Associação de viticultores reclama apoios imediatos para o Douro
Farmácia provisória deve abrir esta quarta-feira
Uma farmácia provisória deverá começar a funcionar hoje em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, depois de as duas existentes na cidade terem fechado devido aos danos provocados pelas cheias, revelou a presidente do município.
A autarca de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, explicou à agência Lusa que a farmácia provisória da Santa Casa da Misericórdia local vai funcionar num edifício localizado numa zona alta da cidade alentejana.
"É um local provisório, só para podermos dar resposta à população, porque as duas farmácias que tínhamos ficaram inundadas e as mais próximas ficam no Torrão", neste concelho, em Águas de Moura, no concelho de Palmela, ou em Grândola, disse.
Clarisse Campos salientou que tem sido o município, em articulação com o centro de saúde, a ir a estas farmácias "levantar os medicamentos com as receitas" e a entregar os fármacos aos utentes.
"A câmara municipal tem estado a fazer esse serviço praticamente para todas as pessoas, não só para aquelas que não se podem deslocar", frisou.
Assinalando que a abertura desta farmácia provisória "estava pendente no Infarmed", a autarca revelou ter pedido à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, durante a visita que esta efetuou a Alcácer do Sal, para que o processo fosse agilizado.
"É fundamental que haja uma certa normalidade também no acesso aos medicamentos", acrescentou.
Situadas na zona ribeirinha de Alcácer do Sal, as duas farmácias estão encerradas há cerca de uma semana, depois de terem ficado com danos na sequência das cheias que estão a assolar a cidade.
Esta manhã, a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, voltou a ficar inundada devido à subida do caudal do rio Sado.
Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens" devido à chuva.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
PCP quer "lay-off" a 100% e aumento de apoios para quem perdeu rendimentos
O PCP propôs hoje um regime de `lay-off` que assegure pagamento de 100% dos salários dos trabalhadores atingidos pelo mau tempo e o aumento para 1,5 IAS do apoio para quem perdeu rendimentos.
As propostas constam de um pacote de medidas do PCP para responder às consequências das tempestades em Portugal continental apresentadas hoje, na Assembleia da República, por Paula Santos, líder parlamentar da bancada comunista.
A deputada do PCP assumiu como prioritário, nesta altura, proteger os salários dos trabalhadores através de um regime de `lay-off` a 100% como "já foi adotado noutros momento de emergência do país", mas sem especificar um teto concreto para os rendimentos abrangidos por este apoio.
O Governo tinha comunicado que aos trabalhadores abrangidos pelo `lay-off` simplificado, na sequência dos impactos da depressão Kristin, seria garantido 100% do vencimento normal líquido, até ao triplo do salário mínimo nacional, isto é, até 2.760 euros. Porém, de acordo com o que foi noticiado pelo Jornal de Negócios e a TSF, o diploma publicado em Diário da República pelo executivo prevê cortes salariais acima dos 920 euros.
O PCP quer também um aumento para 1,5 IAS (Indexante dos Apoios Sociais), correspondentes a cerca de 805 euros, dos apoios a quem perdeu rendimentos devido às tempestades.
O partido propõe um aumento de 100% no subsídio diário dos bombeiros envolvidos nas operações de socorro e quer que o apoio para a reconstrução de habitações seja aumentado para 20 mil euros, superior ao apoio de até 10 mil euros por habitação anunciado pelo Governo.
Para a agricultura e florestas, o PCP propõe um reforço de verbas de 80 milhões de euros. O partido quer também ver garantida a recuperação a 100% de todo o edificado de equipamentos públicos que ficaram danificados devido às últimas semanas de mau tempo.
"É necessário também o combate à especulação, vemos a necessidade neste momento, por exemplo, em particular de materiais de construção civil para a reparação quer das habitações quer dos edifícios públicos e é preciso haver aqui uma intervenção firme por parte do Governo", pediu Paula Santos.
Questionada sobre o custo deste conjunto de medidas, a líder parlamentar afirmou que os 2,5 mil milhões de gastos previstos pelo Governo são insuficientes para responder à dimensão dos impactos e pediu a mobilização de fundos comunitários, porém não detalhou valores concretos.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Derrocadas e aluimentos em várias regiões do país
A chuva continua a provocar derrocadas e aluimentos em várias regiões do país. Em Ponte da Barca, 23 pessoas continuam sem poder regressar a casa.
Pessoas retiradas de casa ficam retidas pelo menos até quinta-feira
As pessoas que foram sendo retiradas desde a noite de terça-feira de zonas de risco de cheia no concelho de Coimbra estarão impossibilitadas de regressar a casa pelo menos até quinta-feira, afirmou fonte da Proteção Civil regional.
"Vão ter que estar fora [de casa] forçosamente, por uma questão de segurança. Só quando houver segurança é que poderão voltar. E nós ainda temos indicação de picos para amanhã [quinta-feira]", disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Luís Tavares.
