Parlamento rejeita propostas de alteração do BE e do PCP ao diploma dos técnicos de diagnóstico

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O parlamento rejeitou hoje as propostas de alteração do BE e do PCP ao diploma que estabelece o regime remuneratório da carreira especial dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.

As propostas de alteração dos dois partidos ao decreto-lei que "estabelece o regime remuneratório aplicável à carreira especial de técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica, bem como as regras de transição dos trabalhadores para esta carreira" foram "chumbadas" com os votos contra do PS, abstenção do PSD e do CDS-PP.

Na última sessão plenária desta legislatura, o BE e o PCP apresentaram requerimentos de avocação para que as propostas fossem aprovadas para melhorar a carreira destes profissionais.

Perante os profissionais que estavam nas galerias da Assembleia da República a representar os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, que estão hoje em greve, o deputado bloquista Moisés Ferreira disse que o que levou hoje a debate foi a melhoria da sua carreira, para que esta seja "justa e digna".

"Durante muito tempo" houve negociações entre estes profissionais e o Governo, mas "o Governo decidiu publicar unilateralmente uma carreira que não vai ao encontro das necessidades" destes profissionais nem do Serviço Nacional de Saúde, disse Moisés Ferreira.

Na sequência desta situação, o BE, o PCP e o PSD apresentaram propostas de alteração, mas na especialidade "o PSD retirou as suas propostas e votou contra todas as propostas do BE e do PCP dando uma cambalhota e atraiçoando os profissionais", disse o deputado.

Hoje, sublinhou, "o que fazemos é avocar estas propostas para plenário para dar oportunidade ao partido social-democrata se arrepender para ir ao encontro das suas propostas iniciais" e permitir "a justiça" devida a estes profissionais.

Pela voz do PCP, Carla Cruz disse que o partido avocou as propostas que fez em sede de comissão para permitir corrigir essas injustiças.

"O PSD tem oportunidade de corrigir a mão que deu ao Partido Socialista", afirmou Carla Cruz

No debate, José António Silva, do PSD, lembrou que o seu partido decidiu exigir ao executivo que assegurasse a realização de um estudo prévio que permitisse avaliar os termos da revisão da carreira destes profissionais.

"Infelizmente as esquerdas unidas chumbaram esta proposta do PSD demonstrado o seu total desprezo pelos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica", sublinhou o deputado do PSD.

A deputa do CDS-PP, Isabel Galriça Neto, disse por seu turno que o partido nunca iria "obstaculizar as soluções que fossem encontradas".

"Só podemos sinalizar que mais uma vez a `geringonça` não se entendeu e com isso prejudicou profissionais de saúde que têm relevância" no setor da saúde.

Dirigentes de quatro sindicatos representativos destes trabalhadores deslocaram-se hoje à Assembleia da República para "avisar" os partidos políticos que vão continuar a lutar por condições mais justas de exercício da profissão e progressão na carreira.

Na próxima semana, as direções sindicais vão reunir-se para decidir ações em tribunal e outras formas de luta, como manifestações.

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