País
Oposição assinala “recuo” do Governo na avaliação de professores
Na reacção ao anúncio do acordo alcançado entre Governo e Plataforma Sindical de professores, os partidos da Oposição desferem dois substantivos na direcção do Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues: “recuo” e “derrota”.
Para o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, o acordo alcançado na madrugada de sábado “é mais um sinal de recuo e da capitulação do Governo”.
“Estamos na fase do recua, recua, recua, depois da fase do fecha, fecha, fecha”, afirmou o líder social-democrata em Alfândega da Fé, escala do segundo dia do “Roteiro Mudar Portugal” pelo Distrito de Bragança.
Menezes vê no “recuo” do Governo mais um sinal de que o Governo está já a embarcar numa estratégia de cariz eleitoral: “O Governo recua na Ota, recua agora nos professores, recua em tudo aquilo que do ponto de vista político-eleitoral não sirva os interesses do Partido Socialista”.
O líder do PSD considera “absolutamente condenável que ao longo de três anos a concertação entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores tenha sido praticamente nula”.
“Agora constatamos que o Governo recuou em toda a linha, abdicou completamente daquilo que eram os seus propósitos por uma razão: que de qualquer maneira, a qualquer preço, ganhar as eleições de 2009”, atirou.
Governo “está com medo das eleições”
Em tom análogo ao de Menezes, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, assinalou a “cedência” do Ministério da Educação, que inscreve no que diz ser a preocupação do Executivo de Sócrates com as próximas eleições legislativas.
“Os portugueses já perceberam tudo: o Governo cede na Educação, recua na Saúde, falha na Economia, abusa nos impostos, desgraça a agricultura e é um perigo porque não controla a criminalidade”, afirmou Portas, que este sábado visitou a feira de Estarreja e esteve reunido com as estruturas locais dos democratas-cristãos.
“O Governo está com medo das eleições, o que prova que faz sentido lutar pelo que é justo”, prosseguiu o líder do CDS-PP.
“Para que serviu tudo isto?”, questionou-se. “Não era preferível lançar um processo (de avaliação) justo, preparado, organizado, a começar no início do ano escolar, como defendeu o CDS?”.
De acordo com Paulo Portas, impõe-se “fazer o debate essencial da qualidade na Educação, do que se ensina e aprende nas escolas e com que preparação os jovens saem para serem competitivos numa vida laboral que é difícil”.
PCP destaca “falhanço significativo do Ministério da Educação
Em declarações à Agência Lusa, Jorge Pires, da Comissão Política do PCP, classificou o entendimento anunciado este sábado como um “recuo” e “falhanço significativo” do Executivo. Por outro lado, foi uma “vitória” dos docentes.
“O que é importante é que os professores podem continuar a exigir do Ministério da Educação e do Governo que prossigam a avaliação da situação nas escolas, tentando salvar este terceiro período e os próximos anos lectivos”, afirmou o responsável dos comunistas para as matérias da Educação.
”Derrota clamorosa da violência do Governo contra os professores”
O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã considera, por seu turno, que o acordo firmado entre a equipa do Ministério da Educação e a Plataforma Sindical constitui uma “derrota clamorosa da violência do Governo contra os professores”. E “demonstra claramente” que os docentes “tinham razão ao defender as escolas”.
No entendimento de Francisco Louçã, “é necessário fazer recuar o modelo de gestão de avaliação e gestão das escolas, uma vez que exclui a comunidade escolar”.
Por outro lado, advogou, é “importantíssimo afirmar a necessidade de integrar todos os professores contratados que há muitos anos exercem trabalho nas escolas no quadro da carreira docente”.
“Estamos na fase do recua, recua, recua, depois da fase do fecha, fecha, fecha”, afirmou o líder social-democrata em Alfândega da Fé, escala do segundo dia do “Roteiro Mudar Portugal” pelo Distrito de Bragança.
Menezes vê no “recuo” do Governo mais um sinal de que o Governo está já a embarcar numa estratégia de cariz eleitoral: “O Governo recua na Ota, recua agora nos professores, recua em tudo aquilo que do ponto de vista político-eleitoral não sirva os interesses do Partido Socialista”.
O líder do PSD considera “absolutamente condenável que ao longo de três anos a concertação entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores tenha sido praticamente nula”.
“Agora constatamos que o Governo recuou em toda a linha, abdicou completamente daquilo que eram os seus propósitos por uma razão: que de qualquer maneira, a qualquer preço, ganhar as eleições de 2009”, atirou.
Governo “está com medo das eleições”
Em tom análogo ao de Menezes, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, assinalou a “cedência” do Ministério da Educação, que inscreve no que diz ser a preocupação do Executivo de Sócrates com as próximas eleições legislativas.
“Os portugueses já perceberam tudo: o Governo cede na Educação, recua na Saúde, falha na Economia, abusa nos impostos, desgraça a agricultura e é um perigo porque não controla a criminalidade”, afirmou Portas, que este sábado visitou a feira de Estarreja e esteve reunido com as estruturas locais dos democratas-cristãos.
“O Governo está com medo das eleições, o que prova que faz sentido lutar pelo que é justo”, prosseguiu o líder do CDS-PP.
“Para que serviu tudo isto?”, questionou-se. “Não era preferível lançar um processo (de avaliação) justo, preparado, organizado, a começar no início do ano escolar, como defendeu o CDS?”.
De acordo com Paulo Portas, impõe-se “fazer o debate essencial da qualidade na Educação, do que se ensina e aprende nas escolas e com que preparação os jovens saem para serem competitivos numa vida laboral que é difícil”.
PCP destaca “falhanço significativo do Ministério da Educação
Em declarações à Agência Lusa, Jorge Pires, da Comissão Política do PCP, classificou o entendimento anunciado este sábado como um “recuo” e “falhanço significativo” do Executivo. Por outro lado, foi uma “vitória” dos docentes.
“O que é importante é que os professores podem continuar a exigir do Ministério da Educação e do Governo que prossigam a avaliação da situação nas escolas, tentando salvar este terceiro período e os próximos anos lectivos”, afirmou o responsável dos comunistas para as matérias da Educação.
”Derrota clamorosa da violência do Governo contra os professores”
O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã considera, por seu turno, que o acordo firmado entre a equipa do Ministério da Educação e a Plataforma Sindical constitui uma “derrota clamorosa da violência do Governo contra os professores”. E “demonstra claramente” que os docentes “tinham razão ao defender as escolas”.
No entendimento de Francisco Louçã, “é necessário fazer recuar o modelo de gestão de avaliação e gestão das escolas, uma vez que exclui a comunidade escolar”.
Por outro lado, advogou, é “importantíssimo afirmar a necessidade de integrar todos os professores contratados que há muitos anos exercem trabalho nas escolas no quadro da carreira docente”.