Segundo o responsável, o processo de retirada de pessoas de zonas de risco no concelho de Coimbra ainda "está em curso". Durante a noite, houve sobretudo uma preocupação em retirar as pessoas "com pouca mobilidade".
"Agora, as restantes pessoas é mais fácil retirar e vão saindo aos poucos, e os avisos estão a ser feitos", esclareceu Carlos Luís Tavares, referindo que a Proteção Civil, em conjunto com o município, tem gerido esse processo.
Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco, revelou hoje fonte do município.
Às 04:30 de hoje, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.
Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite de terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho, que abrange entre 2.800 a 3.000 pessoas, afirmou, na altura, a presidente do município, Ana Abrunhosa.
O risco de inundações numa parte do concelho levou ao encerramento hoje de todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila, assim como o Portugal dos Pequenitos.
Segundo Ana Abrunhosa, seriam retiradas pessoas de localidades da zona ribeirinha de Torres do Mondego e Ceira (zona de concentração: Casa do Povo de Ceira), da zona de São Martinho do Bispo (Escola Inês de Castro) e Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila (Escola de Taveiro).
Carneiro propõe a Montenegro comando operacional com coordenação política
Em visita a Arruda dos Vinhos, O secretário-geral do PS propôs ao primeiro-ministro a ativação de um comando operacional que permita uma resposta integrada do Governo aos efeitos do mau tempo, propugnando um "comando político forte e eficaz" em permanência.
"Eu quero fazer uma proposta construtiva mais uma vez ao primeiro-ministro, e a proposta construtiva é para que ative um comando operacional para garantir uma interlocução única na resposta integrada que o Governo deve dar ao conjunto destas catástrofes que se abateram sobre os territórios", afirmoou José Luís Carneiro.
O líder do PS e antigo ministro da Administração Interna defendeu a "ativação de um comando operacional com um comando político forte e eficaz" e "equipas multidisciplinares que acompanhem ao minuto, à hora, o que está a passar em todo o país".
"É absolutamente decisivo e é, do meu ponto de vista, condição essencial para responder às pessoas", insistiu, para depois apelar ao prolongamento da situação de calamidade "pelo menos por três meses".
Diques do Mondego em risco de colapsar
Os diques do rio Mondego podem mesmo colapsar. Há ordem para serem retiradas de casa três mil pessoas. A presidente da câmara de Coimbra deixa o alerta: se houver rebentamento é como uma bomba.
Margens do Mondego em alerta levam à retirada de moradores
Em Coimbra, a noite foi de sobressalto para quem vive junto ao Mondego. Três lares de idosos evacuados e a polícia andou de porta em porta para que os moradores saíssem das zonas de maior risco.
Arribas em Porto Brandão e Costa de Caparica em risco derrocada
Evacuação de emergência em Porto Brandão. A decisão é da câmara municipal de Almada e por causa do risco de derrocada nas arribas. Na Costa de Caparica, somam-se 31 desalojados.
Câmara já gastou 12 milhões de euros em limpeza e recuperação
O Município de Leiria já gastou 12 milhões de euros (ME) em trabalhos de limpeza e recuperação na sequência da depressão Kristin que, há 15 dias, atingiu o concelho, anunciou hoje o presidente, Gonçalo Lopes.
"A Câmara de Leiria gastou em 15 dias de guerra 12 milhões de euros", afirmou Gonçalo Lopes, numa sessão de apresentação e esclarecimento das medidas de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, em Leiria.
O montante, que a autarquia espera possa ser coberta por seguros e medidas de apoio, diz respeito a combustível, geradores, remoção de lixo no espaço público, reparação e mobiliário para escolas, material de comunicação, casas prefabricadas ou equipamentos.
Na sessão, Gonçalo Lopes afirmou que, no dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, "começou uma guerra", para salientar que o ambiente em Leiria é de guerra depois de o inimigo ter, "em poucos minutos", destruído "anos de construção coletiva".
E a resposta tem de ser coletiva, sustentou o autarca.
"Temos de estar todos juntos para voltar a reerguer uma região e torná-la outra vez líder" na economia ou no bem-estar e, dirigindo-se aos empresários, "mesmo com muito do património destruído, muitos sem comunicação e sem eletricidade", considerou que a presença daqueles é "sinal de que não querem baixar os braços".
Na sessão na qual apresentou, com recurso a imagens aéreas, "o antes e o depois" de vários espaços do concelho, incluindo zonas industriais, o presidente da Câmara observou que esta guerra foi democrática, pois atingiu pequenas, médias e grandes empresas, ou o rico ou o pobre.
Referindo-se à depressão Kristin como o inimigo que atacou "aquilo que é fundamental numa sociedade", a eletricidade, afetando, por essa via, a distribuição de água e as comunicações, o autarca defendeu a necessidade de "olhar para o estado em que ficou" a região e definir uma "estratégia de recuperação".
No caso de Leiria, explicou que a autarquia juntou à fase humanitária a fase de reconstrução e alertou para o estado da indústria.
