duas pessoas realojadas nos Açores devido a danos em telhado de habitação

Duas pessoas foram hoje realojadas no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores, após o registo de danos no telhado de uma habitação, informou o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).

Segundo um comunicado do SRPCBA, devido ao mau tempo que está a afetar o arquipélago, registou-se "um dano no telhado de uma habitação no concelho da Praia da Vitória, situação que obrigou ao realojamento de duas pessoas".

"A resposta encontra-se a ser assegurada pelo Instituto da Segurança Social dos Açores (ISSA)", adiantou.

O SRPCBA registou hoje, até por volta das 17:30 locais (18:30 em Lisboa), oito ocorrências provocadas pelo mau tempo.

Das situações reportadas, cinco ocorreram na ilha de São Miguel (concelhos de Vila Franca do Campo e Povoação), duas na ilha Terceira (Praia da Vitória) e uma na ilha Graciosa, estando relacionadas, sobretudo, com derrocadas, exceto a situação que envolveu danos no telhado de uma habitação, indicou.

O SRPCBA aconselha a população a acompanhar as previsões meteorológicas emitidas pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) e a adotar medidas de autoproteção.

O IPMA elevou hoje o aviso nas ilhas do grupo Ocidental dos Açores para laranja devido às previsões de agitação marítima.

As ilhas das Flores e Corvo também vão estar sob aviso laranja por causa da agitação marítima (ondas de sudoeste) entre as 00:00 e as 12:00 de terça-feira, passando a amarelo até às 09:00 de quarta-feira.

Está também em vigor, até às 18:00 de hoje, um aviso amarelo, devido às previsões de precipitação, por vezes forte, para o grupo Central (Terceira, Graciosa, Faial, São Jorge e Pico).

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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Lusa /

Governo dos Açores aciona apoio financeiro aos pescadores

O Conselho Administrativo do Fundo Pesca, órgão consultivo criado pelo Governo dos Açores, ativou hoje o apoio financeiro aos pescadores da região, no valor de 439,53 euros, devido à perda de rendimentos provocada pelo mau tempo nas últimas semanas.

"Decidimos acionar o Fundo Pesca, atribuindo um apoio de compensação salarial aos profissionais da pesca na ordem dos 439 euros e 53 cêntimos", explicou a diretora regional das Pescas, Andreia Henriques, aos jornalistas no final da reunião daquele órgão, que se realizou na cidade da Horta.

Segundo explicou, esta decisão surge na sequência da perda de rendimento dos profissionais da pesca açoriano, que estiveram impedidos de exercer a sua atividade durante vários dias, nos meses de dezembro de 2025 e de janeiro de 2026, devido às más condições climatéricas que se fizeram sentir na região, em especial no estado do mar.

"A ativação do Fundo Pesca não é automática. Depende de vários critérios, que são cumulativos e que estão definidos em Decreto Legislativo Regional", recordou Andreia Henriques, adiantando que "este esforço do Governo Regional traduz-se na atribuição de um apoio global na ordem dos 370 mil euros, que vai abranger cerca de 650 profissionais da pesca.

A última vez que o Fundo Pesca foi atribuído aos pescadores açorianos foi em janeiro de 2025, na sequência de uma reunião do conselho administrativo realizada também na Horta, já na altura para compensar também perdas de rendimento dos profissionais da pesca, no período entre dezembro de 2024 e de janeiro de 2025.

Um dos critérios para a atribuição desta compensação salarial aos pescadores é a análise das descargas registadas nas lotas da região nos meses anteriores à perda efetiva de rendimentos.

O Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores (FUNDOPESCA) foi criado em 2002, mediante proposta do Governo Regional, com o objetivo de atribuir uma compensação salarial aos pescadores açorianos quando o mau tempo não lhes permitir exercer a atividade da pesca.

A gestão deste fundo, com autonomia administrativa e financeira, é garantida por um conselho administrativo com participação de representantes da classe piscatória.

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Lusa /

Deslizamento de estradas em Rio Maior põe casas em risco e faz 28 desalojados e deslocados

O concelho de Rio Maior tem atualmente 17 pessoas desalojadas e 11 deslocadas devido ao mau tempo que causou o abatimento de várias estradas, uma das quais pôs três casas em risco, informou a Câmara.

Um "deslizamento de cunhas numa estrada, na zona de Fonte Longa, em Alcobertas, provocou uma situação muito grave" com o abatimento da via a "pôr várias casas em risco, casas que tiveram de ser evacuadas, portanto, neste momento, temos pessoas desalojadas e outras deslocadas das suas habitações", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias.

Três famílias "tiveram que ser retiradas de casa, num total de 11 deslocados que estão atualmente alojados em casa de familiares", explicou o autarca do distrito de Santarém.

Desde o início da depressão "há ainda o registo de 17 desalojados, que foram instalados em unidades hoteleiras, a expensas do município", disse Filipe Santana Dias.

Entre as situações mais graves registadas na sequência da depressão Kristin, o presidente destaca a da vila da Marmeleira, "que tem quatro vias principais de acesso, das quais três estão completamente inutilizadas por grandes deslizamentos de massas que destruíram completamente estes acessos".

A única via transitável é agora "aquela que realiza o abastecimento público de água à vila, que atualmente está a ser assegurado por transporte automóvel", através de autotanques do município, dos Bombeiros de Rio Maior e da corporação de Alcanede, à qual o município "pediu hoje ajuda".

Estas preocupações foram transmitidas hoje pelo autarca ao ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, durante uma visita ao concelho para avaliar quer estes danos quer "danos transversais a todo o território, como as quedas de árvores e os danos em muitas infraestruturas desportivas que necessitarão de um trabalho extraordinário".

Daí que Filipe Santana Dias tenha hoje sublinhado ao governante "a necessidade óbvia" de terem apoios para poderem "recuperar todo o património público que foi afetado" e que, no caso das estradas, poderão demorar "muitos meses a reparar".

"São obras que muitas delas exigirão recurso a estacaria para que possam ter estabilidade nos seus taludes e dar sustentação à plataforma das estradas", o que, segundo o presidente, além de "serem obras muito caras" contam com a dificuldade de não haver "no mercado português muitas empresas a fazer este tipo de trabalho".

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Lusa /

Mau tempo: FPF admite reforço de verba para ajudar clubes afetados

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, admitiu hoje em Leiria a possibilidade de haver um reforço da verba para apoio aos clubes afetados pelas recentes intempéries.

Paulo Novais - Lusa

As candidaturas ao Fundo de Apoio Urgente às Catástrofes Naturais da FPF, no valor de 100 mil euros, abriram na sexta-feira, abrangendo clubes, sociedades desportivas e associações.

Hoje, durante uma visita à Academia da União das Freguesias de Parceiros e Azoia/Associação de Futebol de Leiria para avaliar os efeitos do mau tempo, Pedro Proença disse haver possibilidade de ir mais além, “se houver necessidade”.

“A FPF não se substitui ao Estado nem aos municípios. A FPF tem as suas limitações e o que fez foi uma primeira abordagem daquilo que foi a disponibilidade financeira momentânea. Esta verba não estava orçamentada, mas fomos capazes de encontrar um valor que pudesse acolher as primeiras necessidades”, afirmou, em resposta a críticas surgidas de responsáveis de clubes das zonas afetadas, que consideraram escasso o valor, dada a dimensão dos prejuízos.

Em Leiria, Pedro Proença admitiu que a FPF poderá rever o apoio: “Se houver necessidade, teremos de encontrar forma de fazer um reforço deste modelo financeiro de acompanhamento, tendo a noção clara que os fundos são finitos”.

Proença acrescentou acreditar que, a nível governamental, “ninguém irá criar limitações para que esses apoios possam acontecer”.

“Não quero tecer comentários sobre o que será a decisão política sobre o tema. Tenho a plena convicção, e conhecendo a senhora ministra [do Desporto], que tudo se fará para podermos minimizar esta catástrofe para o desporto nacional”, reforçou.

A presença na Academia da União das Freguesias de Parceiros e Azoia/Associação de Futebol de Leiria foi justificada pelo facto da FPF ter investido na construção do complexo, parcipalmente destruído pela depressão Kristin.

Mas a visita, feita “de forma simbólica”, teve como objetivo assinalar o “todo o envolvimento solidário com que o país se tem envolvido em função desta calamidade”.

Da parte da FPF, além da ativação do Fundo de Apoio Urgente às Catástrofes Naturais, também foram abertas as portas da Cidade do Futebol, que “a União de Leiria pode utilizar, de modo a que as competições profissionais não tivessem uma interrupção”.

Hoje, Pedro Proença anunciou também a realização de um jogo de Portugal no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, em 10 de junho, antes da equipa das ‘quinas’ partir para o Mundial2026. A receita reverterá para os clubes do distrito de Leiria afetados.

