Menos de metade da produção de castanhas em Valpaços devido às más condições atmosféricas

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A produção de Castanha em Carrazedo de Montenegro, Valpaços, vai cair para menos de metade este ano devido às más condições atmosféricas que se fizeram sentir na época da floração, disse hoje fonte da associação de agricultores local.

Filipe Pereira, técnico da Associação Regional dos Agricultores das Terras de Montenegro (ARATM), afirmou à Agência Lusa que a produção de castanha na região, inserida na área de denominação protegida (DOP) da Padrela, vai ser menos de metade da produção média desta região.

De acordo com dados da Direcção regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), na Padrela são produzidas anualmente, em média, 7358 toneladas, cerca de 30 do total da região transmontana.

Filipe Pereira explicou a quebra na produção com o "frio e a chuva" que se fizeram sentir na época de floração do castanheiro, que normalmente ocorre em Maio.

Salientou ainda o mau tempo que se fez sentir em Agosto, altura em que ventos muito fortes derrubaram castanheiros afectando principalmente as aldeias de Carrazedo de Montenegro e São João da Corveira.

Para ajudar os produtores de castanha afectados pelo mau tempo o Ministério da Agricultura disponibilizou cerca de 500 mil euros de apoios.

No entanto, segundo Filipe Rodrigues, as exigências para as candidaturas a estes apoios "eram tantas" que "foram poucos os agricultores que conseguiram formalizar a candidatura".

Segundo a DRAPN, foram 20 as candidaturas apresentadas pelos produtores de Carrazedo de Montenegro ao programo do Agro - Medida 5 / Reposição de Soutos, sendo que o número de árvores a plantar é de 666 e o investimento previsto de 13 320,00 euros.

Apesar da quebra de produção, Filipe Rodrigues sublinhou o aumento do calibre e da qualidade da castanha.

O preço por quilo este ano ronda os dois euros.

Sem problemas de escoamento, a castanha de Carrazedo é sobretudo exportada para França e Itália.

Este fruto detém o quarto lugar no valor líquido das exportações portuguesas de fruta e é um dos poucos produtos agrícolas que apresenta um largo saldo positivo na balança comercial, com o valor de 14milhões de euros

As três denominações existentes em Trás-os-Montes e AltoDouro, designadamente Soutos da Lapa, Terra Fria e Padrela, correspondem a 87 por cento da produção de castanha nacional.

Para promover e divulgar a castanha, a ARATM e a Câmara de Valpaços vão realizar entre sábado e domingo a Feira da Castanha - Castmonte.

A grande atracção da edição deste ano é um bolo de 600 quilos que vai ser preparado na aldeia de Argeriz, com a ajuda de especialistas franceses neste tipo de iguaria e cozido no forno de uma panificadora.

Para fazer este bolo vão ser precisos mais de mil ovos, para cima de 35 quilos de açúcar e dois quilos de fermento, entre outros produtos.

A prova do doce será feita na tarde de domingo, depois de serem conhecidos os vencedores do concurso que pretende apurar a melhor castanha (peso e apresentação) e ainda o melhor doce à base deste fruto.

Entre os 25 produtores de castanha presentes no certame, estarão dois convidados franceses da vila de Beynat que vão revelar produtos que podem ter por base a castanha, tais como cerveja, sabonetes ou farinha de castanha.

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