"Se há setor que está afetado é a indústria e não é a indústria da nossa região, é a indústria de Portugal, porque nós fazemos parte das cadeias de fornecimento. E, portanto, ou de facto há rapidamente um apoio concreto para levantarem as nossas fábricas ou vamos ter desemprego e vamos ter um retrocesso na nossa economia muito grave nos próximos tempos", avisou.
Quinze pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Avenida em Alcácer do Sal novamente inundada
A Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou hoje de manhã a ficar inundada, devido à subida do caudal do rio Sado, revelou a presidente da câmara municipal.
Em declarações à agência Lusa, Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens", devido à chuva.
"As barragens estão a descarregar e, com esta coincidência, elevou-se o nível e voltámos a ter água na zona mais baixa, que inunda em primeiro lugar, a Avenida dos Aviadores", realçou.
Segundo a presidente do município, com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrozinha, uma zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas.
"Mas esperamos que, quer nos Casebres, quer na Barrozinha, consigamos passar até ao final do dia", adiantou.
Clarisse Campos previu que, até haver um período mais prolongado sem chuva e em que as barragens possam ganhar espaço para armazenar água, sempre que a maré cheia coincidir com as descargas a zona mais baixa da cidade vá inundar.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Empresários de Região de Coimbra exigem medidas ajustadas
O NERC - Associação Empresarial da Região de Coimbra exigiu hoje respostas claras e medidas ajustadas à dimensão da emergência económica da região, após a passagem da depressão Kristin e das tempestades que se seguiram.
"As medidas atualmente enquadradas em programas disponíveis, como o PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum) e outros instrumentos de apoio disponibilizados, continuam a exigir procedimentos idênticos aos de uma candidatura regular, desfasados da urgência real que as empresas enfrentam", denunciou aquela estrutura, em comunicado.
A NERC entende que "estes mecanismos [medidas de apoio] devem ser adaptados à excecionalidade do momento, com processos simplificados, avaliação contínua e prioritária à medida da entrada dos pedidos e, sobretudo, com critérios que considerem a urgência de sobrevivência das atividades económicas".
Para a associação, a manutenção de procedimentos administrativos convencionais, sem adaptação à gravidade da situação, "poderá provocar um ciclo de falências em cadeia e um aumento significativo do desemprego, com efeitos diretos nos ciclos económicos e produtivos das empresas da região".
A Associação Empresarial da Região de Coimbra salientou que são inúmeras as atividades económicas afetadas, com impactos severos, que vão desde o comércio à indústria, passando pelos serviços, turismo e agricultura.
"As dificuldades resultam não apenas da interrupção direta da atividade, mas também de infraestruturas danificadas, acessos cortados e da consequente paragem económica, originando elevados prejuízos por lucros cessantes", lê-se no comunicado.
A nota alerta para que, sem uma intervenção célere do Governo, da Estrutura de Missão da Reconstrução da Região Centro, do IAPMEI e das entidades regionais (CCDRC e CIM), ajustada à realidade do terreno, estas empresas poderão não resistir ao período necessário para reposição da normalidade.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Presidente e primeiro-ministro acompanham resposta
Reposição de antenas do SIRESP destruídas custa seis milhões de euros
A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência.
Em audição hoje de manhã na Comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro admitiu que existiu uma falha do SIRESP aquando da tempestade Kristin.
O ministro salientou que, ao contrário de ocasiões como o apagão, a falha deveu-se à "destruição física de antenas SIRESP", cuja reposição custa "cerca de seis milhões de euros".
O governante acrescentou que o investimento foi já aprovado pelo executivo.
Apoios ainda por pagar foram apresentados "essencialmente em janeiro"
Risco de inundação. Proteção Civil pede precaução às populações
Desastres naturais causam perdas seguradas de 106.681 milhões de euros em 2025
As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram em 2025 os 127.000 milhões de dólares (cerca de 106.681 milhões de euros), ultrapassando os 100.000 milhões de dólares pagos pelo setor segurador pelo sexto ano consecutivo.
De acordo com o Relatório Anual sobre Clima e Catástrofes da companhia de seguros e resseguros Aon, divulgado hoje, as perdas globais, que se situaram em 260.000 milhões de dólares (cerca de 218.402 milhões de euros), registaram o seu valor mais baixo desde 2015.
A divergência entre os dois tipos de perdas deve-se ao facto de eventos graves frequentes nos Estados Unidos gerarem perdas seguradas significativas, mesmo em anos com atividade de risco abaixo da média, uma vez que nos mercados emergentes mais de metade das perdas económicas não estão seguradas.
Mais de 54% das perdas globais por desastres naturais em 2025 ocorreram nos Estados Unidos, com as perdas seguradas nesse país a representaram 81% das perdas globais do setor.
As seguradoras cobriram cerca de metade das perdas económicas globais em 2025, deixando uma lacuna de proteção de 51%, a mais baixa já registada.