Esta tarde, o presidente da Associação de Futebol de Leiria (AFL) avançou que cerca de 75% dos equipamentos relacionados com o futebol e futsal no distrito foram afetados pelo mau tempo.

“Sobretudo onde a tempestade teve uma intensidade muito maior: Leiria, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós, o norte do distrito e também a sul houve problemas, nomeadamente nas Caldas, no Campo da Boneca, e em Peniche”, detalhou Carlos Mota Carvalho.

Todas as competições da AFL estão paralisadas, envolvendo cerca de 13.400 atletas, quatro mil dirigentes e 200 árbitros. “Mas direta ou indiretamente, afirmamos sem qualquer problema que o movimento associativo envolve 25% da população do distrito, que ronda as 400 mil pessoas”.

Segundo o dirigente associativo, ainda não há uma data definida para o regresso das competições:

“Estamos a fazer uma avaliação semanalmente, tendo em conta o estado de calamidade de vários concelhos do distrito. Queríamos ver se no início do mês de março era possível retomar algumas atividades, nomeadamente as competições que têm provas que dão acesso aos campeonatos nacionais. Tanto no futebol como no futsal, não queremos prejudicar esses clubes. O arranque tem de ser por aí”, concluiu.

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Graça Andrade Ramos - RTP /

LNEC vai realizar auditoria a infraestruturas afetadas pelas tempestades

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou a realização de "uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas" na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.

Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, atribuiu ao LNEC a responsabilidade por auditar infraestruturas afetadas pelas tempestades Manuel de Almeida - Lusa

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para
liderar essa auditoria porque as grandes infraestruturas, como "grandes taludes e pontes", não podem "estar em causa em situações limite" como aquelas que têm sido vividas no país, explicou Pinto Luz.
Telejornal, 9 de fevereiro de 2026

O ministro, que acumula a pasta de Habitação, falava aos jornalistas no final de uma  reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas.

Pinto Luz reconheceu contudo que o trabalho não ver ser imediato. A auditoria será feita "nos próximos meses, nos próximos anos". "Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias", explicou.

O executivo está contudo a trabalhar para encontrar alternativas o mais rapidamente possível.
Miguel Pinto Luz admitiu, aliás, que a linha ferroviária do Oeste vai demorar "no mínimo nove meses" a ficar totalmente operacional, devido a problemas de sustentação e circulação dos troços devido à ameaça de deslizamentos de terras.

O ministro revelou também que os diques dos rios Mondego e Tejo estão a ser monitorizados em permanência", apesar de não inspirarem "preocupações".

"Quando as águas recuarem, será possível reabrir algumas infraestruturas, mas há outras que demorarão três meses, outras serão para mais", referiu o responsável.

"São trabalhos longos, mas o país está mobilizado em todas as suas dimensões para regressar o mais rapidamente possível à normalidade", afirmou ainda, referindo-se à colaboração entre autarquias, Estado e setor privado.
Autarcas criticam socorro

As tempestades que têm estado a assolar Portugal, desde 28 de janeiro e de norte a sul, têm estado a causar estragos materiais que deverão chegar aos milhares de milhões de euros, quando a situação de crise meteorológica passar.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirmou que a resposta ao impacto da depressão Kristin teria sido mais rápida se os danos das tempestades tivessem sido na casa de quem governa o país.

Esta segunda-feira, o responsável pelas Infraestruturas e Habitação, sobre quem recai a responsabilidade política de responder à crise, disse que "percebe essa paixão, o momento crítico que os senhores autarcas estão a viver, e muitas vezes o coração está junto à boca".

"Os governantes colocam o país à frente dos seus próprios interesses. Os portugueses que me estão a ouvir que não tenham dúvidas absolutamente nenhumas", referiu o ministro.

"Percebo as afirmações neste momento mais quente, mas refuto completamente essas afirmações", afirmou Pinto Luz.
Estragos de norte a sul

A depressão Kristrin, que afetou a zona centro com ventos ciclónicos, com destaque para a Marinha Grande e Leiria, derrubou centenas de postes de eletricidade, incluindo de alta tensão que ficaram incapazes de operar, deixando sem eletricidade mais de um milhão de pessoas. Torres de comunicações ficaram também inoperacionais e o fornecimento de água foi interrompido.

Os trabalhos de recuperação do fornecimento de energia têm estado a ser dificultados pela continuação quase ininterrupta de precipitação elevada. Pelas 12h00 desta segunda-feira, permaneciam sem energia elétrica 55 mil clientes.

Miguel Pinto Luz defendeu a resposta da E-Redes, explicando que a empresa "está a fazer um trabalho hercúleo, tem mais de mil homens no terreno e está a repor todas as situações".

O ministro acrescentou que as comunicações não poderão "ser retomadas a 100% enquanto não tivermos energia".

Já a tempestade Leonardo, que atingiu o país no sábado, levou a cheias e ao deslizamento de terras, já saturadas pelas chuvas anteriores. Troços de estradas desapareceram ou ficaram intransitáveis e habitações e estruturas foram arrastados.

O concelho de Arruda dos Vinhos foi particularmente afetado, tendo pedido o estado de calamidade.
Mas dezenas de autarquias terão de rever o assentamento de vias para reforçar taludes e muros de contenção, além dos trabalhos de reparação ou reconstrução de estradas.
Agravamento meteorológico

Além das consequências para as infraestruturas de energia, de comunicação e de ligações terrestres, as tempestades provocaram até agora 15 mortos e destruíram, total ou parcialmente, casas, empresas e equipamentos.

A nível agrícola, o derrube de árvores e a perda de colheitas, além dos campos saturados, poderão ter consequências para a economia nacional a curto e médio prazo.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo têm sido as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação não deverá melhorar tão cedo. 

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental, com precipitação, vento forte e agitação marítima forte, principalmente nas regiões Norte e Centro.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos a nível pessoal pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados.

c/Lusa
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RTP /

Governo prorroga isenção de portagens até dia 15 nas zonas afetadas

O Governo prorrogou a isenção de portagens até dia 15 de fevereiro nas zonas mais afetadas pelo mau tempo. As isenções abrangem troços com origem e destino na A8, A17, A14 e A19 para facilitar a mobilidade nas zonas mais afetadas. A medida acompanha toda a duração do estado de calamidade nas regiões definidas.

"Esta medida veio acompanhar as restantes iniciativas de apoio às zonas mais afetadas pelas recentes tempestades, com vista a apoiar a mobilidade nas referidas regiões", refere o Ministério das Infraestruturas em comunicado.

Trata-se de uma iniciativa em articulação com as concessionárias e subconcessionárias Brisa, Brisal, Autoestradas do Atlântico e IP, que isenta todo o tráfego que tenha origem ou destino nos seguintes nós das autoestradas:

  • Na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente (COL);
  • Na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira;
  • Na A14 entre Sta. Eulália e o Nó de Ança;
  • Na A19 entre o Nó de Azoia e o Nó de S. Jorge
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Lusa /

Turismo do Alentejo e Ribatejo exige apoios do Governo para empresários afetados

O mau tempo provocou danos em estruturas e unidades turísticas de vários concelhos do Alentejo e Ribatejo, disse hoje o presidente da entidade regional de turismo, exigindo do Governo apoios "a fundo perdido" para o setor.

"O que se exige são respostas rápidas e que não se compadecem com linhas de crédito", afiançou à agência Lusa o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Santos.

De acordo com este responsável, no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, o mau tempo "afetou praticamente toda a restauração", assim como "alguns alojamentos locais, inclusive um hotel, ainda que não estivesse a funcionar".

"Mas há também relatos de danos em infraestruturas turísticas privadas noutros concelhos da nossa área de intervenção, nomeadamente Coruche, Salvaterra de Magos [ambos no distrito de Santarém]] e Gavião [distrito de Portalegre], e danos em infraestruturas públicas de apoio ao turismo em Mértola e em Odemira [distrito de Beja]", acrescentou José Santos.

O presidente da ERT disse que a instituição está, neste momento, "com o apoio dos municípios", a fazer um levantamento do número de unidades turísticas e de estruturas de apoio afetadas pelo mau tempo, para depois quantificar o respetivo prejuízo total.

"Não estamos a falar de situações, do ponto de vista do volume, muito significativas, mas estamos a falar de situações que, para cada um dos empresários, são gravíssimas, porque significam a interrupção imediata da sua atividade económica e a dificuldade do pagamento de salários", alertou.

Segundo José Santos, existe também o risco de estas infraestruturas "não estarem a funcionar" no curto prazo e poder "estar comprometida a retoma rápida do seu funcionamento".

Por isso, este responsável apelou ao Governo "para que haja uma atenção muito específica e muito direcionada para estas situações".

"As linhas de crédito abertas pelo Banco de Fomento são importantes, mas, para estes projetos e para esta tipologia de empresário, são necessárias medidas a fundo perdido, que apoiem a reconstrução destas infraestruturas turísticas", defendeu.

