País
Manifestantes pela habitação voltam a sair à rua para exigirem soluções
Vai ser um sábado de protesto. Estão marcadas novas manifestações, em várias cidades, pelo direito à habitação.
Em Lisboa, a manifestação vai começar no Largo Camões e segue em direção ao Rossio. No Porto, o protesto começa na Batalha e termina na Praça D. João I.
Sob o lema "Não temos casas, ficam as tendas", o movimento "Acampada de Lisboa" quer novamente montar tendas e passar a noite na praça.
São esperadas milhares de pessoas nas ruas. Os manifestantes prometem não desistir da luta, mesmo depois da carga policial da madrugada do último domingo.
O ministro da Administração Interna apelou à tranquilidade e diz esperar que os protestos decorram "dentro da normalidade e legalidade".
A PSP pediu a interdição do espaço aéreo, que teve parecer positivo da Autoridade Aeronáutica Nacional, mas os drones da comunicação social vão poder voar.
Protestos da última noite decorreram pacificamente
Em Lisboa, a última noite foi pacífica no Rossio. Centenas de pessoas juntaram-se na assembleia popular que terminou por volta da meia-noite.
Ficou decidido que as Assembleias vão manter-se às 21h00 todos os dias, exceto aos sábados e às quartas-feiras, dias em que são antecipadas para as 19h00.
Os manifestantes votaram também para não permitir o acesso dos jornalistas a este espaço. A proposta foi chumbada.
Quanto à manifestação deste sábado, deixaram o alerta que cada um deve responsabilizar-se pela própria segurança e ensaiaram o que fazer se houver intervenção policial.
No Porto, a noite foi também marcada pela tranquilidade. Os manifestantes juntaram-se em mais uma Assembleia Popular, mas não ficou decidido se vão ou não acampar esta noite.
Também ainda não há consenso relativamente à reunião com o autarca Pedro Duarte e ao local onde o encontro deve acontecer.
Depois da assembleia, um grupo de jovens manteve-se na praça Dom João I com música e danças, mas pouco depois da meia-noite acabaram por desmobilizar.