Em 2025, foram registados 49 eventos com perdas económicas superiores a 1.000 milhões de dólares (cerca de 840 milhões de euros), enquanto 30 eventos ultrapassaram os 1.000 milhões de dólares em perdas seguradas.
Segundo o relatório, as tempestades convectivas graves são, neste século, o risco segurado mais caro, superando os ciclones tropicais, devido à maior frequência e gravidade desse tipo de eventos nos Estados Unidos.
Só em 2025, este tipo de tempestades gerou 61.000 milhões de dólares (cerca de 51.240 milhões de euros) em perdas seguradas, o terceiro total anual mais elevado registado.
Os incêndios florestais na Califórnia, em conjunto, causaram 58.000 milhões de dólares (cerca de 48.720 milhões de euros) em perdas económicas e 41.000 milhões de dólares (cerca de 34.440 milhões de euros) em perdas seguradas.
No caso da região da Península Ibérica (Espanha e Portugal), indicou que em 2025 as perdas seguradas ficaram abaixo da média dos anos anteriores.
No ano passado, a seca e os incêndios florestais causaram em Espanha e Portugal perdas económicas estimadas em cerca de 1.800 milhões de dólares (cerca 1.512 milhões de euros), mas o impacto na indústria seguradora não foi relevante.
Segundo o relatório, 42.000 pessoas morreram devido a catástrofes naturais em 2025, principalmente devido a terramotos e ondas de calor, um número 45% abaixo da média do século XX.
Em 2025, o terceiro ano mais quente já registado, o calor extremo causou mais de 25.000 mortes em todo o mundo e continuou a ser uma das principais causas de mortalidade associada a desastres naturais.
Populações de Montemor-o-Velho em risco
Balanço E-Redes: ainda 30 mil clientes sem energia
"Subsistem cerca de 30k clientes sem energia, o que continua a justificar todos os esforços que estamos a desenvolver, ininterruptamente desde o início dos trabalhos, para que toda a situação fique ultrapassada", refere a empresa em comunicado enviado às redações.
Retomam evacuações em Coimbra
Presidente da República, primeiro-ministro e secretário de Estado da Proteção Civil a caminho de Coimbra
Localidade de Porto Brandão, Almada, evacuada por risco de deslizamento de terras
Câmara de Castelo Branco lança campanha para reflorestar o concelho
Estrutura de Missão anuncia que PRR vai ter nova revisão "o mais rápido possível"
Situação em Águeda melhorou
Debate quinzenal com Montenegro adiado para sexta-feira
Na base da decisão do Parlamento está o agravamento da situação meteorológica nas regiões Norte e Centro de Portugal continental. Nenhum partido se opôs ao reagendamento do debate, apesar de a Iniciativa Liberal defender que só deveria acontecer na próxima semana.
As movimentações, nos corredores do Parlamento, tendo em vista o adiamento do debate haviam sido confirmadas à Antena 1, esta manhã, pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
Noite tranquila em Ovar onde mercado municipal está disponível para estacionamento
Cinco deslizamentos de terra em Ponte da Barca
Houve pelo menos cinco deslizamentos na zona e há mais habitações e estradas em perigo por ameaça de derrocada.
Valada, no Cartaxo, continua isolada
Estradas cortadas em Peso da Régua. Centenas de ocorrências na zona do Douro
Governo pede às populações em zona de risco que respeitem indicações das autoridades
Seguro em contacto com autarcas de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho
O Presidente da República eleito tem estado em contacto com os presidentes de Câmara de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho, disse hoje a assessoria de António José Seguro, que ocupou um gabinete de trabalho no Palácio Nacional de Queluz.
"O Presidente eleito tem estado em contacto ontem à noite e hoje de manhã com presidentes de câmara Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho", dado o agravamento da situação naqueles territórios com riscos de cheia no Mondego, transmitiu à Lusa a mesma fonte.
António José Seguro começou hoje a trabalhar num gabinete no Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, onde chegou pelas 10:00, e que será o seu local de trabalho até à posse como chefe de Estado no dia 09 de março.
À chegada, o Presidente eleito não fez declarações.
António José Seguro foi eleito no domingo com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias, de oito municípios.
André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.
O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.
Mercado Municipal de Coimbra encerrado ao público
IPMA indica que massa de ar tropical poderá impedir chuva forte no Baixo Mondego
"O que acontece é que há zonas que têm mecanismos frontais, em que a precipitação é mais intensa, e noutras menos", disse o meteorologista, aludindo, para além da orografia - por exemplo de áreas montanhosas - a choques de massas de ar que aumentam a precipitação.
"Principalmente em zona de serra, os acumulados [de precipitação] vão ser superiores. Agora, os avisos têm sido mais pela persistência da precipitação, do que propriamente pela intensidade", esclareceu Jorge Ponte.
"É característico nestes tipos de massa de ar termos mais persistência de chuva durante muitas horas e um pouco menos de intensidade", reforçou.
Deste modo, especificamente em zonas de planície como no Baixo Mondego, o meteorologista do IPMA esclareceu que a precipitação será menos intensa do que em zonas montanhosas.