A par disso, continuou, são necessários "apoios que menorizem o impacto que a interrupção do funcionamento das unidades vai ter na tesouraria" das respetivas empresas gestoras.

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Lusa /

Ministro Pinto Luz diz que autarca de Leiria falou com "o coração junto à boca"

O ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, refutou hoje as afirmações do presidente da Câmara de Leiria quando este disse que a resposta teria sido mais rápida se os danos das tempestades tivessem sido na casa de quem governa o país.

"Claro que não é isso, eu percebo essa paixão, o momento crítico que os senhores autarcas estão a viver, e muitas vezes o coração está junto à boca", disse Miguel Pinto Luz no final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas para analisar os efeitos do mau tempo em território nacional.

O ministro respondia a críticas dos autarcas das regiões mais afetadas pelo temporal, designadamente do presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, que afirmou hoje que se o impacto da depressão Kristin fosse na casa de quem governa o país a resposta teria sido mais rápida, ao referir-se ao restabelecimento da energia elétrica.

"Os governantes colocam o país à frente dos seus próprios interesses. Os portugueses que me estão a ouvir que não tenham dúvidas absolutamente nenhumas", disse o ministro.

"Percebo as afirmações neste momento mais quente, mas refuto completamente essa afirmações", afirmou.

Pinto Luz adiantou que a E-Redes "está a fazer um trabalho hercúleo, tem mais de mil homens no terreno e está a repor todas as situações".

Acrescentou que as comunicações não poderão "ser retomadas a 100% enquanto não tivermos energia".

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RTP /

Intervenção em estradas destruídas em Arruda dos Vinhos será custosa e demorada

Arruda dos Vinhos continua com estradas intransitáveis, depois de o alcatrão ter cedido com os efeitos do mau tempo. A RTP falou com habitantes segundo os quais a situação aconteceu “de um momento para o outro”. A intervenção será custosa e demorada.
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Lusa /

Reduz para 55 mil clientes sem energia elétrica em Portugal continental pelas 12h00

Um total de 55 mil clientes da E-Redes continuava às 12h00 de hoje sem energia elétrica em Portugal continental devido aos danos provocados pelo mau tempo, menos 1.000 do que o balanço anterior das 08h00, informou a empresa.

Comparando com o ponto de situação das 08h00, nestas quatro horas de diferença houve uma redução do número total de clientes da E-Redes sem energia elétrica em Portugal continental, que passou de um total de 56 mil para 55 mil.

Relativamente às zonas mais afetadas pela depressão Kristin, a E-Redes referiu que também se verifica um decréscimo do número de clientes sem energia elétrica nestas quatro horas, que passaram de cerca de 48 mil para cerca de 44 mil, o que corresponde a um total de cerca de menos 4.000 clientes nesta situação.

Segundo a empresa, esses 44 mil clientes que ao meio-dia ainda estavam sem energia elétrica dividiam-se por "29.000 em Leiria, 7.000 em Santarém, 5.000 em Coimbra e 3.000 em Castelo Branco".

De acordo com dados da E-Redes, a redução do número de clientes sem eletricidade não se reflete em todos os distritos afetados pela tempestade Kristin, verificando-se um decréscimo em Leiria, de 36.000 para 29.000, e em Santarém, de 8.000 para 7.000, e um aumento em Coimbra, de 2.000 para 5.000, e em Castelo Branco, de 2.000 para 3.000.

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RTP /

Linha do Oeste vai demorar "no mínimo nove meses" a ficar operacional

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que a linha ferroviária do Oeste vai demorar "no mínimo nove meses" a ficar totalmente operacional, na sequência dos danos causados pelas tempestades que assolaram o território nacional.

No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que "quando as águas recuarem, será possível reabrir algumas infraestruturas, mas há outras que demorarão três meses, outras serão para mais".

"São trabalhos longos, mas o país está mobilizado em todas as suas dimensões para regressar o mais rapidamente possível à normalidade", afirmou ainda, referindo-se à colaboração entre autarquias, Estado e setor privado.

Em resposta à Antena 1, a CP disse já ter informação “dos diversos constrangimentos que decorrem dos efeitos das condições meteorológicas dos últimos dias” e que impedem, de momento, a reabertura da Linha do Oeste.

“Assim que ficarem definidas as condições e faseamento da reabertura da Linha do Oeste, a CP adaptará gradualmente os seus planos de contingência, nomeadamente ao nível da oferta ferroviária parcial, nos troços não afetados, e serviços rodoviários complementares, onde se verifique necessário, à semelhança do que tem acontecido em outros casos de interdição da circulação na infraestrutura ferroviária”, afirmou a empresa.

c/ Lusa

 

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RTP /

Em Setúbal, as equipas no terreno continuam a resolver problemas derivados do mau tempo

Os serviços operacionais da Câmara Municipal de Setúbal, em articulação com as diversas entidades do sistema de Proteção Civil, “continuam a trabalhar, em contínuo e em todo o concelho, na resolução dos problemas resultantes da intempérie”, refere um comunicado da autarquia.

O Centro Municipal de Operações de Socorro de Setúbal registou um total de 1.015 ocorrências entre 27 de janeiro e as 14h00 de hoje.

Essas ocorrências registadas incluem inundações de superfície devido à acumulação da água da chuva, deslizamento de terras, sinalizações de perigo e queda de árvores, de postes de eletricidade e telecomunicações e de estruturas móveis e fixas, havendo ainda vários muros que dividem quintais e logradouros de casas particulares em risco de derrocada.

“Outro tipo de ocorrências, como a abertura de portas, resgate de animais, doenças, intoxicações, traumatismos e quedas, podem também estar indiretamente relacionadas com o mau tempo”, lê-se no comunicado.
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RTP /

Chaves ativa Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil

O município de Chaves avançou em comunicado que decidiu ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil devido à “gravidade do cenário meteorológico previsto, caracterizado pela precipitação persistente e por períodos de chuva intensa, bem como os riscos associados à ocorrência de cheias e inundações”.

No âmbito da ativação desse plano, foi convocada reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil de Chaves “com o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso”, lê-se no comunicado.
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RTP /

Construtoras da região de Leiria focadas no apoio à reconstrução

A Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém (Aricop) garantiu hoje que o foco das empresas está na recuperação do território, garantindo empenho no esforço coletivo para minorar o impacto da depressão Kristin.

"Desde o primeiro momento que esse tem sido o foco das empresas do setor, também por nossa sensibilização", afirmou à agência Lusa o secretário-geral da Aricop, Nuno Margarido, justificando com o facto de deixarem de estar asseguradas "as condições básicas das habitações e outros edifícios".

De acordo com Nuno Margarido, a Aricop registou "algumas empresas associadas com danos muito significativos, inclusive sem capacidade de produção", e defendeu ser "necessário assegurar apoios a fundo perdido".

"As obras em curso irão sofrer inevitáveis atrasos, o que nos preocupa", admitiu o secretário-geral da associação, explicando que "esses atrasos ficarão a dever-se à impossibilidade de lhes dar continuidade" devido às condições meteorológicas e "ao foco no apoio à reposição de coberturas de edifícios da comunidade".

A Aricop conta com cerca de 600 associados.

Lusa
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RTP /

Bancos já têm disponíveis formulários para clientes pedirem moratórias

Os principais bancos já disponibilizam os documentos para os clientes atingidos pela tempestade Kristin aderirem às moratórias que permitem suspender o pagamento dos créditos por cerca de três meses.

Fonte oficial da Caixa Geral de Depósitos disse à Lusa que o banco público "já disponibilizou estes formulários nas agências e gabinetes de empresas" e ainda nos canais digitais.

Também o BPI afirmou que "já operacionalizou todas as medidas públicas de apoio", incluindo os formulários para adesão às moratórias.

Já o BCP disse que tem a informação completa nas sucursais e que em breve os formulários para preenchimento estarão também disponíveis por via 'online'.

O Novo Banco disse à Lusa que tem toda a documentação disponível para pessoas ou empresas que queiram fazer o pedido de moratórias.

Por fim, o Santander Totta adiantou que, a partir de hoje, "os clientes já poderão formalizar a adesão às moratórias nos balcões". Depois, "a partir de 23 de fevereiro, todo o processo poderá ser feito 'online', através do 'site' do banco (netbanco)", explicou.

A propósito dos estragos provocados pela depressão Kristin, o Governo anunciou em 01 de fevereiro medidas abrangendo famílias, empresas e entidades públicas, incluindo moratórias no crédito à habitação (casa própria permanente) e crédito às empresas que suspendem o pagamento das prestações mensais.

O decreto-lei com as regras das moratórias permite aos clientes bancários individuais ou empresas dos municípios com declaração de estado de calamidade diferirem o pagamento do capital, dos juros e dos outros encargos associados aos créditos contratados até 28 de janeiro de 2026, sem entrarem em incumprimento.