Notou, no entanto, que poderão suceder, localmente, e não de forma generalizada no país, situações pontuais no meio da massa de ar tropical com precipitação que seja mais intensa.
Estradas continuam fechadas em Arruda dos Vinhos
A única estrada onde é possível circular é a N248-3 por Alverca.
A presidente da Junta de Rossio das Cardosas contou à RTP que a população continua sem acessos automóvel, havendo cerca de 12 agregados familiares na zona. Durante a noite, as autoridades pediram para retirar os veículos das estradas, devido aos riscos de derrocadas.
Subida do Douro considerável. Algumas ocorrências mas menos preocupantes
A preocupação era maior na semana passada, porque as cotas do rio Douro estavam mais elevadas. A zona do Peso da Régua é a que preocupa mais as autoridades neste momento.
Chuva continua a fazer estragos em Vila Pouca do Campo
Quase todas as casas com danos no concelho de Pombal
Pessoas retiradas de casa em Taveiro
Mais de metade do concelho de Vila de Rei continua com falha nas comunicações
Estação fluvial de Porto Brandão encerrada
Junta de Ceira, em Coimbra, diz que não foi preciso retirar pessoas de casa na madrugada
Autarca de Coimbra reafirma risco de colapso de vários diques no Mondego
Sargentos dizem que Maria Lúcia Amaral teve "falta de sensibilidade política"
Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) considerou hoje que o mandato da ministra da Administração Interna, que se demitiu na terça-feira, foi marcado por "falta de sensibilidade política" e pelo arrastamento do processo negocial.
Em comunicado, a ANSG manifesta-se preocupada com "o rumo que o Governo tem vindo a adotar" no diálogo com as estruturas representativas da GNR, lembrando a coincidência de a demissão da ministra ter ocorrido no dia em que foi aprovada a alteração à portaria dos serviços remunerados, "sem que tenha sido acolhida qualquer proposta" apresentada pela associação.
Em particular, a ANSG destaca a não adoção da tabela única, mantendo-se a divisão entre Tabela A e Tabela B, sendo esta última aplicada quando o encargo é suportado pelo Estado, o que, segundo a associação, significa que o trabalho do militar da Guarda é remunerado por um valor inferior quando é o próprio Governo a suportar esse encargo.
"Tal opção é incompreensível e injustificável", considera a ANSG, sublinhando que esta postura se traduz "num processo negocial meramente unilateral", sem verdadeira abertura para integrar contributos das associações representativas, o que "impede a resolução dos reais problemas que afetam a Guarda Nacional Republicana e os seus profissionais".
A demissão der Maria Lúcia Amaral ocorreu após oito meses no cargo, que a ANSG considera terem sido marcados por "um evidente arrastamento do processo negocial", bem como por uma "falta de sensibilidade política relativamente às legítimas expectativas das forças de segurança".
Recorda que, desde o início deste ciclo governativo, a tutela já foi assumida por duas ministras - Margarida Blasco e Maria Lúcia Amaral -, "sem que tenha existido qualquer avanço estrutural nas matérias fundamentais", apesar das promessas que segundo a associação tinham sido assumidas em julho de 2024.
Indica igualmente esperar que a nomeação de um novo titular da pasta represente "uma mudança efetiva" de postura e capacidade negocial, mas deixa claro que tal "não pode servir de pretexto para novo adiamento das negociações".
Assumindo-se "cansados do protelar desta situação", os militares da Guarda exigem ao primeiro-ministro que, "após sucessivos compromissos não concretizados", o próximo titular da pasta da Administração Interna "tenha efetiva capacidade política e negocial" para resolver os problemas estruturais que afetam o setor.
A ministra da Administração Interna pediu a demissão do cargo na terça-feira, depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin que assolou o país há quinze dias.
Segundo a informação divulgada nua nota oficial emitida na terça-feira à noite pela Presidência da República, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "assumirá transitoriamente as respetivas competências".
Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 05 de junho de 2025.
Concerto solidário quer angariar fundos para ajudar afetados pela tempestade Kristin
Esta quarta-feira há um concerto solidário na Casa Capitão, em Lisboa, organizado por uma Associação Cultural de Ourém e por uma plataforma de colaboração entre artistas.
Há precisamente duas semanas, o país acordou com o rasto de destruição deixado pela passagem da tempestade. As regiões Centro e Oeste ainda tentam recuperar dos estragos provocados pela chuva e pelo vento. Carolina Bordalo Soares - Antena 1
Locais de apoio receberam 160 pessoas retiradas de zonas de risco em Coimbra
Grupos parlamentares avaliam adiamento de debate quinzenal com Montenegro
Contactado pela Antena 1, o líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, confirmou que está a ser avaliada com as restantes bancadas o possível adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, sem concretizar mais detalhes.