Quando um cliente adere às moratórias e não paga capital e/ou juros durante determinados meses, esse valor não é perdoado, o que acontece é que será depois pago ao longo do tempo restante do contrato de crédito.

As moratórias são de 90 dias (até 27 de abril) e retroativas a 28 de janeiro. Ou seja, mesmo que um cliente só peça a moratória dia 10 de fevereiro e o banco lhe responda dia 13, a moratória inicia-se no dia 28 de janeiro.

Isso significa que clientes que já tenham pago prestações desde 28 de janeiro serão reembolsados dos valores pagos, mantendo-se a suspensão de pagamento no restante período.

Quanto a particulares, podem recorrer às moratórias os residentes nos concelhos abrangidos pela declaração de calamidade, assim como pessoas singulares não residentes nesses concelhos mas em situação de 'lay-off' por trabalharem em empresas sediadas ou com atividade nesses territórios.

Ficam excluídos os clientes com dívidas ao fisco ou Segurança Social, bem como aqueles que se encontrem em mora há mais de 90 dias no pagamento das prestações do crédito.

Nas empresas, podem pedir moratória as sediadas ou que exerçam atividade nos municípios afetados pela depressão.

Após o pedido de adesão, o banco dispõe de três dias úteis para informar o cliente se reúne as condições de acesso à moratória e um prazo máximo de cinco dias úteis para aplicar a suspensão.

O Governo prevê no decreto-lei que, após o período de moratórias de 90 dias, possa criar um regime de moratórias de mais 12 meses mas apenas para "as situações de danos mais profundos em que se justifique".

Na semana passada, a Deco Proteste alertou os consumidores para possíveis custos acrescidos dos créditos com a adesão à moratória, considerando que pode ser "um instrumento útil em situações de dificuldade financeira imediata", mas que o "modelo adotado volta a penalizar os consumidores mais vulneráveis".

É que, tal como nas moratórias da covid-19, o modelo permite que "os juros correspondentes ao período de suspensão continuam a ser contabilizados pelos bancos e são adicionados ao capital em dívida, o que resulta no aumento do montante total do crédito, das prestações futuras e dos encargos globais suportados pelo consumidor".

Por isso, a Deco Proteste aconselha os clientes a, antes de optar pela moratória, contactarem o seu banco para verificar se existem alternativas mais vantajosas.

Lusa
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RTP /

ANEPC deixa avisos à população devido ao mau tempo

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte e agitação marítima forte, principalmente nas regiões Norte e Centro.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados.

Por este motivo, a ANEPC recomenda a adoção de medidas preventivas, nomeadamente:

  • A desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

  • Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;

  • Evitar o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis;

  • Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

  • Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;

  • Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas potencialmente afetadas por cheias;

  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas;

  • Garantir a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

  • Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;

  • Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;

  • Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;

  • Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;

  • Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;

  • Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;

  • Estar atento às informações da meteorologia, da Agência Portuguesa do Ambiente e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
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Lusa /

Montemor-o-Velho cancelou Festival do Arroz e da Lampreia

O Festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho, que se deveria realizar em março, foi hoje cancelado por decisão municipal devido às cheias que afetam aquele concelho do Baixo Mondego, informou a autarquia.

Em nota enviada à agência Lusa, o município explicou que a decisão foi tomada na reunião do executivo "e surge num contexto excecional, marcado pelo impacto das cheias no Vale do Mondego".

A situação de cheias em Montemor-o-Velho afeta o quotidiano do concelho e da região do Baixo Mondego, "obrigando a recentrar as atenções no essencial: a proteção da população".

O certame, cujo nome oficial é "Festival do Arroz e da Lampreia -- Sabores do Campo e do Rio", estava agendado para decorrer nas tasquinhas instaladas numa tenda no largo de Feira de dias 06 a 08 e de 13 a 15 de março e nos restaurantes aderentes ao longo de todo aquele mês.

"Num momento em que o rio transborda e invade os campos e a vida das pessoas, a prioridade do Município é clara: prevenir riscos, proteger a população e concentrar recursos na resposta e recuperação do território", reforçou a Câmara Municipal.

Indicou ainda que o cancelamento da edição agendada para este ano "vai permitir redirecionar esforços, meios e investimento para o acompanhamento permanente da situação, o apoio às populações afetadas e a salvaguarda da segurança de pessoas e bens, com compromisso, resiliência e proximidade".

"O Festival do Arroz e da Lampreia regressará em 2027, com a força da sua identidade, o orgulho do território e a celebração dos sabores que fazem de Montemor-o-Velho uma referência".

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Lusa /

Associação de exibidoras de cinema pondera medidas de apoio do Governo

A Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas (APEC) está a estudar as medidas de apoio do Governo aos exibidores afetados pelo mau tempo e pondera um pedido adicional ao Ministério da Cultura, disse à Lusa fonte da entidade.

De acordo com o diretor-geral da APEC, Fernando Ventura, que representa as principais exibidoras de cinema no país, o mau tempo teve impacto sobretudo na região de Leiria, com o montante de prejuízo nas salas de cinema ainda a ser apurado.

"A APEC, em conjunto com os exibidores afetados, está a estudar as medidas de apoio já disponibilizadas pelo Governo, não excluindo um pedido adicional de apoio ao Ministério da Cultura", afirmou o diretor-geral.

Por causa da intempérie provocada pelas depressões Kristin e Leonardo, o complexo Cinema City de Leiria, da exibidora LNC-Cinema City, sofreu inundações e teve de ser encerrado.

Na semana passada, a exibidora revelou que todo o centro comercial NorteSul, onde funciona o CinemaCity Leiria, está encerrado desde o dia 28 de janeiro, mas só uma semana depois é que os cinemas sofreram estragos com uma inundação pelas chuvas intensas.

Fonte da APEC disse à Lusa que esta é a situação mais grave entre os seus associados e que a hipótese de fazer um pedido adicional à tutela da Cultura insere-se também "num trabalho abrangente tendo em vista o crescimento do setor, da adesão do público e a valorização do cinema em geral e do cinema nacional, em particular".

A NLC - Cinema City não tem ainda uma previsão para a reabertura do complexo de cinemas em Leiria, que funciona na cidade desde 2007, com sete salas com capacidade para 1.475 lugares.

Este é o único complexo exclusivamente dedicado ao circuito comercial no distrito de Leiria, depois do encerramento das salas da exibidora Cineplace em Leiria e nas Caldas da Rainha.

Na cidade de Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva e no Teatro Miguel Franco -- que têm alguma programação de cinema -- também foram identificadas infiltrações e danos estruturais em vidros, ar condicionado, segundo um balanço da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, afetando a programação definida.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Cerca de 14% da população de Ourém sem energia elétrica

Cerca de 14% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, mantém-se sem energia elétrica quase 15 dias após a passagem da depressão Kristin, lamentou hoje o presidente da autarquia, Luís Albuquerque.

Em declarações à agência Lusa, Luís Albuquerque referiu que, de acordo com os últimos dados da E-Redes, "a percentagem de pessoas sem eletricidade é ainda de 14%, cerca de 4.500 pessoas", um pouco por todo o concelho.

"Há diversos locais onde ainda não foi possível restabelecer a ligação, especialmente mais no norte do concelho, o que não deixa de ser preocupante tendo em conta que já estamos quase há 15 dias desde a depressão. As pessoas estão a ficar desesperadas", contou.

Na opinião de Luís Albuquerque, "deviam ser reforçados os meios tanto na média tensão como na baixa tensão".

"Há zonas já com média tensão onde umas pessoas têm luz e outras não têm, porque a baixa tensão também está deteriorada e não tem havido capacidade de resposta", contou.

No que respeita ao abastecimento de água, o autarca disse ter indicação de que estará normalizado em praticamente todo o concelho.

A prioridade da autarquia tem sido apoiar as pessoas que estão desalojadas ou deslocadas devido ao mau tempo.

"Temos materiais, fruto da solidariedade de muitas empresas e de muitas pessoas. Temos telhas e lonas que as pessoas vêm buscar para tentar minimizar os estragos. Mas outra coisa é depois a reconstrução", frisou.

No final da semana passada, a autarquia contabilizou cerca de 40 desalojados, um número que se mantém: "Entretanto mais alguns foram identificados pelos nossos serviços sociais, mas houve outros que já puderam regressar às suas casas depois das intervenções feitas".

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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E-Redes garante estar a fazer tudo para repor eletricidade nas zonas afetadas

O presidente do conselho de administração da E-Redes afirmou hoje que a empresa está a fazer tudo para a reposição rápida da energia nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas avisou que não abdica da segurança.