Está previsto para esta quarta-feira à tarde o regresso do primeiro-ministro ao plenário da Assembleia da República para um debate quinzenal marcado pela resposta aos danos das intempéries das últimas semanas. Mas o confronto parlamentar pode ser adiado nas próximas horas, uma possibilidade confirmada à rádio pública pelo líder da bancada do PSD.
Hugo Soares adiantou que o cenário de adiamento, perante a situação nas regiões Centro e Norte do país, está a ser avaliado com os demais grupos parlamentares.
A CNN avança que o presidente da Assembleia da República vai consultar a Conferência de Líderes para discutir a possibilidade de adiamento. José Pedro Aguiar-Branco vai ouvir o que têm a dizer os partidos, tendo em conta que Portugal continua numa situação crítica por causa do mau tempo.
Também a IL já anunciou vai pedir o adiamento do debate.
A ter lugar, o debate sucederá um dia após a demissão de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Administração Interma, a primeira baixa no Executivo de Luís Montenegro.
Na terça-feira à noite, foi anunciado através de uma nota oficial divulgada no site da Presidência da República que Marcelo Rebelo de Sousa "aceitou o pedido de demissão" de Maria Lúcia Amaral, "que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo".A pasta da Administração Interna fica provisoriamente na alçada do primeiro-ministro.
Segundo a nota, a demissão da ministra da Administração Interna foi proposta ao chefe de Estado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, "que assumirá transitoriamente" as competências de Maria Lúcia Amaral.
Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 5 de junho de 2025.
A Presidência da República anunciou entretanto a recondução dos secretários de Estado do Ministério da Administração Interna, automaticamente exonerados com a demissão de Maria Lúcia Amaral.Criticada pela gestão das crises
A até agora ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, foi o alvo preferencial das críticas da oposição, mas estas estenderam-se a outros membros do Executivo na gestão da crise, como o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o da Defesa Nacional, Nuno Melo, ou o da Economia e da Gestão Territorial, Manuel Castro Almeida.O pedido de demissão de Maria Lúcia Amaral surge
depois de várias críticas em torno da gestão da crise provocada pelo mau
tempo em várias regiões do país.
Maria Lúcia Amaral já tinha saído fragilizada durante os incêndios que em julho e agosto deflagraram em Portugal. Na altura, também foi criticada por estar ausente e não ter as características necessárias para liderar a pasta da Administração Interna.
Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna a 5 de junho 2025, com a posse do XXV Governo.
Depois de oito meses no cargo, não resistiu ao coro de críticas e aos vários pedidos de demissão, em que a ex-provedora de Justiça foi acusada de não ter estado no terreno e de não ter aparecido em público nos primeiros dois dias depois de a depressão Kristin ter atingido Portugal continental a 28 de janeiro.
Maria Lúcia Amaral esteve na tarde do dia 28 de janeiro na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e também com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mas não fez qualquer declaração, nem se deslocou aos locais afetados.
Passados dois dias deslocou-se à ANEPC para uma reunião, mas não esteve presente na conferência de imprensa, preferindo fazer uma declaração aos jornalistas.
Questionada sobre a sua ausência na gestão da crise, afirmou que “há muito muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade, no gabinete”. “Temos trabalho de informação, de reflexão, de planeamento, e sobretudo de coordenação”, acrescentou.
Nesse dia e perante as críticas de ausência no terreno, a ministra deslocou-se a Leiria e perante a descrição da devastação que estava a ser feita pelo presidente da câmara afirmou: “Tudo isto pressupõe uma aprendizagem coletiva”.
Maria Lúcia Amaral também só convocou a Comissão Nacional de Proteção e Civil - órgão interministerial responsável pela coordenação política de proteção civil em Portugal - cinco dias depois da passagem da depressão. Foi só nesta reunião que foi ativado o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, que permite a criação de mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional.
Visitou ainda Alvaiázere, um dos concelhos afetados pela depressão, e questionada sobre o que falhara na resposta do Governo assumiu que não sabia.
A ex-provedora já tinha saído fragilizada durante os incêndios que em julho e agosto deflagraram em Portugal. Na altura, também foi criticada por estar ausente e não ter as características necessárias para liderar a pasta da Administração Interna.
No início de agosto, numa conferência de imprensa na sede da ANEPC, os jornalistas tentaram fazer perguntas à ministra, mas Maria Lúcia Amaral recusou-se a responder e apenas disse: "Vamos embora".
Na altura dos incêndios, questionada sobre se se demitia afirmou que não ia “trair o juramento de lealdade” que fez quando tomou posse.“Há dois meses prestei um juramento. Foi um juramento de lealdade. Não vou trair o juramento de lealdade dois meses depois, apresentando a minha demissão ou pensando em demitir-me”, disse na ocasião.
Outra das frases que marcou a passagem de Maria Lúcia Amaral pelo cargo de ministra da Administração Interna foi em dezembro, quando no parlamento, referindo-se às filas no aeroporto de Lisboa, disse que o problema era que um dos servidores alojados na Secretaria-Geral do MAI “pifou”.