"Estamos a fazer tudo, temos uma equipa vasta mobilizada para recuperar a zona de impacto da [depressão] Kristin e depois da Marta que se lhe seguiu", declarou à agência Lusa José Ferrari Careto, em Leiria.

Destacando que se trata de uma "devastação física", com "infraestrutura elétrica que foi fisicamente afetada", José Ferrari Careto reiterou que está "a fazer tudo para fazer uma recuperação rápida".

"Essa recuperação é feita com pessoas e as pessoas têm de trabalhar dentro de limites de segurança. E nós não vamos prescindir de assegurar que as nossas pessoas trabalham dentro desses limites e vamos ter de encontrar soluções para que consigamos resolver esse problema, mas nunca abdicando das medidas de segurança que as pessoas nos merecem", salientou.

Este responsável pela principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão lamentou ainda a vítima mortal e o ferido resultantes do acidente de trabalho, hoje em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, afetadas na sequência da depressão Kristin.

Os trabalhadores, da empresa Canas, estavam ao serviço da E-Redes.

José Ferrari Careto garantiu que a empresa "tem tido uma preocupação muito grande com a segurança das pessoas envolvidas" e tem "reforçado muito as condições de segurança", especificando que se trata de recuperações da rede que envolvem trabalho em altura e riscos elétricos.

"Não obstante, tivemos esta fatalidade", declarou, expressando as "condolências à família, aos colegas das pessoas envolvidas no acidente" e "a máxima solidariedade para com todos os envolvidos" no acidente.

Por outro lado, lembrou que se está "numa situação de calamidade" e "numa zona que envolve uma forte destruição de infraestrutura"".

"[Quero] fazer um apelo a todos, para que tenhamos consciência de que há riscos nos sítios por onde nos movimentamos, nomeadamente no que diz respeito a infraestrutura elétrica que possa ainda não estar reparada", destacou, pedindo que, em caso de alguma ocorrência ou dúvida, para não se "mexer em nenhum equipamento" e contactarem a empresa para esclarecer.

Sobre as causas do acidente de trabalho mortal, José Ferrari Careto disse não haver ainda nenhuma conclusão preliminar, decorrendo as averiguações.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

Metro de Lisboa reabre acessos de seis estações que estavam encerradas

Os acessos nas seis estações do Metro de Lisboa que tinham sido temporariamente encerrados na sexta-feira como medida preventiva para minimizar a entrada de águas fluviais foram hoje reabertos, divulgou a empresa.

Assim, de acordo com uma nota do Metropolitano de Lisboa, na Linha Amarela - na estação de Odivelas, o acesso para a Rua Dr. Egas Moniz; Linha Azul - estação São Sebastião --- acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira e estação Terreiro do Paço --- acesso ao Cais das Colunas; Linha Verde - estação Rossio --- dois acessos para a Praça D. Pedro IV, estação Alvalade --- dois acessos para a Av. da Igreja e estação Roma --- dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América, foram reabertos.

Na sexta-feira, o Metro de Lisboa divulgou ter tomou medidas preventivas devido à previsão de agravamento das condições meteorológicas, com "especial incidência na frente ribeirinha de Lisboa".

Como medida preventiva para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais, foram instaladas barreiras de proteção em determinados acessos das estações consideradas mais críticas, mantendo-se operacionais os restantes acessos das mesmas estações, informou a empresa em comunicado.

Outras medidas adotadas incidiram sobre alterações aos locais habituais de parqueamento dos comboios, ao reforço da disponibilidade de meios de bombagem e a monitorização permanente do sistema de bombagem instalado no troço Jardim Zoológico/Praça de Espanha, o qual foi reforçado com a instalação de uma bomba adicional de elevado débito, detalhou.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.
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Seguro manifestou solidariedade a autarcas de Montemor-o-Velho e Ereira

O presidente da República eleito António José Seguro manifestou-se hoje solidário para com os presidentes das autarquias de Montemor-o-Velho e Ereira, assoladas pela subida das águas do Mondego, em telefonemas onde também lhes agradeceu o esforço eleitoral.

Ouvido pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia da Ereira, Nelson Carvalho, contou que António José Seguro agradeceu "todo o esforço" que a autarquia local tem feito na gestão da crise "e a boa coordenação" entre todas as entidades.

"E agradeceu muito o exemplo do ato eleitoral de domingo, ficou muito sensibilizado e emocionado com a resposta que a população da Ereira deu nas eleições", vincou o autarca.

"Está solidário connosco. Está connosco nas preocupações e na angústia e deixou um forte abraço de conforto para todos e disponível para o que precisarmos", acrescentou Nelson Carvalho.

O presidente da freguesia que está isolada há seis dias, devido à subida de águas do Mondego nos campos agrícolas em redor da aldeia, garantiu ainda nada ter pedido, no telefonema desta manhã, ao Presidente da República eleito.

"Não lhe pedi nada, para já, neste momento, é um cidadão como eu. Mas gostei muito do gesto e da disponibilidade futura em ajudar", declarou Nelson Carvalho.

Já o presidente do município de Montemor-o-Velho (distrito de Coimbra), José Veríssimo, classificou o telefonema recebido de António José Seguro como "uma conversa simbólica, mas muito importante".

"Agradeceu a forma como estamos a gerir esta situação [das cheias] e como proporcionámos que as eleições fossem feitas", revelou o autarca.

Manifestando-se "muito sensibilizado" com o gesto do futuro chefe de Estado, que toma posse daqui por um mês, a 09 de março, José Veríssimo disse não ter pedido "rigorosamente nada" a António José Seguro, apenas explicando a situação atual no concelho do Baixo Mondego.

Em informação enviada hoje à comunicação social, fonte oficial da candidatura de António José Seguro afirmou que o Presidente eleito "passou a manhã ao telefone com autarcas para saber da situação" relativa ao mau tempo, "nomeadamente com os presidentes da Câmara de Alcácer do Sal, Montemor-o-Velho, Pombal, Golegã, Leiria e Arruda dos Vinhos e o Presidente da junta de freguesia da Ereira (Montemor-o-Velho), que permanece sem acessos terrestres".

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

IPMA eleva para laranja aviso de agitação marítima no grupo Ocidental dos Açores

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou o aviso nas ilhas do grupo Ocidental dos Açores, para laranja, devido às previsões de agitação marítima.

O IPMA já tinha emitido aviso amarelo para as ilhas das Flores e Corvo, que compõem o grupo Ocidental dos Açores, devido à agitação marítima (ondas de oeste, passando a sudoeste), durante o dia e noite de hoje.

Em nova comunicação, o IPMA eleva para laranja, o segundo mais grave, o aviso emitido para aquelas duas ilhas.

Assim, as ilhas das Flores e Corvo vão estar sob aviso para laranja, por casa da agitação marítima (ondas de sudoeste) entre as 00:00 e as 12:00 de terça-feira, passando a amarelo até às 09:00 de quarta-feira.

Está também em vigor, até às 18:00 de hoje, um aviso amarelo, devido às previsões de precipitação, por vezes forte, para o grupo Central (Terceira, Graciosa, Faial, São Jorge e Pico).

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
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Lusa /

UE analisa pedido de Lisboa para mobilização de reserva agrícola

A Comissão Europeia já recebeu hoje o pedido de Lisboa para a ativação urgente do fundo da reserva agrícola e está analisar a solicitação e a situação no terreno, devido ao mau tempo e as suas consequências.

"Podemos confirmar a receção de uma carta de Portugal solicitando a ativação urgente da reserva agrícola", adiantou à Lusa um porta-voz do executivo comunitário, acrescentando que Bruxelas "está a analisar o pedido português e a acompanhar de perto a situação".

O Regulamento relativo à organização comum dos mercados prevê medidas excecionais, como a ativação da reserva, que podem ser tomadas para prevenir perturbações do mercado e a acontecimentos excecionais que afetem a produção ou a distribuição e a mitigar as suas consequências.

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, enviou na quinta-feira uma carta ao comissário europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura.

O pedido a Christophe Hansen surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.

A reserva agrícola da UE permite uma resposta rápida a crises que afetem a produção ou a distribuição agrícola e dispõe de uma dotação anual de 450 milhões de euros.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

Câmara de Lamego ativa Plano Municipal de Emergência

A Câmara de Lamego, no distrito de Viseu, decidiu hoje ativar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, atendendo ao "agravamento severo das condições meteorológicas" que afetam o concelho.

"A saturação extrema dos solos, provocada pela precipitação persistente, tem gerado instabilidade geológica em todo o território", justificou a autarquia, em comunicado.

O último balanço do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lamego apontou para "258 ocorrências desde o início da intempérie, sendo a maioria (168) relativas a movimentos de massa (deslizamentos de terras e quedas de muros) e inundações".

"Com a ativação deste plano, o Centro de Coordenação Operacional Municipal entrou em funcionamento permanente", explicou a autarquia, acrescentando que fica assim garantida a articulação direta entre autarquia, bombeiros, GNR, PSP e outras entidades de apoio.