A ministra demissionária sai do cargo sem ter concretizado as grandes medidas anunciadas para a área, nomeadamente a reforma da proteção civil, que estava prometida para ser apresentada no final de 2025, e as mudanças no SIRESP.
A ação de Maria Lúcia Amaral também tem sido criticada pelos sindicatos da PSP e associações da GNR, que a acusam de não estar a cumprir com o acordo assinado em 2024, tendo mesmo o maior sindicato da polícia abandonado negociações em dezembroPrimeira mulher à frente da Provedoria de Justiça
A constitucionalista esteve oito anos à frente da Provedoria de Justiça, de onde saiu para substituir Margarida Blasco no Ministério da Administração Interna.
Maria Lúcia Amaral, 68 anos, foi a primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça. Eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007, cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.
Nascida em Angola a 10 de junho de 1957, a nova ministra da Administração Interna é jurista e professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou as disciplinas de Direito Constitucional, Direito Público Comparado, História das Ideias Políticas, Direitos Fundamentais, Justiça Constitucional e Metodologia Jurídica.
É membro de várias associações científicas de Direito Público e de Direito Constitucional, disciplinas às quais dedicou toda a sua atividade de investigação e publicação. ERRO 100
Maria Lúcia Amaral chegou ao MAI depois de oito anos como Provedora de Justiça, não tendo terminado o segundo mandato.
Primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça, Maria Lúcia Amaral foi eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007 e cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.
c/ Lusa
Deslizamentos de terra na Costa da Caparica e na Charneca da Caparica
Houve um outro deslizamento de terra na Charneca da Caparica.
A Câmara Municipal está a trabalhar para arranjar alojamento até poderem regressar às habitações. Ainda há risco de derrocada na região.
Douro regista subida considerável e espera-se um dia difícil
Ordem de Arquitetos diz que urbanismo disperso fragiliza população
"Se construirmos de uma forma sustentável, integrando bem as nossas cidades, os nossos espaços e respeitando o território, à partida as nossas construções resistem mais tempo", disse o arquiteto Avelino Oliveira, em entrevista à agência Lusa a propósito da exposição que a Ordem inaugura hoje, "Habitar Portugal", e do atual momento que o país atravessa, com cheias, inundações, derrocadas, vias e equipamentos destruídos por uma sucessão de tempestades.
C/Lusa
Amarante ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil
Chuva intensa na região de Coimbra pode comprometer diques
A Agência Portuguesa do Ambiente alerta para mais uma vaga de chuva forte que vai atravessar a região de Coimbra. Agora as atenções viram-se para os diques do baixo Mondego.
Registadas 1.576 ocorrências até às 6h00
"Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro", adiantou o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, ouvido pela agência Lusa.
Pelas 7h00, ainda decorria a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do Rio Mondego, perante o risco de inundações.
"Estamos a falar do deslocamento de mais de três mil pessoas. É uma operação gigantesca. Durante a noite não houve uma subida significativa, mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações", explicou o responsável da Proteção Civil.
Escolas de Penacova também estão encerradas
As escolas de Penacova, no distrito de Coimbra, vão estar hoje encerradas na sequência do mau tempo, informou a Câmara Municipal, um pouco depois das 7h00, nas redes sociais.
"A Câmara de Penacova e o Agrupamento de Escolas informam que devido às condições precárias de várias estradas, ao risco de novas ocorrências, à continuação de chuva persistente e à dificuldade na operação da rede de transportes, esta quarta-feira [hoje] todos os estabelecimentos de ensino estarão encerrados".
Em Coimbra, face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas.
As escolas de Soure, no mesmo distrito, também estarão encerradas.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Ponto de situação após decisão de retirada de três mil pessoas
A equipa de reportagem da RTP em Cabouco traçou o retrato no terreno após as 7h30.
Deslizamento de terras obriga à retirada de 31 pessoas
Mais de 30 pessoas foram retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.
"A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 3h38, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.
De acordo com a proteção civil, o número 3 foi o que sofreu maiores danos devido ao impacto, tendo os outros edifícios sido evacuados ao nível do rés-do-chão por precaução.
"Cerca das 7h00, os serviços de proteção civil municipal estavam a avaliar os danos e a possibilidade de alguns moradores poderem regressar às suas casas", disse.
No local, estiveram 17 operacionais, com o apoio de seis veículos.
Também hoje, pelas 6h16, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.
Fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal adiantou que as autoridades competentes estavam cerca das 7h00 a avaliar a situação.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na terça-feira que são esperados hoje chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.
Em aviso laranja, entre as 6h00 e 18h00 de hoje, estão Viseu, Porto, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.
Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Lisboa estão, por sua vez, sob aviso amarelo de chuva, válido até às 18h00.
O IPMA colocou ainda Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco sob aviso amarelo por vento, válido entre as 12h00 e 21h00 de hoje.
Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo e a Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.