Segundo a Câmara de Lamego, "todos os agentes de proteção civil do concelho encontram-se em estado de prontidão máxima" e foram preposicionados "meios mecânicos de desobstrução em pontos estratégicos para garantir uma resposta célere a eventuais cortes de via".

A Câmara reforçou o pedido à população para que evite a circulação e a permanência junto a zonas ribeirinhas, nomeadamente os rios Douro, Varosa e Balsemão, e a áreas arborizadas.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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RTP /

SMAS de Leiria registaram 141 roturas na rede, cinco por resolver

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Leiria registaram, desde o dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, 141 roturas na rede, encontrando-se cinco por resolver.
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Momento-Chave
Depressão Nils
RTP /

IPMA alerta para chuva persistente nos próximos dias sobretudo no Norte e Centro

A chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, a meteorologista Alexandra Fonseca à Lusa.

A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Não é uma situação extrema. O que identifica mais esta situação desta semana é a persistência da precipitação. Todos os dias vai chover e vai haver aqui períodos em que a chuva não para. Não é que seja forte sempre, mas não vai parar. Isto também, para a situação em que nos encontramos, [com excesso de acumulação de água] não vai facilitar”, disse.

C/Lusa
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RTP /

Inundações e desmoronamentos condicionam 11 vias no distrito do Porto

De acordo com a GNR, estavam 11 vias condicionadas esta manhã, mais duas do que no domingo, no distrito do Porto, sobretudo devido a desmoronamentos e inundações, designadamente em Gondomar, Baião, Gaia, Amarante, Marco de Canaveses e Felgueira.
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RTP /

Registadas no Algarve 31 ocorrências em 24 horas sem danos pessoais

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou, em 24 horas, 31 ocorrências relacionadas com o mau tempo no Algarve - a maioria deslizamentos, derrocadas e quedas de estruturas. Segundo um comunicado do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve, as ocorrências foram registadas entre as 12h00 de domingo e as 12h00 de hoje, em vários dos 16 concelhos do distrito de Faro, “sem registo de vítimas”.
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RTP /

Porto com Plano de Emergência de Proteção Civil ativo até domingo

O município do Porto terá ativo até às 23h59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações.
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RTP /

Ferreira do Zêzere pede ajuda urgente a empresas da construção civil

“Sem equipas técnicas especializadas e reforço operacional imediato, muitas famílias continuarão expostas e a recuperação será demasiado lenta”, afirmou hoje o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, em comunicado.
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RTP /

Forças Armadas mantêm apoio às populações com 2.500 militares no terreno

Cerca de 2.500 militares estão atualmente no terreno a apoiar as populações afetadas pelas tempestades que assolaram Portugal continental nas últimas semanas, tendo resgatado 252 pessoas desde 28 de janeiro.
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RTP /

Armazém solidário para doações de materiais de construção em Leiria

Abriu no Mercado do Falcão, em Leiria, junto ao aeródromo, um armazém solidário para entrega e recolha de materiais de construção. Segundo uma nota publicada na página da autarquia, funciona entre as 09h00 e as 17h00 para apoiar quem mais precisa. As maiores necessidades neste momento, são telhasol 10, telhasol 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS modelo F2 e telhões para telha CS.
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RTP /

Figueira da Foz promove reuniões pelas freguesias para divulgar medidas de apoio

A Câmara da Figueira da Foz começou a fazer sessões informativas junto da população do concelho para dar a conhecer as medidas de apoio em vigor para acudir aos prejuízos causados pela depressão Kristin. As reuniões vão prolongar-se até quarta-feira, abrangendo todas as freguesias deste concelho do litoral do distrito de Coimbra, que sofreu muitos estragos provocados pela passagem daquela tempestade na madrugada de 28 de janeiro.
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RTP /

Prejuízos na agricultura. Ministro garante apoios em duas semanas

O ministro da Agricultura diz que há mais de 1500 pedidos de apoio até dez mil euros, que devem ser pagos em duas semanas.

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Momento-Chave
RTP /

Nova depressão traz chuva forte para zona do Minho e do Porto

A chuva já regressou, mas na terça-feira vai ser forte e intensa. Terça e quarta-feira são dias críticos com risco de inundações.

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Arlinda Brandão - Antena 1 /

Apelo para a reconstrução do Cais Palafítico da Carrasqueira após tempestades

Para salvar este Cais Palafítico a Associação da Comunidade Piscatória da Carrasqueira e a Junta de Freguesia da Comporta lançam um pedido de ajuda para mobilizar a comunidade, autoridades e parceiros para restaurar um ícone do património e turismo português e para que cerca de meia centena de pescadores possa sustentar as suas familias.

Fotografia: Câmara Municipal de Alcácer do Sal

O Cais Palafítico da Carrasqueira, na freguesia da Comporta, concelho de Alcácer do Sal, está parcialmente destruído, devido às sucessivas tempestades que têm atingido o país.
Existem danos em acessos e redes de pesca que atingem cerca de meis centena de pescadores.
Por outro lado, teme-se o impacto no turismo sendo que o emblemático Cais Palafítico da Carrasqueira, é um testemunho da tradição piscatória portuguesa e um dos pontos turísticos mais visitados do concelho de Alcácer do Sal.

Estão a ser mobilizados recursos e parceiros para a reconstrução com apoio de materiais e saber-fazer técnico especializado. Para tal, há um apelo dirigido às empresas com experiência no setor da madeira para contribuir, através da doação de materiais (madeira serrada, vigas, tábuas, ferragens, etc.), para a reconstrução do cais.

O emblemático Cais Palafítico da Carrasqueira, um testemunho singular da tradição piscatória portuguesa e um dos pontos turísticos mais visitados do concelho de Alcácer do Sal, sofreu danos significativos devido às recentes condições meteorológicas adversas. Ventos fortes e marés intensas provocaram a destruição parcial das estruturas em madeira que sustentam esta infraestrutura histórica, colocando em risco a atividade económica local e o bem-estar da comunidade piscatória tradicional da região.

O cais, construído de forma artesanal pela própria comunidade nas décadas de 1950/60 é reconhecido pela sua singularidade arquitetónica e cultural.

Localizado na margem do Estuário do Sado, este cais além de funcionar como infraestrutura de apoio à pesca tradicional, consolidou-se como um dos destinos turísticos emblemáticos da região da Comporta, atraindo visitantes nacionais e internacionais graças à sua estética única e ligação à cultura local.

O Cais Palafítico da Carrasqueira é um dos locais mais visitados do concelho, sendo considerado uma "obra-prima da arquitetura popular", de acordo com o 'site' oficial da Câmara de Alcácer do Sal.

"Único na Europa, está construído em estacas de madeira irregulares, aparentemente frágeis, que servem de embarcadouro aos barcos de pesca que ali acostam", pode ler-se.
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Momento-Chave
RTP /

Autarca de Leiria diz que "resposta seria mais rápida se atingisse casa de quem governa"

Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Leiria disse que se o impacto da depressão Kristin fosse na casa de quem governa o país, a resposta teria sido mais rápida.

“Ficamos com a clara sensação de que todo este esforço importante – e não ponho em causa os trabalhos que estão a ser feitos por todos os trabalhadores envolvidos - demonstra uma outra situação, é que, de facto, o país pode ser solidário, o povo é solidário, mas continuam a existir muitas barreiras entre Lisboa e o resto do país, porque, se isto tivesse acontecido na casa de quem nos governa, a resposta teria sido mais rápida e se calhar teria sido outra”, afirmou Gonçalo Lopes.

O autarca socialista considerou ainda que o grau de empatia que se deve ter na política passa por colocar-se “no lugar de quem mais sofre e não deixar para trás aqueles que são os mais desfavorecidos, aqueles que vivem nas aldeias, as populações mais idosas”.

Gonçalo Lopes assumiu ter “uma avaliação muito clara sobre as limitações e os meios empregues no terreno”. Mas considerou que a resiliência de uma empresa como a E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, “deveria ser maior e deviam ter sido acionados mecanismos de apoio mais cedo”.

“Uma empresa que tem responsabilidade de levar energia à casa das pessoas e à qual pagamos todos os meses na nossa fatura, com uma tarifa que é regulada por uma entidade própria, obrigava a outra capacidade de resposta”, declarou, lamentando que “a capacidade de resposta, a nível nacional, tenha sido insuficiente e não tenham sido acionados os meios internacionais necessários para que este restabelecimento seja mais rápido”.

O presidente do município adiantou que havia 17.030 clientes sem eletricidade no concelho, “informação recolhida na plataforma” a que a autarquia tem acesso.

C/Lusa
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RTP /

Mau tempo. Governo não exclui aulas suplementares para alunos do secundário

O ministro da Educação não exclui aulas suplementares para os alunos do Secundário afetados pelo mau tempo. 14 escolas do concelho da Marinha Grande reabriram esta manhã.

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RTP /

Só se chega a Valada do Ribatejo de barco

A localidade, no concelho do Cartaxo, tem 600 moradores, que estão preocupados.

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Lusa /

Registadas 11.957 ocorrências nos últimos 10 dias, revela Proteção Civil

A Proteção Civil registou 11.957 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje em Portugal continental, adiantou o comandante nacional.

António Pedro Santos - Lusa

Mário Silvestre disse que estão empenhados 42.135 operacionais na resposta à situação de calamidade e 16.664 meios no terreno.

O comandante nacional da proteção civil falava na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

De acordo com Mário Silvestre, a noite passada "foi tranquila", traduzindo "um cenário de estabilidade".

"Temos a registar nesta noite 54 ocorrências, que, mais uma vez, refere a estabilidade aparente que tivemos", salientou.

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Momento-Chave
RTP /

Presidente eleito em contacto com autarcas de zonas afetadas pelo mau tempo

Poucas horas depois de ter sido eleito Presidente da República, António José Seguro está a trabalhar a partir da residência, nas Caldas da Rainha. Passou a manhã em contacto telefónico com autarcas das zonas afetas pelas intempéries para avaliar a situação e estar a par do processo de recuperação.

José Coelho - Lusa

O presidente eleito esteve ao telefone com os presidentes da Câmara de Alcácer do Sal, Montemor-o-Velho, Pombal, Golegã, Leiria e Arruda dos Vinhos e o presidente da junta de freguesia da Ereira (Montemor-o-velho), que permanece sem acesso terrestres.

Tomou conhecimento de mais uma morte no concelho de Leiria e manifesta o pesar e endereça condolências família da vítima.

Seguro deverá sair diretamente de casa nas Caldas da Rainha para o Palácio de Belém para a reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, às 16h00.
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RTP /

Rio Douro "estável" mas alertas e medidas preventivas são para manter

"A situação no rio Douro nestes últimos dias tem estado mais estabilizada. Os caudais lançados pelas várias barragens têm sido mais baixos e isso tem permitido que a cota do rio tenha ficado um pouco mais baixa do que na semana passada. No entanto, com a aproximação de maior pluviosidade para amanhã [terça-feira], quarta-feira e durante esta semana acreditamos que os caudais possam subir", disse Pedro Cervaens, da Capitania do Douro.
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RTP /

Ministro garante que "grande maioria" das escolas já reabriu

O ministro da Educação afirmou que "a grande maioria" das escolas atingidas pelo mau tempo já reabriu e que as outras reabrem até terça-feira, à exceção de uma em Leiria cujas obras vão demorar duas ou três semanas.

Em declarações aos jornalistas em Braga, Fernando Alexandre sublinhou que "a quase totalidade" dos alunos já teve aulas na semana passada.

"As escolas que ainda não abriram praticamente iam todas reabrir hoje, algumas amanhã [terça-feira], há uma escola em Leiria que é uma situação mais complexa, que é uma escola grande e que a intervenção vai demorar duas, três semanas, mas a empresa já está lá a trabalhar", referiu, citado pela Lusa, acrescentando o caso do Agrupamento Vieira de Leiria, na Marinha Grande, cuja cobertura foi "totalmente arrancada" mas "à partida" estará reposta na terça-feira.

O ministro disse que os municípios têm procurado locais alternativos, como bibliotecas, para que as aulas possam funcionar.

Em causa escolas sobretudo em Leiria, Pombal e Marinha Grande, mas também de outros concelhos vizinhos, que sofreram danos consideráveis essencialmente com a depressão Kristin, mas algumas também foram atingidas pelas cheias do último fim de semana.

"Temos também feito um seguimento escola a escola com o abastecimento elétrico, que é um dos casos mais problemáticos", disse ainda Fernando Alexandre, garantindo que, nos casos de Leira, Pombal e Marinha Grande, hoje está já garantido o acesso à energia em todas as escolas, "seja com a energia da rede, seja através de geradores".

O governante admitiu que, para já, não há um problema de recuperação de aprendizagens, porque "não há muitos dias perdidos", até porque muitas das escolas estavam em pausas letivas.

"Neste contexto, aquilo que é fundamental é garantir que os alunos voltam à escola, e isso está a ser feito. E depois, obviamente, a partir do momento em que retomamos a normalidade, se verá a necessidade de haver aulas suplementares, de haver reposição de aulas e tudo isso para garantir que, obviamente, os alunos, sobretudo aqueles que vão ser avaliados no ensino secundário, não são prejudicados por esta situação", acrescentou.

O governante afastou a hipótese de ensino online, até porque, como frisou, não haveria condições para isso.

"Eu tenho dificuldade em falar com alguns diretores, eu com uma diretora só consigo falar quando ela vai para cima do telhado, quase, para termos a ideia do que é que estamos a falar", observou.
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E-Redes investiga acidente de trabalho mortal em Leiria

A empresa E-Redes lamentou a morte de um trabalhador que prestava serviço à operadora quando fazia trabalhos de reposição da rede elétrica, em Leiria, após a depressão Kristin, e anunciou uma investigação ao acidente de trabalho.
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RTP /

Aviso laranja a partir de terça-feira: chuva forte sobretudo na zona do Minho e do Porto

A Proteção Civil indicou, no ponto de situação, que a chuva forte vai regressar a partir de terça-feira. Passa a estar em aviso laranja principalmente as regiões do Minho e do Porto.

Os cursos de água em risco podem, "a qualquer momento, voltar a subir". Por isso, a Proteção Civil está a alertar as populações junto de zonas ribeirinhas para terem cuidado.

Há "risco significativo de inundações", para os próximos dias, do rio Mondego, do rio Tejo, rio Sorraia e rio Sado, também para o Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Liz e Guadiana.


As autoridades pedem "particular atenção para estes rios que estão mais para norte", devido à previsão de precipitação para "estas bacias" que é "bastante elevada".

Estão declaradas situações de alerta em 19 municípios. Estão registadas 11.957 ocorrências, 42.135 operacionais e 16.664 meios no terreno.

"A noite passada foi tranquila, relativamente ao nível de ocorrências", afirmou o responsável, tendo sido registadas apenas 54 ocorrências.
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Moradores pedem ajuda para salvar bens e conter derrocada em Mafra

Moradores da Picanceira, aldeia do concelho de Mafra, pediram hoje meios para salvar os seus bens e conter o deslizamento de terras, enquanto o presidente da câmara assegurou que os meios estão a chegar ao local.
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Valença realojou 34 moradores devido ao risco de cheia do rio Minho

Trinta e quatro pessoas, das quais 18 crianças, residentes no cais do rio Minho foram realojadas “por precaução”, devido ao risco de cheia que se mantém pelo menos até terça-feira, disse fonte da Proteção Civil.
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Figueiró dos Vinhos apela ao uso responsável da energia no concelho

O município de Figueiró dos Vinhos apelou à população para que seja feito um uso responsável da energia elétrica de modo a evitar quebras no fornecimento, que tem sido assegurado por geradores em algumas zonas. Em algumas partes do concelho de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, o fornecimento de energia elétrica encontra-se a ser assegurado, de forma provisória, através de geradores, enquanto decorrem os trabalhos de reposição e estabilização da rede elétrica, informou a Câmara Municipal.
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Benavente pede ao Governo isenção temporária de portagens na A13 e A10

O município de Benavente pediu ao Governo a isenção temporária de portagens na A13 e na A10, devido às cheias que encerraram várias estradas e estão a provocar graves constrangimentos na mobilidade, disse hoje à Lusa a presidente da Câmara.
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Freguesia de Valada ainda isolada

A freguesia de Valada, no Cartaxo, continua isolada. Os habitantes só podem deslocar-se numa embarcação, operada por bombeiros. O nível da água subiu muito e deixou várias zonas da localidade submersas.
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Freguesia de Ereira continua isolada

A freguesia de Ereira, em Montemor-o-Velho, continua isolada, apesar de o caudal do rio já estar a descer. Ainda não é possível circular de carro, apenas de barco.
As escolas estão a dar aulas via online para os alunos que não conseguirem deslocar-se devido a estas condições.

Por questões de segurança, os transportes da população são de barco e é assegurado por bombeiros e autoridades competentes. Ainda assim, o vento está a dificultar o trajeto.
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Ministro da Agricultura fala em prejuízos de pelo menos 750 milhões de euros

O ministro da agricultura fala de prejuízos, para já, de 750 milhões de euros só no setor agrícola e florestal. Ainda falta contabilizar na indústria e agroalimentar e nos territórios que não estão em situação de calamidade. Há na região do Douro, por exemplo, muitas produções vitivinícolas afetadas por derrocadas.