Risco de derrocada de diques em Coimbra
- Há risco iminente de derrocada dos diques em Coimbra e três mil pessoas estão a ser retiradas de casa. O possível colapso poderá provocar inundações, razão pela qual a Câmara Municipal decidiu ainda evacuar três lares em São Martinho do Bispo. A decisão foi tomada depois de uma reunião entre a autarquia, a Proteção Civil e a Agência Portuguesa do Ambiente;
- Decisão idêntica foi adotada nos municípios de Soure e de Montemor-o-Velho, onde também foram retiradas de casa, durante a noite, centenas de pessoas;
- A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, explicou que foram sinalizadas sete zonas de risco;
- Esta quarta-feira, em Coimbra, há escolas encerradas. A medida abrange todos os estabelecimentos de ensino - públicos e privados - na margem esquerda do Mondego;
- O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra indicou, entretanto, estar "tudo normal até agora" na região do Baixo Mondego, embora com "algumas ocorrências", como "quedas de árvores" e "movimentos de massas". Um balanço noite e madrugada obtido pela agência Lusa;
- A meteorologia prevê chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro. A norte do Rio Mondego, as rajadas de vento podem atingir 100 quilómetros por hora nas terras altas. Estão debaixo de aviso laranja os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga;
- Em Condeixa-a-Nova, ao início da manhã, choviam quatro por litros por metro cúbico por hora - situação idêntica em Castanheira de Pêra, em Leiria. As rajadas de vento ultrapassavam os 60 quilómetros por hora em Celorico de Basto, no distrito de Braga;
- A estrada que liga São Torpes a Porto Covo está encerrada devido a um aluimento de terras, que terá sido provocado pela descarga da barragem. A via fica fechada por tempo indeterminado;
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, volta esta quarta-feira à Assembleia da República para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta aos danos das intempéries e já sem a até agora ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que se demitiu;
- Maria Lúcia Amaral pediu a demissão na terça-feira e Marcelo Rebelo de Sousa aceitou-a. "O presidente da República aceitou o pedido de demissão da Ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo primeiro-ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva", Lê-se em nota oficial do Palácio de Belém conhecida na última noite;
- As tempestades das últimas semanas afetaram metade das explorações de suinicultura das regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo. A situação deve-se, em larga medida, à falta de energia elétrica. Por outro lado, a falta de matérias-primas e mão-de-obra está a provocar dificuldades acrescidas na reconstrução das explorações;
- O Governo lançou um programa de alojamento temporário. Destina-se a pessoas que ficaram desalojadas por causa do mau tempo e aos trabalhadores deslocados para reconstruir na Região Centro. Através do Turismo de Portugal, foi criada uma plataforma onde cada estabelecimento turístico se regista e se disponibiliza para receber cidadãos sem casa.
Demitiu-se a ministra da Administração Interna
O pedido de demissão já foi aceite pelo presidente da República, que considerou a situação "complexa". Com Maria Lúcia Amaral de saída, o primeiro-ministro assume "transitoriamente" as competências da agora ex-ministra da Administração Interna.
Carneiro vê na demissão uma prova de falhanço
"É a prova que o governo falhou" na resposta à crise causada pelas tempestades, considerou o secretário-geral do Partido Socialista.
"O responsável pela Proteção Civil é o primeiro-ministro", sublinhou José Luís Carneiro, apelando a Luís Montenegro para que assuma a responsabilidade pela incapacidade de resposta às necessidades das populações e lembrando que, duas semanas após a Depressão Kristin, há portugueses ainda sem energia e sem água.
José Luís Carneiro afirmou que vai levar estas questões à reunião com o primeiro-ministro no debate quinzenal desta quarta-feira no Parlamento.
Esta demissão da Sra. Ministra da Administração Interna é a prova da incapacidade do Governo em gerir todas as adversidades que o país tem enfrentado, desde os incêndios ao recente fenómeno das tempestades. É um falhanço evidente de Luís Montenegro que, da saúde à administração…
— André Ventura (@AndreCVentura) February 10, 2026
É membro de várias associações científicas de Direito Público e de Direito Constitucional, disciplinas às quais dedicou toda a sua atividade de investigação e publicação.
Tempestades fizeram mais de 1.200 desalojados por todo o país
Para ajudar a resolver o problema, o Governo criou um programa para garantir alojamento temporário a famílias que ficaram sem condições. Famílias como o caso de uma mãe que com um recém-nascido ficou sem casa.
Leiria tem um novo centro de apoio
Nas primeiras quatro horas foram atendidas 200 pessoas. São 16 gabinetes que funcionam como uma Loja do Cidadão.
Chuva está a provocar derrocadas e aluimentos de terra
Pelo menos 23 pessoas ficaram desalojadas em Ponte da Barca, no Alto Minho. A saturação e deslocação dos solos é o que mais preocupa as autoridades. Várias pessoas ficaram também isoladas e sem poder sair de casa em Vila Nova de Gaia.
Mau tempo. Ministra do Ambiente admite redirecionar fundos da UE
A ministra do Ambiente admite redirecionar fundos europeus para reparar mais depressa os estragos do mau tempo.