José Manuel Fernandes acha excelente que o presidente eleito tenha falado na celeridade de apoios. O ministro da Agricultura diz que já receberam mais de 1500 pedidos de apoios até 10 mil euros, que serão entregues em duas semanas.
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Distrito de Aveiro com 26 vias interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem 26 vias rodoviárias interditas ou condicionadas, devido às condições meteorológicas adversas e ao aumento do caudal das linhas de água, informou a GNR.
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Autoridades de prevenção na aldeia da Ereira, em Montemor-o-Velho

À entrada da Aldeia de Ereira, Montemor-o-Novo, encontram-se quatro viaturas, bombeiros e exercito, de prevenção ás inundações e incêndios, que podem surgir devido a eventuais curto circuitos.
O jornalista da Antena 1, Joaquim Reis, esteve à conversa com um dos operacionais que se encontra presente nesta aldeia para auxilio e socorro em caso de necessidade.
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População de Castanheira de Pêra pode pedir apoio à autarquia local

A partir desta segunda-feira os habitantes de Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria, podem pedir apoio à autarquia local, caso necessitem de ajuda no preenchimento dos pedidos de apoio às zonas afetadas pelo mau tempo. O município deu conta de que vai dar apoio à população com serviço presencial e móvel, como nos relata a jornalista da Antena 1, Carolina Ferreira.
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Homem morre eletrocutado durante reparações na rede elétrica em Leiria

Um trabalhador que trabalhava ao serviço da E-Redes, através de uma empresa sub-contratada, morreu eletrocutado durante as reparações da rede elétrica em Leiria. A informação foi confirmada pela empresa à RTP.

Há ainda indicação de que um outro trabalhador ficou ferido.
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56 mil clientes da E-Redes continuam sem energia

Um total de 56 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição.

Segundo a empresa, às 8h00 desta segunda-feira, a empresa indicou que "estão por alimentar cerca de 48 mil clientes na zona da depressão Kristin".

No anterior balanço realizado pela empresa, no domingo, o número de clientes afetados era de cerca de 58 mil clientes no continente e estavam por alimentar cerca de 50 mil clientes na zona da depressão Kristin.

Destes, a maioria, 38 mil, em Leiria, seguindo-se mais oito mil em Santarém, dois mil em Coimbra e outros dois mil em Castelo Branco.

C/Lusa
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Retomada a ligação ferroviária Formoselha-Coimbra

A ligação ferroviária entre Formoselha/Santo Varão, no concelho de Montemor-o-Velho, e Coimbra-B foi hoje retomada, assegurando a mobilidade da população da margem esquerda do Rio Mondego até Coimbra, informou a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.
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Retomada a normalidade em Alcácer do Sal

Já há uma certa normalidade em Alcácer do Sal, apesar de ainda haver estradas cortadas e interdição às zonas ribeirinhas. Embora com constrangimentos, já não há populações isoladas.
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Reabriu maior parte das escolas da Marinha Grande

Na Marinha Grande, várias escolas voltaram a funcionar esta segunda-feira. Depois de quase duas com a maioria das instituições de ensino encerradas, devido ao mau tempo, há um regresso à normalidade.

Há ainda algumas escolas sem atividade letiva, no mesmo agrupamento escolar, porque não têm fornecimento de água.

Um terço das casas e das famílias da Marinha Grande continua sem eletricidade, assim como muitas infraestruturas públicas
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Proteção Civil indica ligeira melhoria nas zonas inundadas

Durante a noite passada, a proteção civil não registou ocorrências significativas relacionadas com o mau tempo. De acordo com José Costa, houve uma ligeira melhoria da situação nas zonas inundadas.

"Foi uma noite calma, apesar de ter chovido muito até à meia-noite. Registámos 29 ocorrências dispersas por todo o território do continente. No que diz respeito às zonas inundadas, houve uma ligeira melhoria", adiantou à Lusa José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Apesar de uma melhoria do estado do tempo no domingo, estão previstos para terça e quarta-feira novos episódios de chuva forte e persistente devido a uma massa de ar com características tropicais, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
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Situação preocupante no norte do país

Também a Agência Portuguesa do Ambiente alerta para a precipitação que vai complicar os caudais dos rios.
José Pimenta Machado, da APA, refere que a frente meteorológica que traz muita pluviosidade, vai chegar durante a próxima madrugada e vai afetar as bacias da região norte. Já a bacia do Tejo apresenta hoje uma acalmia.
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Estradas cortadas e danificadas em Arruda dos Vinhos

Em Arruda dos Vinhos há estradas cortadas e condicionadas, devido às crateras que se formaram no alcatrão com o mau tempo dos últimos dias. Só há uma via nacional, através de Alverca, por onde a população pode passar.

Houve também vários deslizamentos de terra no concelho, o que acabou por levar ao rebentamento de uma conduta. Há sete mil pessoas sem água.
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RTP / Antena 1 /

Chuva continua e vai ser mais forte amanhã a norte

A depressão Marta já passou, mas a chuva ainda não. Há aviso amarelo da meteorologia para Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.

Foto: Erik Witsoe - Unsplash

Amanhã, terça-feira, o estado do tempo agrava-se, com mais precipitação e forte sobretudo no norte do país, como explica a meteorologista do instituto do mar e da atmosfera, Ângela Lourenço.

O vento vai soprar com menos intensidade, mas há um agravamento da agitação marítima.
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RTP /

Estradas ainda cortadas

Em santarém, a estrada nacional 365 continua submersa. A estrada que faz a ligação entre a ponte de Reguengo e Valada no Cartaxo continua interdita.

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Lusa /

Retomada circulação na linha ferroviária da Beira Baixa

A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, que estava suspensa devido ao mau, da última semana de janeiro, foi retomada, informou hoje a CP - Comboios de Portugal pelas 06:00.

Lusa

Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.

Mantém-se com constrangimentos a Linha do Norte, estando a ser efetuados os serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.

Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.

O Comboio Internacional Celta continua com circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

68 concelhos ainda em situação de calamidade. Estado do tempo piora amanhã

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15. Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Apesar de uma ligeira acalmia no dia de hoje, o tempo piora de novo amanhã.

Os distritos hoje em aviso amarelo, em fases diferentes do dia, são todos os distritos do litoral exceto Setúbal e ainda Portalegre e Évora. Nos distritos do sul o aviso acaba esta madrugada.

Segundo as previsões atualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.

Ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa nas regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.

Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.

O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
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RTP /

Arruda dos Vinhos pede estado de calamidade

Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal são as zonas mais afetadas pela fúria da tempestade

Foto: Filipa Venâncio - RTP

Rasto de destruição de norte a sul. Em Arruda dos Vinhos, o solo cedeu perante a intensidade da chuva, causando aluimentos de terras que cortaram vias e obrigaram à retirada de várias pessoas das suas casas.

Entretanto, em Alcácer do Sal, a subida das águas voltou a ditar um cenário de emergência, com a cidade a acordar inundada pelo segundo dia consecutivo.
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RTP /

Onze mil desalojados em Espanha e milhões de euros em prejuízos

As tempestades também têm estado a atingir a Espanha. O Governo de Pedro Sánchez vai declarar a Andaluzia uma "zona gravemente afetada por emergência civil" depois da passagem das tempestades Leonardo e Marta.

Hoje o mau tempo está a dar uma trégua mas ainda há cerca de 11 mil desalojados.

As autoridades receiam ainda a subida das águas do rio Guadalquivir que está a ameaçar várias localidades.

Os prejuízos das tempestades na Andaluzia são muito elevados, há centenas de casas debaixo de água, estradas destruídas e muitas colheitas perdidas.
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RTP /

Proteção Civil alerta para chuva intensa nos próximos dias, aumento dos caudais e deslizamento de terras. O risco "mantém-se"

A Proteção Civil continua em alerta devido a um possível "aumento dos caudais". No habitual briefing Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil explicou que nas próximas horas mantém-se a instabilidade, com a previsão de chuva intensa para os próximos dias.

Portugal continental vai continuar nas próximas horas com um quadro meteorológico adverso e com o risco de cheias nas zonas ribeirinhas e movimentos de terra, alertou hoje a Proteção Civil, aconselhando a população a manter a precaução.

"Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas", referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.

No 'briefing' das 19:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), Mário Silvestre referiu que ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa na regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.

Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.

O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.

Até às 18:00 de hoje, na sequência das depressões meteorológicas desde o final de janeiro, foram ativados nove planos distritais e 117 planos municipais e emitidas 19 declarações de situação de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.

O comandante sublinhou que a precipitação é o principal fator a espoletar as cedências do terreno e alertou para que a população redobre os cuidados, como não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar eletricidade e gás, proteger equipamentos elétricos e medicamentos, e manter crianças e animais em segurança.

Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos e não se aproximar de cabos elétricos caídos, que podem ainda estar em carga.

C/ Lusa 
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